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Séries

Review | Voltron: Legendary Defender

Animação disponível na Netflix chega ao fim após oito temporadas.

Uma verdadeira releitura de obra é muito mais que contar a história do zero com algumas poucas considerações. É contextualizá-la no tempo presente a qual o público dela pertence. É o que Joaquim dos Santos e Lauren Montgomery realizaram com a série animada Voltron: Legendary Defender.

Na última sexta-feira (14) a saga teve sua oitava e última temporada disponibilizada na Netflix. Desde junho de 2016 os fãs dessa franquia acompanham a evolução de uma narrativa que toma como pano de fundo a trama do lendário robô gigante chamado Voltron, criada em 1984 após a a empresa americana World Events Productions e a japonesa Toei Animation fundirem os elementos visuais dos animês Beast King Go Lion e Armored Fleet Dirugger XV em uma nova narrativa que rapidamente se popularizou.

Mais de 30 anos depois a mesma World Events Productions se reuniu à DreamWorks Animation e a empresa sul-coreana Studio Mir propuseram um reboot com qualidade técnica nos quesitos animação, design de personagens, efeitos visuais, trilha sonora e, é claro, roteiro.

Sempre crescente, o roteiro de Voltron: Legendary Defender não só atende às expectativas da Jornada do Herói como se compromete a nos dar meios de simpatizar e compartilhar emoções com as personagens: protagonistas, coadjuvantes e antagonistas.

Com dilemas pessoais e morais bem amarrados e atuais – conflitos étnicos, autoritarismo militar, terrorismo, sexualidade, vingança e discurso de ódio – somos apresentados a uma narrativa que dialoga com seu público em diversas camadas do sensível.

Talvez o caso mais emblemático seja a da personagem Takashi Shirogane. Apresentado inicialmente como um astronauta militar capturado por extraterrestres que aparece na terra após fugir de seus captores, ele desencadeia os eventos que levam os cadetes espaciais Lance, Keith, Hunk e Pidge (Kate) para o longínquo no espaço sideral  onde se reúnem com a princesa alteana Allura e seu fiel servo Coran. Shiro – como é chamado pelos demais – teve seu passado apresentado aos poucos pelos dois show runners, que arrebataram o público nas últimas temporadas ao revelar que o ex-piloto do Leão Negro é gay.

A forma como isso é revelada é sutil, num primeiro momeno, só que não deixa dúvidas. Nem por isso Shiro caiu em desgraça entre os fãs. Pelo contrário. As ações de Shiro ao longo da animação nos ajudam a entender que Joaquim dos Santos e Lauren Montgomery tinham como objetivo combater o dilema do preconceito com os gays na sociedade.

Em um universo temporal próximo ao nosso (a trama se inicia em 2020) o mundo terráqueo em Voltron é mais avançado não só na tecnologia que permite as viagens espaciais como também na tolerância. Shiro é gay e militar, o que ainda é um entrave em muitas nações da terra (inclusive a nossa) e é reconhecido não pelo o que é, mas por seu talento como astronauta. Tal destaque rende a Shiro um final feliz com um novo amor.

Shiro ainda carrega sobre si outro grande desafio. Ele é o guardião legal do jovem problemático Keith, que cresce ao longo da série deixando de ser um garoto rebelde para assumir a posição de líder substituindo o próprio Shiro na liderança do Voltron. Keith vive o dilema do conflito étnico. Meio humano e meio galra, fica dividido entre descobrir seu passado e lutar pela paz no universo carregando em seus ombros a desconfiança de ter o sangue da raça alienígena que comanda os mundo com mãos de ferro nos últimos dez mil anos.

Lance é outro paladino do Voltron que evolui na série. Do simples fanfarrão que fazia parte do alívio cômico ao lado de Hunk e Coran, a personagem cresce no seu protagonismo e serve de exemplo para o caso de muitos. De família humilde, Lance apenas queria ser o centro das atenções e descobriu que não precisa ser convencido para conquistar os corações das pessoas.

