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Livros e HQ's

Sequência de ‘The Handmaid’s Tale’ é indicada ao Booker Prize 2019

Com trama ainda em segredo The Testaments promete ser o maior lançamento literário de 2019

O próximo livro da canadense Margaret Atwood, The Testaments, foi indicado na long list do Booker Prize 2019. Atwood concorre pela sexta vez ao Man Booker, que este ano premiará o vencedor com £50,000. 

The Testaments é uma sequência de The Handmaid’s Tale (1985) e será lançado mundialmente no dia 10 de setembro deste ano. A trama, do pouco que se sabe, se passa 15 anos após os acontecimentos narrados pela aia Offred.

Segundo o crítico Peter Florence, uma das poucas almas a por os olhos no aguradado volume, “discrição de spoiler e um acordo de não divulgação feroz impedem qualquer descrição de quem, como, por que e até mesmo onde (se passa a narrativa). Então isso: é aterrorizante e estimulante”.

Este ano, além de Atwood, outro antigo premiado no Man Booker está concorrendo. O indo-britânico Salman Rushdie foi indicado por Quichotte, romance inspirado em Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. Publicado em agosto deste ano, a história gira em torno de um caixeiro viajante idoso que se apaixona por uma atriz de TV e percorre os Estados Unidos em busca de ganhar seu amor. Livro foi descrito pelo júri do BP como uma “pitoresca tour de force dos Estados Unidos contemporâneo, com todos os seus alarmes e loucuras”.

A cerimônia de premiação ocorre em Londres, no Reino Unido, em 14 de outubro de 2019. Confira a lista completa de indicados:

  • Margaret Atwood (Canada), The Testaments (Vintage, Chatto & Windus)
  • Kevin Barry (Ireland), Night Boat to Tangier (Canongate Books)
  • Oyinkan Braithwaite (UK/Nigeria), My Sister, The Serial Killer (Atlantic Books)
  • Lucy Ellmann (USA/UK), Ducks, Newburyport (Galley Beggar Press)
  • Bernardine Evaristo (UK), Girl, Woman, Other (Hamish Hamilton)
  • John Lanchester (UK), The Wall (Faber & Faber)
  • Deborah Levy (UK), The Man Who Saw Everything (Hamish Hamilton)
  • Valeria Luiselli (Mexico/Italy), Lost Children Archive (4th Estate)
  • Chigozie Obioma (Nigeria), An Orchestra of Minorities (Little Brown)
  • Max Porter (UK), Lanny (Faber & Faber)
  • Salman Rushdie (UK/India), Quichotte (Jonathan Cape)
  • Elif Shafak (UK/Turkey), 10 Minutes 38 Seconds in This Strange World (Viking)
  • Jeanette Winterson (UK), Frankissstein (Jonathan Cape)

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Em tuíte, J.K. Rowling compara terapia hormonal a conversão de sexualidade

Devido às últimas declarações da escritora, fandoms da série Harry Potter se uniram contra Rowling.

Foto: Divulgação.

A escritora J.K. Rowling, autora da série de livros infanto-juvenil Harry Potter, continua a destruir a infância de seu público. No último domingo (5), a britânica voltou a fazer comentários transfóbicos em seu perfil no Twitter e chegou a comparar a terapia hormonal, tratamento utilizado por pessoas trans, a conversão de sexualidade, prática muito difundida no século passado para ‘converter’ a orientação sexual de gays e lésbicas.

Tudo começou quando um usuário da rede social fez um tuíte denunciando uma postagem curtida pela escritora que comprava prescrições de hormônios e antidepressivos. A publicação afirmava que ambos os tratamentos eram “pura preguiça para quem prefere medicar do que dedicar tempo e esforço para curar a mente das pessoas”.

