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‘Era uma vez em… Hollywood’ é o grande vencedor do Critics’ Choice Awards 2020

Eddie Murphy e Kristen Bell foram homenageados pela prestação de serviços à arte.

O último domingo (12) foi marcado pela 25ª edição do Critics’ Choice Awards, que premia os destaques do mercado de filmes e séries de TV. O grande vencedor da noite foi o filme “Era uma vez em… Hollywood”. Entre os indicados de TV, destaque para a minissérie “Olhos que condenam” e comédia “Fleabag” ganharam três categorias cada.

O ator Eddie Murphy, que já conta com 40 anos de carreira e um currículo com filmes de sucesso, foi homenageado com o prêmio de carreira artística e a atriz Kristen Bell levou o prêmio SeeHer, dedicado a mulheres inspiradoras.

Houve ainda dois empates: melhor diretor, com Bong Joon Ho de Parasita e Sam Mendes de 1917, e melhor talk show com The Late Late Show with James Corden e Late Night with Seth Meyers. Confira, abaixo, lista de vencedores do Critics’ Choice Awards:

CINEMA:

Melhor Filme: “Era uma vez em… Hollywoos”
Melhor Ator: Joaquin Phoenix – “Coringa”
Melhor Atriz: Renée Zellweger – “Judy”
Melhor Ator Coadjuvante: Brad Pitt – “Era uma vez em… Hollywood”
Melhor Atriz Coadjuvante: Laura Dern – “História de um casamento”
Melhor Ator/Atriz Jovem: Roman Griffin Davis – “Jojo Rabbit”
Melhor Elenco: “O Irlandês”
Melhor Direção: Sam Mendes – “1917” e Bong Joon-ho – “Parasita”
Melhor Roteiro Original: “Era uma vez em… Hollywood” – Quentin Tarantino
Melhor Roteiro Adaptado: “Adoráveis Mulheres” – Greta Gerwig
Melhor Fotografia: “1917”
Melhor Design de Produção: Barbara Ling e Nancy Haigh – “Era uma vez em… Hollywood”
Melhor Edição: Lee Smith – “1917”
Melhor Design de Figurino: Ruth E. Carter – “meu nome é Dolemite”
Melhor Cabelo e Maquiagem: “O escândalo”
Melhores Efeitos Visuais: “Vingadores: Ultimato”
Melhor Animação: “Toy Story 4”
Melhor Filme de Ação: “Vingadores – Ultimato”
Melhor Filme de Comédia: “Meu nome é Dolemite”
Melhor Filme de Ficção Científica/Terror: “Nós”
Melhor Filme em Língua Estrangeira: “Parasita”
Melhor Música: “Glasgow (No place like home)” – “Wild Rose” e “(I’m gonna) love me again” – “Rocketman”
Melhor Trilha Sonora: Hildur Guðnadóttir – “Coringa”

TELEVISÃO:

Melhor Série de Drama: “Succession”
Melhor Ator em Série de Drama: Jeremy Strong – “Succession”
Melhor Atriz em Série de Drama: Regina King – “Watchmen”
Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama: Billy Crudup – “The morning show”
Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama: Jean Smart – “Watchmen”
Melhor Série de Comédia: “Fleabag”
Melhor Ator em Série de Comédia: Bill Hader – “Barry”
Melhor Atriz em Série de Comédia: Phoebe Waller-Bridge – “Fleabag”
Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia: Andrew Scott – “Fleabag”
Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia: Alex Borstein – “he Marvelous Mrs. Maisel”
Melhor Minissérie: “Olhos que condenam”
Melhor Filme para a TV: “El Camino”
Melhor Ator em Filme para a TV ou Minissérie: Jharrel Jerome – “Olhos que condenam”
Melhor Atriz em Filme para a TV ou Minissérie: Michelle Williams – “Fosse/Verdon”
Melhor Ator Coadjuvante em Filme para a TV ou Minissérie: Stellan Skarsgard – “Chernobyl”
Melhor Atriz Coadjuvante em Filme para a TV ou Minissérie: Toni Collette – “Inacreditável”
Melhor Série Animada: “Bojack horseman”
Melhor talk show: “The late late show com James Corden” e “The late night com Seth Meyers”
Melhor especial de comédia: “Live in Front of a Studio Audience: Norman Lear’s All in the Family and The Jeffersons”

