Connect with us

Últimas

Volts Charts | 43ª semana de 2018

Yhago Sebaz estreia assumindo a liderança e Gabi Carvalho consegue espaço no principal charts do Maranhão.

Foto: Arte/Volts

Toda semana, o Volts Charts pretende trazer os dez principais destaques da música maranhense ao longo da semana, levando em consideração repercussão e número de streamings no Spotify – plataforma utilizada para mensurar a audiência de cada composição. Chegamos à 43ª semana de 2018 e o ranking continua disputado:

Séries

Shakespeare e a História da Inglaterra ajudam a entender o final de Game of Thrones

Um exercício que não seria necessário se a canção tivesse sido bem cantada.

As Crônicas de Gelo e Fogo são (não tão) vagamente inspiradas no conflito civil inglês conhecido como a Guerra das Rosas (Wars of the Roses), como já confirmado por George R.R. Martin, sendo os Stark uma versão dos York e os Lannister uma versão dos Lancaster, e as rosas deram lugar ao Lobo Gigante e ao Leão.

Na vida real, o conflito terminou quando Henry Tudor derrotou Richard III na batalha de Bowsworth e se casou com Elizabeth de York, mas na fantasia Daenerys não se casou com Sansa. É preciso olhar para o final antes do final do conflito entre Yorks e Lancasters para perceber que ele serve sim para encontrar o desfecho do conflito entre Starks e Lannisters. É uma ginástica que estamos dispostos a fazer.

Antes de ser morto pelo pretendente Tudor, Ricardo III foi coroado rei da Inglaterra após a morte de seu irmão Eduardo IV. Esses eram dois dos três ‘filhos de York’, tendo o terceiro, George, Duque de Clarence, sido executado ainda no reinado do irmão mais velho sob acusação de traição.

Transferindo os personagens históricos para As Crônicas e para Game of Thrones, é possível ligar Eduardo IV a Robb, Ricardo a Brann Stak e George a Rickon, três filhos de York para três filhos de Stark.

Ricardo, Eduardo e George de York em The White Queen, do Starz

Assim como Eduardo, Robb se casou por amor com uma mulher que não levava nenhuma vantagem bélica ou econômica para sua casa, causando insultos e tensões no reino. Assim como Robb, Eduardo era conhecido pela ferocidade em batalha e traições vindas de seus aliados imediatos. A ligação entre Rickon e George é bem menor e assim também o é a de Bran com Ricardo. Mas é ai que entra Shakespeare.

“Ricardo III”, uma das peças do Bardo que trata das Guerras das Rosas, imortalizou boa parte do conhecimento geral sobre os dois filhos mais novos de York: George teria sido afogado em um barril de vinho como punição por traição e Ricardo passa a ser o vilão corcunda que ascendeu ao trono após matar seus dois sobrinhos, filhos e herdeiros de Eduardo, na Torre de Londres.

Robb, Bran e Rickon, os três filhos de Stark, com Jon Snow

A morte de Rickon na Batalha dos Bastardos foi tão absurda como a de George na Torre de Londres. Um passou anos sumido para ser morto por não saber correr em zig-zag, e o outro cresceu à sombra dos irmãos e morreu discretamente afogado em vinho.

As ligações com Bran são difíceis de apontar com o material entregue na TV e até agora nos livros. Seria preciso assumir, em parte, que ele foi um vilão que manipulou a todos e os usou como peões em seu jogo para chegar ao poder mundano. Como Corvo de Três Olhos, Bran não é mais apenas um homem, mas vários, incluindo seu antecessor direto Brynden Rivers, e aí as coisas ficam mais próximas de uma suposta vilania e manipulação.

Brynden como Corvo teria manipulado toda a sequência de eventos que levou Bran até ele, e é isso que o Stark fica repetindo “você sempre esteve onde deveria estar”, as pessoas estavam onde o Corvo de Três Olhos sempre quis que elas estivessem. Assim, Jon foi morto e trazido de volta porque o Corvo quis, o que poderia confirmar a teoria de que o Senhor da Luz de Melisandre e a entidade Corvo de Três olhos são o mesmo.

Tomando as primeiras linhas de Shakespeare sobre a coroação de Ricardo é possível ver onde Bran se encaixa: “Now is the winter of our discontent, made glorious by this sun of York”; em português, “Temos agora o inverno do nosso descontentamento transformado em verão glorioso por esse filho de York”. Na versão original é usado “sol de York” como um trocadilho já que o sol é um dos símbolos heráldicos da Casa de York e a pronúncia se parece com “son”, “filho”. O mesmo tipo de trocadilho é apontado por Gilly na série sobre “sea” e “see” e nos livros das Crônicas é repetido sobre filhos.

