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Streaming transforma mercado, mas não deve matar a televisão

Ainda que precise se adaptar à nova concorrência, TV possui algumas cartas na manga.

Foto: Arte/Volts

Desde que ganhou o mundo em 2013, o modelo de negócios da Netflix criou tendência e, organicamente, iniciou uma revolução que, até hoje e cada vez mais, se aprofunda ao alterar a forma como empresas consolidadas no mercado disponibilizam conteúdo à audiência. Uma mudança com impactos na vida social parecidos com os causados pela popularização de plataformas como Google e Facebook, por exemplo.

De lá para cá, Netflix já soma mais de 100 milhões de assinantes. Nos últimos três anos já faturou mais de US$ 20 bilhões e, só em 2018, já destinou um orçamento de us$ 8 bilhões em mais de 700 produções originais, sendo 80 delas fora dos Estados Unidos. Nessa conta entra a série brasileira 3%. Também ganhou concorrentes aos baldes: Amazon, Hulu, Fox Premium, NOW, além dos brasileiros Globo Play, Telecine Play, Play Plus, e por aí vai.

O melhor de tudo é que essas mudanças não afetam só a forma de consumir filmes e séries como também mudam a vida de quem faz esses produtos. Até pouco tempo atrás, os mercados de TV e cinema nos Estados Unidos eram muito distantes. O sonho de quem fazia TV era ser “promovido” ao cinema (Katherine Heigl que o diga), e o caminho inverso, do cinema para a TV, era considerado um rebaixamento. E olha como estão as coisas hoje. Henry Cavill, o Superman da Warner, assinou recentemente com a Netflix.

Por outro lado, é universal a queda de audiência das formas tradicionais de disponibilização de conteúdo em massa, mais conhecida como TV aberta. E sempre que se fala nesse assunto, surge o velho questionamento: a TV vai morrer? A resposta é: dado o histórico que a comunicação tem, certamente não. E a explicação é simples, vem da natureza: nada se perde, tudo se transforma.

Mesmo que uma geração inteira esteja se criando diante da real opção escolha do que assistir, talvez demore muitos anos para que a televisão, essa que conversa com a massa, necessite mudar radicalmente tão depressa assim. O consumidor que gosta de noticiários, esporte e programação ao vivo, por exemplo, pode não ver streamings como Netflix como tanta empolgação. E acredite, é muita gente (pelo menos por enquanto). Já quem faz questão de acompanhar apenas filmes e séries, o streaming já serve melhor e pode substituir a TV por assinatura.

Já existe uma movimentação para que o conteúdo da TV aberta brasileira já esteja disponível aos fãs de streaming, mas tudo parece muito experimental. São público muito diferentes. De qualquer forma, por mais brilhante que seja a realidade on demand, o caráter massivo da televisão é o que protege esse mercado de toda essa evolução. Mas se o streaming der um novo passo e passar a oferecer noticiários e coberturas ao vivo, aí a gente senta e conversa de novo porque a briga vai ser pesada.

Como será o futuro?

Mas, se a gente parar para pensar um pouco, o futuro on demand já não é tão só do futuro assim. O consumidor do presente já está cercado dessas plataformas por demanda, como os exemplos citados no segundo parágrafo, e a grande questão está sobre a sobrevivência da próxima etapa dessa evolução: todo mundo vai querer ter um streaming para chamar de seu.

Chegou a hora do Volts especular. A princípio, o sucesso da Netflix fez com que grandes produções de Disney e Fox, por exemplo, fossem disponibilizadas no próprio catálogo. Mas não demorou muito para que as gigantes do entretenimento achassem uma boa ideia ter o próprio serviço de streaming. O resultado foi a Netflix se despedindo de títulos importantes e investindo pesado para ter os próprios conteúdos.

Hoje, a média de preços cada serviço varia entre R$ 15 e R$ 50. Talvez não mude tanto a médio prazo. No entanto, se cada grande marca pretende ter o próprio serviço, como o mercado vai se comportar com o fato de que, possivelmente, o público desses produtos não tenham dinheiro disponível para pagar tantos serviços?

