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Dragon Ball comemora seus 35 anos!

Dragon Ball ganhará painel com dubladores brasileiros na CCXP19.

Isso mesmo que você leu no título, meu amigo, Dragon Ball comemora seus 35 anos! A saga de anime que conquistou o mundo, inclusive o Brasil, que era transmitido pela manhã na TV aberta, ganhará uma homenagem no CCXP19 que elevará o ‘ki’ de qualquer fã.

Publicado inicialmente no dia 20 de novembro de 1984, na edição de número 51 da Weekly Shonen Jump, a série ficou por mais de 10 anos na revista, tendo no total 519 capítulos.

Weekly Shonen Jump e sua primeira capa com Dragon Ball

A história inicial fala de Son Goku, um garoto inocente com cauda de macaco e uma grande força. A criança mora só após a morte de seu avô adotivo, mas um dia conhece Bulma, uma garota altamente inteligente que está em busca das Esferas do Dragão. Assim os dois partem em uma longa jornada.

A série ganhou outras sagas, fazendo com que os telespectadores seguissem o curso de crescimento e desenvolvimento do personagem, conhecendo seus novos inimigos e amigos, assim como aventuras com o objetivo de salvar o planeta Terra.

Mesmo com o final de seu mangá, a obra do famoso autor Akira Toriyama, continuou em outras mídias e fazendo parte de gerações diversas.

A popularidade de Dragon Ball nunca fraquejou, exemplo disso é o mangá de Dragon Ball Super, supervisionado pelo próprio Toriyama e escrito por Toyotaro que continua ganhando cada vez mais leitores ou seu recente filme; ou mesmo Dragon Ball Super: Broly, que bateu recorde de bilheteria, sendo a 3ª maior de um anime nos Estados Unidos, recorde no Japão, arrecadando R$ 70 milhões em apenas 11 dias, e sucesso no Brasil, com a marca de 1 milhão de espectadores.

Que assistir anime legendado e no áudio japonês é mainstream todo mundo concorda, mas é inegável que a dublagem brasileira em alguns títulos antigos é insuperável; Dragon Ball é um exemplo disso. Apenas ouvir a voz de Wendel Bezerra, dublador do Goku, protagonista da série, é suficiente para bater nostalgia de qualquer fã antigo ou ser reconhecido pelos novos.

Pensando nisso, a Unidub, estúdio de dublagem brasileiro, fundado pelo próprio Wendel, que dublou títulos grandes no Brasil como Dragon Ball, Bob Esponja ou o saudoso jogo Grand Chase, fará sua comemoração especial do aniversário da Saga das Esferas do Dragão no maior festival de cultura pop do planeta. O painel acontecerá dia 7 (sábado) no Auditório Ultra e reunirá os grandes dubladores da saga.

Wendel Bezerra (voz do Goku e diretor de dublagem dos filmes), Wellington Lima (voz do Majin Boo e diretor de dublagem da série), Úrsula Bezerra (Voz do Goku criança), Tânia Gaidarji (Voz da Bulma) e Fábio Lucindo (Voz do Kuririn), relembrarão grandes momentos da saga e falarão sobre os bastidores de dublagem para o público presente no painel.

Wendel Bezerra, voz do Son Goku, do Bob Esponja, do Ronan, do Metabee, do Lee Sin, do…
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Coluna Lucas Nash

Grammy e racismo: o relacionamento mais duradouro do mundo da música

A década de 2010 termina sem nenhum artista negro ter ganhado o ‘Melhor Álbum do Ano’ no Grammy.

Há 12 anos, em Los Angeles, o pianista de jazz Herbie Hancock subia ao palco da 50ª cerimônia de premiação do Grammy para receber a estatueta de ‘Melhor Álbum do Ano’ pelo disco ‘River: The Joni Letters’, produzido em homenagem à cantora Joni Mitchell. O momento foi um balde de água fria para muitos que acompanhavam a cerimônia. As apostas estavam altas em ‘Back to Black’ de Amy Winehouse, que já tinha garantido três das principais categorias da noite.

