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Coberturas

SDCC 2019 | Painel de Westworld discute mudanças na série da HBO

Série volta em 2020 e ganhou trailer inédito

Com a presença de elenco e criadores, o painel de Westworld, hit distópico da HBO, discutiu a nova fase da história e a adição de um novo importante personagem, Cabeb, interpretado por Aaron Paul. Também foram liberados novos pôsteres promocionais da série e um trailer recheado de cenas.

O palco estiveram os atores Jeffrey Wright (Bernard), Thadie Newton (Maeve), Evan Rachel Wood (Dolores/Wight), Tessa Tompson (Charlotte/Dolores), Aaron Paul (Caleb) e os co-criadores Lisa Joy e Jonathan Nolan.

A conversa começou com Nolan e Joy deixando suspense sobre a volta de Logan, personagem de Ben Barnes. O pai dele pelo menos, William/Man in Black, estará de volta como mostrado no trailer. Segundo Joy e Nolan o subtítulo e tema central da nova temporada será “A New World”. Pode subir a eterna referência à A. Huxley.

Sobre os parques, Nolan disse que não confirmaria se a terceira temporada deixaria, mas, conforme mostrado no trailer, Maeve, personagem de Thandie Newton ainda está servindo como atracão num parque da Delos, ainda sem nome, mas que retrata a Segunda Guerra, repleto de nazis. O personagem de Rodrigo Santoro, Hector, também foi visto no trailer encontrando Maeve.

Rachel Wood falou sobre a nova empreitada de Dolores, agora no mundo real “ela é um peixe fora d’água nessa temporada. Ela está mesmo sozinha… Ainda é cheia de surpresas e implacável, mas eu acho que suas interações com Aaron (Paul) a farão reavaliar o que acha da humanidade”.

O personagem de Paul, Caleb, é um trabalhador da construção civil, cheio de mistérios, mas que não frequentaria parques da Delos. Ele tem um robô com cara de robô chamado George, que trabalha junto com ele nas obras. Robôs aliás, estão por toda parte no mundo real, não os andróides dos parques. Um deles é inclusive abatido por guardas em uma das cenas dos trailers.

Sobre o desenvolvimento da história de Westworld, Nolan disse que a série “comeu como uma distopia”, mas a terceira temporada é “o melhor cenário”. “As AI que temos são reflexivas, mortais, mas reflexivas”.

Se a primeira temporada foi sobre o completo de divindade de Ford e o trato desumano de humanos para com andróides, a segunda sobre roubo de dados de clientes e vingança, a terceira será sobre “algoritmos deterministas”. Nolan, jogando um share na concorrência, disse que é o que a Netflix faz quando diz para o cliente o que deve assistir em seguida.

Jonathan adicionou que esta nova temporada é menos filosófica que as anteriores, lidando com coisas mais palpáveis. “Um das coisas divertidas da terceira temporada é que descartamos a ideia de metáfora e lidamos com o mundo como ele é, um enorme show de merda”.

A próxima a falar foi Tessa Thompson. Ela contou sobre como gostou de interpretar Charlotte por ser uma mulher de cor com muito poder dentro de uma empresa tão grande como a Delos. Thompson confessou que nem ela sabia que parte da segunda temporada ela era também Dolores, mas que agora pediu para Rachel Wood dicas sobre como interpretar a anti-heroína.

Jeffrey Wright se esquivou da questão sobre seu personagem, Bernard, ter sido programado para ser empático ou ter desenvolvido empatia. “Essa é a questão central da história, não?”.

Seguindo, Thandie Newton falou sobre os desafios que sua personagem passou na segunda temporada. Ela disse ter sido um dos momentos mais desafiadores de sua carreira. Newton deu pistas sobre a expansão da consciência de Maeve: “ela sabe agora que um peça de hardware muito cara, ainda assim ela é tratada com nenhum valor. Então eu amo como agora ela terá chance de barganhar seu valor pessoal”.

O moderador do painel perguntou aos conferencistas quais deles tinham auto-falantes inteligentes em casa, quais deles tinham carros automáticos e quais haviam se submetido aos testes de DNA em voga. A ideia foi mostrar para a plateia o quão próximos estamos do mundo de Westworld, uma visão do ano de 2050.

O último a falar foi Aaron Paul. Ele disse sempre ser atraído por personagens “com profundas e complicadas emoções”. Segundo ele, o papel de Caleb na história é “dar uma ideia de como é ser um humano vivendo nesse mundo louco e futurista”.