E pode ser nessa dificuldade que os novos papeis da TV e streaming consigam ser melhor definidos. As alternativas de futuro ainda são muito variadas, mas, ao que tudo indica, a chega da Disney no jogo pode clarificar as coisas ou bagunçar ainda mais esse cenário que não tem mais volta. Nem tem o porquê de ter. Só nos resta sentar e assistir acontecer.

Artigo Otaku

Artigo Otaku | O Mangá Digital chegou para ficar

Prática de consumo pode ser a saída para editoras e fãs escaparem dos dilemas da crise de mercado.

Fazendo a vistoria rotineira nas livrarias virtuais que sou cliente fixo, percebo o quão difícil é mensurar a realidade do comércio de mangás no Brasil atualmente. Talvez isso esteja muito relacionado à maneira como eu consumo (o que de já caracteriza que tal realidade varia por pessoa). Mas a verdade é que uma pergunta cabal toma conta não só de mim, como de todo o meu círculo social de conhecidos e amigos colecionadores de quadrinhos japoneses: A era do mangá digital [oficial] chegou para ficar?

Começo esse assunto fazendo um parêntese a um acontecimento recente. A aproximação do fim do mangá The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai, no original), de Suzuki Nakaba, refletiu-se num interesse mais do que momentâneo de muitos leitores que buscaram consumir os capítulos de desfecho da obra publicada desde 2012 nas páginas da Weekly Shounen Magazine da editora Kodansha.

Publicado no Brasil pela Editora JBC, o mangá foi alvo em 2017 de uma polêmica. Trata-se da ação que a editora brasileira moveu contra sites de scanlators que distribuíam o título ilegalmente. A pedido da JBC, o mangá – e outros títulos licenciados – foram suspensos nestes sites. Inevitavelmente, muitas scans continuaram a traduzir os capítulos que eram publicados no Japão.

Após isso, chegamos em 2019 e a editora – que vem investindo pesado em distribuição de mangás em formato digital – embarca no relativo sucesso da publicação simultânea dos capítulos de Edens Zero (outro mangá da Kodansha publicado na mesma revista) e aproveita a reta final de The Seven Deadly Sins para disponibilizar seus capítulos avulsos. Iniciando ainda fevereiro com o Capítulo 264, já publica simultaneamente com a edição japonesa e nesta semana lançou o Capítulo 308 [a segunda parte do epílogo da trama].

Edições físicas de The Seven Deadly Sins publicadas no Brasil pela Editora JBC

Com preço convidativo de R$2,90 o usuário de Kindle da Amazon tem a experiência de ler o capítulo do mangá recém-publicado de forma legalizada, contribuindo com autor, distribuidores, licenciadores e a indústria como um todo. Eticamente certo. Na ponta do lápis é um gasto que não aparenta ser muito caro. Como a média é de 4 capítulos por mês [exceções meses com 5 semanas ou com uma das semanas puladas por questões logísticas] o consumidor gasta algo em torno de R$11,60 mensais.

Essa questão de preço coloca em xeque questões puramente pragmáticas ao leitor. Se ele é o leitor ávido, opta por esse método de consumo. Se for o leitor apreciador, pode esperar pela compilação de três/quatro meses de capítulos em um tomo que chega a custar os mesmo R$11,60 na versão e-book ou R$17,90 na versão impressa. Ainda sobre a versão e-book, ela pode sair mais barata ainda aos usuários do Kindle Unlimited (consultando regras de uso do serviço).

Merchandising totalmente gratuito à parte, o que se quer comentar aqui é que de imediato foi possível perceber um atraso significativo na atividade das scanlators nacionais a respeito da obra. Talvez fazendo valer o ideário de que é “feito de fã para fã” e “não venda ou alugue”, evitando assim outro desgaste junto à Editora JBC, o que se vê é que alguns dos portais de scans e speedscans comuns ao público otaku brasileiro estão “atrasados” com o material relativo à The Seven Deadly Sins.