“Bran” é o primeiro capítulo das Crônicas de Gelo e Fogo e é também o ponto de vista sob o qual vemos o primeiro episódio de Game of Thrones. Ele é chamado de “criança do verão” pela Velha Ama e nome de seu lobo é Summer (Verão). Ele é o herdeiro legítimo de Robb, seu “filho”, assim como Ricardo foi de Eduardo. A história de Bran está intimamente ligada à torre de onde caiu, assim como a de Ricardo à torre de onde ascendeu após a morte de seus sobrinhos.

Ninguém sabe o que realmente aconteceu na Torre de Londres, além das pessoas envolvidas no caso, o mesmo se pode dizer sobre a Primeira Torre de Winterfell de onde Bran caiu, e as duas histórias envolvem crimes entre familiares.

É preciso mais uma ginástica para não colocar Bran como Rei do Norte, Senhor de Winterfell, mas dos Seis Reinos. Mas é preciso lembrar que é esse embaralhamento dos personagens históricos que George R.R. Martin usa em seus livros. Ele pega, por exemplo, pedaços de um mesmo Richard III e coloca em Tyrion, em Eddard e agora sabemos em Bran.

Entendemos que é um exercício enorme a se fazer, e que se tudo tivesse sido bem feito nada disso seria necessário, mas, como Gandalf uma vez disse, “é tudo que podemos com o que nos foi dado” pelos showrunners de Game of Thrones. Mas é essa a história, sempre foi a história da briga entre as casas Stark e Lannister. Sobre a pretensão de um dragão, sobre as vitórias de um bastardo e sobre a ascensão do verão sobre os dias de inverno.

Martin confirmou em seu Not a Blog que o fim de Game of Thrones é “um fim” das Crônicas de Gelo e Fogo, o que significa que no sentido geral os grandes acontecimentos se repetirão nos livros, mas que também não é todo o final, porque nas Crônicas há um enxame de personagens que nem chegaram a aparecer na série.

Para ajudar ainda mais a entender algumas coisas, separamos nossa lista de artigos que falam sobre Historia da Inglaterra e Game of Thrones, além de outras curiosidades importantes sobre o universo de Gelo e Fogo.


Continue Reading

Séries

Conheça os personagens de Good Omens, nova série de Neil Gaiman

O Apocalipse chega no Prime Video dia 31 de maio

Com a estreia de Good Omens, nova minisérie da Amazon e BBC que adapta o romance homônimo de Neil Gaiman e Sir Terry Prachett, marcada para este dia 31 de maio, logo nas primeiras horas da manhã, é hora de conhecer melhor a história e os personagens.

Good Omens (Belas Maldições, no Brasil) é uma comédia fantástica escrita por Prachett e Gaiman em 1990 sobre as trapalhadas de um anjo e um demônio para impedir o Apocalipse após terem perdido a localização do bebê anticristo.

Trocado na maternidade, o filho de Lúcifer é criado por uma família comum inglesa e conta com a ajuda de um grupo de amigos para controlar seus impulsos demoníacos.

Enquanto isso, um rapaz se alista para caçar bruxas e acaba de aliando à descendente da única delas que consegiu prever o fim do mundo de forma mais ou menos acurada.

Conhecido como o livro que mais cai em reservatórios de água pelo mundo, Belas Maldições é uma sátira tão hilária que é capaz de fazer o leitor dar gargalhadas com o iminente fim do mundo, e é essa faceta que se espera ver na adaptação.

A série tem como showrunner Neil Gaimman e traz TV David Tennant (Doctor Who, Jessica Jones), Michael Sheen (Underworld, Masters of Sex), Jon Hamm (Mad Men), Benedict Cumberbath (Sherlock, Doutor Estranho), Francis McDormand (Três Anúncios para um Crime, Fargo), respectivamente como o demônio Crowley, o anjo Aziraphale, o arcanjo Gabriel, a voz de Satanás e a voz de Deus.

Juntam-se a eles no fim dos tempos figuras como os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, Beelzebub, William Shakespeare, alguns duques do Inferno, Metatron e um embaixador americano (quer coisa mais demoníaca?)

Conheça melhor cada um dos personagens principais.

