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Games

Sebrae MA disponibiliza consultorias online e gratuitas para desenvolvedores de jogos

No fim de fevereiro, instituição também organizou série de consultorias sobre games.

Um dos nichos de mercado trabalhados pelo Sebrae no Maranhão dentro do projeto de Economia Criativa é o de games. Por isso, a instituição oferecerá, pela segunda vez em parceria com a AMA Games e demais desenvolvedores de jogos, uma semana de consultorias online, a partir desta terça-feira (12).

Veja a lista de consultorias disponibilizadas ao longo da semana:

12/03 – Planejamento Empresarial para Games
Descrição: Criação de Framework, Estrutura e Estratégia Organizacional, Cultura Organizacional, RH, Comunicação Interna etc.

13/03 – Projetos e Tendências em Games
Descrição: Análise dos projetos desenvolvidos e alinhamento com as tendências de mercado de acordo com o ciclo de produção de cada projeto.

14/03 – Monetização de Jogos
Descrição: Auxiliar os profissionais a otimizar a monetização dos jogos a partir de suas próprias características explorando os conceitos de aquisição, retenção e conversão.

18/03 – Marketing, Social Media e Analytics para Games
Descrição: Auxiliar os profissionais sobre canais de comunicação, linguagem e abordagem para o desenvolvimento de um plano de lançamento e divulgação dos projetos, assim como análise de pós lançamento.

19/03 – Técnicas de Networking em Games
Descrição: Identificar as necessidades e oportunidades de negócios em função dos projetos, fornecendo informações e dicas sobre investimento, parcerias e eventos no mercado de games. Estruturação de Pitch.

Games

God of War é o grande vencedor do SXSW Gaming Awards

Jogos como Detroit Become Human e Red Dead Redemption 2 também foram honrados na premiação.

Mais uma vez God of War, o título que nos trouxe uma versão repaginada de Kratos, foi eleito o Jogo do Ano!

Dessa vez, o game exclusivo do Playstation 4 foi honrado no SXSW Gaming Awards. Ao lado dele, títulos como Red Dead Redemption 2, Fortnite, Super Smash Bros. Ultimate Detroit: Become Human também foram premiados. Confira a lista completa:

  • Jogo do Ano – God of War
  • Melhor Narrativa – Detroit: Become Human
  • Melhor Gameplay – Super Smash Bros. Ultimate
  • Melhor Jogo de VR – Beat Saber
  • Melhor Arte – Octopath Traveler
  • Melhor Efeitos Sonoros – Red Dead Redemption 2
  • Melhor Multiplayer – Fortnite
  • Melhor Visual – God of War
  • Melhor Trilha Sonora – Tetris Effect
  • Melhor Nova Propriedade Intelectual – Beat Saber
  • Melhor Jogo Mobile – Donut County

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Artigos

O porquê dos jogos NÃO serem gatilhos para a violência

Ao contrário do que dizem por aí, a realidade é outra.

Foto: Divulgação/Ninja Theory

Ainda que o pensamento arcaico prevaleça na sociedade, há mais do que inúmeras razões lógicas e científicas para não creditar severas ondas de violências aos jogos.

É pura questão de conteúdo, prática e busca. Utilizando um dos recursos mais fáceis e acessíveis da atualidade, a internet, é possível descobrir em menos de alguns poucos minutos informações cruciais para não creditar erroneamente os jogos como responsáveis por atitudes, vandalismos, massacres e quaisquer outros atos que remetem a violência.

No final do ano passado, eu, Moisaniel Filho (Niel ou Mozão para os íntimos), tornei-me um dos diversos pesquisadores da área que apresentam e comprovam tais evidências. Mas não é momento de marketing pessoal, é o momento de respostas para quem quer que as deseje encontrá-las.

Primeiramente, jogos tem a principal responsabilidade de entreter, e utilizando seu principal artifício diferencial, a interatividade, eles o fazem com sucesso. Muitas situações são lúdicas, fictícias, mas bastante críveis, tal como a TV e o cinema, que, aliás, são expostos às pessoas com mais facilidade.

Retornando, a interatividade inerente nessa mídia faz com que os jogadores sintam-se parte do jogo, e ainda mais empáticos com os mundos aos quais eles interagem, assim como os fazem com os seus personagens e tramas. E assim como a TV, o cinema, o livro, o teatro, jogos também possuem conteúdo didático. Eles são capazes de educar, informar, dialogar e discutir temas de grande relevância para a sociedade.