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Continuação do Live-action de Aladdin tem confirmação

Por grande bilheteria, live-action de Aladdin ganhará continuação com história original

Dirigido por Guy Ritchie, o live-action de Aladdin que estreou em 2019, conta a mesma história já conhecida na animação de 1992 da Disney sobre o famoso ladrão da cidade Agrabah, um “diamante bruto” que encontra uma lâmpada mágica, e com um gênio, usa seus poderes para conquistar o coração de uma princesa.

Mesmo usando uma fórmula igual, o filme em live-action foi sucesso em bilheterias, arrecadando US$ 1,05 bi no mundo todo.

Por conta do grande público, a Disney aposta na sequência do longa.

Em agosto de 2019, um dos produtores do remake de Aladdin afirmou que a Disney estava cogitando na hipótese de uma sequência para o filme. Agora, em 2020, a Variety afirma que os produtores passaram os últimos seis meses trabalhando em uma continuação, que trará uma nova ideia, ao invés de adaptar as sequências animadas originais, como Aladdin and the King of Thieves (BR: Aladdin e os 40 ladrões) de 1996, que apresenta Cassim o pai de Aladdin ou o Retorno de Jafar de 1994 que traz o vilão de volta as animações.

A intenção da produtora é criar um novo longa escrito pelos roteiristas John Gatins, desenvolvedor de Gigantes de Aço (2011) e Andrea Berloff, roteirista de Rainhas do Crime (2019).

O The Hollywood Reporter afirma que o longa já está em desenvolvimento inicial e será uma continuação direta do primeiro. Embora ainda sem sinopse confirmada, a THR afirma que os produtores e o estúdio estão buscando inspirações em histórias originais do Oriente Médio, como Mil e Uma Noites, Ali Baba e os quarenta ladrões, entre outros, para uma história completamente inédita, como afirma o produtor Dan Lin em entrevista ao ComicBook:

Se eu contar o que estamos pensando, os fãs ficarão malucos. É muito cedo para revelar, mas saiba que estamos procurando materiais bem diversos para adaptar, e o filme não será baseado em apenas uma fonte, vamos pegar o melhor de cada coisa que já foi feita e criar algo completamente novo”, disse o produtor.

Essa será a quarta adaptação em live-action da Disney recente que recebe uma sequência: Antes, Alice no País das Maravilhas, Malévola e Mogli, sendo o último ainda não lançado e será dirigido por Jon Favreau.

Há rumores sobre um filme focado no Gênio, personagem de grande importância e favorito de muitos fãs. Também há rumores sobre um spinoff estrelado pelo Príncipe Anders, que seria lançado diretamente no Disney+. Talvez o novo longa tenha um pouco desses rumores em seu desenvolvimento.

Não há certeza se o diretor Guy Ritchie estará de volta, mas os produtores do novo longa pretendem trazer de volta as telas grandes estrelas como Will Smith (Gênio), Naomi Scott (Jasmine) e Mena Massoud (Aladdin). As negociações com elenco só terão início após o roteiro finalizado.

No momento ainda não há previsão para a estréia nos cinemas.

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Coluna Tayna Abreu

Review | Livros de Janeiro de 2020

Obras de Philip Pullman e N.K. Jemisin estão entre os livros comentados

Nesta coluna mensal, eu, Tayna Abreu, venho falar com vocês sobre livros! Ensaiamos aqui no Volts algumas reviews de livros que foram bem aceitas (obrigada!), assim, entendemos que poderíamos expandir essa editoria como uma coluna, pessoal e com texto leve, mas – pretendemos – sempre informativo.