O produtor Quincy Jones, ao entregar o prêmio a Hancock, não se mostrou muito contente com a vitória e muito menos se preocupou em disfarçar. Além de Amy, o pianista concorria com Kanye West e Foo Fighters. Hancock não era apontado por nenhum site especializado como vencedor e a própria indicação do artista na categoria não foi bem recebida pelos críticos.

Contudo, o ponto mais relevante desse fato não é o descontentamento do público, da crítica ou dos artistas com a vitória do pianista em 2008, e sim que Herbie Hancock foi o último artista negro a ter um álbum vencedor da principal categoria do Grammy. Mas o que isso significa? Em meio a uma período em que grandes nomes da Black Music lançaram diversos trabalhos, o Grammy finaliza a década de 2010 reafirmando uma problemática intrínseca da premiação: de que artistas negros, dificilmente, merecem o mérito por terem entregue grandes obras na história da música.

Para entender o porquê, podemos refletir sobre a resposta dada pelo então presidente da Academia Fonográfica, responsável pela premiação, ao ser questionado pela ausência de nomes femininos nas principais categoria do prêmio em 2018. Neil Portnow, tentando defender o seu peixe, acabou afirmando que as mulheres precisam aumentar o nível. Seria esse também o motivo pelo qual artistas como Kendrick Lamar e Beyoncé, recordistas em indicações nas edições de 2016 e 2017, respectivamente, acabam perdendo nessa categoria?

A invisibilidade do Hip-Hop e as injustiça contra Lamar

Com ‘To Pimp A Butterfly’ (2015), Kendrick liderou o Grammy 2016 com 11 nomeações, entre elas a de melhor álbum do ano. A nomeação na categoria não pegou ninguém de surpresa, como no caso do pianista Hancock, muito pelo contrário, já era esperada. ‘To Pimp A Butterfly’ foi ovacionado no seu ano de lançamento, muitos críticos consideraram a obra com um experimento assertivo de renovação do Hip-Hop, indo além do gênero e explorando outros estilos.

Entre as rimas amargas que estampam a realidade da população negra e a criatividade experimental, o álbum figurou em primeiro lugar em diversas lista de melhores álbuns de 2015, conseguiu a nota média de 96/100 no Metacritc, com base em 44 críticas, e é, até hoje, considerado o mais importante álbum da cultura Hip-Hop/Rap. Contudo, no final da noite do 58ª Grammy, o rapper voltou para casa sem ganhar em nenhuma categoria principal e, dentre elas, bem… Vocês já sabem.

Sobre isso, o rapper Frank Ocean considerou com um dos momentos mais “defeituosos” da TV, ao rebater uma critica da própria bancada do Grammy a respeito de uma apresentação realizada por ele na edição de 2013. Além disso, o artista, em 2017, deixou de submeter o seu álbum ‘Blonde’ (2016) por não concordar com as políticas da premiação. Seguindo o caminho aberto por Ocean, Kanye West e Drake, também em 2017, resolveram boicotar o prêmio não indo à cerimônia, alegando a falta de espaço para os negros.

O icônico Snoop Dogg também levantou a bandeira naquele mesmo ano. O dono de parcerias consagradas mandou um belo f****se ao prêmio por não representar os artistas negros. “Que tal criamos uma premiação dos negros? Vamos dar a eles tudo o que eles merecem por ontem, hoje e amanhã”, afirmou o rapper em um vídeo divulgado em uma rede social.

E esse descontentamento é histórico. O empresário Jay Z deixou de comparecer em diversas edições, como forma de boicote, porque, no ano de 1999, a bancada não indicou o trabalho do rapper DMX, bastante elogiado na época. Jay Z aproveitou para reiterar que já é sistemático a prática de exclusão do Hip-Hop nas principais categorias do prêmio.

