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Filmes

Sato Company anuncia remake brasileiro de Jaspion

Nesta quinta-feira (22) será comemorado os exatos 30 anos da primeira exibição de O Fantástico Jaspion (apenas Jaspion para os mais íntimos) em caráter nacional brasileiro. Os fãs de tokusatsu receberam na tarde de hoje (21) um belo presente para marcar a data: Jaspion nos cinemas.

Sim, a Sato Company – empresa responsável por distribuir conteúdo de entretenimento japonês no Brasil desde os anos 1980 – firmou parceria com a TOEI Company (detentora da franquia) que autorizou as gravações de um longa-metragem remake totalmente brasileiro. Segundo nota oficial da Sato Company o filme vem para modernizar o visual da personagem e também apresentar um novo pacote de efeitos especiais característicos do gênero.

O filme será totalmente composto de um elenco nacional que deve ser divulgado em agosto durante evento a ser realizado em São Paulo durante a comemoração dos 110 anos da Imigração Japonesa no Brasil. A previsão de lançamento é para o segundo semestre de 2019.

 

Quem é Jaspion?

Se você faz parte da geração millenials e não está acostumado a falar sobre o que era a febre midiática do entretenimento televisivo durante as décadas de 1980 e 1990 do século passado pode ser que não saiba, mas Jaspion é um dos ícones da disseminação da Cultura Pop Japonesa em nosso país.

Em 22 de fevereiro de 1988 a extinta TV Manchete exibia na grade de atrações do seu programa vesperal Clube da Criança (à época apresentado por Angélica com apenas 13 anos de idade!) a série de super-heróis O Fantástico Jaspion. O programa marcou o início do renovo do tokusatsu no Brasil e o engajamento lucrativo da TV Manchete com conteúdo de entretenimento japonês (incluindo animês). Antes de Jaspion, o último tokusatsu exibido no país havia sido Spectreman na TV Record no início da década de 1980.

Jaspion foi a décima primeira série de super-heróis exportados da nação asiática a ser exibida em TV aberta no Brasil e contou com a dublagem de Carlos Takeshi na voz do herói Jaspion e direção de Líbero Miguel e Giberto Baroli pelo estúdio Álamo num total de 46 episódios.

A série trata da jornada em busca de recuperar as partes perdidas da Bíblia Galáctica onde o lendário guerreiro Jaspion vem a Terra após receber a missão de derrotar o temível Satan Gloss e seu Império de Monstros e restaurar o artefato sagrado do planeta Edin.

Um dos ícones da franquia de tokusatsu denominada Metal Hero (onde heróis alienígenas de armadura vem do espaço na luta contra o mal), a série é sensação até hoje entre os aficionados por tokusatsu no Brasil, tanto que após solicitações teve negociação aprovada e foi comercializada em DVD pela Focus Filmes em 2009.

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7 Comments

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Críticas

Crítica | Democracia em Vertigem

Um documentário sobre lembrança e reavaliação no país da memória-curta

Uma impressão arriscada sobre esse doc: embora Democracia em Vertigem (2019) responda a uma perspectiva igualitária e progressista, não se trata de um documentário “de esquerda”. Dependendo das convicções políticas de quem assiste, ele pode soar como uma ode ao triunfo ou um canto triste de derrota. E é justamente aí que mora a beleza desse trabalho dirigido, roteirizado e narrado pela cineasta Petra Costa e disponível agora na Netflix para mais de 190 países. Vai vendo.

Ao longo de seus 120 minutos, o filme vai desfiando os últimos anos da política brasileira a fim de entender como a nação da cordialidade e da hospitalidade se transformou no irreconciliável Fla x Flu ideológico que não se via há tempos. E a Esplanada dos Ministérios dividida em barricadas na decisão sobre o impeachment de Dilma Rousseff é o quadro que Pedro Américo pintaria nesses tempos loucos.

E tome lá o sinuoso dessa retrospectiva, catalogada com esmero pela montagem que recorre a imagens ainda muito frescas na lembrança dos brasileiros. A cadência dá espaço suficiente a cada evento, respira entre o alvoroço, passeia pelos salões vazios do Palácio da Alvorada numa quase-poesia que permite um tempinho para refletir (o tom de voz de Petra também contribui para esse efeito). E envolve toda essa linha do tempo com um ponto de vista muito particular: a relação pessoal da cineasta com a política e como sua família fez parte desse processo.

Ao misturar as esferas pública e privada na narrativa, Democracia em Vertigem abre o precedente para que o próprio espectador também o faça. E é só lembrar os núcleos familiares que começaram a ruir nas eleições de 2014 e vieram abismo abaixo na última visita às urnas – a identificação é imediata, afinal, em maior ou menor escala, todo mundo viu rachaduras nas paredes de casa.