Meus hábitos de leitura talvez precisem ser explicados: em 90% do tempo leio livros em inglês, de ficção especulativa – em sua maioria Fantasy e SciFi -, e de ficção literária alguns premiados ou indicados a prêmios como o Booker Prize, Women’s Booker Prize e Pulitzer Prize. Clássicos Vitorianos também são recorrentes.

Talvez deva pedir perdão de antemão por não ler, quase nunca, autores brasileiros? Perdão.

Mas se este é também o seu estilo de leitura, ou quer se aventurar nele, vem comigo!

THE SECRET COMMONWEALTH, Philip Pullman

No segundo volume da trilogia The Book of Dust, companheira de His Dark Materials, Philip Pullman resgata o caráter de confronto existente na história de Lyra Belacqua/Silvertongue.

A primeira parte de The Secret Commonwealth é despida de magia, sendo os daemons o único elemento fantástico presente, mas fantástico apenas pro leitor. Lyra e Pan estão às rusgas e se apartam após as complicações com ele testemunhar um assassinato.

Lyra, agora uma moça, estudante universitária, se entregou ao pensamento e estilo de vida racionais graças à sua frustração em ter vivido a maior aventura da vida ainda criança e o contato com dois pensadores que questionam, ainda que sem muito resultado prático, a existência de daemons e do sobrenatural.

Pantalaimon, por si próprio um ser de fora do mundo material, mas que se materializa nele, fica indignado com a perda da imaginação de sua companheira.

Os problemas de Lyra e Pan são uma mímica do conflito interno de Lyra, presa no dia a dia da faculdade após ter cruzado mundos, lutado ao lado de bruxas e ursos, e descido até o reino dos mortos, sem falar na traumatizante separação física entre os dois, que são uma só pessoa.

Novos seres mágicos aparecem na segunda parte do livro, quando a aventura finalmente é desencadeada. Ma Costa, Farder Coram, Malcolm e seus pais, Alice e a Dra. Hanna, todos personagens de La Belle Sauvage voltam a aparecer. O jovem professor é peça chave mais uma vez, sendo o elo entre os dois livros, que estão separados por 20 anos. Há ainda uma nova leva de personagens com vários níveis de relação com Lyra ou o Pó.

A Comunidade Secreta do título fala sobre a miríade de seres mágicos que permeiam o imaginário de crianças e contadores de histórias fantásticas. É o próprio gênero da Literatura Fantástica onde os livros de Pullman encontram guarita. Essa comunidade se encontra ameaçada pela ascensão do fascismo, se esgueirando por entre as fileiras da Igreja, e ameaçando não apenas a liberdade de pensamento, mas a própria existência de populações migrantes.

Pullman, mais uma vez, não se acanha em falar dos problemas do mundo real usando Lyra e cia como janelas. Seus personagens agora viajam até a Ásia Central, e os leitores ganham de presente todo um novo mundo de cultura, costumes e folclore.

The Secret Commonwealth lembra ainda que os problemas de Lyra com o todo poderoso Magisterium não foram resolvidos na primeira trilogia, e a explicação simples, se desenrola em um muito familiar conflito entre instituições acadêmicas e o lobby daqueles que defendem a perseguição ao livre pensamento.

Encantador para todos os fãs da trilogia original. Como é bom ter Lyra e Pantalaimon de volta!

THE COLLECTORS, Philip Pullman

Mais um no mundo de His Dark Materials. Desta vez um conto bem curto sobre dois colecionadores de arte que conversam em uma sala em uma universidade (claro, pois HDM). Aqui, Philip Pullman explora o mistério de um quadro e uma escultura que não se largam, mesmo às custas das vidas de compradores e colecionadores.

O conto busca mostrar como as idas e vindas entre os mundos, precisamente o mundo de Lyra e um outro muito parecido com o nosso, deixa consequências e pistas sobre a natureza do multiverso.