A palavra destaques em Voltron são tolerância e amor. Num universo de diferenças físicas, culturais, pessoais, saber lhe dar com quem não é como você é a garantia de não ser seduzido pela arrogância, pelo ódio e pela violência.

A grande vilã da trama Haggar/Honerva deixa isso bem mais fácil de se entender. A sede de poder e a busca pelo desconhecido lhe afastaram do que importa: o amor de seu marido e filho. As consequências foram as piores possíveis. Zarkon se tornou um tirano e Lotor um lunático. O desapego que a família conquistou para com a dor do próximo mostra o lado podre da nossa humanidade. Quando deixamos nossos desejos falarem mais alto que a razão esquecemos dos sentimentos que realmente importam e nada tão simples poderá corrigir os erros cometidos.

O mesmo vale para a Princesa Allura, que aparentando muitas vezes ser ingênua, mimada e emocional demais, acabou nos surpreendendo bastante. Não só por corresponder ao amor de Lance como por demonstrar um altruísmo digno que resulta no fim do conflito intergalático.

Para além da nostalgia dos mais antigos, o novo Voltron é uma obra para quem visa o futuro com a mensagem de estarmos todos unidos pelo amor. Com toda certeza já está no hall dos grandes sucessos da animação mundial.

Séries

SDCC terá painéis de despedida de Game of Thrones, Supernatural e Arrow

Elegia de GoT é única ainda sem data confirmada

Amadas e longevas séries foram encerradas este ano nas casas da Warner e, para celebrar o fim, painéis especiais estão sendo preparados na San Diego Comic-Con para colocar a tampa no caixão de Supernatural, Arrow e Game of Thrones (HBO).

Os funerais de Arrow e Supernatural acontecerão no Hall H, respectivamente no sábado (20) e domingo (21), como de costume para ambos os saudosos.

Já para a elegia de Game of Thrones, a maior série de todos os tempos da história da TV, ainda não há horário ou dia confirmados, mas é certo que acontecerá também no Hall H, dado o calibre do defunto.

A SDCC de 2019 acontece entre os dias 18 e 21 de julho, e o Volts estará com ampla cobertura, ainda que não em corpo, mas em espírito.

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Séries

Listamos todas as adaptações de sagas fantásticas em curso

O mais completo apanhado do “efeito Game of Thrones”

Originalmente publicado em 4/10/2018
Atualizado em 22/06/2019

A TV até demorou, mas agora se agarrou com a fantasia e com o fantástico de vez. Em curso, “apenas” doze quinze dezesseis dezoito 22 (e contando…) adaptações de sagas e romances famosos de Fantasia, Fantástica, Realismo Fantástico e Sci-Fantasy (obras que dissolvem as fronteiras dos dois gêneros) para serviços de streaming e emissoras de TV à cabo, nos Estados Unidos e no Reino Unido.

As séries, nos mais variados estágios de produção, prometem ser um novo marco televisivo, e uma nova era de ouro da fantasia moderna. Tudo isso, claro, começou, por assim dizer, com o sucesso de Senhor dos Anéis no cinema, que levou à adaptações de sagas no formato filme durante toda a primeira década do século XXI. Mais tarde, em 2011, a HBO arrebatou multidões com sua adaptação das Crônicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin, o fenômeno Game of Thrones, talvez a primeira vez em que uma série de TV virou também um evento mundial, simultâneo e coletivo.

É esse fenômeno GoT, aliás, a razão desse boom e a HBO não ficou só olhando enquanto as concorrentes angariavam um Game of Thrones para chamar de seu. Em parceria com a BBC, gigante britânica, a emissora da Warner será a casa de His Dark Materials, além, é claro, de uma/várias prequel de GoT.

Na ponta da baia está a empresa de Jeff Bezos. A Amazon Studios e a Amazon Prime estão produzindo a série de TV de O Senhor dos Anéis e de mais um épico, A Roda do Tempo, um pouco menos conhecido no Brasil, mas não menos épico.

