Connect with us

Crítica

Sabaton lança álbum especial e crítico sobre a I Guerra

Álbum conta com participação especial de Floor Jansen

O novo álbum de estúdio dos suecos do Sabaton é uma aula de História da I Guerra, literalmente falando, já que uma das três versões do novo disco The Great War conta com partes faladas contando sobre aspectos da guerra que são musicados em cada faixa.

Apesar de ser conhecida, erroneamente, por parecer romantizar guerras, já que esse é o seu principal e quase único material base para as músicas, com The Great War a banda faz uma declaração importante: guerras são um erro.

Da capa já é possível ter uma ideia, um soldado cobrindo o rosto com as mãos, em meio à uma trincheira com fumaça, corpos, e colegas atirando.

Coros e riffs vem para sinalizar tiros, bomas, tragédia e como a humanidade foi jogada ainda mais nas trevas com as tecnologias de guerra desenvolvidas na Grande Guerra. Canhões e rifles são ouvidos de fundo, enquando Sebastian Bróden canta sobre os soldados mortos e aqueles que conseguiram sobreviver aos horrores como o uso de gás para matar.

Mas apesar das tentativas ainda é a mesma Sabaton de sempre, e algumas músicas podem soar repetições dos sucessos antigos da banda. É confortável aos ouvidos dos fãs, mas também pode ser cansativo.

The Great War foi lançado hoje e conta com a versão comum, a versão aula de História e a versão trilha sonora. Todas três imperdíveis, assim como a participação especial de Floor Jansen (Nightwish) nas duas versões especiais.

Crítica

Crítica | Chromatica – Lady Gaga

Sexto álbum de inéditas da Gaga é uma viagem pela house music dos anos 1990 em um estilo sci-fi

Há sempre uma cobrança excessiva aos artistas que produzem música pop, e ela intensifica quando a voz é feminina. Roupas extravagantes, singles explosivos que precisam dominar os charts, performances grandiosas e divulgação excessiva são só algumas das exigências que essas artistas precisam atender, caso contrário, são colocados no hall do esquecimento e suas músicas ignoradas nas rádios. 

A norte-americana Lady Gaga sentiu isso da pior forma. Fruto de uma ascensão explosiva e rápida que, com apenas um álbum e um relançamento, logo foi enquadrada como ‘rainha do pop’, Gaga se viu perdida no próprio mundo bizarro que criou por não corresponder às expectativas de um público ambicioso. Talvez, a própria Gaga tenha alimentado essa ambição ao prometer obras que revolucionariam a música pop, mas que não mostraram tal desempenho. 

Em meio a essa histórico, Chromatica, sexto e mais novo álbum de inéditas da cantora, se encaixa de forma assertiva e equilibrada em uma discografia que há anos afastou-se da música pop e das implicações que é ser uma cantora do gênero. É um disco que resgata as batidas dançantes e o pop teatral que Lady Gaga sustentou nos primeiros anos de sua carreira, entregando faixas radiofônicas e completamente viciantes. Tudo isso dentro de uma estética atrativa e bem construída, abandonando as extravagâncias de outrora e dando vida a um disco deliciosamente despretensioso. 

Ainda sim, Gaga não se poupa de utilizar elementos e referências em seu novo trabalho. A cantora cria um novo universo, onde cada batida e transição de faixa constrói os contornos que o delimitam e o caracterizam. Para isso, ela adota uma narrativa quase cinematográfica e torna Chromatica num experimento imersivo ao ouvinte, em que a estética sci-fi não se resume apenas à direção de arte dos registros visuais. E isso é audível nos segundos iniciais, quando a interlude ‘Chromatica I’ desponta como uma orquestra digna de trilha sonora de uma produção de ficção-fantástica e abre espaço para que as luzes rosa-neon de ‘Alice’ dominem e convidem o ouvinte às pistas de dança. 