Vale muito a pena para leitores de His Dark Materials como um complemento, assim como os outros contos Once Upon a Time in the North e Lyra’s Oxford. Infelizmente está disponível apenas em formato digital e em inglês, já que foi primeiramente escrito para audiobook.

THE KINGDOM OF GODS, N.K. Jemisin

De todos os livros de N.K. Jemisin que já li, The Kingdom of Gods foi o que mais demorou, por vários motivos, nem todos relacionados à obra da americana. Esse é o terceiro volume da The Inheritance Trilogy, onde Jemisin coloca deuses e humanos para brigar, amar e disputar poder sobre a terra.

Como os dois volumes anteriores, a história foca na relação dos deuses, agora ex-escravos, e seus antigos captores, o clã Arameri, que detém o poder sobre os mil reinos que fazem o mundo.

Aqui é Sieth, o mais jovem dos mais antigos deuses (sim, é isso), quem toma de conta da narração. Mais uma vez a autora questiona o ideal de divindade, relações de poder entre dominadores e dominados, relações familiares estranhas chegando, finalmente, a queda de uma dinastia de milhares de anos.

A falta de lapidação é perdoável se levado em consideração que esta é a primeira trilogia daquela que viria a escrever The Broken Earth e ganhar três Hugo Awards consecutivos por esse trabalho. Jemisin já dava em Inheritance sinais que iria sacudir as fundações do SFF e muitas das ideias presentes são possíveis de reconhecer em seus trabalhos mais recentes.

Ainda há uma novela no mesmo mundo, The Awakened Kingdom, com uma narração intragável de um deus recém nascido, e Shades in Shadow, uma coleção com três contos no mesmo mundo. Me recusei a terminar a novela, não quero estragar Jemisin em meu coração, e nos contos ainda não pus os olhos.

MINHA IRMÃ, A SERIAL KILLER, Oyinkan Braithwaite

Um dos livros mais comentados de 2019, Minha Irmã, a Serial Killer (My Sister The Serial Killer, longlisted do Man Booker Prize 2019) é uma comédia de humor sombrio – e o debut da nigeriana Oyinkan Braithwaite – sobre duas irmãs em Lagos: Korede e Ayoola. A mais velha é uma enfermeira meticulosa, em vias de ser promovida à chefia do corpo de enfermagem do hospital; e a mais nova é a querida de todos, amigável, sedutora, mas também serial killer. Ayola mata os namorados enquanto Korede limpa as cenas dos crimes.

MYSTSK recorre fortemente à trope das irmãs diferentes onde sempre a mais séria e reclusa é quem narra a história onde o agente de transformações é a sua complementar. E claro, à do o crush que se apaixona por sua irmã mais interessante e vê em você apenas uma amiga.

A história lida com traumas da infância, violência doméstica, a cumplicidade entre irmãs, enquanto investiga e subverte as dinâmicas de poder entre homens e mulheres. É bem curto e de leitura fácil e cativante, apesar do tema pesado. É possível pensar que o livro é um thriller, que há uma investigação policial dos assassinatos, mas longe disso. Já se sabe quem é o autor dos crimes quando a história abre e nunca a narrativa se demora nos pormenores desse ato.

Todas as cenas onde alguém morre são distantes, como que sendo gradativamente apagadas pelo arsenal de limpeza e olho clínico de Korede. Posteriormente ela se lembra dos mortos, mas quase nunca do grotesco de suas mortes.

REBECCA, Daphne du Maurier

Um clássico que mímica os romances góticos, conta a história de uma jovem inexperiente que casa com um homem de meia idade de forma súbita em uma viagem e vai morar com ela na casa ancestral da família em Cornwall, na zona rural da Inglaterra.

Lá ela começa a ser assombrada pela lembrança da primeira esposa, Rebecca, que aparentemente era perfeita. Não há nada que a narradora sem nome faça que chegue aos pés da antiga senhora de Winter, ao ponto de ela simplesmente nem tentar imprimir suas vontades no governar da casa.