Numa consulta rápida a alguns dos mais acessados sites de scans  na web brasileira, percebe-se que desde 10 de fevereiro de 2019 (quando do lançamento do Capítulo 300) não há mais scans do mangá sendo traduzido para o português brasileiro (PT-BR). Levando em consideração que haviam três grupos de scanlator alimentando esses sites com o mangá, chegamos a conclusão que as equipes optaram por interromper suas atividades junto ao título agora que ele é publicado de forma oficial no Brasil também em capítulos simultâneos. Um único site de speedscans segue trazendo os capítulos recentes, mas em espanhol.

Esse contexto nos leva a pensar sobre os próximos passos do comércio de mangá digital no país. Com seu segundo mangá com capítulos simultâneos no mercado de publicação digital, a Editora JBC larga na frente de suas concorrentes e embarca numa tendência já comum para países como Coreia do Sul e Estados Unidos.

Bom também é destacar, antes de seguir com o raciocínio, que os grupos de scans são cientes de que o que fazem é ilegal. Tanto que começam a demostrar sinais de mudanças ao depararmos com a atitude tomada. Em suas próprias redes e páginas estiveram orientando seguidores a adquirir as versões oficiais do produto.

E aqui chegamos ao ponto-chave desse artigo: o futuro do mercado digital de mangás. A publicação de mangás digitais iniciada pela JBC no Brasil não só era um sonho antigo da empresa, que cogitou no passado a ter seu próprio serviço chamado Henshin Drive e ainda não tirou do papel, como traduz o lugar atual do mercado internacional.

Poster promocional do app MANGA PLUS by Shueisha

Importante destacar que tanto Edens Zero quanto The Seven Deadly Sins pertencem a uma empresa (Kodansha) e por isso a JBC conseguiu lançá-los de forma simultânea com rapidez. A editora japonesa vem investindo nisso a algum tempo em países asiáticos e agora também atua na Europa e nas Américas, em poucas nações. Quem toma caminho parecido é a Shueisha, casa da famosa revista Weekly Shounen Jump, que no início do ano lançou o app MANGA PLUS para iOS e Android.

Reunindo cerca de 50 títulos das revistas Weekly Shounen Jump, Weekly Shounen + e Jump Square, o serviço gratuito traz capítulos e volumes já lançados de mangás antigos e atuais da editora em inglês e mais recentemente em espanhol. Infelizmente não há planos próximos para novos idiomas como o português.

Tanto o aplicativo da Shueisha, quanto a Kodansha e seus licenciamentos, revelam a nova tendência do mercado internacional de mangás; na verdade duas:

A primeira diz respeito aos formatos de consumo. É nítido que a cultura do scans   já mostrou aos japoneses que ler mangá online é aceito pelo público. Há anos vem fazendo isso! Inicia-se agora uma campanha de conscientização deste mesmo público de que se é preciso pagar para consumir, pois assim incentiva autores, editores e etc. Num proselitismo que no fundo carrega a mensagem das grandes corporações sobre lucrar em cima daquilo que me pertence por direito.

Já a segunda tendência é a de separação em definitivo dos públicos que consomem o mangá dentro e fora do Japão entre leitores casuais, leitores aficionados e colecionadores. Isso porque na contramão do mercado digital, as publicações impressas sofrem – em alguns países ocidentais, vide América Latina – com a crise econômica que afeta editoras e distribuidores [o caso do Brasil] ao mesmo tempo em que se foca em produzir material com o objetivo de estampar prateleiras e não apenas pela leitura instantânea.

Entende-se por leitor causal aquele que lê alguns poucos mangás e não tem interesse em colecionar por isso apenas o uso de scans já lhe é suficiente; leitor aficionado aquele que lê muitos mangás (sem número definido, mas acima de cinco) e por questões econômicas e/ou logísticas não pode comprar todos então divide-se entre comprar alguns títulos e acompanhar outros somente por scans; e colecionador sendo aquele que não apenas é aficionado como coleciona seus títulos em grande quantidade e de forma sistemática bastante afetiva sobre elementos não só narrativos como gráficos e editoriais.

Um dilema duro vivido por indústria e fãs nos dias atuais em nosso país onde alguns produtores investem em qualidade e por consequência aumentam seus preços, e outros que aumentam seus preços sem apresentar qualidade. Nesta gangorra fica o leitor/colecionador, que tem que reajustar orçamentos em intervalos curtíssimos de meses ou optar por se endividar ou abdicar de colecionar um título em detrimento de outros.

