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The Walking Dead se despede de 2018 com claro sinal de melhora

Com Sussurradores, série entra na midseason empolgando fãs para a próxima fase.

Foto: Divulgação/AMC

A audiência pode não estar sendo uma das melhores, mas The Walking Dead ganhou um novo fôlego após a saída de Andrew Lincoln do elenco regular da série. Quem diria, não é mesmo? Se antes do fatídico episódio ser exibido, a expectativa era de que a produção fosse ladeira abaixo logo em seguida, mas o esforço de provar o contrário tem surtido efeito.

Desde que descobriu que o conflito entre comunidades poderia render momentos memoráveis, The Walking Dead colocou a ameaça zumbi de canto e elevou, cada vez mais, as tretas entre vivos ao patamar de tramas principais. No entanto, desde 2016, com o início do arranca rabo com Negan (Jeffrey Dean Morgan), a série tomou uma decisão que teve um reflexo negativo muito forte na audiência: desacelerar o ritmo de cliffhangers que tanto empolgava no início e começou a cozinhar as histórias em banho maria.

Há uma temporada e meia, The Walking Dead tenta recuperar a confiança dos fãs, que, em 2018, teve sinais claros de melhora no desenvolvimento da trama e encerrou as exibições do ano deixando uma boa impressão. Talvez seja precipitado, mas vou arriscar dar um nome para essa melhora: Angela Kang, nova showrunner da série. A diretora assumiu o lugar de Scott M. Gimple, o homem que decidiu a morte de Carl (Chandler Riggs) na temporada passada – ele passou ao cargo de diretor de conteúdo do universo The Walking Dead.

“Evolution”, o oitavo e último episódio do ano, foi o encarregado de finalizar a mensagem de que agora as coisas estão diferentes para a melhor. Walkers começam a se comportar de um jeito esquisito (você sabe do que estou falando), Henry (Matt Lintz) deixa o Reino e é enviado à Hilltop para amadurecer, Gabriel e Negan se enfrentando. Cenas construídas com a tensão de importância que The Walking Dead sabe fazer muito bem.

O começo do arco dos Sussurradores foi, finalmente, oficializado nesse episódio, que conduziu a descoberta dos novos vilões dentro de atmosfera de terror zumbi que anda sumida. Em especial, as sequências finais desse episódio empolgaram para a segunda parte da temporada, que chega só em fevereiro do ano que vem.

The Walking Dead precisa desenvolver melhor os personagens? Precisa. O próprio ator Paul Monroe, o Jesus da série, falou isso durante algumas entrevistas nas últimas semanas. Mas Angela Kang também representa uma renovação importante para afastar a má fama que a produção adquiriu e fazer o fã se empolgar novamente com o futuro da série.

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