A narrativa é brilhante e consegue comprimir toda a insegurança e desejos reprimidos da nova esposa. É possível sentir o que ela sente, às vezes por páginas e páginas de divagações e perceber que Rebecca é parte intrínseca de Manderly, a casa ancestral dos de Winter, e como essa presença sufoca a narradora e alimenta o ódio da governanta sobre sua nova senhora.

O final é maravilhoso, apesar do twist ser bem óbvio, a forma como é feito e as ramificações dele são excelentes.

THE WELL-FAVORED MAN, Elizabeth Willey

O primeiro volume da Kingdom of Argylle Trilogy, uma saga barroca que mescla modernidade, medievo e lendas gregas em uma salada que por vezes torna difícil colocar foco em que cenário conceber enquanto a trama se desenvolve.

The Well-Favored Man é narrado pelo jovem cabeça da família de semi-imortais que governa a província independente de Argylle, que já fez parte de um reino maior, em um mundo que é o nosso, bem diferente, mas não menos o nosso. Há dragões sentientes e grifos gigantes, a consciência de Typhon, o pai de todos os monstros na mitologia grega, mas também há engenharia genética e inteligência artificial usada como arma de guerra.

Até agora, depois de 411 páginas ainda não sei o ao certo o que é ou de onde veio a Spring/Manancial – que parece ser a fonte de poder da família dominante -, não sei como funcionam as Chaves e tenho apenas uma ideia geral de como funcionam os Caminhos. Céus, ainda não sei como uma das personagens veio a existir, se ela nasceu de chocadeira, por exemplo!

Há muito no pacote, é um cenário ambicioso que talvez se desenvolva melhor nos livros seguintes – que são prequels -, mas que carece de uma maior delimitação e mesmo explicação básica de como funciona o mundo e seu sistema de magia.

Mas, veja bem, pode ser apenas meu intelecto limitado que me impossibilitou de acompanhar direito a saga do Well-Favored Man. Em todo caso, os livros são dos anos 1990 e Willey nunca mais escreveu nada.

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Listas

Lista de 5 | Álbuns para te acompanhar durante a bad

Muitos encaram a bad de forma humorada nas redes sociais, mas a verdade é que esse momento é doloroso.

Cena do clip 'I Miss That Feeling' do duo Tennis | Foto: Reprodução

Momentos de completa melancolia ou um tanto depressivos podem ser ocasionados por diversas situações, mas, convenhamos, que na maioria das vezes é aquela decepção amorosa a principal causa, seja pelo crush que não nos corresponde ou pelo rompimento de um relacionamento. Além disso, as responsabilidades excessivas e a dura realidade da vida adulta não ficam para trás quando o assunto é nos deixar na bad zone.

Ainda que muitos encaram esses momentos da vida de forma humorada na redes sociais, a verdade é que tudo isso é doloroso e essa dor, se não tratada de imediato, pode perdurar por bastante tempo. E não existe remédio melhor para curar as feridas do coração e da alma do que a música. Que tal uma pequena lista de álbuns para te acompanhar nos momentos tristes da vida?

1. Par de Olhos; YMA

Ano: 2019

Faixas: 9

Gênero: Pop; Alternativo; Indie

Momentos: Pré-final de relacionamento; insegurança no relacionamento; solidão.

A paulistana Yasmin Mamedio, nome por detrás do pseudônimo YMA, em seu primeiro álbum de inéditas expõe suas confissões e medos sobre o amor. São canções em que a cantora se vê dominada pelo conflito da incerteza romântica e do medo do abandono. Sentimentos que desencadeiam versos que transbordam insegurança, como na faixa de abertura ‘Evaporar‘. Guiada pelas guitarras ruidosas, das inserções dos sintetizadores e de suspiros angustiantes, Yasmin resgata a estética oitentista para entoar versos carregados pelo medo precoce da perda, como na faixa ‘Pequenos Rios’. ‘Par de Olhos’ é um registro marcado por paletas soturnas, uma sonoridade empoeirada e canções que, gradativamente, revelam um coração machucado à medida que Yasmim fala sobre suas dores. OUÇA.

