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Espaço Volts

Volts estreia ‘Espaço Volts’, novo quadro voltado para a arte

O quadro já tem 15 entrevistas confirmadas.

Arte/Volts

O Volts é cinema, televisão, música, cultura otaku, literatura e tecnologia. Agora, sabe o que também seremos? Arte. Com a intenção de abrir mais uma porta neste enorme universo que é a cultura, o Volts Group estreia, no próximo dia 6 de agosto, o quadro Espaço Volts.

Idealizado com o objetivo de disseminar os trabalhos de diversos artistas que estão todos os dias ao nosso redor, através de entrevistas, o Espaço Volts se torna uma nova forma de conhecermos aquilo que provavelmente já vimos mas não nos aprofundamos.

Para o quadro, serão entrevistados pintores, ilustradores, fotógrafos, escultores, designers entre outras pessoas que tenha algum envolvimento com a arte visual. “Está no DNA do Volts valorizar e mostrar para o mundo os talentos que estão ao nosso redor. Nós já fazemos algo parecido em outros segmentos e, agora, dar esse espaço à galera que tem esse dom tão bonito é prazeroso. Espero, realmente, que as pessoas se empolguem assim como nós”, comenta Lucas Vieira, diretor de conteúdo do Volts Group.

“Não consigo imaginar um motivo ao qual um quadro como esses nunca foi feito em um veículo local. Fico feliz em saber que o Volts está sendo pioneiro nesse tipo de trabalho, principalmente voltado a um público mais diversificado como o que encontramos na internet. Nosso Estado tem artistas com potencialidades gigantescas! Nós temos que mostrar isso para o mundo!”, disse Emmanuel Menezes, jornalista do Volts e idealizador do quadro.

De forma ambiciosa, o quadro iniciará sua primeira semana com entrevistas lançadas de segunda a sexta (de 6 a 10 de agosto). Após a semana de estreia, o Espaço Volts terá uma nova entrevista no ar todas as quartas-feiras. Ao todo, 15 artistas maranhenses já estão confirmados no quadro.

Caso você tenha algum envolvimento com a arte e tem interesse de participar do Espaço Volts, leia o regulamento clicando aqui e não perca mais tempo!

O Volts, como maior veículo cultural do Estado, tem o prazer de fazer parte da disseminação de conteúdo artístico autoral maranhense com o público nacional que nos acompanha. E como diria Rafael Guerra (2013), “Arte, nos tempos de hoje, é mais do que a busca pelo belo, mas também um meio de comunicação social, onde podemos abranger tópicos de valor social. Então, além de nos trazer beleza, arte é também algo feito para nos fazer pensar e refletir”.

Espaço Volts

Espaço Volts #7 | Contando histórias através das ilustrações, com Frank

Esse é o sétimo episódio da série de entrevistas do Espaço Volts.

A arte sempre será um modo de contar histórias. Através da foto, do cinema, da música ou de um simples desenho, uma história sempre será pensada e repassada.

Frank Willian, de 21 anos, escorpiano que não acredita em signos, é estudante de Design e trabalho em uma agência de Branding e Design em São Luís. Suas ilustrações, ou, melhor dizendo, suas histórias já foram parar até em outros países. Por esse e outros motivos que o Espaço Volts fez um chocolate quente e sentou para um bate-papo com o garoto.

Volts: Frank, desde quando surgiu esse interesse pela arte? Na infância você sempre foi bom de desenhos ou essa vontade começou do nada?

Frank: Ela começou quando criança, mas não foi uma descoberta intuitiva. Eu acho que tinha uns 6 anos e eu tinha muita dificuldade na escola porquê todas as crianças já sabiam desenhar alguma coisa e eu só sabia fazer rabiscos e desenhos abstratos. A minha professora sempre reclamava disso e eu acabei criando uma determinação. Comecei a treinar, gastava o dia inteiro somente desenhando, e procurando conhecer mais sobre técnicas, sobre arte em si, até que isso se tornou realmente presente na minha vida. Houve uma época que eu deixava de comer para desenhar, literalmente uma folha atrás da outra. A minha infância inteira foi realmente marcada por essa necessidade de desenhar o tempo inteiro.