Tudo torna-se ainda mais colorido e pop quando ‘Stupid Love’ surge, momento que os sintetizadores se expandem juntamente com os vocais e dissipam a atmosfera ficcional criada no início. Já ‘Rain On Me’, parceria com Ariana Grande, transita em uma das principais referências sonoras da nova era da Gaga, a House Music dos anos 1990. Durante todo o disco, a cantora passeia pela sonoridade noventista para levantar os alicerces que tornam esse trabalho tão coeso. Um catálogo repleto de hits efusivos que propõem um resgate ao passado, mas que soam tão atual. 

Faixas como ‘Replay’ e ‘Enigma’ reafirmam as referências retrô de Chromatica. São instantes em que a cantora mergulha o ouvinte em um setlist das boates e passarelas dos anos 1990. Os bailes também são resgatadas em ‘Babylon’, faixa de encerramento, que adota as batidas típicas das competições de vogue. Não é difícil se lembrar de hits da época, como ‘Supermodel (You Better Work)’ de Rupaul, por exemplo. 

Mesmo afastada da música pop, Lady Gaga se mantém como um grande nome do gênero e isso é notório nas parcerias feitas neste disco. Além de Ariana Grande, Gaga evoca a própria credibilidade em meio a artistas veteranos, com Elton Jhon, em ‘Sine From Above’, e mostra-se aberta às tendências atuais na parceria com o grupo feminino de K-pop BLACKPINK, na ótima ‘Sour Candy’. Verdadeiro exercício de renovação em meio a um mercado em constante mudança. 

Chromatica está longe de ser uma grande obra da música pop, mas, talvez, esse seja o trunfo do disco. Livre das expectativas infladas de trabalhos anteriores de Lady Gaga, o álbum chega despretensioso, divertido e dançante. É um exemplar que pulsa o pop-eletrônico típico da cantora do início ao fim, sem soar desconexo ou avulso. Ainda sim, há uma mensagem nesse disco e que reflete vivências difíceis da cantora. Em meio a tantas turbulências, Chromatica é um universo de escape para quem quer esquecer as dores enquanto se entrega a uma pista de dança.

Ano: 2020
Selo: Interscope
Gênero: Pop; Eletrônico
Faixas: 16
Duração: 43min

Leia Mais

Crítica

Crítica | The New Abnormal – The Strokes

Após sete anos, os Strokes retornam nostálgicos e mais pop.

Lançar um disco de estreia e rapidamente ser um sucesso de crítica e público é um feito e tanto. Não são muitos os nomes que conseguem tal proeza, mas artistas como Lily Allen e Tame Impala são alguns dos bons exemplos. Contudo, esse feito vem acompanhado de uma maldição: a imensa expectativa para o trabalho seguinte. E são poucos aqueles que conseguem supri-la.

Ao surgir no mundo da música, o quinteto norte-americano The Strokes redefiniu o cenário do rock no início dos anos 2000. Is This It (2001), primeiro álbum da banda, foi aclamado pela crítica especializada, elencando os Strokes como a salvação do rock. Com o público não foi diferente, rapidamente o quinteto tornou-se os queridinhos daquela geração e deram início ao movimento indie-rock.

Mas a banda não conseguiu segurar a peteca. Em First Impression Of Earth (2006), os norte-americanos já começavam a dar seus tropeços e desagradar pela falta de renovação em seu som. Os trabalhos começaram ser recebidos como descartes do primeiro disco. Contudo, após quase 15 anos de experimentações, os The Strokes parecerem ter conseguido resgatar o espírito presente no trabalho de estreia e direcioná-lo gradativamente para um novo universo em The New Abnormal (2020).

O disco traz o encontro entre as guitarras efervescentes e de riffs contagiantes de Albert Hammond, Jr. e Nick Valensi, a rebeldia juvenil dos primeiros hits e letras que ora retomam a inclinação política da banda, ora trazem pequenas reflexões sobre crises existências. Mas tudo é entregue de forma branda, morna, como se Julian Casablancas (vocalista) e seus companheiros estivessem acordando após uma noite ébria e tentassem recordar o que houve no dia anterior.

