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Destaque

Volts anuncia premiação para profissionais de entretenimento no Maranhão

Com objetivo de estimular o investimento, visibilidade e produção no mercado de cultura e entretenimento no Maranhão, o Grupo Volts, primeiro grupo de mídia focado em entretenimento do estado, anuncia, nesta segunda-feira (23), a primeira edição do Prêmio Volts, que será realizada dia 29 de novembro, no Teatro Sesc, com apoio do Sesc Maranhão.

“Por ser o nosso mercado de atuação, a gente sabe o quanto é desafiador sobreviver no segmento de entretenimento na nossa região. Nossa marca tem se consolidado a cada dia como referência no mercado e o Prêmio Volts vem para materializar essa relevância e presentear nossos artistas com mais essa vitrine como forma de reconhecimento por tanto suor derramado”, explica Lucas Vieira, fundador do Grupo Volts.

A votação do Prêmio Volts será popular, em duas fases. A audiência escolherá vencedores para 20 categorias que abrangem áreas como cinema, teatro, música e televisão. “Nesse primeiro ano, a gente quis investir no engajamento com o público, mas nada impede que nos próximos anos trabalhemos, também, com uma academia para uma votação mais técnica”, pontua Lucas.

Fases de votação

Duas fases de votação serão realizadas para escolher o vencedor de cada categoria. A primeira fase funcionará como peneira. Entre os dias 25/09 e 25/10, o público indicará os favoritos de maneira livre em cada categoria. O link da votação será disponibilizado e divulgado nas plataformas do Volts.

Os três mais votados por categoria passam para a segunda fase da votação, em que o público pode escolher seu favorito entre os dias 28/10 e 28/11.

As votações para as duas fases serão feitas oficialmente apenas na página oficial do evento dentro do Volts.

Categorias

A primeira edição do Prêmio Volts contará com as seguintes categorias:

  • Melhor filme de longa metragem
  • Melhor filme de curta metragem
  • Melhor documentário
  • Melhor ator de filme
  • Melhor atriz de filme
  • Melhor espetáculo de teatro
  • Melhor ator de teatro
  • Melhor atriz de teatro
  • Melhor música
  • Melhor feat musical
  • Melhor cantor
  • Melhor cantora
  • Melhor banda
  • Melhor clipe musical
  • Melhor artista musical*
  • Melhor programa de TV – entretenimento
  • Melhor apresentador de TV – entretenimento
  • Melhor apresentadora de TV – entretenimento
  • Melhor cosplayer
  • Ícone Volts*

Atenção: Na categoria “Melhor Artista Musical” devem ser considerados o conjunto de ações do profissional na execução do trabalho artístico, como qualidade musical, divulgação, conceito, performance em show e o que mais o público considerar que componha um artista completo.

A categoria “Ícone Volts” será destinada à personalidade do ano em todos os segmentos da cultura e entretenimento maranhenses. É a única categoria que contará com voto popular, mas permanecerá com indicados desconhecidos até a revelação do premiado, no dia 29/11.

Regras básicas

  • O prêmio é dedicado à obras, produtos e profissionais do mercado maranhense. Logo, a indicação de obras, produtos e profissionais de outros estados não será validada.
  • Serão consideradas válidas obras, produtos e profissionais com atuação entre 01/01 e 20/09 de 2019.

Todas as informações, indicados, finalistas, vencedores, regras e demais conteúdos serão divulgados no site Volts e através de suas plataformas nas redes sociais. O evento contará com uma conta oficial no Instagram para centralização desses conteúdos: @premiovolts.

A cerimônia de entrega do Prêmio Volts será realizada dia 29 de novembro, no Teatro Sesc, e será aberta apenas para convidados. A solenidade será transmitida no canal do Volts no YouTube – inscreva-se.

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Crítica de Filme

Crítica | Projeto Gemini

Que é isso, novinho? Mesmo sendo muito mais interessante pela forma que pelo conteúdo, novo filme de Ang Lee deixa sua marca na linha evolutiva do Cinemão

Com certeza você já passou por isso: foi rever um filme que te parecia impecável na época e só agora você nota que os efeitos visuais eram, na verdade, bem capengas. Isso certamente acontece porque temos como referência o que vem sendo feito no Cinemão de hoje em dia. É claro que alguns filmes sobrevivem melhor ao teste do tempo que outros, mas de todo modo, a linha evolutiva da tecnologia a serviço da Arte se movimenta constantemente – agora mesmo enquanto você lê esse texto. Em Projeto Gemini o mestre Ang Lee nos traz outra novidade. Vai vendo.