Foto: Divulgação.

V: Você faz trabalhos tanto no ambiente digital como no papel, certo? Mesmo com essa diferença de meios, há alguma coisa que é deixada nas ilustrações que você considera como sua marca? Um traçado, cores, formas?

F: Certo, e tem sim. Algumas características estão sempre nos meus desenhos. Uma delas é a iluminação. Eu sempre gosto de deixar o contraste com uma linha muito bem definida, e não de uma forma gradual. Isso dá uma estética muito particular pro desenho. As minhas formas são sempre muito sinuosas, muito orgânicas. Os meus conceitos também são uma marca muito minha. É como se fosse uma fotografia de um momento de uma história que já aconteceu ou que pode vir a acontecer. Eu desenvolvo uma história na minha cabeça e sintetizo essa história dentro de uma imagem. Geralmente a gente pode estipular coisas a cerca do ambiente, dos personagens, porque tudo ali tem história.

V: E sempre foi assim?

F: Não. Isso começou bem involuntariamente, mas comecei a perceber isso ao questionar comigo mesmo sobre o que eu tenho de características na arte.

V: Entre desenho digital e desenho no papel, você tem um preferido?

F: As pessoas sempre demonstram mais admiração pelos desenhos digitais. Acho que por ser uma plataforma não muito recorrente para os mais leigos.

V: Então, definitivamente, o digital é o mais comentado?

F: Bem, quando eu falo comercialmente, elas têm uma preferência pelos desenhos em aquarela. Não sei dizer o porquê, mas no ano passado, por exemplo, a aquarela esteve muito em destaque. Eu mesmo tive uma demanda enorme desse tipo de trabalho.

Foto: Divulgação.

V: Você já pensou na hipótese de viver da arte?

F: Sim, sim. Eu acho que todos os artistas já pensaram isso pelo menos uma vez. Acho que é uma fantasia pra um artista poder um dia viver de sua própria arte. Arte é uma coisa intrínseca, né? Faz parte da gente, então estaríamos apenas vivendo apenas nós mesmos. Não seria um trabalho, seria simplesmente: eu. Seria maravilhoso.

V: Que pensamento bonito!

F: E é! Mas a gente cai na desesperança ao ver como o mercado de trabalho se comporta em relação a arte. É diferente, a arte não acompanha o ritmo. É bastante complicado.

V: Tem algum trabalho que você fez que, ao acabar, você pensou: eu sou muito bom nisso!?

F: Esse é um grande problema meu. Eu não me sinto satisfeito pelo trabalho realizado, pelo fim. A minha satisfação não está pelo resultado, e sim pelo processo. Eu geralmente não gosto dos resultados dos meus desenhos. Eu termino e fico procurando os defeitos e em o que melhorar, e como eu faria diferente se eu ainda estivesse fazendo. Eu acabo me sinto um pouco frustrado, porque eu queria que estivesse melhor.

V: Gosto peculiares, né? (Risos)

F: Mas, tem um projeto que eu fiz pela empresa que trabalho que eu realmente fiquei muito feliz em poder executar. Foi todo o projeto visual de uma geleia, que está sendo exportada pro Canadá. O tema era o bioma da Amazônia, então eu tive que desenhar vários animais típicos da floresta, e plantas, tudo. Foi um trabalho bem completo e que ficou com um resultado que eu me senti muito realizado.

V: Daqui alguns anos, você se vê como um ilustrador?

F: Sim, pelo resto da minha vida. Eu não consigo fugir da arte e se ela faltar na minha própria personalidade eu não sei como olhar o mundo. Morro de medo de me acontecer algum problema que eu fique impossibilitado de desenhar, porquê sinceramente eu não sei fazer outra coisa além da arte.

Foto: Divulgação.

V: Qual a maior dificuldade que um artista brasileiro tem hoje para conseguir demonstrar o seu trabalho?

