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Livros e HQ's

Começa hoje a 4ª edição do FLIPOP, festival de Literatura promovido pela Editora Seguinte

O festival, que já é evento marcado no calendário dos apaixonados por literatura, terá a participação de grandes autores como Raphael Montes, Ibi Zoboi e Rainbow Rowell.

(Foto: Reprodução/Flipop)

Será realizada hoje (9) a 4º edição da FLIPOP, o festival de Literatura pop criado pela Editora Seguinte em 2017 e que vem fazendo grande sucesso ao longo dos anos. Na edição 2020, que vai até o dia 12 de julho, a programação será toda realizada de forma gratuita e online devido à pandemia, sendo transmitida ao vivo pelo canal oficial da editora no Youtube.

O evento terá 16 bate-papos ao longo da programação, com a presença de autores brasileiros e estrangeiros que tratarão de diversos temas do mundo da literatura, como mercado editorial, gêneros literários, representatividade e leitura na adolescência.

Para dar início ao evento nesta quinta-feira (9), os temas das mesas de conversa serão: “Criatividade em tempos de crise”, marcada para as 11h, com a participação dos escritores Vitor Martins, Giullia Paim e Otávio Junior, que falarão sobre questões envolvendo a criatividade e produtividade de um autor em tempos de pandemia.

(Foto; Reprodução/ Flipop)

Em seguida, às 14h, rola o bate-papo “Mediação de leitura dentro e fora da escola”, que abordará o incentivo da leitura nas escolas e na família e os desafios, semelhanças e diferenças entre as mediações de leituras em diferentes formatos e plataformas. Às 16h30 tem a mesa “Uma linguagem para todes”, que tratará da inclusão na literatura.

Por fim, o primeiro dia do evento encerra com o bate-papo com a escritora Casey McQuiston, autora do aclamado livro “Vermelho, Branco e Sangue Azul”, com tradução consecutiva.

(Foto; Reprodução/ Flipop)

Para conferir a programação completa, clique AQUI.

Exclusivo

Volts na literatura: Saylon Sousa, do Volts Podcasts, lança seu primeiro romance de literatura fantástica

Obra carrega o imaginário criado pelo repertório do autor, que é fã de mangás e animês, em uma trama intensa de batalhas e sentimentos.

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Escrever um livro sempre foi o sonho de Saylon Sousa. Pelos menos é o que ele sempre diz aos amigos e conhecidos quando fala de aspirações e desejos. Feliz, o radialista e podcaster do Grupo Volts não esconde a felicidade em poder lançar seu primeiro romance de ficção fantástica batizado de “As Crônicas dos Anjos: Volume I – Armagedom”.

Passando por cima das dificuldades impostas pelo mercado editorial, Saylon publica sua obra de maneira independente por meio de serviços de publicação por demanda já conhecidos por leitores, autores e editores como Clube de Autores e AgBook. É por lá que o livro pode ser adquirido em versão impressa.

“É bem difícil publicar um livro. Não basta apenas escrever e revisar. Tem que ter dinheiro para financiar registro e procedimentos técnicos para publicar. Graças a Deus hoje em dia há esses serviços de press on demand onde basta ter o miolo do livro pronto, uma capa e talvez o ISBN, porque é importante ter ele para se fazer presente nas grandes livrarias, e aí tudo fica bastante simplificado”, comenta o autor ao falar sobre o processo.

Foto: Saylon Sousa e seu primeiro livro (Arquivo Pessoal)

Com 428 páginas, a obra é divida em 45 capítulos e narra a trajetória dos jovens Ray, o herdeiro dos demônios, e Melissa, a princesa dos anjos, num encontro predestinado milhares de anos e que pode prevenir que a destruição do universo aconteça. Cabe a eles e seus amigos despertar as Sete Essências do Universo e impedir que os exércitos do Édden e do Apolleon liberem o caos no mundo.

“Comecei a rascunhar esse universo narrativo quando estava no Ensino Médio, mas a rotina do dia a dia e os percalços da publicação atrasaram o lançamento da obra mais que o imaginado. Nessa jornada já escrevi a continuação da obra, que está com 2/4 pronta, pois é uma tetralogia. Comigo desde sempre meu amigo Antonio Evangelista me ajudando nessa caminhada.”, relata Saylon ao contar mais sobre seu livro.

Disponível nos sites Clube de Autores e AgBook a obra está a venda desde o último dia 27 de maio pelo preço de R$ 49,95 e leva o selo do VOLTS. No site da Amazon também é possível adquiri-la na versão impressa ou em e-book por R$24,99 (título disponível no serviço de assinantes Kindle Unlimited).