A postura mais morna é audível logo no início do novo trabalho. “The Adults Are Talking”, faixa de abertura, é marcada por um instrumental crescente e nostálgico, em que os riffs das duas guitarras parecem manter sua típica relação harmónica e seu costumeiro direcionamento dentro do arranjo, mas de forma diminuta em relação ao que já foi apresentado pela banda. Somado a isso, há os vocais mansos e os falsetes de Casablancas, tão criticados em “One Way Trigger”, do Comedown Machine (2013), mas que, dessa vez, se apresentam de forma assertiva.

Da faixa inicial ao seu encerramento, The New Abnormal propõem um resgate tímido da sonoridade de outrora, para dar condução aos experimentos testados desde Angles (2011). São canções que apontam diretamente para a música dos anos 1980, seja pelos sintetizadores que despontam nos momentos mais pop do disco ou pela ambientação eletrônica presente em algumas faixas. “At The Door”, primeiro single da nova era, sintetiza muito bem essa condução. São instantes em que o ouvinte se depara com synths robustos que criam uma sonoridade atmosfericamente oitentista.

E é nesse processo criativo de recorrer aos anos 1980 que os Strokes conseguem um importante componente para garantir o frescor necessário ao novo trabalho da banda. Além disso, ainda há as melodias cada vez mais pop do quintento, tornando o recente catálogo acessível ao grande público. “Brooklyn Bridge To Chorus” talvez seja a canção mais dançante dentre as faixas. Os segundos iniciais dos sintetizadores evocam hits antigos da New Wave, como “Bizarre Love Triangle” (1986), do New Order. “At The Door” trilha um caminho parecido, mas, aqui, os Strokes aproveitam para construir uma canção mais entregue ao rock alternativo da época.  

Entre faixas contagiantes e outras mais contemplativas, The New Abnormal transita por composições de um eu lírica entregue aos prazeres da boemia noturna e, também, às melancolias existencialistas da juventude. “Você não é mais o mesmo/ Não quero mais jogar esse jogo“, canta Casablancas em “Not The Same Anymore”, e prossegue o desabafo, “E agora é hora de aparecer/ Tarde novamente, eu não posso crescer“. São versos de um Strokes ainda preso nas incertezas do futuro e pela busca do amadurecimento, mas, também, denotam um cansaço pela imposição do público de, a cada novo trabalho, manterem o que foram no passado, de torná-los uma mimese dos The Strokes do começo do milênio.

Certos de que sempre serão comparados ao que entregaram em sua estreia, os The Strokes reutilizaram aquilo que os definiram e que permanece no imaginário do público que os acompanha. Diferente dos que o antecederam, The New Abnormal soube explorar bem terrenos que, em Angles e Comedown Machine, a banda se viu perdida. Tudo de uma forma diminuta, evitando excessos, o que deu vida ao que pode ser um novo começo para a banda. Mas resta saber se eles ainda vão insistir em entregar adaptações do Is This It a cada novo trabalho.



Ano: 2020
Selo: Cult, RCA
Gênero: Indie-rock, Pós-Punk
Duração: 45 minutos

Leia Mais

Crítica

Crítica | Cape God – Allie X

Allie X resgata experiências passadas e entrega um pop sombrio em seu novo trabalho.

Rodeada por troncos secos de árvores; um céu coberto por um véu escuro, permitindo que a luz solar adentre o espaço de forma contida; além de uma névoa que realça uma atmosfera marcada pela solidão; Alexandra Ashley Hughes caminha de forma perdida, observando cada detalhe do cenário como uma extensão dos sentimentos amargos vividos ainda quando muito nova. A cada passo dado por ela, as folhas secas em seus pés despertam reminiscências nada agradáveis, como lembretes pontuais de que toda a dor do passado continua ali.