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Antes de qualquer coisa é importante brindá-lo com uma informação que talvez você já tenha: Ang Lee se juntou a expertise de Jerry Buckheimer para blockbusters atribuindo a Projeto Gemini (Gemini Man, 2019) o apelo popular de que esse filme carecia. (Veja, é um thriller de ação com assassino cansado de labuta e doido pra se aposentar. Ou seja: genericaço). Tudo porque a tecnologia empregada aqui oferece uma experiência de 3D nunca antes vista: rodado a 120 frames por segundo (muito mais que os 24fps tradicionais) o filme é um tapa de altíssima resolução e uma limpidez de imagem que vai deixar qualquer aficionado por hidef abestalhado.

E pra quem reclama da imagem escurecida do 3D tradicional: não há diferença nenhuma de iluminação com ou sem os famigerados oclinhos. Nesse sentido, o visual é impactante do começo ao fim. Lastimavelmente, entretanto, é crucial destacar que aqui no Brasil gozaremos apenas da oportunidade de ver Projeto Gemini em 4K 3D+ HFR (e tome sigla) em 60fps – em virtude da falta de equipamento capaz de suportar a tecnologia empregada nesta ousadérrima película. Mesmo sendo metade do concebido por Ang Lee, a experiência ainda é muito incrível. A título de comparação, Peter Jackson fez esse exercício em 2012 com O Hobbit em 48fps e o choque foi algo.

Ainda há outro atributo técnico distinto nesse filme que é a mágica do rejuvenescimento, cada vez mais apurada e assustadora. Will Smith é um assassino de elite a serviço da inteligência americana que, por ser o “agente que sabia demais”, precisa ser exterminado. Driblando spoilers, o homem de 51 anos se vê diante de uma versão dele mesmo, trinta anos mais jovem. O variante ‘Um Maluco no Pedaço’ resgatado dos anos 90 na base do murro tecnológico é interpretado por ele mesmo, lógico, rebocado por toneladas de truques digitais. E, ainda que o resultado não seja impecável, em alguns momentos rela na perfeição e aponta para as infinitas possibilidades que esse recurso pode proporcionar para o futuro dos filmes.

Devido a HFR (high frame rate) empregado aqui, Lee precisou economizar nos planos e cortes para evitar incômodos visuais (e o público bem que reportou desconforto com O Hobbit devido a isso, quem viveu sabe) o que acabou rendendo pelo menos alguns momentos bem impactantes. Destaco aqui toda a sequência envolvendo uma perseguição de motos, passando pelas ruas estreitas da Colômbia, tirando fino dos carros. O realismo impressiona e os movimentos de câmera, notadamente mais fluidos sem o ruído dos picotes comuns de sequencias de ação, acabam maximizando a sensação de urgência na cena.

Tendo sido dito tudo isso, o calcanhar de Aquiles aqui fica justamente por conta do roteiro. Não fosse a insinuação existencialista contida num cenário onde você tem a oportunidade de conversar com uma versão mais jovem de você mesmo (o que você diria?) a premissa é bem genérica, como o atento leitor já catou lá no começo do texto – inclusive chegando a ser previsível em vários níveis. E aí o caráter hipnótico do 3D+ 4K HFR (!) só consegue cobrir até certo ponto.

Mesmo assim, o fato é que Projeto Gemini aponta para o futuro. Com que outras bruxarias incríveis a tecnologia ainda há de nos surpreender, pra que possamos rever tais filmes tempos depois, julga-los obsoletos e em seguida nos surpreendermos com tantos outros? A saber.

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Crítica

Crítica | Black Fox

Co-produção da Crunchyroll, animê mistura sci-fi com ninjas.

Após o muito frisson promovido, finalmente pudemos ver o resultado de Black Fox, animê original produzido pelo estúdio 3Hz (em parceria com o estúdio Infinite) e a presença da Crunchyroll no comitê de produção.

Saindo em formato de longa-metragem, a animação surpreende em visual e em markerting – sendo licenciada no Brasil e outros países com cobertura da Crunchyroll um dia antes da estreia nos cinemas japoneses neste fim de semana – e se configura não mais como uma aposta, mas sim numa alternativa muito positiva ao serviço de streaming dedicado ao público otaku (mas não é o momento de comentar isso, talvez em um artigo).

Com a premissa de um sci-fi, Black Fox reúne elementos como IAs e disputas corporativas por tecnologias de potencial militar ao universo mais que amado dos shinobis ao introduzir a jovem Rikka Isurugi em uma vingança por sua família ao lado de “animais” robóticos superinteligentes e de personalidades destoantes. Junte a isso uma garota telapata e um cientista louco e… bom, poderíamos ter uma trama perfeita.

Não entenda errado! Não estou dizendo que Black Fox é um filme ruim. Pelo contrário, gostei bastante da experiência e me senti cativado pelas personagens apresentadas. Na verdade, acho que como um filme de origem, o longa-metragem cumpre bem o seu papel de nos inserir na história de Rikka e creio que tem tudo para se desenvolver em uma boa série de animê em um futuro não tão distante. Sério, estou muito a fim de ver Rikka, Mia e Melissa no combate ao vilão Brad Ingram.