Acima disso, os jogos eletrônicos possuem mais potencial de fazerem isso com mais segurança e eficácia do que os demais. Como os jogadores estão imersos nessas tramas, eles sentem-se responsáveis pelo mundo a sua volta. A experiência se torna pessoal, pois eles estão vivendo uma nova vida.

Você não entendeu? Explicarei com carinho um pouco mais à frente.

De antemão, toda e qualquer narrativa possui severos benefícios, aliás, desde o início de nossa existência somos expostos a elas e, assim, aprendemos a básico sobre a vida e o convívio em sociedade. Quanto aos jogos, Murray (2003), célebre pesquisadora sobre narrativas interativas, ao lado de Petry (2011), Seber (1997), Ramos (2006), Bystrina (1995), eu (2018) e o meu colega Lucas Pinheiros (2017), elencamos algumas vantagens:

  • Simulam e expandem a vida, são capazes de ensaiar novas possibilidades sobre nossas vidas
  • Autoconhecimento
  • Melhoram a compreensão do mundo e o significado de ser humano
  • Cooperam na adaptação da realidade, na facilidade do aprendizado e no comportamento cognitivo
  • Favorecem a aquisição de valores e preparam a criança sociologicamente para o seu papel na sociedade adulta
  • Auxiliam no processo de desenvolvimento das crianças, pois oferecem oportunidades de compreensão dos papéis sociais e propiciam a socialização
  • Incrementam o repertório de ações, alargam os modelos de aprendizagem e interpretação sobre o mundo, o pensamento sobre os indivíduos componentes da sociedade e o tratamento lhes dado socialmente e mutuamente
  • Transmitem informações de forma interativa e lúdica

Quer mais ou tá pouco?

Brincadeiras à parte, esses estudos, reunidos sob diferentes perspectivas, fontes, países e décadas, apenas evidenciam a gama de benefícios que os jogos possuem. E, ao contrário do que apontam por aí, não favorecem a violência.

Mas ainda não me cansei de falar sobre suas vantagens, e vocês? Vou listar agora alguns exemplos de como alguns jogos estimulam a absorção de conhecimento acerca de algumas discussões e debates na sociedade. Portanto, antes uma pequena leitura de uma dessas fontes:

“Quando em face de situações éticas e morais [nos jogos] que requerem tomadas de decisões (representativa da realidade), os jogadores podem ser obrigados a lidar com cenários e dilemas do mundo real. Como retorno e consequência desse processo, lhes são oferecidos auxílios informativos, reflexivos e críticos da sociedade.”

Curtiram? Agora vamos aos jogos:

Kabul Kaboom e New York Defender

Ambos são voltados à tragédia do “11 de setembro” e oferecem ao jogador controle sobre a situação, por meio do qual é possível, para ele, vivenciar este fato e dialogar com esta realidade. “A crítica é desenvolvida não somente por seus recursos visuais, como sons e gráficos, mas principalmente na transferência da responsabilidade de uma tragédia para o jogador (mediante do seu avatar). No fim, o tema torna-se reflexão e crítica na mão dos jogadores

Dragon Age: Inquisition

Questões de gênero são presentes no cerne da trama de seus personagens, e assim temas como a homofobia, são debatidos deliberadamente. A respeito disso, as pesquisadoras Carol, Guimarães e Campos (2015) relatam que o jogo incorporou, em seu conteúdo, representações sobre preconceitos visíveis na realidade de forma madura e convincente. O jogo, inclusive, foi reconhecido com um prêmio da GLAAD (Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação) nos Estados Unidos.

Final Fantasy X

Em Final Fantasy X, a relação entre a ditadura de fé estabelecida pela Yevon (a religião soberana do jogo) e as antigas condenações da Igreja Católica (principalmente na Idade das Trevas) são claras, pois o tratamento de discriminação, a caça e a condenação de Yevon contra a raça Al-Bhed, discriminados no jogo, pois representam uma força de desenvolvimento científico que era proibido pela igreja, era estabelecido na mesma abordagem violenta e de perseguição que a Igreja Católica dedicava aos cientistas e entidades que se estabeleciam como ameaça a sua ordem.

Hellblade: Senua’s Sacrifice

O jogo busca retratar em seus arquétipos, doenças mentais, como a psicose. De acordo com Lloyd (2018), para o desenvolvimento do jogo, a equipe teve auxílio de especialistas, como o Paul Fletcher, um neurocientista e expert em psicose da Universidade de Cambridge! No fim, por meio dos sentidos de Senua, a protagonista, o jogador vive uma experiência naquele universo à mesma maneira que as pessoas que sofrem de psicose o fazem na realidade. Para o próprio diretor criativo de Hellblade, Tameem Antoniades, o processo de desenvolvimento e pesquisa para o jogo tornou-se, para ele, um processo de revelação e descoberta sobre os problemas mentais

Citei apenas alguns, mas ainda há uma infinidade de jogos que representam problemas reais de nossa geração e o tratam com delicadeza e credibilidade. Como a interatividade nos faz criar laços forte com os jogos, são experiência enriquecedoras sobre os temas.

