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Crítica

Sabaton lança álbum especial e crítico sobre a I Guerra

Álbum conta com participação especial de Floor Jansen

O novo álbum de estúdio dos suecos do Sabaton é uma aula de História da I Guerra, literalmente falando, já que uma das três versões do novo disco The Great War conta com partes faladas contando sobre aspectos da guerra que são musicados em cada faixa.

Apesar de ser conhecida, erroneamente, por parecer romantizar guerras, já que esse é o seu principal e quase único material base para as músicas, com The Great War a banda faz uma declaração importante: guerras são um erro.

Da capa já é possível ter uma ideia, um soldado cobrindo o rosto com as mãos, em meio à uma trincheira com fumaça, corpos, e colegas atirando.

Coros e riffs vem para sinalizar tiros, bomas, tragédia e como a humanidade foi jogada ainda mais nas trevas com as tecnologias de guerra desenvolvidas na Grande Guerra. Canhões e rifles são ouvidos de fundo, enquando Sebastian Bróden canta sobre os soldados mortos e aqueles que conseguiram sobreviver aos horrores como o uso de gás para matar.

Mas apesar das tentativas ainda é a mesma Sabaton de sempre, e algumas músicas podem soar repetições dos sucessos antigos da banda. É confortável aos ouvidos dos fãs, mas também pode ser cansativo.

The Great War foi lançado hoje e conta com a versão comum, a versão aula de História e a versão trilha sonora. Todas três imperdíveis, assim como a participação especial de Floor Jansen (Nightwish) nas duas versões especiais.

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Crítica

Review | Your Name (Livro)

Livro já está disponível em diversas livrarias e sites nacionais.

Dois anos após o sucesso de bilheteria no Japão e sucesso de crítica no mundo, Your Name. (Kimi no Na Wa, no original) continua sendo a grande animação japonesa dos últimos tempos. Superando em termos mercadológicos clássicos como A Viagem de Chihiro (2002) de Hayao Miyazaki e dividindo o posto de glória com outras tantas do co-fundador do Studio Ghibli, além de Isao Takahata e Mamoru Hosoda, o filme de Makoto Shinkai ainda reservou mais emoções aos brasileiros em 2018.

Exibido pela Rede Cinemark em salas de São Paulo-SP em 2017 e presente no catálogo da Netflix desde o mesmo período (com versão dublada pelo Estúdio UniDub), a animação de 2016 conta com conteúdos em mídias alternativas para quem se tornou um grande fã. A Editora JBC publicou entre 2017 e o início de 2018 os três volumes da versão adaptada para mangá da obra com roteiro de Makoto Shinkai e arte de Ranmaru Kotone. Faltava apenas a versão em romanceada, que havia sido publicada no Japão quatro meses antes da estreia do filme.

O livro “Your Name.” é uma forma diferente que Makoto Shinkai encontrou para contar a história do casal de protagonistas Taki e Mitsuha. A trama – que carrega o já marcante ponto de vista dramático do escritor e animador japonês sobre amores separados – divide-se entre os pensamentos e ações dos dois adolescentes que se descobrem presos em um misterioso evento de troca de corpos.

Após ser anunciado em setembro pela Verus Editora, o livro finalmente está disponível nas livrarias de todo o país e com toda certeza é um elemento a mais para que se apaixonou pelo romance entre o jovem da cidade e a menina do interior. Com cada evento sendo contado de forma direta pelo ponto de vista dos dois, a narrativa se torna bem mais intimista.

 

 

Capa brasileira da adaptação romanceada de Your Name. (Arte: Verus Editora/Divulgação)

 

Conhecemos mais a fundo os pensamentos dos dois e como a amizade inesperada e quase impossível se tornou um amor capaz de fazê-los ir contra acontecimentos sobrenaturais. Com pouco mais de 180 páginas a leitura é fluída e pode ser feita em uma manhã sem nenhum problema. Quem já conhece o filme pode estranhar a condução da obra ao ignorar acontecimentos e personagens secundários que tem seu relativo destaque no longa-metragem animado.

Isso acontece porque Makoto Shinkai opta por dar mais vozes aos seus protagonistas ao ponto de chegarmos a pensar que realmente só há eles no livro inteiro. As explicações mais detalhadas dos fatos e dos elementos míticos que povoam o universo da trama também acrescentam bastante.

