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Na Ilha

Seminário de arte e cultura aborda práticas coletivas, subjetividade e resistência

O objetivo é fomentar a partilha de experiências e a produção do pensamento crítico acerca da Arte, Educação e Cultura.

O Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM) realizará,  nos dias 21 e 22 de outubro deste ano, das 19h às 21h, o  I Seminário de Arte, Educação e Cultura: Práticas Coletivas – Criação, Subjetividade e Resistência. 

Organizado em duas rodas de conversa, o seminário propõe fomentar a partilha de experiências e a produção do pensamento crítico acerca da Arte, Educação e Cultura, no campo do fazer coletivo. Serão abordados temas e questionamentos acerca dos conceitos de coletividade, experiência e subjetividade, criação e resistência.

O que as experiências coletivas de grupos, tradicionais ou não, podem nos revelar sobre as dinâmicas dos afetos na restauração do sujeito consigo e com o outro? Para que outros horizontes, essas práticas colaborativas podem nos direcionar? São possíveis novas alternativas para as relações sociais? Estas e mais perguntas serão respondidas durante as conversas.

PROGRAMAÇÃO

21/10 – 19h às 21h

Roda de Conversa 1 – Espaços de Restauração e Reinvenção dos Sujeitos

No encontro, os convidados falarão, sob o prisma da experiência, sobre a importância da colaboração como ética social e a urgência desses valores para a nossa formação cidadã

Convidados: Gustavo Silvestre – Designer, Artesão, Professor e idealizador do projeto Ponto Firme (SP), Mônica Nador – Artista Plástica e idealizadora do projeto JAMAC (Jardim Miriam Arte Clube – SP), Jamira Muniz – Pedagoga, Professora e idealizadora da Escola Comunitária Luiza Mahim e do projeto REPROTAI (BA).

22/10 – 19 às 21 h

Roda de Conversa 2 – Tradição e Coletividade: O Terreiro como Espaço de Experiências e Resistências

Referência ao espaço dos terreiros de mina, candomblé, capoeira, dos jongos, dos bumba boi e de toda experiência coletiva popular, o encontro discutirá as produções historicamente marginalizadas pelas noções estruturais de poder, mas que sempre se afirmaram na urgência das possibilidades.

Convidados: Luiz Rufino – Escritor, Pedagogo e Professor da UERJ (RJ), Nadir Cruz – Gestora Cultural, Turismóloga, Conselheira Municipal de Cultura de São Luís, Índia e Presidente do Boi da Floresta (MA), Wanderson Flor – Filósofo e Professor de Filosofia Africana, Bioética e Direitos Humanos na UNB (DF).

Número de vagas: 90

Bate-papo

Após as exposições dos convidados, será aberto o bate papo com a participação do público. O Seminário será transmitido pela Plataforma Zoom. Os interessados em participar, devem enviar nome completo, telefone e nome da roda de conversa que deseja participar para contato@ccv-ma.org.br. Inscrições gratuitas.

Mais sobre os convidados

Gustavo Silvestre

Designer, Artesão, Professor e Pós-Graduado em Artes Manuais para a Educação. É idealizador do Projeto Ponto Firme, que ensina o crochê voluntariamente na penitenciária masculina Adriano Marrey, em São Paulo, desde 2015. Inserindo a técnica no campo da experimentação, o projeto cria transformação social e possibilita a ampliação do sujeito por meio da criação e do fazer manual coletivo. Os trabalhos desenvolvidos pelo projeto já foram expostos em Nova York, SP-Arte, Pinacoteca do Estado de São Paulo e são desfilados regularmente na São Paulo Fashion Week, maior evento de moda do Brasil.

Monica Nador

A Artista Plástica Mônica Nador é fundadora do Jardim Miriam Arte Clube (JAMAC), um espaço cultural criado em 2004, localizado na periferia da cidade de São Paulo para onde se mudou e vive até hoje. O JAMAC atua na intersecção de arte e formação para a cidadania, oferecendo oficinas gratuitas de estêncil, serigrafia e cinema para o público em geral. Diversidade, inclusão, direito à cidade e à memória são a base de trabalho do JAMAC, que realiza atividades junto à comunidades em todo o Brasil e no exterior.

Para conhecer mais sobre as histórias por traz das estampas criadas, o Jamac alimenta um podcast super especial! Ouça aqui: https://bit.ly/podcastjamac

Jamira Muniz

Educadora Social, com especialização em gestão do Terceiro Setor, Jamira Muniz foi coordenadora pedagógica da Escola Comunitária Luiza Mahin e atuou na gestão pedagógica da REPROTAI – Rede de Protagonista em Ação de Itapagipe, ambos em Salvador – BA. Atualmente, é coordenadora do Espaço Cultural Alagados, criado em 1989, na Península de Itapagipe (BA), por artistas e articuladores culturais da localidade para atender suas demandas de apresentações, ensaios e mobilização cultural. O espaço é o único equipamento cultural público de toda a Península de Itapagipe, que inclui dez bairros de Salvador.

