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Crítica

Sabaton lança álbum especial e crítico sobre a I Guerra

Álbum conta com participação especial de Floor Jansen

O novo álbum de estúdio dos suecos do Sabaton é uma aula de História da I Guerra, literalmente falando, já que uma das três versões do novo disco The Great War conta com partes faladas contando sobre aspectos da guerra que são musicados em cada faixa.

Apesar de ser conhecida, erroneamente, por parecer romantizar guerras, já que esse é o seu principal e quase único material base para as músicas, com The Great War a banda faz uma declaração importante: guerras são um erro.

Da capa já é possível ter uma ideia, um soldado cobrindo o rosto com as mãos, em meio à uma trincheira com fumaça, corpos, e colegas atirando.

Coros e riffs vem para sinalizar tiros, bomas, tragédia e como a humanidade foi jogada ainda mais nas trevas com as tecnologias de guerra desenvolvidas na Grande Guerra. Canhões e rifles são ouvidos de fundo, enquando Sebastian Bróden canta sobre os soldados mortos e aqueles que conseguiram sobreviver aos horrores como o uso de gás para matar.

Mas apesar das tentativas ainda é a mesma Sabaton de sempre, e algumas músicas podem soar repetições dos sucessos antigos da banda. É confortável aos ouvidos dos fãs, mas também pode ser cansativo.

The Great War foi lançado hoje e conta com a versão comum, a versão aula de História e a versão trilha sonora. Todas três imperdíveis, assim como a participação especial de Floor Jansen (Nightwish) nas duas versões especiais.

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Crítica

Crítica | Rare – Selena Gomez

‘Rare’ é marcado por uma lírica honesta, mas tropeça em seu desenvolvimento.

Na discografia de muitos cantores, há sempre uma obra que se destaca pela sua característica econômica, um processo de desaceleração em relação às produções anteriores. É o típico momento em que o artista, após provar o sucesso comercial e da crítica, resolve dosar a fórmula que tanto lhe garantiu tal êxito. Em ‘Rare’, terceiro álbum de inéditas da norte-americana Selena Gomez, a cantora se propõe traçar esse mesmo percurso, mas, aqui, ela adota esse processo para falar de suas fragilidades.   

Selena entrega logo na arte que ilustra a capa do novo trabalho a postura suncita, com pouca maquiagem, livre de adornos e de toda a produção que sempre a acompanha. A cantora resolve se despir dos filtros de outrora para se abrir ao público e expor as experiências de relacionamentos conturbados e de como esqueceu de si mesma em meio a tudo isso.

‘Rare’, faixa-título, abre o álbum de forma exitosa. São instantes de um pop que se destaca pela estrutura singela, construída pelo baixo que domina boa parte da melodia, uma percussão étnica e uma tênue atmosfera de devaneio, onde os versos de Gomez se incubem de torná-la tangível. “Sempre do seu lado/ E você não faz o mesmo / Isso não é justo”, canta, consciente da não reciprocidade amorosa.

E o catálogo de canções segue narrando a trajetória de redescoberta de Selena, caso de ‘Dance Again’. Durante a canção, as guitarras desenvoltas e o teclado pontual dão base para que as batidas acompanhem os versos que marcam o novo começo de Gomez após uma relação difícil. Já as faixas seguintes, ‘Look At Her Now’, ‘Lose To Love Me’ e ‘Vulnerable’, talvez sejam o maior trunfo do registro, pois além de serem as composições mais interessantes do disco, é o clímax do pop econômico trabalhado por Selena e seus produtores.

Contudo, já em ‘Ring’, o disco dá os primeiros sinais dos tropeços que serão apresentados no decorrer da audição. A faixa se perde em meio ao catálogo por não mostrar um desenvolvimento durante sua execução. ‘People You Know’ acaba no mesmo erro, tonando a experiência de continuar obra cada vez mais desestimulante. E nem o repeteco do R&B lascivo, tão explorado em ‘Revival’ (2015), consegue deixar ‘Crowded Room’ atrativa.

Ainda que abra o disco de forma assertiva, ‘Rare’ logo perde o seu rumo. O trabalho de Selena e sua produção em dar vida a uma obra mais honesta, onde a cantora fale abertamente sobre seus sentimentos, desanda pelo vício no uso de fórmulas pré-fabricadas, facilmente encontradas em qualquer álbum pop da década passada. Conforme os minutos de duração vão finalizando, o quê poderia ser promissor se encaminha para algo esquecível.

‘Rare’ pode não ter entregado o melhor momento da carreira de Selena Gomez, mas, com certeza, é um dos mais sinceros. A obra pode ser vista como os primeiros passos da cantora na busca pelo amadurecimento artístico, explícito aqui na lírica das 13 canções que compõe o disco. Agora, resta torcer para que esse amadurecimento esteja presente nas melodias de futuros trabalhos.   