F: O incentivo. Pra ser realmente um artista se exige muita dedicação, estudo e técnicas. É uma busca muito grande de muitas coisas pra construir o nosso ser artístico e poder exprimir isso dentro da nossa própria arte. E quando a gente consegue, ou até mesmo dentro desse processo ainda, a gente não identifica muitos incentivos externos. Muitas vezes a gente tem o pensamento de que a arte não merece um reconhecimento maior ou que a gente precisa tomar um sentido na vida, como se a arte não pudesse ter um direcionamento de crescimento pessoal. E também por dificuldades financeiras, porque é caro investir em arte.

V: E esse espaço está crescendo?

F: A gente sabe que a arte tem um grande poder social, ela tem também um poder pessoal em cada um que faz. E ainda falta muito o espaço para o artista ter para onde ir, para o artista ter como compartilhar seu trabalho. Apesar de estar crescendo, esse espaço ainda é muito vago.

Para continuar acompanhando o trabalho do Frank, clique aqui.

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Espaço Volts #6 | A foto minimalista e fantasiosa de Bruna Louise

Essa é a sexta parte da série de entrevistas do Espaço Volts.

A foto tirada de maneira minimalista ou tendo como inspiração a fantasia. A foto tirada para registrar um único momento, que jamais se repetirá. A foto tirada de forma despretensiosa, antes de se tornar uma paixão.

Isso é tudo (e mais um pouco) que a Bruna Louise, 21 anos, fez e faz com a fotografia. Atualmente, a maranhense cursa Cinema e Audiovisual na FAP/Unespar, em Curitiba. O Espaço Volts soube do trabalho da jovem e a chamou para tomar um bom café enquanto descobria mais sobre esse talento que é fotografar.

Volts: Você é natural de São Luis mas hoje mora em Curitiba por conta da faculdade. Mas, o desejo da fotografia surgiu quando? Ainda em São Luís ou foi durante a faculdade?

Bruna: Eu sempre gostei de escrever, pra ser sincera. Eu queria ser escritora e já escrevi um livro. Logo pensei: nossa, preciso fazer alguma coisa pra contar história. Tinha a opção de Letras, mas eu não me identifico muito. Então logo veio a ideia do cinema, principalmente pelo fato do audiovisual estar a cada dia mais próximo da gente. Tudo que a gente faz tem audiovisual no meio, então vejo como uma área em ascensão. Eu entrei em cinema pensando logo pensando em roteiro. Mas quando cheguei em Curitiba percebi que as pessoas geralmente já entravam no curso pensando em ser diretor ou por causa de fotografia, e isso até me assustou. Um certo dia eu tirei uma foto legal e depois disso eu só fui tirando mais. Eu não sei nem explicar como foi de verdade, porque foi algo que eu nunca imaginei fazer.

Foto: Divulgação

V: No seu site você diz: “A foto talvez seja nossa melhor tentativa de imortalidade”. O que isso significa pra você e para o trabalho que você busca produzir?

B: Pode ser até um pouco egoico eu dizer isso, mas, desde que eu escrevia, eu pensava em não ser uma pessoa que vive e desaparece. Eu queria deixar uma marca na história, mesmo não sendo famosa. Eu queria deixar um relato de vida meu, e eu pensei em fazer isso na fotografia. As pessoas tiram foto pra não esquecer, sabe? Quando elas tiram fotos elas se permitem esquecer daquilo porque olhando se relembra.

V: Então é como se acreditasse em uma imortalidade através da fotografia, certo?

B: Essa frase aqui vai ser clichê, mas ouço tudo quanto é fotografo falando. “A foto guarda um momento específico que nunca mais vai se repetir”. Apesar de não ser algo que eu fale, faz sentido. E também eu percebo que as pessoas são assim, sabe? Elas não querem ser esquecidas. Cada vez mais a gente tá se filiando a isso, na foto, no audiovisual. Justamente pra não fazer que o passado seja extinto.

V: Suas fotos são altamente artísticas. Seu desejo sempre foi fotografar nesse estilo ou você já passeou por outros estilos de foto?