Westworld volta na HBO, HBO Go e HBO Max em 2020. Confira o trailer.

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Coberturas

#VoltsNaMSDC Confira a programação completa da Mostra Sesc de Cinema em São Luís

Evento acontece de 19 a 28 de Novembro e exibe 70 produções brasileiras

Além da seleção lançada em Paraty, com 42 filmes das cinco regiões do Brasil, a MSDC conta com o Panorama Maranhão que traz 28 produções locais. O evento está agora em seu terceiro ano de existência, mas ao funcionar como uma plataforma de facilitação de acesso do público a um rico material cinematográfico que é a cara do Brasil, a Mostra prova sua importância e relevância para o cenário cultural do nosso país.

No Maranhão, a MSDC acontece de 19 a 27 de novembro no Cine Praia Grande com os Panoramas Brasil e Maranhão. E de 26 a 28 de novembro no Teatro Sesc Napoleão Ewerton com o Panorama Infanto Juvenil. Lembrando que toda a programação é gratuita.

Além das exibições, a MSDC também vai oferecer a Oficina de Criação e Desenvolvimento de Séries de Animação, com Otoniel Oliveira do Iluminuras Estúdio de Animação (PA).

Para ficar por dentro da MSDC, acompanhe a cobertura pelas redes sociais do Volts – e clicando AQUI você tem acesso a grade com todos os horários.

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Coberturas

#VoltsNaMSDC – Confira aqui as críticas do Panorama Brasil – Filmes da Região Sudeste

Os filmes selecionados vêm dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais

Ao todo, a Mostra Sesc de Cinema 2019 conta com 42 filmes e aqui no Volts você confere nossos comentários sobre todos eles. Nesse post, as produções da Região Sudeste são as estrelas. Vai vendo.

Fabiana (São Paulo, São Paulo) 89min, longa-metragem, documentário, 2018

‘Fabiana’ é o longa dirigido e escrito pela goiana Brunna Laboissière cuja proposta interessa de cara: pegar carona no caminhão da mulher trans e também lésbica que dá título ao filme. Uma figura poderosa, despachada e cheia de bagagem que segue baforando seu cigarrinho pela janela enquanto compartilha vivências.

O universo da estrada é por si só uma fonte infinita de histórias, mas Fabiana é um ponto de resistência numa profissão dominada por homens – não meramente por ser mulher e caminhoneira, mas também por sua orientação sexual. Porém, infelizmente o potencial fica perdido na estrada. A condução do filme é surpreendentemente passiva, desperdiçando a oportunidade de explorar a evidente riqueza do material.

E dá pra entender a intenção de Laboissière de não interferir, por exemplo, numa passagem em que Fabiana atende uma ligação e aparentemente recebe uma notícia ruim, desliga a chamada e fica em silêncio por longos minutos, balbucia algo e segue em silêncio até que a diretora pergunta “O que houve?” e aí ela finalmente conta. Outras sequências se limitam a contemplação pura e simples. Ou seja, a fartura do material exige mais intervenções e ao público resta sair da sessão como quem esperava uma viagem memorável e pegou apenas uma caroninha curta.

Plano Controle (Belo Horizonte, Minas Gerais)16min, curta-metragem, ficção, 2018

Se a turma do Twitter produzisse um filme, seria esse Plano Controle. Um flerte divertido com a ficção científica ensaia um Brasil onde o teletransporte é uma realidade e pode ser acionado como quem ativa um pacote de dados de internet móvel.

Escrito e dirigido por Juliana Antunes, o curta brinca com viagens no tempo pra fugir da realidade dura de 2016 com o golpe que tirou Dilma da presidência. Pra ilustrar os deslocamentos no espaço-tempo, o filme investe numa bricolagem de cenas icônicas da cultura pop nacional que vão de Van Damme dançando com a Gretchen no palco do Gugu a clássicos musicais dos anos 90. Sendo assim, onde “Plano Controle” falta em fazer sentido, sobra no senso de humor. 16 minutos bem aproveitados.

Navios de Terra (Belo Horizonte, Minas Gerais) 70min, longa-metragem, ficção, 2018

Esse longa de ficção dirigido por Simone Cortezão é um investimento pesado na estética do marasmo. Conceitual e visualmente promissor, o filme pensa a exploração de minério como o “deslocamento de montanhas” do Brasil a China e vice-versa. Seu protagonista (Rômulo Braga) sai de Minas e vai de navio ao outro continente em busca desses encontros muito subjetivos que ninguém sabe direito explicar. Nesse meio tempo o que se vê é um filme lentíssimo e frequentemente até arrastado onde quase nada acontece.

