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Na Ilha

Cantor maranhense Paolo Ravley anuncia clipe de ‘Pôr do Sol’ em março

Singles já estão disponíveis em todas as plataformas digitais.

Após uma série de colaborações com DJs na cena eletrônica europeia, o cantor e compositor maranhense Paolo Ravley, que vive entre o Brasil e a França, está prestes a seguir um novo caminho em sua carreira: o lançamento de um EP autoral totalmente gravado em São Paulo e Paris.

As primeiras músicas já podem ser ouvidas nas principais plataformas de streaming –Caminho, lançada em janeiro, e Pôr do Sol, em fevereiro. O videoclipe da última canção será apresentado ao público na primeira quinzena de março, explorando arte, moda e dança e com direção de Jr. Franch, responsável também pelas fotos de divulgação. O cantor pretende ainda realizar shows no Maranhão no segundo semestre.

A ideia é lançar o trabalho no segundo semestre com até seis músicas. O EP marca uma nova era para Paolo Ravley. Depois de anos colaborando, com voz e composições, com DJs como Armin Bureen, da Armada Music, o duo Ducked Ape, Loic Penillo, da Scorpion Music, e Renato Borges, aqui no Brasil, agora Paolo traça um caminho mais autoral, com sua identidade e influências do que conheceu e viveu na Europa mescladas à diversidade dos sons brasileiros.

“Em 2015, dei uma pausa. Não estava contente com o que estava fazendo. Durante esse período, eu vim ao Brasil. Numa passada por São Paulo, vi e ouvi coisas que me inspiraram. Conheci vários artistas atalhando e fazendo coisas boas com poucos recursos. Isso me revigorou. Voltei à Europa com essa ideia na cabeça e voltei a compor em português. Isso foi a primeira coisa que mudou: a língua. Neste momento estou mesclando os dois universos – o brasileiro e o europeu”, conta.

Caminho, lançada no dia 9 de janeiro, Ravley chama de “’música de transição’, ‘música pivot’, apenas o caminho para esse novo eu”. Já o segundo single, Pôr do Sol, nasceu em Madrid, quando estava finando o seu espanhol para lidar com clientes (ele tem uma agência de turismo na capital francesa). “Pus uns acordes e uns beats no computador e as notas melódicas vieram instintivamente. A letra veio em seguida. Se você prestar atenção e pegar frases soltas, como ‘como fluido você me quis’ ou ‘mas quaisquer que sejam deixem que sejam’, eu estava pensando em toda essa discussão muita necessária sobre sexualidade e gênero que temos hoje em dia, no quanto estamos ainda batalhando para nossos espaços frente ao preconceito”, revela. Já o refrão fala do amor não correspondido ou correspondido pela metade transformado em algo positivo. “Hoje prefiro deixar a pessoa ir e guardar as boas lembranças apenas (‘vai, vai que a vida traz o que é meu / vai que a vida guarda o que é seu’)”.

Sonoridade

O conceito do EP de Paolo Ravley está em mesclar a sua paixão por sons e texturas eletrônicas com o jeito brasileiro de cantar e compor, por isso a opção pelo trabalhar com produtores e músicos locais. “É uma nova era para mim: a do prazer e experimentação. O que faço é muito intuitivo, me influencio de tudo que ouço. No Brasil, o pop independente tem me inspirado bastante”, justifica. Ele conta que, em suas vindas ao país, descobriu grandes artistas novos, como Jaloo, McTha, Uriass, Dav.i, Silva, entre outros, que o ajudaram a construir o EP. “Não sei se tem algo deles no que estou produzindo agora, mas tudo isso numa panela deu um bom caldo de influências”.

Algo de que o cantor não abre mão é compor suas músicas. Segundo ele, é uma parte importante do processo e que dá bastante prazer. “Mesmo assim, gosto de trabalhar com produtores e outros músicos para arranjos mais elaborados, mas sempre coprodução.

Agora

Estou trabalhando com o Ico, jovem produtor de São Luís (MA) que trabalha com Phil Veras e Castello Franco, por exemplo, e que tem 21 anos e um frescor e audácia no que faz”. Em São Paulo, o trabalho está sendo gravado no estúdio SoundDesign e, em Paris, no SodaSound. A ideia agora é voltar ao Brasil no segundo semestre para apresentar esse trabalho completo. Para isso, pretende contar com o apoio do público brasileiro. “O brasileiro é melhor do que pensa que é. Temos que acreditar no nosso potencial, olhar e prezar pelo que temos de mais forte: garra”, enfatiza.