Luiz Rufino

Escritor, Pedagogo e Professor da UERJ-RJ, é autor de cinco livros e de diversos artigos publicados em revistas e jornais sobre culturas brasileiras, educação, religiosidades, diáspora africana, filosofias e crítica ao colonialismo. Luiz Rufino propõe uma pedagogia alternativa aos saberes postos como universais e a educação como caminho de reconstrução dos seres, a partir de sabedorias e viveres afro-brasileiros, como a capoeira, a umbanda, o candomblé. A Pedagogia das Encruzilhadas, título de seu último livro, é o “balaio conceitual” criado por Rufino e sobre o qual falará no encontro. O autor abordará conceitos que operam no campo do conhecimento, educação, ética e cultura, comunicando outras possibilidades de entendimento e problematização dos acontecimentos e do mundo.

Nadir Cruz

Gestora Cultural, Turismóloga, Conselheira Municipal de Cultura de São Luís, é também Índia e Presidente do Boi da Floresta, um dos grupos mais antigos de Bumba meu Boi do Maranhão. Nadir pensa a cultura de forma coletiva, com o objetivo de capacitar, preparar profissionais e contribuir para a formação de cidadãos. Localizado no bairro da Liberdade, quilombo urbano de São Luís (MA), o Ponto de Cultura no barracão do Boi da Floresta guarda e transmite sabedoria e ofícios tradicionais do Bumba meu Boi, sotaque da Baixada, além de estimular a leitura e a inclusão digital. Com as atividades de formação e apresentações temporariamente suspensas durante o isolamento social, as ações sociais do grupo continuam com a distribuição de alimentos e de máscaras para a prevenção de contaminação do COVID-19 para a comunidade.

Wanderson Flor

Filósofo e Professor de Filosofia Africana, Bioética e Direitos Humanos na Universidade de Brasília (UnB), membro no Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UnB (NEAB/UnB) e do Núcleo de Estudos de Filosofia Africana “Exu do Absurdo” (NEFA/UnB). É autor de diversas publicações, entre elas, Entre Apostas e Heranças: Contornos Africanos e Afro-brasileiros na Educação e no Ensino de Filosofia no Brasil (NEFI, 2020), seu mais recente livro e disponível para download gratuito. O professor irá discutir a chamada “cultura de festa”, encontrada nos terreiros e que articula a dimensão da resistência, da criação, da comunitarização, além de ser um dos elementos formativos das comunidades.

Cinema na Ilha

Filme maranhense é destaque na Mostra Nacional de Cinema de São Paulo 2020

Este filme é a terceira parte da “Trilogia Dantesca”, cuja produção é baseada nas obras de Nauro Machado.

O longa “As órbitas da água”, do cineasta maranhense Frederico Machado, foi selecionado para a Mostra Nacional de Cinema de São Paulo 2020. Este filme é a terceira parte da “Trilogia Dantesca”, cuja produção é baseada nas obras de Nauro Machado, um dos maiores poetas do Brasil e pai do cineasta.

O evento começa nesta quinta-feira (22), segue até o dia 4 de novembro e é aberto à votação popular. Além de “As órbitas da água”, também fazem parte da trilogia “O exercício do caos” e “O signo das Tetas”. Com o objetivo de serem obras abertas, os filmes privilegiam a poesia e buscam por novas possibilidades subjetivas.

Sobre “As órbitas da água”, o cineasta destacou que se trata de um filme feito inteiramente com recursos próprios da Lume Filmes, co-produzido por um pool de outras quatro produtoras do Maranhão, Guarnicê Produções, Freela Conteúdos, Ruido Filmes e JF Serviços.

Ainda de acordo com o cineasta, o custo final da produção foi de R$ 150mil, grande parte do elenco e da equipe entrou no filme como produtores associados, por acreditarem no caráter autoral da obra e na trajetória dele.

O filme tem no elenco Antonio Saboia (“Bacurau”), Rejane Arruda (“O Veneno da Madrugada”), Auro Juricie (“O Exercício do Caos”), Flavia Bittencourt (cantora maranhense fazendo sua estreia no cinema) e Tácito Borralho, o grande nome do teatro maranhense.

A mostra vai ser disponível para todo o Brasil, de forma online. É composta de cinco seções: Apresentação Especial, Competição Novos Diretores, Mostra Brasil, Mostra Brasil – Competição e Perspectiva Internacional. O festival também reflete a pandemia e o futuro do audiovisual no IV Fórum Mostra.

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Na Ilha

Frimes lança o EP ‘F1’ com cinco músicas inéditas

A artista se prepara para lançar um videoclipe em 3D de “I Love U”.