Allie X, em seu mais novo trabalho, Cape God, faz um convite sutil ao ouvinte para adentrar no universo criada para si mesma. São fragmentos das próprias inseguranças e medos sentidos durante a adolescência, fase em que a cantora ainda não se expressava liricamente. Assim, o que restou à canadense foi transportar-se a um mundo paralelo, cuja o cenário macilento reflete um espírito juvenil machucado e confuso. E o ouvinte tem acesso a essa dimensão tão particular da cantora por meio de um pop sombrio e sorrateiro, que o fisga pelas beiradas.

No novo catálogo, os sintetizadores e batidas tão característicos do pop construído pela canadense cedem espaço para arranjos mais orgânicos. Guitarra, baixo, cordas e percussão assumem a responsabilidade de conduzirem boa parte do registro, como se Alexandra guiasse o seu som para tornar sua lírica mais evidente e tangível. “Fresh Laudry” abre o disco de forma gradativa, instantes em que as batidas percorrem os minutos de audição de forma amena, realçado pelos back vocals, e se encaminha a um refrão quase introspectivo, onde os vocais de Allie reverberam como ecos.     

Já em “Devil I Know”, faixa seguinte, há um tom traiçoeiro, em que o baixo destacado do arranjo cria uma atmosfera de expectativa. É nessa canção que a compositora confessa a complicada relação consigo mesma, em que se vê dominada pela autossabotagem. “Toda vez que eu assumo sua liderança, parece uma maldição / E toda vez que tento parar, me sinto ainda pior”, canta. “Regulars” segue o mesmo direcionamento instrumental, com exceção dos sintetizadores que despontam no início do refrão. E é em meio aos acordes de baixo, que o ouvinte se depara com o conflito da busca pelo pertencimento e uma Allie que adota comportamentos que não refletem seu próprio estado de espírito. “Na multidão, porque agora eu aprendi um novo truque / Veja, eu estou rindo, não pareço tão feliz agora?”.

O escapismo é outro tema recorrente na nova leva de faixas. “Life Of The Party” é uma pequena narrativa em que Hughes encontra nas festas, bebidas e na falsa sensação de atenção os escapes necessários da realidade acinzentada que enfrentou. “Eu fiz tantos amigos ontem à noite/ Todos eles queriam me conhecer”, canta nos versos iniciais. “Madame X”, guiada por um piano e cordas que vão delimitando uma atmosfera funesta, mergulha nas experiências da cantora com o uso de drogas, uma declaração de dependência de Allie aos efeitos de entorpecentes. “Pegue meu dinheiro, meu respeito próprio/ Quando você chega, nada dói/ Você e eu, não precisamos de palavras.”

Mesmo que tenha optado por dar menos destaque às roupagens sintéticas, Allie X não deixa de destacá-las em Cape God. É o caso de “Sarah Come Home”, que traça um percurso instrumental quase erudito nos minutos iniciais até mergulhar o ouvinte em um refrão lapidado pelas batidas típicas da EDM. Já “Super Duper Party People” resgata o eletro-pop tão bem trabalhado pela cantora em registros anteriores, momento em que as bases sintéticas dominam e preenchem cada lacuna do arranjo entregando um pelo exemplar para as pistas de dança.   

Com o novo direcionamento instrumental, Cape God permite que os vocais da canadense sejam melhores explorados. Em “Love Me Wrong”, parceria com o cantor Troy Sivan, Allie aproveita do pop cru da canção para detalhar suas nuances vocais, desde tonalidades mais baixas até o romper das notas altas. Já a canção “Susie Save Your Love”, parceria com Mitski, propõe o encontro de dois universos líricos parecidos, em que os versos relatam um amor juvenil não correspondido. Contudo, a surpresa fica para a harmonia vocal das cantoras, tornando difícil o trabalho de identificá-las durante os minutos de execução.