Na Ilha

Enme Paixão e Yhago Sebaz são selecionados para festival internacional

A indicação ao festival é mais uma vitória para os artistas, que vêm conquistando seu espaço no cenário musical regional e nacional.

(Foto: Reprodução/ @clockworkfilmes)

Os artistas maranhenses Enme Paixão e Yhago Sebaz anunciaram hoje (10), em suas redes sociais, que alguns dos seus trabalhos foram indicados para o Festival Internacional “Lift-Of Sessions 2020”, que acontece no Reino Unido.

A drag queen e rapper Enme Paixão participa do festival com os videoclipes de Batidão, lançado em fevereiro deste ano, e Killa, lançado em agosto de 2019, ambos produzidos pela produtora ClockWork Filmes e dirigidos por Jessica Lauane.

O cantor e compositor Yhago Sebaz participa com o videoclipe de Você Bagunçou Comigo, lançado em maio de 2019, também produzido pela ClockWork Filmes e dirigido por Jessica Lauane.

A Rede Global Lift-Off é uma organização que abrange eventos exibidos ao vivo em todo o mundo, além de distribuição, cerimônia de premiação e uma rede de criadores de filmes independentes. Criado como um festival de cinema, o Lift Global Off Network se tornou uma plataforma para artistas emergentes, incluindo conteúdos como longas-metragens, curtas, comerciais, clipes musicais, entre outros.

Confira os clipes indicados dos artistas:

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Na Ilha

The Caldo de Cana lança os singles “Você Me Usou” e “Aliciando”, prévias do disco de estreia

Ambas as faixas já estão disponíveis nas principais plataformas de música digital. Duo foi selecionado no edital do Itaú Cultural em 2020

(Capa do single "Você me usou". Ilustração: Gabriel Hislla)

Com inspiração em sonoridades regionais, a dupla The Caldo de Cana está prestes a lançar o seu primeiro álbum de estúdio. Para dar o gostinho do que está por vir, Benedicto Lima e Felipe Costa Cruz (conhecidos na cena musical maranhense como “Bené” e “Felipe Mestre”) lançam os primeiros singles da carreira: as dançantes “Você Me Usou” e “Aliciando”, disponíveis nas principais plataformas de música digital.

Os primeiros singles do grupo resumem bem a alma do projeto, criando uma energia ímpar para criar uma grande festa. As músicas são composições de Benedicto Lima e Felipe Costa Cruz, que trabalham juntos no duo desde 2017. O estilo musical da dupla foi criado pela própria The Caldo de Cana: o “Afrorróbaioquebeat”, uma mistura que vai do afrobeat ao forró, passando pelo baião e ritmos caribenhos, com espaço ainda para o folk, xaxado, brega, bolero e a techno-embolada.

“O propósito da The Caldo de Cana é justamente esse: de divertir todo mundo. De criar essa vontade de se mexer, abraçar, dançar, suar, beber, beijar, talvez chorar um pouco pra rir bastante logo depois”, pontua o compositor. 

“A The Caldo de Cana foi criada em 2017 e logo no início já tínhamos algumas composições próprias. Queríamos fazer algo apenas autoral, e aí surgiu a ideia de levar em frente a banda, com esse objetivo. Começamos a compor muito, juntando mais composições as que já existiam. Assim nosso repertório foi ganhando corpo. E acabamos selecionando pra dupla as músicas que mais tinham a ver com a sonoridade que queríamos no momento”, afirma Bené.

“Você Me Usou” foi composta em 2016 e carrega, em sua melodia e suas referências, as memórias do município de Alcântara e das lembranças de grandes artistas brasileiros do brega, como Reginaldo Rossi, Altemar Dutra, entre outros.

Já “Aliciando”, feita em 2019, está entre as composições da dupla que foram criadas à distância – ambos trocando tanto letras quanto melodias por WhatsApp. “A princípio, era uma bossa nova e transformamos em brega. […] Bené veio pra São Luís e, em uma semana, terminamos a música. E já pensávamos com um formato brega”, analisa Felipe. A faixa, inclusive, foi premiada na edição 2019 do Festival Nacional de Música de Imperatriz (FMI), como Melhor Música.