De tamanho agradável, o livro pode ser levado a qualquer canto e conta com uma arte maravilhosa de capa com os traços da versão animada. O ponto alto fica por conta dos dois conteúdos extras que vem ao final do material com palavras do próprio Makoto Shinkai que nos explica de fato quem é a obra original (se o filme ou o livro), além de uma comentário de Genki Kawamura, produtor do filme, que destaca a relação dele e de Shinkai com Yojiro Noda, vocalista da banda RADWIMPS, responsável pela trilha sonora do longa-metragem.

Um conteúdo para fãs, o livro é aquisição garantida para todo apreciador de Makoto Shinkai e seus dramas românticos, como também é  material para qualquer outro coração apaixonado que queira presentear alguém ou a si mesmo com uma história leve, mas cheia de intensidade.

Por fim, apenas um recado obrigatório: não esperem um final melhor que o final do filme. Não seria Makoto Shinkai se fosse assim.

 

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Crítica

Novo single do Halestorm poderia ser homenagem à Lana Del Rey

Americanos miraram no metal e acertaram no pop triste de Laninha.

Colocamos “Do Not Disturb”, novo single do Halestorm, para tocar e qual não foi a surpresa quando “nossa, mas parece Lana Del Rey”.

Com mais uma canção que fala sobre as alegrias da conjunção carnal, os americanos parecem não ter se segurado em se “inspirar” na melodia de “West Coast”, do álbum “Ultraviolence”, de Lana Del Rey.

Com raízes mais pro lado do hard, o Halestorm se prepara para sair em turnê com dois nomes recentes do metal, In This Moment e New Years Day, por 17 dias no inverno.

Miraram no metal e acertaram no pop triste. Deixamos as duas para comparação:

(Tayna Abreu e Gustavo Sampaio colaboraram em tuítes sobre a coincidência)

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Crítica

Crítica | Beyoncé lança obra de arte visual com Lemonade

Álbum foi lançado no dia 23 de abril de 2016.

Em uma noite de sábado, 23 de abril de 2016, a cantora Beyoncé resolveu mais uma vez parar o mundo para um mega lançamento. Intitulado Lemonade, esse era o que a mídia já cogitava ser: um novo álbum visual da cantora, que não lançava algo novo desde o Beyoncé (2013). A transmissão foi feita pela HBO.

Lemonade tem uma grande diferença do álbum Beyoncé. Ela não apenas fez um clipe para cada canção do seu novo trabalho, mas sim um filme. Além de esse ser o álbum mais eclético da cantora, passando por estilos como rock, country, jazz, r&b, e contendo colaborações com The Weeknd, Jack Whithe, James Blake e Kendrick Lamar, em todas as músicas Beyoncé se mostra em um estado de expressão política, feminista e ao mesmo tempo pessoal e emocional muito forte.

O filme foi dirigido por Kahlil Joseph, diretor indo-americano, e pela própria Beyoncé, que também co-escreveu e produziu todas as músicas do novo trabalho. Musicalmente, as letras estão centradas em uma Beyoncé traída, julgada por uma sociedade racista e machista. Já na primeira música, Pray You Catch Me (Rezar Para Ser Acolhida), Beyoncé aclama sobre manter a fé em relacionamentos rochosos, enquanto, ao fim da canção, se joga de um prédio.

A sincronia das músicas, de cada um dos seus videoclipes e letras das canções tornam Lemonade muito além de um simples álbum visual. A produção e execução desse trabalho foi de tremenda inteligencia e perfeição que é difícil não definimos o novo trabalho da cantora como uma obra de arte visual.

Sobre o título do trabalho, ao fim da música Freedom (Liberdade), ouvimos a avó da Beyoncé falando em seu aniversário de 90 anos: “Eu tive meus altos e baixos, mas eu sempre achei a força interior para me puxar para cima. Me serviram limões, e então eu fiz uma limonada”. Para quem não sabe, os escravos negros também tomavam limonada achando que isso iria embranquecê-los.

Lemonade conseguiu ultrapassar todos os limites que esperávamos receber da Beyoncé. Depois da repercussão que a música Formation trouxe, junto com todas as criticas das pessoas que se sentiram “atacadas” pela canção, Lemonade mostra que a cantora realmente está na luta contra o racismo, a favor do feminismo e contra relacionamentos abusivos.

Por enquanto, o álbum se encontra disponível somente no TIDAL. Alguns sites dizem que a cantora pretende deixá-lo somente na rede de streaming para sempre, como exemplo do Kanye West. Outros dizem que a cantora liberará álbum para venda e em outros streamings ainda nessa semana.

Uma coisa é certa: ela sabe o que faz. Se você possui conta no TIDAL, escute o álbum clicando aqui.

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