Outro exemplo de artistas negros sendo esnobados é Beyoncé. A cantora tem um total de 22 prêmios Grammy, mas, vejam só, dentre o total, 18 são de categorias de R&B e música urbana. Muitos apontam essas categorias como prêmios de consolação. Faz sentido. Em 2017, Beyoncé era líder em indicações e ‘Lemonade’ (2016) era um dos favoritos para ganhar álbum do ano, mas a cantora teve que se contentar com a estatueta ‘Melhor Álbum de Música Urbana‘.

Negros têm visibilidade na premiação?

Com todo esses momentos promovidos pelas últimas edições da premiação, a impressão é que, embora artistas negros tenham entregado obras aclamadas, que revolucionaram o mercado e a música, a bancada do Grammy ainda insiste em vê-los apenas como dignos de serem indicados, mas não de serem vencedores.

Isso se torna mais palpável se formos ver em números. Entre os anos de 2010 e 2019, dos 53 indicados na categoria “Melhor Álbum do Ano”, 19 eram negros, mas nenhum se consagrou como vencedor. Já dos 50 indicados na mesma categoria, no período de 2007 a 2017, 10 eram negros, e apenas um conseguiu levar o prêmio, ainda que a contragosto de muitos. Se totalizarmos todas as edições do Grammy, que acontece desde 1959, apenas 10 artistas negros saíram com a estatueta de álbum do ano, sendo que, desses artistas, há apenas duas mulheres.

62ª edição do Grammy

A cerimônia de premiação deste ano acontece no próximo domingo (26) e, assim com nas edições de 20016 e 20017, são artistas negros que lideram as indicações. A cantora e rapper Lizzo totaliza oito nomeações, saindo na frente de nomes como Ariana Grande e Taylor Swift. Além dela, Lis Nas X é outro artista negro líder em nomeações, seis no total. Ambos estão concorrendo a ‘Melhor Álbum do Ano’.

Independente se Lizzo ou Lis Nas X saiam vitoriosos ou não na categoria, a realidade, para quem acompanhou de perto os lançamentos dos últimos 10 anos, é difícil de ser digerida. Na década marcada por movimentos como Black Lives Matter, pelo primeiro afro-americano ocupando o cargo de presidente dos Estados Unidos e Beyoncé marchando com seus bailarinos em homenagem aos Panteras Negras, no intervalo da final do Super Bowl, o Grammy se reafirma como uma instituição presa à sociedade segregacionista norte-americana do século passado, ao não permitir que artistas negros saiam do status de indicados e se tornem os grandes campeões da premiação.

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Filmes

O próximo James Bond não será mulher, confirma produtora de 007

“Ele pode ser de qualquer cor, mas ele é homem”, afirma Barbara Broccoli, produtora da franquia

Foto: Greg Williams / Handout

Se no ano passado as especulações eram que uma mulher assumiria a identidade de 007, os produtores da franquia, Barbara Broccoli e Michael G. Wilson, colocaram um fim nessa possibilidade. 

Em abril estreia No time to die, novo filme com as histórias de James Bond. Daniel Craig já deixou avisado: é o último filme em que atua como o protagonista. A aposentadoria de Craig do papel fez com que até o nome de Lashana Lynch (Maria Rambeau, em Capitã Marvel)  fosse cogitado. Porém, Broccoli foi categórica: “Ele [James Bond] pode ser de qualquer cor, mas ele é homem”.

A declaração foi feita em um entrevista à Variety e pode até soar arrogante, mas a produtora se explica: “Acredito que devemos criar novas personagens para mulheres, personagens fortes. Eu não estou particularmente interessada em ter um personagem masculino com uma mulher interpretando-o. Acho que as mulheres são muito mais interessantes do que isso”.

Em Hollywood, é comum a ideia de colocar uma mulher em um papel originalmente masculino em vez de escrever personagens e histórias para elas. Oito Mulheres e um Segredo (2018) e As Caças Fantasmas (2016) são alguns exemplos dessa situação.