Fatos expostos, fica claro que o mangá digital chegou para ficar. Prático, relativamente barato e instantâneo, o futuro da leitura de mangás pela tela do dispositivo móvel ou do computador é uma realidade que transcende o habitual recurso do scan para se tornar um mercado de verdade. O benefício se apresenta inicialmente como algo único dos envolvidos na produção, mas o fã deve encarar-se como recebedor de benefícios também, pois a normalização de rotina de consumo deste novo formato aponta aos investidores japoneses que há sim fluxo de conteúdo no Brasil. Por sua vez, isso se traduz em novas obras, desdobramentos midiáticos e itens diversos chegando por aqui de forma simultânea (ou ao menos quase isso) que no Japão, Estados Unidos e outros grande centros, assim eliminando aquele sentimento de esquecimento muitas vezes existente dentro do fandom.

Divulgação da versão e-book da light novel Overload publicada pela Editora JBC

Ratificando isso, a JBC prova que anda em expertise com seus contatos do outro lado do mundo e licenciou também uma light novel. No início de 2019 a editora publicou em formato e-book a light novel Overload de Kugane Maruyama, que ganhou destaque após três temporadas animadas entre 2017 e 2018. Publicando a versão digital primeiro que a impressa – que deve ganhar as estantes virtuais e físicas das livrarias até o fim do primeiro semestre – a empresa só deixa claro que não se trata mais de uma aposta, e sim de uma evolução nas práticas de consumo desse tipo de conteúdo dentro do nicho.

Se as scans vão acabar, isso não se fala. Se os preços serão justos, isso será discutido aos poucos. O certo é que agora não há mais desculpas para não se ler mangá. Se antes o problema era ser “de trás para frente”, agora nem isso mais é. O que nos leva a discussões para um outro artigo.

Até a próxima e… Sayonara!

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Disney +: as consequências no MCU

Com o lançamento do Disney+, o MCU ganha uma nova dimensão cheia de riscos para se aventurar

Vingadores: Ultimato marca não somente o fim de uma era, com a conclusao da Saga do Infinito como foi intitulada por Kevin Feige, produtor executivo da Marvel, mas também o começo de um novo ciclo, mais diversificado e expansivo para a Marvel. Essa diversificação vem na forma de produtos focados em agendas mais politizadas, focando em questões sociais como o movimento feminista, diversidades de gêneros e raça e uma constante mensagem social a ser passada, a de inclusão. No entanto, quando se fala de expansão no MCU, não se fala somente de uma questão física e a criação de novos planetas para os Vingadores visitarem, já que a partir de 12 de Novembro desde ano, o MCU fará parte do sistema de stremio da Disney, intitulado como Disney+, que trará propriedades da Marvel em novos contextos e em seu próprio universo, mas ainda tendo conexões relevantes com os filmes.

O Disney + é uma resposta à Netflix, com a Disney buscando uma forma de dominar mais uma plataforma de mercado, criando um espaço que irá juntar todas as suas propriedades (Marvel, Pixar, Lucasfilms, National Geographic e a recém adquirida, Fox) e oferecer uma variedade de conteúdos já existentes como filmes e documentários, assim como sua grande proposta, novos produtos que serão exclusivos para assinantes desse sistema. Kevin Feige, que é o visionário por trás do MCU, retorna para tais projetos exclusivos, consolidando seu legado como um dos maiores produtores na indústria cinematográfica atualmente, além de mais uma vez tentar elevar a marca Marvel. O Disney+ e esse interesse dentro de uma plataforma de stremio focada na televisão, é um reflexo direto do sucesso da Netflix, que no último Oscar conseguiu levar três estatuetas para casa, com sua produção original: Roma. Além disso, o Disney+ quebra mais um dos paradigmas, de que a televisão é inferior, com produções menores e que pessoas associadas a mesma são taxadas apenas como ‘’atores televisivos’’. O Disney+ abre uma nova era para televisão, não somente dando uma real competição para, até então, rei Netflix como também consolidando os ‘’anos de ouro’’ da tela pequena.