Por outro lado, também não posso negar que há jogos violentos, mas como todo conteúdo midiático hoje em dia, tudo tem sua restrição de idade. Cabe a família educar e criar seus jovens diante das regras expostas justamente para evitar problemas como estes. Ainda assim, a violência, ou estes ataques infelizes e avassaladores, provém de outras origens, como a educação, ou falta dela, a saúde mental, problemas familiares ou sociais, entre outros.

Não culpemos os jogos por serem ótimas ferramentas de entretenimento. O olhar crítico deve sempre vir de dentro, questionar as seguranças a educação e a saúde que hoje temos: precária. Esses são os pontos alarmantes para reivindicarmos. Aliás, devo lembrar que duas grandes guerras aconteceram e nenhuma delas envolveu joguinhos, certo? Com essa me despeço! Abraços.

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Crítica

Crítica | Apex Legends

Apex Legends é o Battle Royale que ninguém sabia que precisava

É indiscutível ressaltar que o Battle Royale é o fenômeno gamer do momento. Entre algumas conhecidas e populares facetas, como Fortnite e PUBG, o gênero já explorou diversas mecânicas e conteúdos, frequentemente renováveis, que asseguram o seu contínuo sucesso. 

Mas após tantas apresentações e representações, ninguém esperava que um novo título pudesse trazer uma nova perspectiva e experiência para os fãs de Battle Royales. Ou que este nome inédito, lançado de surpresa, asseguraria um espaço entre gigantes, para pouco depois, ameaçar este mini-oligopólio.

Para quem desconhece ou não faz a mínima ideia do que está fazendo aqui (mas agradeço desde já), o jogo em questão é Apex Legends, uma expansão e derivado de Titanfall, que chegou gratuitamente para Xbox One, PS4 e PC em 4 de Fevereiro deste ano.

Em uma análise superficial e despretensiosa, alguns olhares podem confundi-lo como uma cópia genérica e “objetificada” para o lucro fácil. Mas novamente, em ressalva, o conteúdo do jogo é muito mais do que aparenta. Em palavras sucintas, Apex Legends é o Battle Royale que ninguém sabia que precisava.

E quais as razões para isto? De antemão, sim, a sua originalidade pode ser contestada, além do mais, o título reúne mecânicas e articulações do que muitos outros já fizeram antes. Por outro lado, a sua fórmula, que reúne este “pouco de tudo”, cria um aperitivo ideal para o gênero.

O título segue o curso padrão do gênero, um local isolado (Chamado aqui de Desfiladeiro do Rei), que será palco de uma batalha sanguinária entre diferentes jogadores. Exclusivamente, portanto e por hora, os times são limitados para 3 pessoas, com um total de 20 esquadrões no mapa. Utilizando a matemática básica, cada partida engloba 60 jogadores por vez. E, claro, os times devem batalhar entre si e o grupo sobrevivente vence.  

Nada muito diferente do que já estamos acostumados. Então, qual o diferencial?

INDIVIDUALIDADE

Semelhantes aos vistos em Overwatch, cada personagem, ou lenda como é intitulado em Apex, possui suas próprias particularidades, que, inclusive, vão além de seus poderes, pois compreendem também as suas personalidades. Ou seja, cada qual das 8 lendas são distintos, e casando este fator com o magnífico trabalho na dublagem, a identificação com eles é quase inevitável. As opções podem soar limitadas com o número restrito, mas as lendas vão do debochado ao lobo solitário. E tratando-se de habilidades, são as mais variadas possíveis: portais, hologramas, escudos, ganchos, armadilhas e etc.

Outra característica semelhante ao Overwatch são as classes: ofensivo, defensivo e suporte. Somando isto as habilidades, um grupo estratégico nasce. Com isso em mãos, é possível elaborar e montar formas de ataque, defesa, investida, armadilha e o que mais for necessário para vencer a rodada. Uma riqueza inestimável que torna o título ainda mais divertido.