A negação de Barbara de transformar o agente britânico em uma mulher e sugerir criação de histórias únicas para elas pode ser uma resposta à dura realidade do mercado cinematográfico. A agência de publicidade Creative Arts Agency e a companhia de tecnologia Shift7 realizaram um estudo com filmes lançados entre 2014 e 2017 e revelaram que o número de filmes com protagonistas femininas é menor que o de filmes com homens no papel principal. Das 350 produções analisadas, 105 contavam com mulheres protagonistas, enquanto 245 eram com homens no elenco principal. 

No estudo Inequality in 700 Popular Films, que analisou 700 filmes lançados entre 2007 e 2014, as mulheres representavam apenas 30,2% dos 30.835 personagens com falas. A pesquisa também mostrou que em 2014, do top 100 filmes, em 21 as mulheres eram as estrelas ou co-estrelas.

Talvez os filmes de James Bond não sejam a chance de aumentar o quantitativo de mulheres protagonistas, mas ainda pode acontecer uma representatividade: “Ele pode ser interpretado por um ator que não é branco”, explica Barbara. Em 2018, o Hollywood Reporter realizou uma pesquisa que apontou Idris Elba (John Luther em Luther e Heimdall no Universo Cinematográfico da Marvel) como preferido de 63% do público americano para substituir Daniel Craig. O resultado deu muita esperança para a possibilidade de ver o primeiro James Bond negro da história.

No Time to Die é o quinto filme de Daniel Craig no papel de 007. No elenco, estão presentes ainda: Rami Malek, Ralph Fiennes, Rory Kinnear, Ben Whishaw, Naomie Harris, Lea Seydoux  e Jeffrey Wright.

O novo filme de James Bond, o 25º da franquia, chega aos cinemas norte-americanos no dia 10 de abril.

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Música

‘Batidão’, novo single de Enme, está prestes a alcançar 10 mil plays no Spotify

O primeiro EP da maranhense já conta com mais de 154 mil execuções no serviço de streaming musical.

Enme não dá trégua para descanso!

Após entregar o primeiro EP autoral, ‘Pandú’ (2019), a cantora e drag queen maranhense Enme já colhe bons frutos da recém lançada ‘Batidão’. A faixa está prestes a alcançar 10 mil execuções no Spotify e é capa da playlist LGBT*, que conta com músicas de artistas como Pabllo Vittar e Gloria Groove, além de ser destaque em outras playlists do serviço de streaming. Até agora, ‘Batidão’ totaliza mais de 8 mil execuções.

A nova aposta da cantora é um verdadeiro intercâmbio regional entre o Maranhão e a Bahia, onde os tambores maranhenses dialogam com o pagode bahiano e dão vida a uma epifania de batidas eletrônicas e rimas ágeis. E esse resultado não é por acaso. ‘Batidão’ conta com a produção do bahiano Noise Man, nome responsável pela produção de sucessos como ‘Problema Seu’, da Vittar, e co-produção de Sandoval Filho, que trabalhou nas faixas ‘Killa’ e ‘Juçara’, presentes em ‘Pandú’.

No ano passado, Enme foi a grande vencedora do concurso novos talentos do Festival Sons da Rua. A maranhense concorreu com artistas de diversos estados do Brasil e, com a vitória, ela se apresentou na Arena Corinthias em São Paulo. A vitória também trouxe como prêmio a produção de um single, no caso, ‘Batidão’.

Já o primeiro EP da maranhense conta com mais de 154 mil execuções no Spotify. ‘Sarrar’ é a faixa mais escutada da cantora na plataforma, com 80 mil plays, seguida de ‘Killa’, com 70 mil.

Sucesso além do Maranhão

Neste ano, Enme já tem agenda de shows confirmados e Pernambuco é o próximo destino da ‘Juçara Tour’.No dia 15 de fevereiro, a maranhense desembarca em Recife para se apresentar no festival Porto Musical. O evento acontece desde 2005 e promove shows gratuitos, oficinas, seminários e outras ações de fortalecimento do mercado musical. Se apresentarão também no festival nomes como China e Luísa e os Alquimistas.

E taca stream em ‘Batidão’ :

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