Além disso, ao arrastar o discurso para a prerrogativa pessoal, Petra Costa evita o veredito, deixando as conclusões para o público. E o material é abundante entre entrevistas e discursos históricos . No país da memória-curta, Democracia em Vertigem surge como um documento poderoso de lembrança e reavaliação. Um tratado que tenta entender as polaridades que, vá lá, sempre existiram. Ao final, o texto aponta para o futuro sem fazer ideia do que vem de lá. Alguém faz?

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Críticas

Crítica | X-Men: Fênix Negra

Ainda que abordasse um dos arcos mais grandiosos do universo de super-heróis, X-Men: Fênix Negra consegue a proeza de ser superficial.

Um desfecho à altura do carinho que os fãs têm pela franquia X-Men era tudo que o público esperava. Não importa quantos filmes dividam opiniões, sempre houve uma multidão a espera de um impacto de verdade quando o assunto era um novo filme dos mutantes. Logan (2017) até deu esperanças e tudo que X-Men: Fênix Negra não podia fazer era decepcionar. E decepcionou.

Veja bem, toda impressão é relativa. A palavra decepção é forte e nós sabemos, até evito usar, mas em relação a esse arco tão marcante da história dos alunos de Xavier, já tivemos outras experiências bem-sucedidas em animações e quadrinhos. Agora, com todo suporte tecnológico, de mídia e com a Disney na cola, a Fox parecia estar com a faca e o queijo na mão para entregar um filme com uma linha de raciocínio muito mais poderosa.

X-Men: Fênix Negra é ambientado em 1992, os mutantes já eram considerados heróis nacionais e, durante uma missão espacial, Jean Grey (Sophie Turner) é atingida por uma poderosa força cósmica, que acaba absorvida em seu corpo. Após ser resgatada e retornar à Terra, aos poucos ela percebe que há algo bem estranho dentro de si, o que desperta lembranças de um passado sombrio e, também, o interesse de seres extra-terrestres.

A estética e a técnica de efeitos do filme estão impressionantes, questionável, mesmo, só as decisões de Simon Kinberg em – sem querer, acredito – acabar diluindo a força do arco da Fênix em cenas menos intensas do que o pretendido e com a inserção desnecessária de Jessica Chastain no elenco. O drama de Jean Grey não precisava dividir atenção com mais ninguém e tinha potência o suficiente para ser muito mais ameaçadora.

Ao tentar ser original, Kinberg desperdiça o argumento da força cósmica que habita Jean, que nos quadrinhos até funcionou como uma metáfora ao abuso de drogas. O poder Fênix, que se torna parte da intimidade da personagem, faz com que ela perca a noção de poder e acabe machucando todos ao redor. Esse sub-texto não consegue se desenvolver porque há uma alienígena desviando o rumo da trama, reduzindo ao argumento aos traumas da infância de Jean. Xavier, e até Magneto, poderiam ter sido melhor aproveitados neste conflito, visto que ambos lidam com poder, vaidade e raiva.

Essa despedida dos X-Men da Fox, depois de 11 filmes, não foi das piores, claro, mas falhou no objetivo de ser grande e de dar argumentos que dessem sentido proporcional ao surto da protagonista. A partir de agora, o bastão está com a Disney e o futuro dos mutantes a ela pertence. X-Men: Fênix Negra ficará no passado como uma relíquia. Só nos resta esperar.

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Filmes

Veja imagens da constelação ‘Little Women’, novo filme de Greta Gerwig

Longa estreia como um presente no Natal de 2019

O coletivo de estrelas parece ser o adjetivo perfeito para descrever o elenco que Greta Gerwig reuniu para seu novo filme, uma adaptação do amado romance Little Women, da americana Louisa May Alcott (Mulherzinhas no Brasil).

A historia autobiográfica que conta a jornada de amadurecimento das quatro irmãs March durante a Guerra Civil Americana trará Meryl Streep (Tia Josephine) Laura Dern (Marmee), Emma Watson (Meg), Florence Pugh (Amy), Saoirse Ronan (Jo), Eliza Scanlen (Beth), Timothée Chalamet (Laurie) nos papeis principais.

Veja as imagens disponibilizadas pela Vantiy Fair que acompanham entrevista com a diretora de Lady Bird.

Wilson Webb/© 2019 CTMG, Inc. All Rights Reserved
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Na conversa, Greta contou sobre seu amor pelo romance de Scott e como a sua versão em filme buscou resgatar mais da realidade da escritora, que não foi colocado no livro.

A irlandesa Saoirse Ronan também falou sobre sua relação com a história. Ela lembrou das peças que inventava quando era criança “da mesma forma que as irmãs March faziam”.

Little Women estreia no Natal deste ano. Um belo presente.

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