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Review | She-Ra e as Princesas do Poder (4ª Temp.)

Nova fase da animação revelou alguns segredos e prepara público para ponto de virada na série.

A Honra de GraySkull está mantida? Talvez. A resposta para a pergunta somente na próxima temporada de She-Ra e as Princesas do Poder em 2020. Um ano depois da estreia da série, a 4ª temporada (que estreou 5 de novembro) deixou um sentimento de “e agora?” muito forte durante o processo de introdução de novos elementos.

Ressalto aqui também que quem leu a review da temporada anterior pode perceber que acertei na teoria. A antiga She-Ra daria as caras (embora somente em flashbacks da Madame Rizzo) e a aparição do Rei Micah seria agora justo após a morte de Ângela (que agora tenho minhas dúvidas!). Micah apareceu, mas não como o Cavaleiro Vermelho, como é na trama original. Nem um demérito ao reboot por causa disso. Só na traição de Sombria que minha pergunta permanece no ar. Seguindo!

Das quatro temporadas apresentadas até aqui, a última é a mais intensa. O fato de voltar a ter 13 episódios ajudou bastante. Mais tempo de tela reforça a construção de todas as personagens: protagonistas, coadjuvantes e antagonistas.

Foi o que Noelle Stevenson fez com a sua equipe de roteiristas. Para esse review focaremos em um trio de personagens e um extra: Cintilante, Mara e Scorpia, além de Hordak.

A coroação da jovem Cintilante, após o sacrifício de Ângela, deveria ter amadurecido a personagem. Cintilante, ao meu ver, foi a quem menos evoluiu nesta temporada. Ou melhor, até tenha evoluído, mas em consequência o seu lado mimado acompanhou o processo. Sua compostura diante dos amigos e aliados revela muita insegurança. Normal, se considerarmos que agora como rainha ela não estava preparada para o papel e a perda da mãe. No entanto, seus atos desesperados forçaram toda Etheria conhecer um obstáculo bem mais difícil que Hordak e Felina.

A nova rainha mudou o visual, mas não mudou as atitudes

Por outro lado, conhecemos Mara. Até então apenas citada ou em aparições rápidas, a personagem foi uma das protagonistas do episódio “Heroína” e nos ajudou a entender o que realmente estava se passando no planeta. A She-Ra anterior, que é um acréscimo bem válido à mitologia da franquia, resgata a personagem Mara com muito empenho e nos revela que os “Primeiros” (por que não Eternianos?) tem um propósito não tão nobre e abre espaço para novas apostas e teorias. Sua relação com a Esperança da Luz e Madame Rizzo chegam ao grau de melancolia na trama e dão o tom mais solene à temporada. Impossível não se identificar com ela.

Como já está bem claro, as chances de He-Man fazer ponta na série é mínima, quase zero, mas os elementos que o cercam não. Veremos na próxima fase o Castelo de GraySkull? A Espada do Poder? Ela, a espada, já existe ou será ainda criada? Essa última pergunta é um reboot de mais alto nível à mitologia e portanto pouco provável. O certo é que sabemos que Mara era dos Primeiros e eles serão o próximo foco da trama.

Das três personagens que destaco, Scorpia é quem mais curti na temporada (novamente me rendo ao seus pés garota!). O crescimento de sua personalidade, dado seu lado mais infantil, rendeu uma surpresa maravilhosa ao vermos ela compreendendo o quão tóxica é a figura da Felina. Parabéns Scorpia! E ela é tão amável! Mesmo reconhecendo a toxicidade da outra continua a amando (pode ser um ponto fraco dela, mas sem isso ela não seria a fofa que é). De quebra, não posso esquecer que acertei de novo aqui quando conjecturei que poderíamos vê-la com a Grande Rebelião. Mais um ponto para mim!

O extra pra essa review é Hordak. O lado passional do vilão nem de longe condiz com o bufão da série clássica e isso é maravilhoso. Sua melhor cena é aquela onde as lágrimas mistas de alegria pela não-traição de Entrapta e o ódio pelas mentiras de Felina ficam retidas sobre a face em poucos segundos. Mas não esqueçam: ele ainda é vilão!

Por fim, o que foi Double Trouble?! A nova personagem é o tipo de personagem que mais detesto. Contudo, o metamorfo foi o elemento mais significativo para todos os acontecimentos da temporada. Já espero mais canalhices. Sobre Double Trouble, é necessário dizer que sua introdução na trama, por parte de Noelle Stevenson, não é tão original assim como alguns sites anunciavam. Double Trouble já existia na franquia, mas apenas nos quadrinhos.

Dohble Trouble, em novo design, é símbolo de representatividade na animação de Noelle Stevenson

Antes chegou a ser a prima de Cintilante com altas habilidade de disfarce. Agora Noelle repagina a personagem dando-lhe um outra proposta e fazendo-o assumir características que acredito ser numa referência a uma personagem não-binária. O bônus aqui foi o fato dela representar em suas transformações outra personagem da franquia que ainda não havia aparecido: Flora, a princesa com asas de borboleta, embora ao que parece em apenas um fanservice. Assim como foi com Octavia, capitã das tropas navais da Horda, que também apareceu na série dos anos 1980.