B: Esse é o estilo que mais me atrai. Uma coisa fantástica, e com muito efeitos. Eu gosto também de uma coisa mais minimalista. São dois extremos: ou eu gosto que a foto seja altamente excessiva ou que seja minimalista. Cores neutras me atraem.

V: Esse foi um estilo pensado antes de por em prática?

B: Não foi um desejo meu fotografar nesse estilo. Esse estilo me atraiu e me faz ficar inspirada. É muito massa. Eu realmente só quero passar o meu olhar, a minha visão daquilo para as pessoas. Eu amo ver fotos que me façam pensar por muito tempo o que elas querem significar. Isso que me atrai.

Foto: Divulgação

V: Há alguma inspiração?

B: Eu pego inspiração do que vier. Mas me atrai a leveza, feminilidade, e o que é minimalista. Na prática, coisas que realmente me inspiram são os videoclipes da Sia, sério! Pelos tons e toda aquela questão da dança. E também a série Once Upon A Time, com a questão da fantasia. E tenho também uma paixão por estruturas de arquitetura gótica. Não que eu faça essas coisas, mas elas me dão ideias para fazer no meu estilo.

V: Não sei se é o seu caso, mas você já pensou em viver da fotografia? Você se imagina sendo sustentada 100% por esse estilo de trabalho?

B: Penso. Eu entrei em cinema e foi pra viver disso. Eu planejo ser uma profissional muito boa pra ser requisitada e esse é meu objetivo de vida. E eu vejo fotógrafos se dando bem nisso. Porém, a vontade é fazer um dia eu ser procurada porque as pessoas gostam do meu estilo de fotos, entende?

V: Em um book de aniversário, então, nada de coisas clichês?

B: Não, ai implantaria a minha marca, mais personalizada. Levar o meu estilo para esse tipo de trabalho.

V: E como tu avalia esse mercado num nível Brasil?

B: Existe um mercado pra isso. Existe um mercado pra tudo. Agora tem que se saber como a pessoa vai se colocar nesse mercado. Basta a pessoa fazer o seu espaço, fazer a sua marca ser atraente. E é isso que eu percebi, principalmente com alguns brasileiros que vivem de fotos.

Foto: Divulgação

V: E qual o seu maior objetivo como profissional?

B: Não é que as minhas fotos sejam únicas, como se algo que nunca tivesse sido feito antes. Mas eu quero fazer fotos que as pessoas fiquem deslumbradas. Esse é, talvez, o meu maior objetivo. Por enquanto.

Para continuar acompanhando o trabalho da Bruna, clique aqui.

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Espaço Volts #5 | Transformando o irreal em real, com Ruid Oliveira

Quinto episódio da série de entrevistas do Espaço Volts.

Foto: Divulgação

Uma baleira pulando para fora das nuvens enquanto uma garotinha rema em uma pequeno barco de madeira. Seria essa uma imagem possível? No mundo real não. Mas no mundo da manipulação tudo pode acontecer.

Ruid Oliveira, estudante de publicidade de 24 anos e apaixonado por design gráfico, começou a investir nas artes de manipulação de imagem ainda em 2018. O Espaço Volts sentou pra conversar com o garoto sobre o mundo da arte e suas edições, que vem agradando bastante o público que o acompanha nas redes sociais.

Volts: Como se deu o processo de descoberta pessoal em trabalhar com o design e fazer arte de um certo modo?

Ruid: Desde o ensino médio que eu comecei a mexer em edição de imagens. Eu fazia capas de CD’s e DVD’s fan made de artistas que eu gostava e participava de mini concursos na internet. Quando eu acabei os estudos eu queria muito iniciar design gráfico, mas era um mercado muito fraco ainda em São Luís. Hoje, cursando publicidade, comecei a entender melhor o que realmente era aquilo que eu estava mexendo há anos atrás.

Foto: Divulgação.

V: Podemos dizer então que o design é um exemplo de arte mais direcionada para atingir um público específico, certo?

R: O design é visto majoritariamente pelo lado comercial. Mas hoje eu comecei a ver uma vertente artística e que há publico pra isso! Eu ainda imagino que não há o mesmo reconhecimento financeiro, mas falando sobre prestigio, tem muita gente que consome sim.