Não tão distante do que já vem produzindo nos últimos anos, em Cape God, Allie X  resgata o diário de sua adolescência. Aqui, a cantora não adota uma postura de distanciamento sobre o que confessa nos versos das 12 canções que compõe o álbum. Ela retoma ao ambiente sombrio sustentado pela vergonha, dor e insegurança ocasionados pela doença autoimune e debilitante diagnosticada no ensino médio, e que ela evitou de falar durante tanto tempo. São canções marcadas por paletas soturnas, mas, claro, sem deixar de manter a sonoridade pop construída por Allie.   

Ano: 2020
Selo: Twin Records
Gênero: Pop, Eletrônico, Synthpop
Duração: 43 minutos

Leia Mais

Crítica

Crítica | Rare – Selena Gomez

‘Rare’ é marcado por uma lírica honesta, mas tropeça em seu desenvolvimento.

Na discografia de muitos cantores, há sempre uma obra que se destaca pela sua característica econômica, um processo de desaceleração em relação às produções anteriores. É o típico momento em que o artista, após provar o sucesso comercial e da crítica, resolve dosar a fórmula que tanto lhe garantiu tal êxito. Em ‘Rare’, terceiro álbum de inéditas da norte-americana Selena Gomez, a cantora se propõe traçar esse mesmo percurso, mas, aqui, ela adota esse processo para falar de suas fragilidades.   

Selena entrega logo na arte que ilustra a capa do novo trabalho a postura suncita, com pouca maquiagem, livre de adornos e de toda a produção que sempre a acompanha. A cantora resolve se despir dos filtros de outrora para se abrir ao público e expor as experiências de relacionamentos conturbados e de como esqueceu de si mesma em meio a tudo isso.

‘Rare’, faixa-título, abre o álbum de forma exitosa. São instantes de um pop que se destaca pela estrutura singela, construída pelo baixo que domina boa parte da melodia, uma percussão étnica e uma tênue atmosfera de devaneio, onde os versos de Gomez se incubem de torná-la tangível. “Sempre do seu lado/ E você não faz o mesmo / Isso não é justo”, canta, consciente da não reciprocidade amorosa.

E o catálogo de canções segue narrando a trajetória de redescoberta de Selena, caso de ‘Dance Again’. Durante a canção, as guitarras desenvoltas e o teclado pontual dão base para que as batidas acompanhem os versos que marcam o novo começo de Gomez após uma relação difícil. Já as faixas seguintes, ‘Look At Her Now’, ‘Lose To Love Me’ e ‘Vulnerable’, talvez sejam o maior trunfo do registro, pois além de serem as composições mais interessantes do disco, é o clímax do pop econômico trabalhado por Selena e seus produtores.

Contudo, já em ‘Ring’, o disco dá os primeiros sinais dos tropeços que serão apresentados no decorrer da audição. A faixa se perde em meio ao catálogo por não mostrar um desenvolvimento durante sua execução. ‘People You Know’ acaba no mesmo erro, tonando a experiência de continuar obra cada vez mais desestimulante. E nem o repeteco do R&B lascivo, tão explorado em ‘Revival’ (2015), consegue deixar ‘Crowded Room’ atrativa.

Ainda que abra o disco de forma assertiva, ‘Rare’ logo perde o seu rumo. O trabalho de Selena e sua produção em dar vida a uma obra mais honesta, onde a cantora fale abertamente sobre seus sentimentos, desanda pelo vício no uso de fórmulas pré-fabricadas, facilmente encontradas em qualquer álbum pop da década passada. Conforme os minutos de duração vão finalizando, o quê poderia ser promissor se encaminha para algo esquecível.

‘Rare’ pode não ter entregado o melhor momento da carreira de Selena Gomez, mas, com certeza, é um dos mais sinceros. A obra pode ser vista como os primeiros passos da cantora na busca pelo amadurecimento artístico, explícito aqui na lírica das 13 canções que compõe o disco. Agora, resta torcer para que esse amadurecimento esteja presente nas melodias de futuros trabalhos.   

Ano: 2020
Selo: Interscope
Gênero: Pop, R&b
Duração: 41 minutos

Leia Mais