Spinoff de Game of Thrones começa filmagens e deixa pistas sobre plot





27/06/2019 - Atualizado às 17:28


As filmagens do primeiro spinoff de Game of Thrones, chamado até agora de Bloodmoon, foram iniciadas na Irlanda. Na locação o que tem chamado atenção é a placa que sinalizada, sutilmente, o lugar e o objeto de produção contando um mamute como símbolo.

Mas o que a Lua de Sangue tem a ver com mamutes? Vamos destrinchar agora o que esses nomes podem significar na série que terá Jane Goldman como showrunner e SJ Clarkson dirigindo o episódio piloto e no cargo de produção executiva junto com George R.R. Martin.

A nova séria baseada no universo criado por Martin foi anunciada primeiramente como The Long Night, o que serviu para localizar ela no final da Era dos Heróis, mais precisamente durante os anos do primeiro ataque dos White Walkers aos homens. O título foi logo descartado pela HBO, mas a pista ficou.

Agora com Bloodmoon é possível especular que se tratará de uma história sobre calamidades. Luas de Sangue são comumente associadas com previsões apocalípticas em diversas culturas e religiões. Pode também se referir à um período sangrento de um povo, uma época cheia de guerras e mortes, por exemplo.

Na mitologia cristã, por exemplo, a lua de sangue é descrita como um dos sinais do Armagedom descritos no livro de Joel 2:20, onde lê-se “o sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor”.

Já na ciência, a Lua de Sangue é um fenômeno que ocorre quando há um eclipse que encobre completamente o satélite. Apesar do Mundo de Gelo e Fogo não ser a Terra, ele tem uma lua, e, segundo algumas lendas, já teve uma segunda.

Na lenda contada no leste sobre o nascimento dos dragões, a segunda Lua passou muito perto do Sol e foi queimada e quebrada, saindo de dentro dela as bestas que cospem fogo. Vale ressaltar que dragão e Lua também é um paralelo com a saga de São Jorge na mitologia cristã.

Já os mamutes, extintos durante a Guerra dos Tronos, foram animais comuns no norte do mundo Planetus, assim como o foram na Terra em eras passadas.

Segundo a lenda da construção da Muralha, Bran Stark, o Construtor, utilizou, além de mão de obra de gigantes a magia, a força desses animais para construir a barreira física contra a ameaça dos White Walkers após a derrota destes na Batalha da Aurora.

Ainda como parte da excitação pela história vindoura, várias pessoas tem relatado no Twitter quais atores já confirmados no elenco de Bloodmoon foram vistos por Belfast: Jamie Campbell Bower, Alex Sharp e Marquis Rodriguez.

Já a atriz mais famosa, e a primeira confirmada na prequel, Naomi Watts, ainda não foi vista pela Irlanda, o que não significa que ela não esteja lá. Watts deve interpretar alguém famoso na história de Martin. Especula-se que ela possa ser Nissa Nissa, a esposa mártir do herói Azor Ahai, cujo coração serviu para temperar a lâmina da espada Lightbringer.

Uma das contas de twitter que mais contém informações extra oficiais sobre a produção é a @bloodmoonhbotv. Nela, que divulgou o sinal o mamute, é possível encontrar imagens de atores com a maquiagem dos Filhos da Floresta, mas levemente diferente dos que foram vistos em Game of Thrones.

Em outra imagem é possível ver um dos cenários que se parece muito com Winterfell, o lar ancestral dos Stark. Na mitologia de Westeros, as casas do Norte são feitas por pessoas descendentes dos primeiros homens, e os Stark comandam o Norte há milhares de anos, é a mais antiga casa em posição de poder de todo o continente.

Entretanto, o registro dos Stark e de Winterfell começam após a Longa Noite, há inclusive a suspeita de que o nome do castelo signifique que ele foi erguido no mesmo lugar onde os homens, comandados pelo Último Herói – ou Azor Ahai – derrotaram os White Walker, o lugar onde o inverno (Winter) caiu (fell) na Batalha da Aurora.

A prequel ainda não tem data de estreia, mas a previsão inicial da HBO é que ela estreie apenas em 2021.