V: Você acha que esse design artístico torna o trabalho ainda um pouco mais difícil?

R: Na verdade eu acho que isso torna mais fácil. O design quando é usado pra mercado se torna muito fechado, porque o público que constrói aquilo. O público e seus gostos, mesmo sem saberem disso, que fazem um designer, um publicitário e afins criarem o que criam, que conhecemos como propaganda. Agora, quando uma arte despretensiosamente viraliza na internet a gama de pessoas que procuram por quem fez aquilo se torna muito maior do que uma propaganda que viralizou, por exemplo.

V: E se torna conhecido quem fez, de fato.

R: Exatamente. Aqui não se vê a marca, e sim o artista.

V: Explica um pouco mais sobre o que é o processo de manipulação.

R: Eu vejo a manipulação como um processo de juntar e/ou modificar imagens diferentes fazendo elas parecerem estar em um mesmo universo, fazendo aquele cenário se tornar real.

Foto: Divulgação.

V: Quando você começou a mexer nesse tipo de arte digital, por que a manipulação te atraiu?

R: Bem, as primeiras que eu fiz foi realmente um teste pessoal, tentando me mostrar o que eu era capaz de fazer com um Photoshop. Comecei a gostar e pesquisar mais sobre artistas que trabalham com manipulação, e venho me apaixonando bastante por esse tipo de arte.

V: E os pôsteres que você andou fazendo?

R: Isso é algo recente. Na verdade, talvez seja uma lembrança de quando comecei a mexer no design (risos). Mas, é um investimento que irei fazer. A medida que os clipes novos de artistas que eu gosto forem surgindo, vou criando pôsteres de divulgação num estilo cinematográfico deles.

V: Tem alguma arte que demandou mais tempo? O que é mais difícil nesse processo?

R: Geralmente, eu demoro de 1h à 4h pra finalizar uma arte. Eu não lembro de alguma que tenha ultrapassado isso. Agora, o que mais demora no processo é encontrar os elementos. Eu imagino toda a imagem final mas para encontrar em bancos de imagens tudo que eu pensei, da maneira que pensei, é difícil.

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V: Como exemplo?

R: Se eu quero uma baleia na posição X eu demoro horas pra encontrar a baleia na posição X, porque sei que da maneira que pensei (a posição X) casaria melhor no resultado final.

V: Você acha que o mercado do design e, principalmente, de quem trabalha com manipulação, tem futuro?

R: Total. Hoje a gente vive bombardeado de imagens, para tudo que é lado. E conseguir uma imagem que chame uma atenção em meio a tantas tem que ter um processo de design, de manipulação ali por detrás. Na propaganda, na arquitetura, na serigrafia e até em tatuagens já vi esse tipo de trabalho.

V: E qual a maior dificuldade nesse mercado?

R: Ao meu ver o maior desafio é provar que sabe fazer. A maioria das pessoas que eu conheço e que fazem isso, incluindo eu, não tem uma parte teórica, aprenderam sós. Então, a nossa maior dificuldade, por conta disso, é provar pra outras pessoas que sabemos mesmo fazer aquilo. E pra conseguir surpreender alguém eu preciso me surpreender antes. Isso é bom, por um lado.

Foto: Divulgação.

V: O que você acha que falta para as pessoas começarem a enxergar esse tipo de design como uma arte como qualquer outra?

R: Pra quem tem mais de interesse pela arte, acho que essas pessoas já consideram isso uma arte como qualquer outra. Não é pelo fato de não ser feita da forma manual que não podemos considerar a manipulação como arte. Se tem algo que atrapalha nesse entendimento, talvez seja a falta de conhecimento. Mas, no geral, eu acho que já é visto como arte sim.

V: Tem algum recado pra galera?

R: Eu agradeço demais quem curte o meu trabalho, quem curte o que eu faço. Pra quem pretende trabalhar com isso: não dá pra parar. O mundo é uma selva e se tu não se mexer será devorado. Péssimo exemplo, mas é isso (risos).

Para continuar acompanhando o trabalho do Ruid, clique aqui.

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