2. Shore EP; Daniela Andrade

 

Ano: 2016

Faixas: 4

Gênero: Pop

Momentos: Relacionamento à distância; solidão; autoconhecimento.

Em uma estrutura contida, presando por arranjos econômicos enquanto os vocais doces da interprete embalam o pequeno catálogo de canções, a canadense Daniela Andrade transforma seu EP de estreia numa curta narrativa acerca dos relacionamentos na era digital, diálogo que facilmente se estabelece com o ouvinte. Da abertura com ‘Digital Age’ a ‘Shore’, Andrade se questiona a cada verso sobre a ausência do contato físico pela prevalência das interações via aplicativos de mensagens. São momentos em que a cantora resolve se recolher nos próprios pensamentos para falar sobre a solidão amorosa ocasionada pelos tempos modernos. OUÇA.

3. O Que Existe Dentro de Mim; Adorável Clichê

Ano: 2018

Faixas: 9

Gênero: Indie-rock; Emocore

Momentos: Crises existenciais; excesso de responsabilidades; entrando na vida adulta

As angustias e conflitos presentes na transição entre a adolescência e a vida adulta é um processo confuso e, por vezes, doloroso. Os catarinenses da Adorável Clichê sabem bem o que é isso. Em seu álbum de estreia, a banda recolheu todos os fragmentos, experiências e sentimentos amargos dessa fase e os emoldurou num convidativo catálogo de 9 canções. O registro transita entre as reflexões do jovem-adulto que precisa encarar a solidão da cidade grande, aceitar a distância das amizades de outrora e lidar com novas responsabilidades. Tudo isso é entregue ao ouvinte de forma introspectiva, seja pelo bom uso do dream pop e, às vezes, pela agressividade das guitarras sujas. Vale destacar a nostalgia pelo tom melodramático dos versos que facilmente lembram bandas como NX Zero e Fresno. OUÇA.

4. Journal de Bad; Bárbara Eugênia

Ano: 2010

Faixas: 13

Gênero: Pós-MPB

Momentos: Apaixonado; amor não correspondido; embreagado para esquecer o crush

Logo que Bárbara Eugênia surgiu poucos sabiam que ela se tornaria um dos grandes nomes do romantismo da atual safra da música brasileira. Da lírica marcada pela dor aos momentos de completo êxtase, Eugênia construiu um catálogo de canções que sintetiza qualquer fase de um dos sentimentos mais agridoces da vida: a paixão. ‘Journal de Bad’ , primeiro disco da cantora, é uma imersão sonora na teia de sensações desencadeada por um amor não correspondido, daquele crush completamente alienada dos sentimentos direcionados a ele. E Eugênia reforça o melodrama ao usar o brega e a jovem guarda para dar bases as suas confissões embriagadas, tão bem demarcada na faixa ‘Por Aí’ . OUÇA.

5. SASAMI; SASAMI

Ano: 2019

Faixas: 10

Gênero: Indie-rock; Shoegaze; Alternativo

Momentos: Término de relacionamento, Baixa autoestima; culpa pelo término

Em seu álbum de estreia autointitulado, Sasami Ashworth, nome por detrás do pseudônimo, abre as feridas de um relacionamento amoroso de outrora, tornando as guitarras presentes em toda audição do disco na sua mais fiel amiga. Com composições bem particulares, mas que não deixam de refletir experiências vividas pelo ouvinte, SASAMI procura sua libertação do fardo da culpa. São versos marcados pela autoafirmação, em que a cantora lembra a si mesma de não carregar a responsabilidade pelo o fim do relacionamento. E é percepitível, a medida que o disco se desenvolve, o diálogo que a cantora estabelece entre os versos e os arranjos. São nos instantes dos pequenos ruídos, das guitarras carregadas, que quebram as melodias soturnas, que SASAMI expõe as feridas de um termino conturbado e da culpa (injusta) que incumbiu a si mesma. OUÇA.

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