Saiba mais:

As Crônicas dos Anjos: Volume I – Armagedom

Número de páginas: 428
Edição: 1 (2020)
Formato: A5 148×210
ISBN: 978-65-000-3679-4
Coloração: Preto e branco
Acabamento: Brochura c/ orelha
Tipo de papel: Offset 90g

Onde comprar: CLUBE DE AUTORES (Impresso) e AGBOOK (Impresso) ou AMAZON (impresso ou e-book)

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Em tuíte, J.K. Rowling compara terapia hormonal a conversão de sexualidade

Devido às últimas declarações da escritora, fandoms da série Harry Potter se uniram contra Rowling.

Foto: Divulgação.

A escritora J.K. Rowling, autora da série de livros infanto-juvenil Harry Potter, continua a destruir a infância de seu público. No último domingo (5), a britânica voltou a fazer comentários transfóbicos em seu perfil no Twitter e chegou a comparar a terapia hormonal, tratamento utilizado por pessoas trans, a conversão de sexualidade, prática muito difundida no século passado para ‘converter’ a orientação sexual de gays e lésbicas.

Tudo começou quando um usuário da rede social fez um tuíte denunciando uma postagem curtida pela escritora que comprava prescrições de hormônios e antidepressivos. A publicação afirmava que ambos os tratamentos eram “pura preguiça para quem prefere medicar do que dedicar tempo e esforço para curar a mente das pessoas”.

A escritora decidiu responder a crítica e fez uma série de tuítes em que declarou já ter feio tratamento para TOC, depressão e ansiedade com o uso de antidepressivos, e que contribuíram para sua recuperação. “Quando você mente sobre o que eu acredito sobre medicamentos para a saúde mental e quando deturpa os pontos de vista de uma mulher trans por quem não sinto nada além de admiração e solidariedade, você cruza a linha”, comentou sobre as acusações direcionadas a ela.

J.K. Rowling continuou ao afirmar que muitos profissionais da saúde estão preocupados com o fato dos jovens que lutam pela sua saúde mental estarem sendo desviados para hormônios e cirurgias, quando isso pode não é de fato o interesse deles. “Muitos, inclusive eu, acreditam que estamos assistindo a um novo tipo de terapia de conversão para jovens gays, que estão sendo colocados em um caminho vitalício de medicalização que pode resultar na perda de sua fertilidade e/ou função sexual completa”, completou a escritora.

A autora de Harry Potter ainda cita diversas pesquisas e relatos que apontam que o sistema vê as cirurgias como solução fácil para meninas que não se adaptam. “Como já disse muitas vezes, a transição pode ser a resposta para alguns. Para outros, não – testemunhe os relatos dos detransicionadores”, pontuou.

Confira a série de tuítes:

Fandoms de Harry Potter contra J.K. Rowling

Em face aos recentes comentários considerados transfóbicos de Rowling, dois populares fandoms de Harry Potter resolveram se unir na quinta-feira passada (2). Os fandoms MuggleNet e The Leaky Cauldron se juntaram a ONG em defesa aos direitos LGBTQA+, a GLAAD, para ensinar aos fãs a como rebater os comentários de Rowling e afastá-los “das crenças prejudiciais e refutadas” da escritora.

No mesmo dia, os fandoms emitiram uma nota em que se posicionaram contra as crenças da britânica e assumiram o compromisso de estabelecerem um ambiente seguros aos leitores da série, independente do gênero ou sexualidade.

“Além da falta de gosto [de J.K. Rowling] ao escolher o Mês do Orgulho LGBTQ+ [em junho] para publicar estas declarações, acreditamos que o uso de sua inflência e e privilégio para atacar pessoas marginalizadas não condiz com a mensagem de aceitação e empoderamento presente em seus livros”, afirmaram na nota.

“Nossa postura é firme: mulheres trans são mulheres. Homens transgêneros são homens. Pessoas não binárias são não binárias. As pessoas intersexuais existem e não devem ser forçadas a viver no binário. Estamos com os fãs de Harry Potter destas comunidades. Embora não toleremos os maus-tratos que Rowling tenha recebido ao expor suas opiniões sobre pessoas trans, rejeitamos suas crenças”, concluíram.

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Quadrinho de suspense policial Nobre Lobo é disponibilizado em versão digital pela Amazon

Na trama. dois detetives da Polícia Civil de São Paulo investigam uma série de desaparecimentos infantis.

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(Foto: divulgação)

O premiado quadrinho de suspense policial Nobre Lobo, de Gustavo Tertoleone e João Gabriel, publicado pela SESI-SP Editora, acaba de ser disponibilizado em sua versão digital. Nessa trama intensa, dois detetives da Polícia Civil de São Paulo, Luís Nobre e Milton Lobo, são incumbidos de investigar uma série de desaparecimentos de crianças.