Além disso, Apex fornece um controle, de fato, ao jogador, pois muita das vezes, tratando-se de Battle Royale, a sorte é quase sempre a diretriz de uma partida. Neste caso, tendo as habilidades em mãos, com um time pré-determinado (às vezes), algumas das várias ações do jogo podem ser premeditadas pelos jogadores e a sorte torna-se apenas uma aliada.  

JOGABILIDADE INTUITIVA

Quanto a sua experiência de jogabilidade, Apex Legends é o jogo mais intuitivo entre os Battle Royales existentes. É muito mais simples de navegar, comunicar-se com o time, gerenciar itens e realizar as demais ações necessárias em jogo. Os recursos audiovisuais estão bem posicionados e hierarquizados para que estes não causem incômodos indesejáveis para os jogadores. Pelo contrário, apenas facilitam o fluxo contínuo da partida.

Mas quais são esses recursos ou facilitadores do jogo?

Como Apex denomina, a Comunicação e Inventário Inteligentes são alguns dos seus diferenciais de destaque. E lá vem uma informação que todos vocês já sabem, mas vale salientar: É comum jogadores usarem o Head-Set para comunicar-se com os demais colegas de equipe, aliás, uma boa comunicação favorece a construção de estratégias e facilita a coordenação e cooperação do grupo em tempo real. Contudo, nem todos o possuem ou o utilizam, aliás, a toxicidade da comunidade gamer também não colabora para que mais pessoas dialoguem enquanto jogam.

Mas para contornar este problema, comandos básicos estão disponíveis em Apex. Na verdade com um simples botão é possível destacar diferentes pontos de interesse, como: inimigos, equipamentos, caixa de itens, locais para serem explorados e etc.

Já o Inventário Inteligente é mais sutil e talvez muitos não o notem, contudo, ainda que este seja o caso, ele, de uma maneira ou de outra, é o grande responsável por tirar um grande peso de nossas costas.

Como sabemos, em meio de uma batalha, não há muito tempo para se perder analisando itens. Um piscar de olhos às vezes é tudo que separa uma derrota de uma vitória. Para esta adversidade, o sistema vem para facilitar e agilizar o gerenciamento de itens. Em primeira instância, e a mais notória e comum, têm-se o conjunto de cores, que indica o nível das armas e itens, que são: comuns (cinza), raras (azul), épicas (roxo) e lendárias (amarelo). As munições também seguem um modelo parecido, as laranjas indicam munição leve; vermelho, projéteis de espingardas; verde, projéteis pesados; e amarelo, balas energéticas. De início é confuso, mas logo o jogador sistematiza essas informações e tudo se torna natural e intuitivo.

Além da sistematização de cores, o Inventário Inteligente possui outra função. Todas as armas possuem espaços para inserir peças, estas que oferecerão melhorias, como auxílio de mira, diminuição do recuo, aumento da capacidade de munição e por aí vai. Algumas são específicas para alguns tipos de armas, como rifles e espingardas, outras servem para todos os 20 armamentos existentes. No geral, oferecem vantagens e, assim, extremamente necessárias.

Assim como todos os demais itens, elas estão espalhadas por todo o mapa, e são bem fáceis de serem encontradas na verdade. Mas, como dito, não há muito tempo de gerenciamento ou análise. Diante deste impasse, o jogo dá pequenas dicas e corta um longo tempo de manuseio de itens. Mas como?

Simples, de frente a um item recém-encontrado, o inventário aponta se você já possui um modelo igual, ou se este é melhor ou pior do item que você já possui. Em outro caso, indica quais peças servem nas armas que você manuseia, e caso não sirvam, aponta para quais ela serve. E caso você possua algum item no seu inventário que você não pode usar com o seu armamento atual, adivinha? Ele também indica. As vantagens são muitas e facilidade de controle também.  

VEREDITO

Como visto, utilizando os meios próprios do design, que muitos renegam, Apex se encarrega de símbolos de fácil absorção e entendimento; mensagens pontuais e exibidas em momentos oportunos, sem sobrecarregar a tela ou poluí-la; sistema de cores simples e concisos, que também são adaptáveis para pessoas daltônicas; e controles e mecânicas inteligentes e intuitivas.

Com este emaranhado de aperitivos, Apex Legends, ainda que colecionado um pedaço de cada jogo no menu, o que o faz abster-se do fator original, resgata um amontoado de novidades que não imaginávamos ser ainda possível.

No mais, a estratégia, a intuição e a individualidade são as chaves do seu diferencial e sucesso. Não que os outros amigos do gênero não o possuam, mas o novo Battle Royale destoa dos demais com uma qualidade refinada, elevando, assim, o gênero a um novo patamar.

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