A escritora decidiu responder a crítica e fez uma série de tuítes em que declarou já ter feio tratamento para TOC, depressão e ansiedade com o uso de antidepressivos, e que contribuíram para sua recuperação. “Quando você mente sobre o que eu acredito sobre medicamentos para a saúde mental e quando deturpa os pontos de vista de uma mulher trans por quem não sinto nada além de admiração e solidariedade, você cruza a linha”, comentou sobre as acusações direcionadas a ela.

J.K. Rowling continuou ao afirmar que muitos profissionais da saúde estão preocupados com o fato dos jovens que lutam pela sua saúde mental estarem sendo desviados para hormônios e cirurgias, quando isso pode não é de fato o interesse deles. “Muitos, inclusive eu, acreditam que estamos assistindo a um novo tipo de terapia de conversão para jovens gays, que estão sendo colocados em um caminho vitalício de medicalização que pode resultar na perda de sua fertilidade e/ou função sexual completa”, completou a escritora.

A autora de Harry Potter ainda cita diversas pesquisas e relatos que apontam que o sistema vê as cirurgias como solução fácil para meninas que não se adaptam. “Como já disse muitas vezes, a transição pode ser a resposta para alguns. Para outros, não – testemunhe os relatos dos detransicionadores”, pontuou.

Confira a série de tuítes:

Fandoms de Harry Potter contra J.K. Rowling

Em face aos recentes comentários considerados transfóbicos de Rowling, dois populares fandoms de Harry Potter resolveram se unir na quinta-feira passada (2). Os fandoms MuggleNet e The Leaky Cauldron se juntaram a ONG em defesa aos direitos LGBTQA+, a GLAAD, para ensinar aos fãs a como rebater os comentários de Rowling e afastá-los “das crenças prejudiciais e refutadas” da escritora.

No mesmo dia, os fandoms emitiram uma nota em que se posicionaram contra as crenças da britânica e assumiram o compromisso de estabelecerem um ambiente seguros aos leitores da série, independente do gênero ou sexualidade.

“Além da falta de gosto [de J.K. Rowling] ao escolher o Mês do Orgulho LGBTQ+ [em junho] para publicar estas declarações, acreditamos que o uso de sua inflência e e privilégio para atacar pessoas marginalizadas não condiz com a mensagem de aceitação e empoderamento presente em seus livros”, afirmaram na nota.

“Nossa postura é firme: mulheres trans são mulheres. Homens transgêneros são homens. Pessoas não binárias são não binárias. As pessoas intersexuais existem e não devem ser forçadas a viver no binário. Estamos com os fãs de Harry Potter destas comunidades. Embora não toleremos os maus-tratos que Rowling tenha recebido ao expor suas opiniões sobre pessoas trans, rejeitamos suas crenças”, concluíram.

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Quadrinho de suspense policial Nobre Lobo é disponibilizado em versão digital pela Amazon

Na trama. dois detetives da Polícia Civil de São Paulo investigam uma série de desaparecimentos infantis.

Por

(Foto: divulgação)

O premiado quadrinho de suspense policial Nobre Lobo, de Gustavo Tertoleone e João Gabriel, publicado pela SESI-SP Editora, acaba de ser disponibilizado em sua versão digital. Nessa trama intensa, dois detetives da Polícia Civil de São Paulo, Luís Nobre e Milton Lobo, são incumbidos de investigar uma série de desaparecimentos de crianças.

A cada página, o leitor tem uma nova e surpreendente revelação. Além do envolvente roteiro, o suspense nessa graphic novel nacional é garantido pelas ilustrações bem como pelo projeto gráfico. Os desdobramentos da investigação fazem Nobre e Lobo repensarem não apenas a realidade, mas também os princípios que regem suas vidas.

A parceria dos dois detetives revela, ainda, o peso do cotidiano desses corajosos profissionais e faz o leitor se questionar: o que faria se estivesse no lugar de Nobre e Lobo? Qual o limite entre crime e heroísmo, sanidade e misticismo, certo e errado?

A versão e-book de Nobre Lobo está disponível na Amazon.