Jéssika (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro) 19min, curta-metragem, ficção, 2018

Jéssika, filme de Galba Gogóia, propõe uma discussão pertinente sobre a importância do acolhimento familiar em diversos níveis ao trazer a travesti do título de volta a casa onde cresceu como menino, pra reencontrar a mãe.

Pouco criativo na direção, o filme gira em torno de um diálogo na mesa do café (em plano e contraplano) onde muitos “não-ditos” e mágoas ficam evidentes assim como o amor entre as duas personagens, que é o que acaba gritando mais alto no fim das contas, mas tanto na vida quanto no filme, não é só o que importa. Infelizmente para Jéssika, como para tantas outras, apenas ser chamada pelo nome, já é uma imensa prova de aceitação pra quem cresceu acostumada a viver na defensiva.

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Coberturas

#VoltsNaMSDC Confira aqui as críticas do Panorama Brasil – Filmes da Região Nordeste

Os filmes selecionados vêm dos estados da Bahia, Ceará, Sergipe, Paraíba e Pernambuco

Ao todo, a Mostra Sesc de Cinema 2019 conta com 42 filmes e aqui no Volts você confere nossos comentários sobre todos eles. Nesse post, as produções da Região Nordeste são as estrelas. Vai vendo.

Mateus (Recife, Pernambuco) 80min, longa-metragem, documentário, 2017

Essa doçura de documentário em formato road-movie é um breve passeio pela cultura popular pernambucana que só prova quão vastas e ricas são as tradições culturais do nosso país. Os palhaços Jurema e Bandeira vão rasgando a estrada a bordo de um fusquinha azul 78 em busca dos veteranos ‘brincadores’, palhaços que são chamados de ‘Mateus’ na região da Zona da Mata norte-pernambucana.

O doc. dispensa o didatismo que até poderia esclarecer os termos “Loa”, “Cavalo Marinho” entre tantos outros e prefere focar nos personagens como seu Zé de Bibi e o Mateus Martelo que, já idosos, seguem como guardiões de um saber popular tão belo e puro. “Pessoas assim enchem a minha alma de alegria”, diz Jurema em certo trecho – e assim também é o filme que emociona e diverte na mesma intensidade.

Ilha (Salvador, Bahia) 92min, longa-metragem, ficção, 2018

O que o Cinema quer da gente é coragem” … “Vocês vão ter que engolir a seco a minha subjetividade”… “O amor ensina e mata aqueles que não tem imaginação”. Assim é o longa-metragem de Ary Rosa e Glenda Nicácio, cheio dessas frases de efeito e citações, nunca dispensa a oportunidade de ser viajativo, às vezes é cafonaço, mas sempre muito consciente do próprio conceito de ser um filme provocativo e intrigante sobre a arte de fazer filmes.

Em Ilha o uso da quebra da quarta parede ganha um contorno diferente já que quem olha para a lente não encara exatamente o público e sim Thacle, o personagem que opera a câmera. E enquanto o filme dentro do filme vai sendo feito, as barreiras entre realidade e ficção vão se estreitando e memória e Cinema se misturam pra terminar no abraço. O abraço que Emerson dá em seus pais da ficção é também um acerto de contas com os pais da vida real e por isso a cena cresce tanto. Já o abraço final pode até ter lá a sua dose de cafonice, mas é marcante como é também o filme inteiro. Os dois.

Orin: Música para os Orixás (Salvador, Bahia) 73min, longa-metragem, documentário, 2018

Esse documentário em longa-metragem dirigido por Henrique Duarte parte da interessante premissa de que os cânticos e ritmos do candomblé tiveram papel determinante na construção de diversos gêneros musicais brasileiros, do samba ao funk. Dessa forma, o texto vai evoluindo e faz perceber que a música está relacionada a uma ancestralidade que chega até mesmo a extrapolar o território da religião.

O filme também é hábil em explorar detalhes que vão desde a feitura dos atabaques até a curiosa hierarquia dos instrumentos. Nesse sentido, as diferentes danças de cada orixá rendem um dos momentos mais belos do longa. Por fim, a simbiose entre fé e som revela uma forma de arte que flui para além dos terreiros e vai parar, como o doc. explica, na pauta da Rumpilezz Orquestra em Salvador até virar referência central para um grupo de rap.

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