Durante o painel para investidores ontem (11), a Disney e suas diversas ramificações subiram no palco e revelaram o que expectadores podem esperar dessa nova dimensão de suas franquias favoritas. Kevin Feige anúnciou uma bateria de séries focadas em personagens do MCU, entre eles:

  1. Wandavision, uma série focada no relacionamento de Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e Vision (Paul Bettany)
  2. The Falcon and the Soldier, uma série limitada focada em Sam Wilson/Falcão (Anthonie Mack) e Bucky Barnes/Soldado Invernal  
  3. Loki, uma série focada no personagem tão querido de Tom Hiddleston
  4. E por fim, a mais interessante de todas, uma série animada focada em histórias de univesos paralelos da Marvel, ‘’What If’’ focaria em histórias alternativas já contadas nos filmes. De acordo com Feige, os atores respectivos de cada personagem retornariam para dublar, criando um sentimento de nostálgia.

No entanto, a Disney+ pode vir como uma grande faca de dois gumes, especialmente para franquias como a Marvel, que já tem seu universo tão bem estabelecido. Ao mesmo passo, que ela serve como uma maneira de atrair novos expectadores para o MCU, garantindo uma nova legião de fãs, que muitas vezes, nem eram nascidos ainda durante sua primeira fase, ela pode também criar uma dimensão muito complicada para se acompanhar.

O universo de séries fazendo parte do MCU não é algo inovador, já sendo presente desde 2013 com Agents of Shield e depois tendo sido expandido para as propriedades Marvel-Netflix com as brilhantes: Demolidor, Jessica Jones e Justiceiro. No entanto, essas séries trabalhavam somente como uma via de mão única, sendo elas parte do universo compartilhando, mas seus eventos sendo pequenos de mais para afetar a continuidade de personagens grandes como Capitão América, Thor e Homem de Ferro. Com as séries do Disney+, intiludadas de Marvel Project, Kevin Feige afirmou que os eventos ocorridos nessa nova plataforma terão consequências nos cinemas. Todavia, isso acaba criando um universo de muitas camadas, com diversos eventos acontecendo simultaneamente para se acompanhar, perdendo assim audiências casuais, por criar um universo muito complexo para se manter atualizado , quando não se é fã comprometido com essas propriedades.

Além disso, quando se trata de audiências, existe uma preferencia por filmes, já que nem todos eles apresentam o mesmo peso que blockbuster como Vingadores e, especialmente, nem todos expectadores sente a necessidade de viver a experiência do cinema. Com a criação de um sistema de stremio, que irá disponibilizar muitos desses filmes diretamente após a exibição teatral, a Marvel pode sofrer com uma diminuição de seu público casual, que agora sendo assinados do Disney+, podem simplesmente esperar que o filme chegue em seu catálogo. E o peso disso será sentido especialmente na bilheteria, podendo acarretar numa diminuição no somatório total, tirando os filmes da Marvel de atingir marcas como a de um bilhão.

Por fim, a Marvel e seu futuro no Disney+ é algo ainda incerto, mas com certeza tem grande potencial para expandir uma das maiores franquias do mundo. Por isso, Kevin Feige e o time por trás da Marvel está intimamente ligado com todos os projetos que irão nascer nessa nova plataforma e sua conexão com um universo já tão amado. Além disso, com mais essa arma no asernal do MCU, é provado que o futuro dessa saga e a fase 4 são realmente imprevisíveis, com novos direcionamentos e visões para dar inicio a uma nova era de filmes.

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Raio Teorizador (Spoilers): Shazam !

Com Black Adam, Mr. Mind e muito mais, venha entender o que o futuro de Shazam ! nós aguarda

APENAS DIGA: SEQUÊNCIA ! Shazam, a mais nova entrada no mundo da DC nos cinemas, está conquistando espaço rapidamente, encatando não somente audiências, com o carisma de Zachary Levi e Asher Angel nos papeis títulos do filme, mas também por trás das câmeras. Com um reações extremamente positivas e uma bilheteria se construíndo para ser outro sucesso, após o um bilhão do Rei de Atlantis, Shazam teve sua continuação confirmada, com o retorno inclusive, de Henry Gayden como roteirista e Peter Safran como produtor já confirmados no projeto. No entanto, o filme já criava menção de sua sequência antes mesmo de ser visto  pelo público, com diretor David F. Sandberg deixando ganchos e referências bem colocadas para ser explorada numa expansão de seu universo.