Todavia, não esquecendo que Black Fox é um filme, temos muitas questões no roteiro que desanimam bastante. O segundo ato, em específico, é muito prejudicado com a maneira escolhida para dar sequência aos acontecimentos. A forma como Rikka e Mia desenvolvem sua conexão acaba ocorrendo de maneira um pouco rasa mesmo sendo perceptível que em suas essências ambas são distintas demais uma da outra em relação ao carinho e o afeto daqueles ao seu redor.

Considerando o tempo de duração do filme (90min) – que não foge do padrão da cena, mas poderia ser um pouquinho maior – temos uma minutagem aproximada à de 4 episódios sem abertura e encerramento. É observando isso que se percebe que o segundo ato (que equivaleria a dois episódios) poderia trabalhar de forma bem mais efetiva o contato entre as duas garotas e, assim, preparar melhor o público para o clímax.

Isso não tira méritos da direção de Kazuya Nomura e Keichi Shinohara, que contam com um trabalho relativamente bem feito pelo time do 3Hz , que tem entre seus principais trabalhos Sword Art Online Alternative: Gun Gale Online (2018). Outro ponto superpositivo são as presenças de Ayaka Nanase e Haruka Tomatsu nas vozes de Rikka e Mia. Talentosíssimas!

A experiência de poder ver o filme nos mesmo período de sua estreia em solo japonês é um outro atrativo e espero que isso se repita em muitos outros momentos. Volto a afirmar, Black Fox tem tudo para ser uma história memorável. Só depende das escolhas a serem feitas. Minha sugestão é que em vez de um segundo filme tenhamos uma série animada para TV/streaming com 12 episódios para dar sequência à trama.

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Crítica de Filme

Crítica | Coringa

Todd Phillips expande as possibilidades de filmes baseados em quadrinhos com narrativa atordoante e perturbadora sobre as origens do Palhaço de Gotham

Depois de uma campanha das mais barulhentas de que se tem memória, Coringa (Joker, 2019) finalmente entra em cartaz com a promessa de ser um “filme de herói” diferente de tudo que já foi feito até agora. E, de fato, o diretor Todd Phillips proporciona aqui uma experiência atordoante, caótica, perturbadora e carregada de ambiguidades que ajudam a entender a trajetória cheia de polêmica do filme pelos festivais mundo a fora. Vai vendo.

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Primorosamente fotografado e conduzido, o filme primeiro atrai pela virtuosidade estética: a atmosfera setentista que se nota logo nos letreiros iniciais se estende pelas ruas apinhadas de gente com pressa, pelos carros, pelos trens super poluídos de pichos e sujeira, pelos prédios cinzas. Tudo contribui para o sufoco que o filme transmite e que cresce nos engasgos da gargalhada do protagonista, na fumaça do cigarro que nunca se apaga.

Joaquin Phoenix é um absurdo quando enverga uma risada congelada ouvindo o chefe lhe pregar mais uma injustiça “o valor da placa vai ser descontado do seu salário”; quando corre com o vigor de um desenho animado, quando bate com a cabeça contra portas de vidro, quando demonstra não perceber a brutalidade enquanto a exerce. A performance é também caótica ao permitir ao público ler sinais que são ora de compaixão, ora de asco. E o corpo esquálido do ator termina de emoldurar a imagem. Nesse sentido, por Phoenix, esse Coringa está à altura de qualquer um de seus pares já vistos na tela grande.

Mas se por um lado no roteiro escrito por Phillips e Scott Silver tudo é combustível pra entender a posição de vulnerabilidade do ainda Arthur Fleck (e a vulnerabilidade é o que provoca a compaixão do público) por outro faz questão de enfatizar a condição de um homem com a mente doente, cujo controle de suas ações se equilibra como um castelo de cartas. Nesse ponto, são inválidas as teorias de que o filme justificaria os crimes do personagem como uma resposta às injustiças a que foi submetido.

No entanto, ao ilustrar o Coringa como um agitador psicopata que ao se rebelar contra o “sistema” encontra no caos a recompensa e a redenção, os esforços começam a ficar ambivalentes.  “Isso não é lindo?” ele diz depois de ser acusado de provocar a desordem generalizada em Gotham pra, em seguida, ser ovacionado como herói pelo mar de gente vestida de palhaço.

De todo modo, o Coringa de Todd Phillips certamente expande as possibilidades de filmes baseados em histórias em quadrinhos uma vez que aqui se pretende um caminho muito mais interessado no drama existencial e na tragédia humana que nas firulas megalomaníacas que o público (no qual me incluo) tanto ama. É muito provável que através dele se abra a chancela para mais produções como essa – o que só demonstra a riqueza da linguagem dos quadrinhos que até parece subaproveitada depois de um filme atordoante como esse.

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