Crowley (Tennant) – demônio que se transformou em serpente para tentar Eva no Paraíso;

Aziraphale (Sheen) – anjo que guardava o portal leste do Paraíso;

Adam Young (Sam Taylor) – o anticristo criança;

Arcanjo Gabriel (Hamm) – líder das forças do céu;

Deus (Frances McDormand) – a voz de Deus;

Lúcifer (Benedict Cumberbatch) – a voz de Satanás;

Agnes Nutter (Josie Lawrence) – bruxa do século 17 ue previu os eventos do fim do mundo e os registriu em seu ‘The Nice and Accurate Prophecies of Agnes Nutter, Witch’, o único livro de profecias correto já escrito;

Anathema Device (Adria Arjona) – última descendente de Nutter;

Newton Pulsifer (Jack Whitehall) – descendente do caçador de bruxas que executou Nutter na fogueira;

Sergeanto Shadwell (Michael McKean) – caçador de bruxas, o último de seu ofício;

Madame Tracy (Miranda Richardson) – cortesã e sensitiva;

Guerra (Mireille Enos), Poluição (Lourdes Faberes), Fome (Yusuf Gatewood) e Morte (Brian Cox) – os Quatro cavaleiros do Apocalipse;

Irmã Loquacious (Nina Sosanya) – uma das freiras da Ordem Cantante de São Beryl, um convento satânico encarregado de trocar o bebê do embaixador americano pelo bebê anticristo.

Pepper (Amma Ris), Brian (Ilan Galkoff) e Wensleydale (Alfie Taylor) – amigos de Adam Young, conhecidos como Eles;

Arthur Young (Daniel Mays) e Deidre Young (Sian Brooke) – pais adotivos do anticristo criança.

Continue Reading

Livros

Game of Thrones | A hora dos lobos: uma anedota sobre spoilers

Sobre como George R.R. Martin tentou evitar O Retorno do Rei.

Quando o terceiro livro de O Senhor dos Anéis foi lançado na Inglaterra em 1955 J.R.R Tolkien teria ficado furioso com o título escolhido por sua casa editoral da época, a George Allen and Unwin que mais tarde seria vendida para a Harper Collins junto com os direitos sobre toda a obra do pai da fantasia moderna. O motivo da raiva? O Retorno do Rei (The Return of the King) é um enorme spoiler bem na capa, talvez o maior já visto.

Em 2012 um discípulo de Tolkien estava começando a colher os frutos da venda dos direitos da adaptação do que hoje é considerado o maior trabalho do gênero fantástico desde que Bilbo fez 111 anos. George R.R Martin havia publicado o quinto volume das suas Crônicas de Gelo e Fogo um ano antes, A Dança dos Dragões (A Dance with Dragons), e resolveu mudar os títulos do último livro, que ainda não tinha uma linha escrita. Assim, o livro seguinte à Winds of Winter (Ventos de Inverno) será A Dream of Spring (Um sonho de primavera) e não A Time for Wolves (A Hora dos Lobos/O Tempo dos Lobos).

Quando a notícia chegou aos fóruns, alguns comentários davam conta de que a mudança se devia ao fato de que ter lobos no título seria centralizar demais a história nos Stark, que todos os outros títulos eram bem gerais (O Jogo dos Tronos, A Fúria dos Reis, A Tormenta das Espadas, o Festim dos Corvos, A Dança dos Dragões), e que o novo seguiria essa tradição. Alguns mais atentos chegaram a apontar que poderia significar que os Stark teriam um grande papel a desempenhar no final.

Oh, tolice a nossa, A Time for Wolves seria O Retorno do Rei de Martin, ou pelo menos é isso que a série Game of Thrones nos faz acreditar com o final exibido em “The Iron Throne“.

A ideia inicial era que os dois livros restantes das Crônicas fossem lançados antes da série de TV acabar, ou que pelo menos fossem lançados em datas próximas ao que a adaptação exigia de material para filmar. O que não aconteceu e é motivo de lamento do autor e dos fãs, mas Martin já era conhecido por atrasar publicações de livros, bem ao estilo de seu mestre britânico mesmo. Foram, em média, três anos entre cada um dos cinco volumes já lançados, sendo A Grame of Thrones de 1996 e A Dance with Dragons de 2011.

Mas para Game of Thrones ser concluído era preciso que os produtores D.B Weiss e David Benioff soubessem para onde deveriam ir caso os livros não fossem publicados, e o que Martin teria dito a eles é conflitante. Há informações que dão conta de que os showrunners sabiam da boca de George quem tinha que sentar no Trono de Ferro e como seriam os finais de cada um dos personagens principais. Outros dizem que apenas linhas gerais foram traçadas.

Se convencionou, contudo, usar a frase “caminhos diferentes levam ao mesmo destino” para enfatizar que livros e série de TV teriam o mesmo final, ainda que por desenvolvimentos diferentes de personagens secundários e mesmo dos principais em alguns pontos.

O que aprendemos com o episódio final da série na TV é que os lobos Stark, sempre humilhados, foram exaltados. Bran rei do Seis Reinos, Sansa rainha no Norte, Jon comandante da Patrulha da Noite novamente, Arya terminando de escrever as rotas marítimas do mundo. um belo final pra quem começou tendo o patriarca executado por querer apenas o que era correto.

Dito isso, precisamos esperar o último livro das Crônicas chegar para descobrir se a hora dos lobos realmente chegará.

Continue Reading