She-Ra e as Princesas do Poder segue firme com uma trama convincente e equilibrada em drama, humor e fanservice (as referências a Vassorito, Corujito e Geninho me animaram). A chegada do Mestre da Horda revela que algo mais sombrio está por vir. Aviso que não acredito na Felina, logo aguardem mais atos egoístas dela.

Com a Espada da Proteção em frangalhos estamos sem She-Ra. Adora será capaz de restaurar a Honra de GraySkull? Esperemos.

Confira as reviews anteriores:

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Prêmio Volts | Nova geração alia criatividade e renovação na música maranhense

Comunidade LGBTQI+ e a sofrência embalaram a cena musical de 2019

Nos últimos anos, o mercado fonográfico maranhense vem passando por um incrível processo criativo e de renovação artística. O ano de 2019, por exemplo, foi marcado por nomes conhecidos, e também novos, engajados em enriquecer o cenário musical do estado. O resultado de todo esse trabalho culminou em lançamentos carregados de referências regionais e com boas doses do que há de melhor na música pop atual.

Ao longo deste ano, o Volts ficou ligado em tudo que rolou no cenário e, por meio de votação aberta ao público, totalizando mais de 34 mil votos, foram eleitos os nomes que estão concorrendo na fase final nas categorias “Cantor”, “Cantora”, “Dupla, Grupo ou Banda”, “Clipe Musical”, “Feat Musical”, “Música” e “Artista Musical”.  Vamos recapitular um pouco do trabalho produzido por alguns dos indicados?

A ascensão drag

No ano passado, Frimes causou reboliço com o lançamento do videoclipe de Fadinha. A produção, que se inspirou em filmes consagrados, como Matrix, foi destaque nos principais portais de música do país e teve exibição de lançamento no Cine Praia Grande, lotando a casa.

Neste ano, a cantora resolveu repetir a dose e lançou seu segundo videoclipe, para o single Pink Money. Entregando uma nova roupagem à música, Frimes, ao lado de Lucas Sá, mesmo diretor de Fadinha, trouxe a típica estética da sua persona drag, uma mistura de dominatrix futurística com paletas de um rosa bizarro.  Não é por acaso que o clipe está entre os indicados na categoria “Clipe Musical” do Prêmio Volts.

Outra concorrente nessa categoria é a drag queen Dominica, que lançou vídeoclipe para a faixa Mais Que Nada no começo deste ano. A produção foi dirigida pelo cineasta Mabu e contou com profissionais do curso de Cinema do IEMA. No clipe, Dominica brincou com diversas referências de produções das cantoras pop internacionais, como Britney Spears, no clipe Toxic, por exemplo.

Para completar a lista, Enme vem fazendo barulho e colocando todo mundo para dançar com a faixa Killa, presente em seu EP de estreia ‘Pandú’, que já possui mais de 100 mil execuções nas plataformas de streaming. O vídeoclipe de divulgação para o single, dirigido por Jessica Lauane, é recheado de elementos típicos do Maranhão, como as pitorescas radiolas de reggae e personagens da lenda do Bumba Meu Boi.

Em recente entrevista ao Volts, Enme revelou que o clipe era um sonho de infância e também a construção de uma identidade marcante que difunda o orgulho pelo Maranhão. Não é por acaso que as fotos de divulgação de ‘Pandú’ foram destaque no site da Vogue Itália. Além de “Videoclipe Musical”, Enme concorre nas categorias “Música”, também com Killa, e “Artista Musical”.

Sentimentos à flor da pele

Para os cantores e compositores do estado, 2019 também foi momento de explorar os tons amargos e dolorosos do amor. Na frágil Não Mate o Meu Querer, single lançado mês passado pela cantora Gabi Carvalho, a solidão e a efemeridade são os sentimentos que embalam os versos da canção. Com arranjo econômico, a faixa traz elementos contidos, como as cordas e as batidas pulsante, que criam uma atmosfera soturna e melancólica para melodia. Gabi Carvalho concorre na categoria “Cantora”, ao lado de Mairla Oliveira e Manú Moura.

Já Yhago Sebaz, indicado na categoria “Artista Musical”, usou desses mesmos sentimentos para dar vida ao álbum ‘Meio Amargo’. O disco resgata experiências conflituosas e vividas pelo cantor em seu último relacionamento. Com letras que retratam relações abusivas, Sebaz buscou no soul, blues e hip-hop as inspirações necessários para transformar a dor de outrora em um catálogo de canções que narram um processo de superação.

Prêmio Volts

A cerimônia da premiação realizada pelo Volts rola na próxima sexta-feira, 29, mas você pode votar até o dia 28. Ao todo, são sete categorias dedicadas exclusivamente à música. Não perde tempo e clique AQUI para votar no seu artista favorito.

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Lista de Cinco | Músicas para se preparar para a volta de My Chemical Romance

A banda se prepara para novos shows. Que tal matar a saudade?