PRÊMIO

Em fevereiro, a HQ Nobre Lobo, dos autores Gustavo Tertoleone João e Gabriel, foi contemplada com o Prêmio Cátedra 10 Unesco-PUC Rio – Edição 2019, na categoria Distinção. A honraria celebra obras de excelência, com valor literário, plástico e editorial voltadas para o público infantil e juvenil.

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Livros para conhecer Octavia Butler, a Grande Dama da Ficção Científica

Três obras para celebrar o que seria o aniversário da escritora

(Foto: Joshua Trujillo)

Nos anos 1950, em Pasadena, Califórnia, Octavia Butler era uma menina negra que amava ficção científica e queria ser escritora. Após a desastrosa experiência de assistir ao sci-fi Garota Diabólica de Marte (1954), Octavia convenceu a si mesma que era capaz de criar uma história melhor.

Determinada a escrever as próprias narrativas, a escritora enfrentou o preconceito e racismo ao longo de sua carreira, chegando a ouvir críticas de parentes. Uma tia de Butler afirmou: “Querida negros não podem ser escritores”.

Contrariando as suposições, Octavia Butler se tornou escritora, capaz de imaginar um mundo onde mulheres negras fossem ouvidas. Ela cresceu rodeada por histórias dominadas por homens brancos e sentia falta da representatividade. Por isso, escrevia sobre protagonistas que viviam em cenários hostis e preconceituosos, mas que conseguiram desafiar a realidade e mudar o mundo.

Eram personagens poderosas. E Octavia Butler gostava de escrever sobre poder. “Comecei a escrever sobre poder porque era algo que eu tinha muito pouco”, justifica nessa frase que abre a primeira edição de Kindred publicada no Brasil. A autora foi laureada com diversos prêmios e revolucionou a história do sci-fi, se tornando a Grande Dama da Ficção Científica.

No que seria o aniversário da autora, o Volts visita algumas obras para celebrar o legado de Octavia Butler.

1 – Kindred – Laços de Sangue (EUA, 1979, Brasil, 2017)

A obra é um dos pilares do afroturismo e consagrou Butler como Grande Dama da Ficção Científica. Na história, acompanhamos Dana, uma mulher negra que vive em 1976 na Califórnia. Por causa de uma viagem no tempo, a mulher chega a uma Maryland dos anos 1819, um época com uma forte cultura escravagista. Na viagem, ela cruza o caminho com um de seus antepassados, um homem branco, herdeiro de propriedade. Racismo, política e feminismo são temas presentes em Kindred, que também é carregado de personagens históricas, a exemplo de Sojouner Truth, uma das mais importantes líderes abolicionistas e ativista pelos direitos da mulher.

2 – Parábola do Semeador (EUA,1993, Brasil, 2018)

Primeiro livro da duologia Semente da Terra, a história nos apresenta Lauren Olamina, moradora de Robledo, Califórnia. Um infeliz acontecimento leva a protagonista a sair em fuga, em busca de liberdade e segurança. Seu porto seguro é sua nova fé, a chamada Semente da Terra. Assim, Lauren assume a missão de espalhar a palavra de sua crença entre as pessoas.
Narrado em primeira pessoa, o livro pode lembrar A Parábola do Semeador da Bíblia, mas não se limita a isso. Racismo, machismo, escravidão, mudanças climáticas e democracias são temas que Octavia Butler discute na obra.

3 – Despertar (EUA, 1987, Brasil, 2018)

O livro é o primeiro da trilogia Xenogenesis, em que conhecemos Lilith, humana desperta após 250 anos de animação suspensa. Para a protagonista, uma surpresa: ela está na nave dos Oankali, raça alienígena que salvou a raça humana. A Terra pode ser mais uma vez povoada e Lilith foi a escolhida para liderar o grupo de humanos que vai partir em missão para repovoamento. Mas claro, para tudo há um preço e para a personagem, resta saber quais os interesses por trás das motivações dos Oankali.

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