O Volts, que assistiu o filme na pré-estreia, foi de olhos e ouvidos abertos, pegando cada uma dessas referências e tratando de criar um Raio Teorizado, ajudando Sandberg e Levi a teorizar a direção que o próximo capítulo dessa saga vai tomar, de acordo com pistas deixados pelos mesmos. Então, apenas diga : CUIDADO COM SPOILERS  e venha conferir o que achamos que a DC pode ter guardado para o futuro de Billy Batson e a família Marvel nos cinemas.

Durante a cena pôs-crédito, somo introduzidos a uma pequena largata, que com um aparelho de comunicação, consegue se comunicar por uma voz robótica com recém aprisionado Dr. Silvana. Ela, por sua vez, fala da ‘’diversão’’ que os dois ainda terão e faz menção aos sete reinos, que será a chave para não somente Shazam 2 como também sua conexão com Adão Negro. Essa largata é um dos super-vilões mais famosos de Shazam, chamado de Mr. Mente, um ser místico oriundo de um dos sete reinos mencionados, que tem como objetivo invadir e conquistar todos os seres e dimensões, incluindo a de Billy que vive com sua família, na Terra. O mais impressionante dessa cena, é a que pela criação de mundo tão bem elaborada de Shazam, lidando com questões de magia e por vilões como os sete pecados capitais, nós, da audiência não sabemos o que esperar de Mr Mente, mas sabemos que não é sábio o subestimar por seu tamanho.

Shazam, segue sendo um filme que toma muitos riscos e a introdução desse vilão não entra de forma diferente, Mr Mente e a saga dos sete reinos é, na verdade, a continuação mais atual dos quadrinhos de Shazam, com menos de dez edições publicadas pela DC, isso torna o filme não somente extremamente atual, mas também uma das poucas adaptações de quadrinhos a se manter fiel e atualizado em seu material. Nessa saga, Mr. Mente é de origem dos Reinos dos Monstros e coordenou uma invasão para conquistar todos os outros reinos e seus habitantes, no entanto, o mesmo foi derrotado e a entrada do seu reino foi selada como forma de punição. Essa entrada, assim como a porta para todos os outros reinos, se encontra dentro da Pedra da Eternidade, local onde Billy recebe seus poderes e onde um dia, o conselho dos sete magos governou.

Shazam explora outro aspecto muito forte das artes ocultas, a numerologia, com o número sete sendo sempre presente em suas profecias: Sete pecados, sete reinos e sete magos. No entanto, como vemos no filme, Billy e sua família apenas somam o total de seis magos, deixando a última cadeira da Rocha da Eternidade vazia. Porém, assim como Mr. Mente, David F. Sandberg nós provocou de quem esse sete mago seria, e também o porquê dele não estar presente: É na sétima cadeira, que sentaria o personagem de Dwayne Jonhson, o Adão Negro, que no filme é referenciado quando o Mago (Djimou Houson) fala sobre o primeiro campeão, que traiu os magos, e se tornou maligno. The Rock tem seu filme solo como Adão Negro confirmado, introduzindo o personagem como um anti-herói e o colocando no mesmo contexto de membros como a Sociedade da Justiça em 2021.

Juntando Adão Negro, que nos eventos de Shazam 2, já seria um personagem estabelecido como alguém que busca poder e justiça, mas uma justiça que as vezes é apenas conveniente para ele, com a introdução de Mr. Mente e suas aspirações conquistadoras, temos o cenário perfeito para adaptar uma das histórias mais grandiosas de Shazam, assim como também a mais atual. No próximo filme, veriamos um Dr. Silvana controlado por Mente, na busca de libertar a entrada do Reino dos Monstros em uma nova tentativa de dominar todas as dimensões, colocando assim a família Shazam na posição de precisar do auxílio de The Rock, como Adão Negro, criando não somente conflito em questões de moralidade e liderança, mas completando o poder de SHAZAM ! com os sete magos reunidos para salvar os sete reinos.

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