“Tanto ‘Você Me Usou’ e ‘Aliciando’ se traduzem em uma simples, mas importante mensagem: ‘Curta esse momento. Aqui, agora. A vida é uma festa’”, comenta Felipe.

As faixas “Você Me Usou” e “Aliciando” antecipam o primeiro disco homônimo da The Caldo de Cana, que foi gravado na CASA LOCA, com produção de Adnon Soares (Casa Loca, Marcos Lamy, Gu7o, RAUCHOA, Bimbo, Soulvenir, Paulão, entre outros). A previsão de lançamento do álbum é para o inicio do segundo semestre de 2020.

Ouça Você me usou:

Ouça “Aliciando:

Itaú Cultural

Em 2020, o duo maranhense The Caldo de Cana esteve entre os 200 trabalhos selecionados no segundo edital da série Arte como respiro: múltiplos editais de emergência, do Itaú Cultural.

O edital, que tem o objetivo de acolher e apoiar os artistas sujeitos a atuar isoladamente e sem remuneração durante o período de recolhimento, selecionou o duo do Maranhão entre mais de 12 mil trabalhos inscritos.

Além da The Caldo de Cana, outros quatro artistas maranhenses foram selecionados. São eles: Banda Cena Roots, Jefferson Carvalho, Boi do Una e Dicy.

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Na Ilha

Projeto nacional do Sesc seleciona 15 artistas maranhenses para apresentações culturais

O Nordeste ficou em segundo lugar no ranking de propostas contempladas.

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Vinaa foi um dos artistas selecionados pelo projeto cultural. (Foto: divulgação)

A pesquisa de Percepção dos Impactos da Covid-19 nos Setores Culturais e Criativos do Brasil, divulgada na segunda (29), revelou que os artistas foram os mais afetados pela pandemia. Nesse momento delicado para o setor, o Sesc fortalece essa rede levando para o público apresentações em formato digital, nos mais diversos segmentos, por meio do projeto Sesc Cultura ConVIDA! Selecionando 470 trabalhos artísticos, o Nordeste ficou em segundo lugar no ranking de propostas contempladas, com 30,85%, e desse total quinze maranhenses foram selecionados.

As comissões de seleção, compostas por profissionais de Cultura do Sesc, consideraram a acessibilidade, representatividade e proporcionalidade a partir de uma perspectiva interseccional, territorial e geracional, das propostas nas suas múltiplas expressões, tendo como base a Política Cultural do Sesc (2015), principalmente no quesito da diversidade.

Das propostas contempladas, 7,66% são do Centro-Oeste, 30,85% do Nordeste, 9,15% do Norte, 41,70% do Sudeste e 10,64% da região Sul e 61,06% têm mulheres como proponentes, 33,62% homens e 5,32% não cisgêneros. No recorte de raça, 5,32% das propostas contempladas do Sesc Cultura ConVIDA! foram apresentadas por indígenas, 1,70% por amarelos, 28,94% por pardos, 31, 91% por negros e 32,13% por pessoas brancas.

O Maranhão está bem representado no projeto Sesc Cultura ConVIDA! e terá a oportunidade de divulgar nacionalmente suas tradições e talento. Na lista de aprovados, 11 artistas de São Luís, 1 de Paço do Lumiar, 1 São José de Ribamar e 2 de Cururupu. São eles: Amanda Mendes, Andressa Cabral, Camila Bezerra, Cleosvaldo Diniz, Daniel Ferreira, Emilia Justina, Fernanda Monteiro (Grupo Afrôs), Geane Viana, Igor Carvalho, Isabelle Passinho, Dinho Araújo, Edi Bruzaca, Luiz Vinicius Muniz, Silvana Pinto e  Ywira Ka’i.

 Com o Sesc Cultura ConVIDA!, o Sesc contribui para o fomento e a difusão da economia criativa no Brasil por meio do incentivo à pesquisa e à produção nas diversas manifestações artísticas e a valorização do patrimônio cultural brasileiro, reafirmando o papel inovador e propositivo da instituição na promoção de ações para o desenvolvimento humano e social.

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