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Otaku

Sailor Moon | Animê será reexibido no Brasil em 2019

Licenciador não revelou qual emissora de TV será a responsável pela transmissão.

Em vídeo publicado na manhã desta quinta-feira (13) – pelo site JBox no Youtube – o representante da Toei Animation no Brasil, Daniel Castanheda, confirmou que o animê Sailor Moon deve retornar à TV brasileira em 2019.

Castanheda não confirmou em qual emissora, mas garantiu que o plano é retransmitir a série clássica de Sailor Moon – agora em alta definição – na TV aberta a partir do primeiro trimestre do ano que vem. O diretor de licenciamento garantiu também que a estratégia visa inserir na sequência o remake Sailor Moon Crystal e se baseia no sucesso que a série alcançou recentemente no México.

Sailor Moon estreou no Brasil pela primeira vez em 1996 na extinta TV Manchete. No ano 2000, o Cartoon Network trouxe  a segunda fase – Sailor Moon R – e as sagas restantes (Sailor Moon S, Sailor Moon Super S e Sailor Moon Stars). Em 2001 retornou à TV aberta na TV Record no programa Eliana & Alegria com reexibição da primeira temporada.

Já a série remake, Sailor Moon Crystal, estreou em 2014 é a versão adaptada que segue de forma fiel os eventos do mangá. No Brasil já está disponível desde o lançamento pela Crunchyroll.

Outras produções

Na oportunidade, Daniel Castanheda também falou sobre outras franquias licenciadas pela empresa. Sobre Saint Seiya: Saintia Sho, além da confirmação da exibição pela Crunchyroll, informou que a produção do animê está atrasada e não tem data certa para alcançar o mangá (que deve finalizar em 2019) com tudo podendo ser concluído somente em 2020. Também não confirmou a realização de dublagem para o português em razão dessa situação.

Sobre One Piece, Castanheda confirmou que há interesse da Toei em licenciar o animê para plataformas digitais no final de 2019 com redublagem, mas não confirmou qual serviço de streaming será utilizado.

Otaku

One Piece | Live-Action inicia gravações em agosto na África do Sul

As gravações serão supervisionadas por Eiichiro Oda, autor do mangá.

Foto: Reprodução

Para o terror dos otakus, a Netflix já tem data marcada para o início das gravações do live-action da série de mangá e anime One Piece. Segundo a revista Production Weekly, a produção começa no dia 31 de agosto na Cidade do Cabo, África do Sul.

De acordo com site Comicbook, a previsão é para que as filmagens durem seis meses, sendo finalizadas no dia 8 de fevereiro de 2021. As gravações serão supervisionada pelo autor do mangá, Eiichiro Oda; além dos produtores Marty Adelstein, produtor-executivo da série Prison Break; e Becky Clements, que está envolvida no live-action de Cowboy Bebop.

Ainda não há informações sobre o elenco, mas, segundo a Netflix, a adaptação irá seguir a cronologia do anime. Assim, a primeira história a ser adaptada será o arco East Blue, e contará com 10 episódios.

Hollywood e seu péssimo histórico de adaptações

Hollywood é conhecida pelas suas péssimas adaptações para cinema de obras da cultura japonesa. Filmes como DragonBall Evolution e Ghost In The Shell, estrelado por Scarlett Johansson, são alguns exemplos de live-actions que não agradaram. Por isso, o anúncio da produção de um live-action para One Piece deixou os otakus receosos do que pode vir por aí.

Nosso colunista sobre cultura pop japonesa e apresentador do Podcast Otaku, Saylon Sousa, aproveitou o momento para analisar o cenário das live-actions de produções japonesas. Confira o artigo: One Piece e a “nova era” do live-action de animês.

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Crítica

Crítica | Olhos de Gato (Whisker Away)

Animação faz estreia mundial na Netfix devido à pandemia de COVID-19.

Uma mudança de plano promovida pela pandemia de COVID-19 levou o longa-metragem Whisker Away (que por aqui foi nomeado “Olhos de Gato“) ser lançado mundialmente por meio do serviço de streaming Netflix. O filme, que deveria estrear no começo de junho nos cinemas japoneses, era a aposta do Studio Colorido para a temporada de verão no país. Agora, acho que dá para avistar mais ao longe e dizer que esse pode ter sido o passaporte definitivo para o seu destaque no metiê otaku e do cinema de animação.

Em 104 minutos de duração temos um drama adolescente acolhedor e bem construído para a proposta de um filme de verão. O roteiro perpassa por diversos temas como problemas nos relacionamentos interpessoais, família, romance juvenil e fantasia ao tomar emprestado elementos do folclore local como os bakenekos (gatos-monstro).

Acompanhando o conflito existencial de Miyo “Muge” Sakaki somos levados a um universo onde os bakenekos existem e concedem poderes a humanos que desejam abandonar suas pobres vidas e viverem como gatos. Obviamente essa escolha tem um preço alto e é em torno disso que a trama gira. Mesmo original o roteiro não chega a ser inovador, contudo nos surpreende com alguns simples plot twists envolvendo personagens que você nem espera que tenham destaque na trama. É o caso da gata Kinako, que na segunda metade da história rouba a cena.

