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Séries

Transumanismo é o sci-fi favorito da TV e o que mais nos dá medo

Altered Carbon é apenas o mais recente deles.

Viver é caro, viver para sempre é apenas para os ultra-ricos. Esse é um dos temas centrais de Altered Carbon, a nova prestigiosa série da Netflix.

Mas a produção baseada no trabalho homônimo do escritor britânico Richard Morgan não é a única a usar a ideia de transposição de consciência, ainda que seja a mais badalada do momento.

Nela, um soldado da resistência tem a consciência colocada em um novo corpo, após passar 250 anos em uma prisão de stacks (literais cartões de memória), para solucionar o assassinato de um Meth, um homem ultra-rico que está vivo há mais de 300 anos porque pode arcar com os custos de transferir a sua consciência para clones.

A existência dessa tecnologia deu à sociedade um salto quântico em inovação tecnológica e biociência, mas também fez com que a estratificação social fosse extrapolada. Nesse mundo, os ricos e os pobres tem literalmente um céu os separando.

Uma proposta de aplicação do conceito de transumanismo também é encontrada em Philip K. Dick’s Electric Dreams (Channel4/Amazon), Star Trek: Discovery (CBS), Black Mirror e Travelers (Netflix).

As tecnologias (algumas vezes mais parecidas com mágica) variam de uma produção para a outra. Invasores telepatas alienígenas que entram em corpos humanos, agentes de 100 anos que tomam posse de corpos de pessoas no futuro. Mas em todas o princípio é o mesmo: trocar de corpos.

Toda essa ideia de transumanismo parte do princípio de que organismos são cérebros com um corpo, e não um corpo com o cérebro. Uma questão que ainda não foi respondida pela Ciência, e onde o único consenso é que somos uma mistura dos dois.

O conceito não é novo, podendo ser encontrado de forma enevoada em trabalhos filosóficos de centenas de anos, mas sua organização enquanto tal foi proposta em 1951, por Julian Huxley, biólogo evolutivo, e sim, irmão do escritor Aldous Huxley.

J. Huxley acreditava fortemente na teoria de que a sociedade “melhoraria” caso apenas os seus “melhores membros” pudessem procriar. No discurso em que usou pela primeira vez o termo transumanismo, afirmou que para que a humanidade transcendesse os erros dos passado era necessário que se implantasse uma política concentrada em “evitar que a atual expansão populacional destrua nossas esperanças de um mundo melhor”.

Não é preciso pensar muito para perceber o quão elitista e preconceituosa é essa teoria e a profundidade do estrago que ela poderia causar. Aliás, que causa, já que tem um nada singelo parentesco com a teoria da raça superior.

É uma ideia completamente subjetiva e perigosa, o que é o “melhor”, quem é “melhor” que quem? Brancos, ricos, héteros, e auto-intitulados cristãos tem se sentido assim.

No final do século XX o conceito sofreu mudanças, como que expurgando a face xenofóbica da teoria. Natasha Vita-More e Donna Haraway repaginaram a ideia, com manifestos que argumentaram que o transumanismo deveria ser sobre “diversidade” e “multiplicidade”, sobre quebrar construções como gênero, raça e habilidade a favor de uma alternativa mais fluida, “quimérica”, em que cada pessoa pode ser muitas coisas aparentemente contraditórias em uma vez, incluindo mesmo humanos e máquinas.

É o desejo de vida eterna que leva, aos milhões de dólares gastos todos os anos no Vale do Silício em pesquisas sobre retardo do envelhecimento, realidade virtual e inteligência artificial. É o mesmo desejo que faz com que um número crescente de cientistas e empreendedores entendam o envelhecimento como uma doença, e como tal, passível de cura, como mostrado no recente doc da BBC Forever Young.

Vida longa, porém não dá sinais de que percorrerá o caminho do bens produzidos em escala, mas uma ideia por si só cara, complexa e que nossa realidade apenas aponta para que seja possível para os extremamente ricos (que em sua maioria são homens brancos).

Mas nem tudo é um futuro distópico. A criação de impressoras 3D capazes de imprimir órgãos, a um custo bem menor que as antigas próteses, pode ser um dos caminhos à essa extensão da vida para os menos afortunados de conta bancária.

A questão é que olhando para o hoje e para como a sociedade tem caminhado, notadamente para a privatização de sistemas de saúde, supressão de direitos das minorias, aumento do crime organizado, da violência policial direcionada à pessoas de cor, imigração e crimes sexuais… esse tal futuro distópico parece cada vez mais próximo de se realizar.

Manifestos de ficção científica, paradoxalmente, dizem muito mais sobre a época em que foram escritos, encenados ou filmados, do que sobre o futuro ou passado que mostram.

Com informações do The Wired.
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3 Comments

3 Comments

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Séries

FX divulga trailer da nova temporada de ‘Pose”

O FX divulgou nesta tarde o trailer da segunda temporada de “Pose”, de série de Rhyan Murphy. Os novos episódios levarão a história para 1990, quando a House of Evangelista precisa reavaliar sua posição no mundo LGBT após se tornar parte da cultura mainstream.

Pose é estrelada por Evan Peters, Kate Mara, James Van Der Beek e volta no dia 11 de junho.

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Séries

Recap | The Handmaid’s Tale – Watch Out (3×03)

A Resistência ganha novas Marthas

Dos três episódios já liberados da nova temporada de The Handmaid’s Tale, Watch Out, o terceiro, é o mais calmo, mas nem por isso menos importante. A Resistência ganha novas Marthas e Serena umas verdades despejadas na cara.