A banda norte-americana My Chemical Romance foi formada em 2001 e é composta pelo vocalista Gerard Way, o baixista Mikey Way e os guitarristas Ray Toro e Frank Iero. Classificada como banda de rock alternativo e emocore, MCR fez um grande passeio entre estilos musicais ao longo da sua trajetória, nos apresentando um punk melodioso em I Brought You My Bullets, You Brought Me Your Love, o álbum de estreia, e um hard rock oitentista com um quê de ópera em The Black Parade, terceiro disco do grupo.

No segundo lançamento, Three Cheers for Sweet Revenge, talvez seja possível encontrar alguns resquícios sonoros de Misfits, em um álbum gótico-punk, com letras sobre amores condenados e muitas referências ao horror. O quarto e último álbum de estúdio lançado foi Danger Days: The True Lives of the Fabulous Killjoys. Ele tem uma pegada mais despojada, com músicas mais pop e com sintetizadores e bipes eletrônicos.

Em março de 2013, MCR anuncia seu fim por meio de comunicado no site oficial. Para os fãs, foi um momento de dor. Para os integrantes, um momento para seguir projetos pessoais ou lançar alguns conteúdos especiais da banda. Mas 2019 chegou com uma surpresa: por meio das redes sociais, a banda anunciou o primeiro show do grupo em sete anos. A apresentação acontece no dia 20 de dezembro, em Los Angeles. O ano de 2020 também vai contar com shows no Japão, Austrália e Nova Zelândia. Os ensaios começaram, e a prova é uma foto publicada no Instagram do grupo, que mostra os quatro músicos reunidos em um estúdio.

Ainda sem uma confirmação se vão ser lançadas novas músicas ou até um novo álbum, nos resta matar a saudade de My Chemical Romance por meio de algumas canções.

1 – Mama

Essa música é uma carta e nela, filho conta para a mãe que, adivinha só, nós todos somos cheios de mentiras e vamos para o inferno. O assombro por ter ido a uma guerra acompanha o resto da vida deste filho. Ele sofre pelas decisões que tomou, pelos companheiros de batalha que perdeu, e se sente completamente condenado. A carta em sua maior parte é escrita por Gerard Way. Com essa música, podemos sentir o quão bom compositor é o vocalista.

2 – Drowning Lessons

Diretamente do primeiro álbum, essa canção traz em suas letras temas como insanidade, morte e celebração do fim. Temáticas mórbidas, com guitarras e vocais que não são tão darkness, mas reforçam um pouco da agonia das lições de afogamento.

3 – To the End

Aqui, os solos de guitarra de Ray Toro são o ponto alto, que criam uma identidade única ao My Chemical Romance. Misture o talento de Toro com a bem composta letra de Gerard Way e o resultado é To the End, do segundo álbum do grupo.

4 – Skylines and Turnstiles

Essa talvez possa ser chamada de primeira canção do My Chemical Romance. Gerard Way presenciou os ataques de 11 de setembro, a principal referência para essa música. Compôs a música e logo depois criou a banda ao lado do irmão e mais dois amigos.

5 – Welcome to The Black Parade

Welcome to the Black Parade é um espetáculo. A introdução da música é digna de uma apresentação com performances e muita teatralidade. Ela não precisava nem mesmo de um videoclipe para mostrar sua grandiosidade, mas ainda bem que teve um. A canção pode ser considerada o coração do álbum The Black Parade e convida o público a cantar e, quem sabe, desfilar junto.

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Berro de Carnaval dá início à temporada carnavalesca

Evento conta com show inédito da Banda da Escangalhada

A temporada carnavalesca de São Luís vai começar. A largada é dada pelo Berro de Carnaval, evento promovido pela Escangalhada que acontece no dia 23 de novembro no Espaço Baluarte. É nele que a banda da Escangalhada apresenta em primeiro mão o novo show, intitulado O Baile da Serpente.

No show, as lendas maranhenses são reconstruídas e inseridas no contexto de transformação social em que vivemos diariamente, o que torna O Baile da Serpente uma apresentação de representatividade, inclusão e acessibilidade unidos a elementos da cultura popular maranhense e brasileira.

O evento conta com participação especial do Grupo MOB, Enme Paixão e Fabrícia. Além disso, DJ set de Patrixia Ixia e do Trio Furdunço complementam a programação. Exposições, intervenções artísticas e exibição da Final da Libertadores também fazem parte das atividades.

O Berro de Carnaval acontece no dia 23 de novembro, a partir das 15h, no Espaço Baluart. Os ingressos podem ser adquiridos no aplicativo da Eventbrite, nos pontos fixos: Buriteco Café e Loja Salsa.

A Escangalhada

Nasceu a partir do Bloco Escangalhada durante o pré-carnaval de 2019, com o intuito de criar mais espaços de resistência e oferecer um ambiente confortável e seguro para quem deseja brincar o carnaval sem restrições e julgamentos. Em junho deste ano, promoveram o “Arraial da Escangalhada”, considerado o maior arraial LGBTI+ do Brasil, com mais de 2.000 pessoas

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