Colorido, tal como o nome de seu estúdio pai, “Olhos de Gato” passa uma sensação de familiaridade nos traços e designs de personagens e cenários. Isso muito graças ao trabalho de roteiro de Mari Okada (Anohana, Kiznaiver etc.) e a co-direção de Tomotaka Shibayama, que já trabalhou como animador em longa-metragens como A Viagem de Chihiro (Studio Ghibli) e A Garota que Conquistou o Tempo (Madhouse), o que nos remete a um certo hibridismo de estilos advindos de realizadores e estúdios famosos. Junichi Satou (diretor geral) também é muito competente na condução do projeto. Entre os muitos trabalhos do animador posso citar Kaleido Star, que recentemente entrou no catálogo da Amazon Prime Video.

O certo é que essa construção visual e narrativa cheia de referências ajudam o filme a ser bem recebido. O fato de ele em si não ser ruim torna a experiência bem mais interessante. Mesmo assim, a sensação que fica é que há uma certa homenagem ao filme O Reino dos Gatos (Studio Ghibli), de Hiroyuki Morita, que tem toda uma história sobre sua produção (depois falo mais disso aqui no site!). Suposição minha ou não, isso em nada diminui o longa-metragem que é bem elaborado em sua composição de quadros, ângulos e sequências, o que torna mais fácil ainda se ambientar com a trama e seus personagens que mesmo sem muito esforço cativam o espectador.

A trilha sonora é outra peça sutil no filme e revela o estilo do diretor geral ao trazer Mina Kubota como compositora. A musicista já trabalho em diversos projetos ao lado de Junichi Satou incluindo Kaleido Star e Aria. O tema do filme (Hana ni Bourei) e o tema de encerramento (Usotsuki), no entanto, são interpretados pelo duo Yorushika. Ambas as canções são agradáveis e “Hana ni Bourei” é executada em um ótimo momento do filme causando mais impacto ainda na cena exibida.

É fato que ao optar pela distribuição em streaming como alternativa à pandemia, o Studio Colorido perde a oportunidade de lograr êxito nas bilheterias nacionais. Por outro lado, aposto muito que foi a decisão mais acertada por diversas razões. Economicamente o estúdio deve ter lucrado bastante com essa negociação (o mais provável é que já existisse projetos de licenciar o filme em outro momento pela Netlfix após as exibições no cinemas japoneses).

Sendo um bom filme, o longa-metragem alcança muito mais público a partir da Netflix, o que renderá não só mais olhares de atenção aos futuros trabalhos da empresa como lhe rende também oportunidades de testar formatos de distribuição para toda a indústria que prontamente precisará se adequar no pós-pandemia (quem sabe possa até mesmo rolar pré-indicações à premiações como o Oscar na mais ousada das hipóteses). O Studio Colorido vem ganhando destaque nos últimos meses com a websérie Pokémon Twinlight Wings, no Youtube, e com o já anunciado Burn the Witch (spin-off de Bleach, mangá de Tite Kubo), que agora deve ficar mais hypado com o bom desempenho do projeto atual.

Olhos de Gato” é um filme com a cara do atual momento da cena de animação cinematográfica no Japão. Não propõe nada novo na construção do projeto, mas é bem produzido e, portanto, agradável. Dialoga com estúdios como Toho Animation e Twin Engine (co-produtores) e TROYCA e WhiteFox (produções secundárias), além de contar com o marketing da Netflix para se popularizar. Pode não ser uma animação arrebatadora, mas com certeza vale a pena ver agora no distanciamento social ou depois.

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Livros e HQ's

Mangá no estilo de Osamu Tezuka é criado por inteligência artificial

Empresa disponibiliza mangá inteiramente criado por inteligência artificial.

Foto: Divulgação/Osamu_Tezuka_Wiki

Osamu Tezuka é considerado o “pai do mangá”, tendo sua influencia incontestável no mundo das animações japonesas, foi o criador de personagens famosos como Astro boy, Kimba e o Leão Branco, A Princesa e O Cavaleiro e Dororo.

Tezuka faleceu em 1989, mas sua arte deixou um legado que inspira muitos até hoje.

Por conta dessa influencia e respeito, a Kioxia, empresa especializada em dispositivos de armazenamento de memória, em parceria com um grupo de artistas, criou o Phaedo, um mangá inteiramente inspirado no estilo de Osamu Tezuka, mas com um toque de tecnologia, já que os personagens e a história foram criados por uma inteligência artificial.

O processo de desenvolver Phaedo envolveu usar tecnologia de IA para gerar a história e criar os personagens. Como um primeiro passo, para aprender a essência do trabalho de Tezuka e de seus personagens como escritor, a IA analisou 130 capítulos de mangá, escritos e desenhados por Osamu Tezuka, incluindo títulos globalmente famosos como Astro Boy e Black Jack. Baseado nessa análise, a AI então gerou 129 possíveis histórias. No próximo passo, a IA estudou 6000 imagens e aplicou transferência de aprendizagem para gerar o visual dos personagens.” Relatou a empresa.

O grupo de artistas usaram esse material base e desenharam cada página e adicionaram os diálogos. O grupo contou com a ajuda dos engenheiros da Kioxia, ilustradores e roteiristas da Tezuka Productions Co. e pesquisadores especializados em IA da Keio University e Future University Hakodate.

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A história do mangá criado se passa em Tóquio, em 2030, e conta sobre um filósofo viajante que soluciona crimes ao lado de seu passarinho de estimação, Apollo.

Phaedo está liberado gratuitamente e disponível em inglês e japonês no site oficial do projeto AQUI.

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