June mais uma vez explica, em voiceover, como Gilead é baseada em mentiras. Ela observa várias Marthas enforcadas e fala sobre como elas foram mortas sob acusação de heresia, e não de participar da Resistência porque o Estado não reconhece haver um levante secreto.

Na casa, Lawrence está agitado e vingativo com June, Beth e a nova Martha, Sierra. Ninguém sabe que fim levou Cora. Ficamos sabendo o quão alto é Joseph na escala de poder; se alguém precisa falar com ele tem que dirigir até sua casa, porque Comandante Joseph não se digna a sair do conforto do lar para atender às demandas dos colegas.

Fred aparece para a reunião do clube do bolinha e June aproveita pra perguntar a ele como sobreviver a Lawrence. Ela diz ainda que sabe que está viva porque Fred foi misericordioso com ela. Uma bela puxação de saco, Fred só não deu June para ser executada porque iria junto. Ele avisa que Lawrence é um sobrevivente e não gosta de se sentir enfadado de maneira nenhuma. Durante a reunião, Joseph humilha June a colocando como exposição ao servir o vinho pros comandantes e ter de pegar um livro na estante sem poder ler.

Serena está na casa da mãe, dando um tempo de Fred. Descobrimos qual a cor da roupa para as s viúvas em Gilead, preto. A matriarca dos Joy não apenas força Serena a atender à uma reunião de oração com pessoas que não conhece, como conta a essas pessoas todo o drama da filha. Eles a chamam de Serena Joy, um nome que destoa completamente do estado de espírito da dona, nem serena e muito menos alegre.

Enquanto Serena se sente presa e humilhada na casa da mãe, Fred está em um hotel ensaiando com uma prostituta o que dirá para reaver a esposa. Mais tarde ele vai até a praia defronte a casa da sogra enquanto Serena sai do mar.

June tenta “seduzir” Lawrence para se aproximar dele, mas ele recusa e questiona se isso tinha servido com Fred. Na discussão, Lawrence fala que ajudou Emily porque ela era inteligente e o mundo precisaria dela fora, que não faria o mesmo por June porque faltaria na aia o quinhão de cérebro, o mesmo que ele pensa de Fred. O rebate de June vem quando ela lembra que ele, Lawrence, é um medíocre.

O comandante leva a aia até o centro de detenção provisória, onde diz que tem cinco vagas de Marthas abertas e que June deve escolher entre aquelas centenas de mulheres, quais ocuparão os postos. June diz que não vai fazer isso, que é culpa de Gilead e de Joseph elas serem mortas nas Colônias, mas ele responde que ela será a responsável pela morte das cinco que poderia escolher, que isso tudo é apenas uma questão técnica inútil. O pior aqui é que ele está certo.

Antes, a mãe de Serena joga na cara da filha que ela não é mais nada no mundo sem Fred e que sempre foi uma mimada que queria tudo do seu jeito. É culpa da minada Serena Gilead existir, uma pessoa tão obcecada em ter um filho que fez um inferno na terra e condenou milhares.

Nick, agora Comandante Nick, volta na casa de Lawrence pra se despedir de June. Ela está com raiva por ele ter subido de rank no sistema opressor, mas ele lhe diz que vai para o front. Depois de se estranhar eles fazem as pazes no quarto de June que agora tem até chave.

No dia seguinte, Serena vai até June reminescer sobre a bebê Nicole e diz que não é mãe da menina, mas a aia aponta que só uma mãe faria o que ela fez em libertar a filha. June pede que Serena pense em todas as mães que tiveram os filhos arrancados dos braços por culpa de Gilead.  

June entrega os nomes das cinco mulheres a serem salvas como Marthas. Cinco novos reforços para a Resistência, como explica para Beth depois. A aia deixa um aviso em oração para a mãe: as mulheres estão observando e quando os homens de Gilead menos esperarem elas serão seu pior pesadelo. Essa não é a sociedade feminina que a mãe de June queria, mas é o que se pode fazer.

Watch Out teve direção de Amma Asante sobre o roteiro de Yahlin Chang. The Handmaid’s Tale volta na próxima quarta-feira, 12 de junho, com o quarto episódio.

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Séries

Deadly Class é cancelada após a 1ª temporada

Série possui apenas 10 episódios.


Deadly Class, série original Syfy que era produzida pelos irmãos Russo, foi cancelada após a sua primeira temporada. No Brasil série faz parte do catálogo da Globoplay, que havia investido pesado na divulgação da série.

Devido a baixa audiência da série o canal Syfy decidiu cancelar Deadly Class. Mas para a alegria dos fãs, a Universal Content Productions e Sony Television que são as empresas produtoras da série já estão procurando uma novo lar para Deadly Class.

A trama conta a história do cotidiano dos alunos de uma escola de assassinos, a King’s Dominion. As aulas ensinam desde como envenenar uma pessoa a como atacar alguém de surpresa. No elenco temos Lana Condor, Maria Gabriela de Faria, Benedict Wong.

Pelo Instagram, a atriz Maria Gabriela de Faria fez uma publicação agradecendo todo o apoio do público, com ela e com a série, e começou uma companha com a hashtag #savedeadlyclass. Os fãs já se prontificaram e já estão postando para que alguma emissora possa ”adotar” a série.

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