Ouça:

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Crítica

Review | Your Name (Livro)

Livro já está disponível em diversas livrarias e sites nacionais.

Dois anos após o sucesso de bilheteria no Japão e sucesso de crítica no mundo, Your Name. (Kimi no Na Wa, no original) continua sendo a grande animação japonesa dos últimos tempos. Superando em termos mercadológicos clássicos como A Viagem de Chihiro (2002) de Hayao Miyazaki e dividindo o posto de glória com outras tantas do co-fundador do Studio Ghibli, além de Isao Takahata e Mamoru Hosoda, o filme de Makoto Shinkai ainda reservou mais emoções aos brasileiros em 2018.

Exibido pela Rede Cinemark em salas de São Paulo-SP em 2017 e presente no catálogo da Netflix desde o mesmo período (com versão dublada pelo Estúdio UniDub), a animação de 2016 conta com conteúdos em mídias alternativas para quem se tornou um grande fã. A Editora JBC publicou entre 2017 e o início de 2018 os três volumes da versão adaptada para mangá da obra com roteiro de Makoto Shinkai e arte de Ranmaru Kotone. Faltava apenas a versão em romanceada, que havia sido publicada no Japão quatro meses antes da estreia do filme.

O livro “Your Name.” é uma forma diferente que Makoto Shinkai encontrou para contar a história do casal de protagonistas Taki e Mitsuha. A trama – que carrega o já marcante ponto de vista dramático do escritor e animador japonês sobre amores separados – divide-se entre os pensamentos e ações dos dois adolescentes que se descobrem presos em um misterioso evento de troca de corpos.

Após ser anunciado em setembro pela Verus Editora, o livro finalmente está disponível nas livrarias de todo o país e com toda certeza é um elemento a mais para que se apaixonou pelo romance entre o jovem da cidade e a menina do interior. Com cada evento sendo contado de forma direta pelo ponto de vista dos dois, a narrativa se torna bem mais intimista.

 

 

Capa brasileira da adaptação romanceada de Your Name. (Arte: Verus Editora/Divulgação)

 

Conhecemos mais a fundo os pensamentos dos dois e como a amizade inesperada e quase impossível se tornou um amor capaz de fazê-los ir contra acontecimentos sobrenaturais. Com pouco mais de 180 páginas a leitura é fluída e pode ser feita em uma manhã sem nenhum problema. Quem já conhece o filme pode estranhar a condução da obra ao ignorar acontecimentos e personagens secundários que tem seu relativo destaque no longa-metragem animado.

Isso acontece porque Makoto Shinkai opta por dar mais vozes aos seus protagonistas ao ponto de chegarmos a pensar que realmente só há eles no livro inteiro. As explicações mais detalhadas dos fatos e dos elementos míticos que povoam o universo da trama também acrescentam bastante.

De tamanho agradável, o livro pode ser levado a qualquer canto e conta com uma arte maravilhosa de capa com os traços da versão animada. O ponto alto fica por conta dos dois conteúdos extras que vem ao final do material com palavras do próprio Makoto Shinkai que nos explica de fato quem é a obra original (se o filme ou o livro), além de uma comentário de Genki Kawamura, produtor do filme, que destaca a relação dele e de Shinkai com Yojiro Noda, vocalista da banda RADWIMPS, responsável pela trilha sonora do longa-metragem.

Um conteúdo para fãs, o livro é aquisição garantida para todo apreciador de Makoto Shinkai e seus dramas românticos, como também é  material para qualquer outro coração apaixonado que queira presentear alguém ou a si mesmo com uma história leve, mas cheia de intensidade.

Por fim, apenas um recado obrigatório: não esperem um final melhor que o final do filme. Não seria Makoto Shinkai se fosse assim.

 

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Crítica

Novo single do Halestorm poderia ser homenagem à Lana Del Rey

Americanos miraram no metal e acertaram no pop triste de Laninha.

Colocamos “Do Not Disturb”, novo single do Halestorm, para tocar e qual não foi a surpresa quando “nossa, mas parece Lana Del Rey”.

Com mais uma canção que fala sobre as alegrias da conjunção carnal, os americanos parecem não ter se segurado em se “inspirar” na melodia de “West Coast”, do álbum “Ultraviolence”, de Lana Del Rey.

Com raízes mais pro lado do hard, o Halestorm se prepara para sair em turnê com dois nomes recentes do metal, In This Moment e New Years Day, por 17 dias no inverno.

Miraram no metal e acertaram no pop triste. Deixamos as duas para comparação:

(Tayna Abreu e Gustavo Sampaio colaboraram em tuítes sobre a coincidência)

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