A cada página, o leitor tem uma nova e surpreendente revelação. Além do envolvente roteiro, o suspense nessa graphic novel nacional é garantido pelas ilustrações bem como pelo projeto gráfico. Os desdobramentos da investigação fazem Nobre e Lobo repensarem não apenas a realidade, mas também os princípios que regem suas vidas.

A parceria dos dois detetives revela, ainda, o peso do cotidiano desses corajosos profissionais e faz o leitor se questionar: o que faria se estivesse no lugar de Nobre e Lobo? Qual o limite entre crime e heroísmo, sanidade e misticismo, certo e errado?

A versão e-book de Nobre Lobo está disponível na Amazon.

PRÊMIO

Em fevereiro, a HQ Nobre Lobo, dos autores Gustavo Tertoleone João e Gabriel, foi contemplada com o Prêmio Cátedra 10 Unesco-PUC Rio – Edição 2019, na categoria Distinção. A honraria celebra obras de excelência, com valor literário, plástico e editorial voltadas para o público infantil e juvenil.

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Livros para conhecer Octavia Butler, a Grande Dama da Ficção Científica

Três obras para celebrar o que seria o aniversário da escritora

(Foto: Joshua Trujillo)

Nos anos 1950, em Pasadena, Califórnia, Octavia Butler era uma menina negra que amava ficção científica e queria ser escritora. Após a desastrosa experiência de assistir ao sci-fi Garota Diabólica de Marte (1954), Octavia convenceu a si mesma que era capaz de criar uma história melhor.

Determinada a escrever as próprias narrativas, a escritora enfrentou o preconceito e racismo ao longo de sua carreira, chegando a ouvir críticas de parentes. Uma tia de Butler afirmou: “Querida negros não podem ser escritores”.

Contrariando as suposições, Octavia Butler se tornou escritora, capaz de imaginar um mundo onde mulheres negras fossem ouvidas. Ela cresceu rodeada por histórias dominadas por homens brancos e sentia falta da representatividade. Por isso, escrevia sobre protagonistas que viviam em cenários hostis e preconceituosos, mas que conseguiram desafiar a realidade e mudar o mundo.

Eram personagens poderosas. E Octavia Butler gostava de escrever sobre poder. “Comecei a escrever sobre poder porque era algo que eu tinha muito pouco”, justifica nessa frase que abre a primeira edição de Kindred publicada no Brasil. A autora foi laureada com diversos prêmios e revolucionou a história do sci-fi, se tornando a Grande Dama da Ficção Científica.

No que seria o aniversário da autora, o Volts visita algumas obras para celebrar o legado de Octavia Butler.

1 – Kindred – Laços de Sangue (EUA, 1979, Brasil, 2017)

A obra é um dos pilares do afroturismo e consagrou Butler como Grande Dama da Ficção Científica. Na história, acompanhamos Dana, uma mulher negra que vive em 1976 na Califórnia. Por causa de uma viagem no tempo, a mulher chega a uma Maryland dos anos 1819, um época com uma forte cultura escravagista. Na viagem, ela cruza o caminho com um de seus antepassados, um homem branco, herdeiro de propriedade. Racismo, política e feminismo são temas presentes em Kindred, que também é carregado de personagens históricas, a exemplo de Sojouner Truth, uma das mais importantes líderes abolicionistas e ativista pelos direitos da mulher.

2 – Parábola do Semeador (EUA,1993, Brasil, 2018)

Primeiro livro da duologia Semente da Terra, a história nos apresenta Lauren Olamina, moradora de Robledo, Califórnia. Um infeliz acontecimento leva a protagonista a sair em fuga, em busca de liberdade e segurança. Seu porto seguro é sua nova fé, a chamada Semente da Terra. Assim, Lauren assume a missão de espalhar a palavra de sua crença entre as pessoas.
Narrado em primeira pessoa, o livro pode lembrar A Parábola do Semeador da Bíblia, mas não se limita a isso. Racismo, machismo, escravidão, mudanças climáticas e democracias são temas que Octavia Butler discute na obra.

3 – Despertar (EUA, 1987, Brasil, 2018)

O livro é o primeiro da trilogia Xenogenesis, em que conhecemos Lilith, humana desperta após 250 anos de animação suspensa. Para a protagonista, uma surpresa: ela está na nave dos Oankali, raça alienígena que salvou a raça humana. A Terra pode ser mais uma vez povoada e Lilith foi a escolhida para liderar o grupo de humanos que vai partir em missão para repovoamento. Mas claro, para tudo há um preço e para a personagem, resta saber quais os interesses por trás das motivações dos Oankali.

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