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“F1” é o primeiro EP da drag queen maranhense Frimes conhecida pelo som pop eletrônico. O conjunto de músicas inéditas, serve como primeira amostra de uma coleção de outros quatro mini-álbuns, ainda sem data de lançamento.   

O trabalho de estreia produzido e escrito por Frimes pode ser descrito como um compilado de músicas sarcásticas e sexuais, feita para aqueles buscam e apoiam um empoderamento sexual. As letras exploram a combinação de humor e sexualidade de forma moderna, utilizando referências cibernéticas e cinematográficas para construir críticas ao comportamento da juventude atual, enquanto a produção é ambientada principalmente por elementos do hyperpop.  

“F1” chegou às plataformas com cinco faixas inéditas. A artista se prepara para lançar um videoclipe em 3D da faixa “I Love U” em breve. Na capa do EP, Frimes aparece como uma stripper cybernetica produzida pela AQC Studio Criativo. Inspirada no filme sci-fi “O Quinto Elemento”, a fotografia da capa é assinada por Mateus Motta e finalização da drag queen.  

“Fadinha”, primeiro single da artista foi lançado em maio de 2018 e alcançou mais de 600 mil visualizações em seu clipe oficial no YouTube. A faixa segue com a temática anos 2000 dos próximos lançamentos de Frimes, influenciada por artistas como Ayesha Erotica, Britney Spears e Danny L Harle. 

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Na Ilha

Veja as regras sanitárias para o funcionamento de cinemas e teatros no Maranhão

Sessões devem ter limite máximo de 150 pessoas e uso de máscara será obrigatório.

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Portaria publicada pela Casa Civil do Governo do Maranhão estabeleceu as regras sanitárias para o retorno das atividades nos cinemas e teatros. As normas, que evitam a disseminação do coronavírus, já estão valendo. 

A portaria vale para todo o estado, mas os prefeitos podem editar regras mais rígidas. 

Cinemas e teatros podem funcionar desde que sigam essas novas regras e as anteriores, de validade geral. Entre elas, estão:

  • O uso de máscara, a limpeza das mãos e o distanciamento social. 
  • Não pode haver mais de 150 pessoas reunidas ao mesmo tempo. 
  • O espaço não pode ultrapassar a metade da capacidade habitual 
  • Deve haver pelo menos um assento desocupado entre dois assentos ocupados, em fileiras alternadas (fileira sim/fileira não).
  • Não pode haver aglomerações nem dentro e nem fora, nas filas. Deve haver distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as pessoas. 
  • Elevadores só devem ser usados por pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção. 
  • O local deve ter limpeza constante. As lixeiras devem ser acionadas por pedal. As salas devem ser higienizadas antes da entrada do público e deve haver aumento do intervalo entre as sessões para dar tempo de fazer a limpeza.
  • As regras de higiene também valem para as bombonieres e para as bilheterias. É permitido o consumo de alimentos na sala de exibição.
  • Pessoas do grupo de maior risco ou que apresentem sintomas não devem frequentar o espaço. Os clientes devem ser questionados sobre a presença de sintomas. 

Os protocolos de segurança sanitária foram regulamentados pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública do Estado do Maranhão (COE COVID-19), após a sugestão da Secretaria de Estado de Indústria Comércio e Energia (SEINC) e da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP).

O governo afirma que a reabertura foi autorizada por conta da diminuição da taxa de letalidade da Covid-19 no estado, tornando necessária a retomada gradual das atividades. As prefeituras municipais poderão editar outras medidas restritivas, caso sejam necessárias.

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Games

Conheça Lunar Axe, jogo point-and-click de aventura inspirado em São Luís

Versão de demonstração do jogo Lunar Axe está disponível gratuitamente na steam.

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Após um grande terremoto no centro da cidade, ruínas de um prédio antigo desabam e você acaba dentro de um casarão abandonado. Encontre uma saída e desvende o mistério dos inexplicáveis tremores. Você conhecerá o espírito guardião de um poderoso artefato místico e sua relação com os recentes acontecimentos, antes que seja tarde demais.

Lunar Axe é um jogo point-and-click de aventura com objetos escondidos que possui locais e enredo inspirados em histórias reais com uma incrível arte feita à mão. Casarões e ruas do centro histórico de São Luís, capital maranhense, são o palco do mistério, além de lendas e histórias da fundação da cidade fazem parte do enredo.

Você deve mostrar suas habilidades de solucionar quebra-cabeças e desvendar a trama antes que a cidade seja destruída. Atualmente o jogo Lunar Axe está em desenvolvimento e pode ser jogado na Steam.

A versão completa do jogo tem previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2021, até lá você pode acompanhar as novidades nas redes sociais do estúdio e adicionar na lista de desejos da Steam.

A desenvolvedora do jogo é a Ops Game Studio, uma empresa de desenvolvimento de jogos independentes de São Luís que atua desde 2018 desenvolvendo jogos para mercado e projetos autorais.

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