O Volts aproveitou o anúncio da adaptação de Nárnia pela Netflix para fazer um apanhado de todas as séries (e um filme) que adaptarão sagas de fantasia em breve.

O Senhor dos Anéis – Amazon (J.R.R. Tolkien)

Ainda sem um roteiro definido, ou pelo menos noticiado, a série promete ser a mais cara da história da TV até agora, honrando o legado da mais importante obra da fantasia épica moderna.

Nada menos que uma negociação de US$ 250 milhões entre o espólio de Tolkien, a New Line Cinema, a HarperCollins e a Amazon tirou da Warner os direitos de explorar o legado de Tolkien. Somam-se ainda US$ 1 bilhão que serão investidos na produção.

Especula-se que seja levado para a tv as aventuras do jovem Aragorn, um ranger exilado que se tornaria o rei coroado dos tronos de Arnor e Gondor.

UPDATE: nos últimos dias a Amazon vem insinuando que a série se passará na Segunda Era, focando na ascensão e queda dos homens de Númenor e na forja dos Anéis de Poder e do Um Anel por Sauron, novo Senhor do Escuro.

Update 1: Miguel Sapochnik, diretor das maiores batalhas de Game of Thrones está envolvido diretamente na adaptação de O Senhor dos Anéis.

A Longa Noite Bloodmoon- Spinoff Game of Thrones (George R.R. Martin) – HBO

A nova série do Mundo de Gelo e Fogo ainda não tem nome oficial, mas se passará milhares de anos antes de Game of Thrones, dando vida ao que que sucedeu entre a Era dos Heróis e A Longa Noite.

A nova série contaria os “mistérios do Leste”, o que pode ser entendido como Valyria, a terra de onde os Targaryen surgiram. A HBO mencionou ainda que serão mostrados os “Starks lendários”, o que é diretamente associado à Bran, o Construtor, o responsável por nada menos que o maior empreendimento arquitetônico dos Sete Reinos: a Muralha.

A nova trama focará na “verdadeira origem” dos White Walkers, o que poderá confirmar a teoria de que o Rei da Noite é um Stark, tanto no livro quanto na série original.

UPDATE: As gravações para a o spinoff já começaram na Irlanda e o título de trabalho é “Blood Moon”. Confira o elenco:

Naomi Watts (The Impossible)
Josh Whitehouse (Poldark)
Ivanno Jeremiah (Humans)
Denise Gough (Monday)
Jamie Campbell Bower (Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald)
Sheila Atim (Harlots)
Alex Sharp (How to Talk to Girls at Parties)
Naomi Ackie (Lady Macbeth)
Toby Regbo (Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald)
Georgie Henley (The Chronicles of Narnia films)
Miranda Richardson (The Crying Game)
John Simm (24 Hour Party People)
Marquis Rodriguez (Hostages)
Richard McCabe (The Constant Gardner)
John Heffernan (Jonathan Strange & Mr. Norrell)
Dixie Egerickx (The Secret Garden).

His Dark Materials- BBC/HBO (Philip Pullman)

Com supervisão de Pullman, a Bad Wolf e a New Line estão produzindo uma minissérie em oito episódios das Fronteiras do Universo para a BBC. Este será o primeiro produto da New Line, que pertence à Warner Bros e é a produtora de tudo de Senhor dos Anéis, na terra da Rainha.

O roteiro será de Jack Thorne, autor da peça “Harry Potter and the Cursed Child”. Os dois primeiros episódios serão dirigidos por Tom Hopper, vencedor do Oscar de Melhor Diretor por “O Discurso do Rei”, em 2011.

UPDATE: Agora co-produtoras da série, a HBO e a BBC anunciaram que His Dark Materials terá uma segunda temporada. No elenco principal estão Dafne Keen como Lyra, James McAvoy como Asriel, Ruth Wilson como Senhora Coulter, Lin-Manuel Miranda como Lee Scoresby, Ruta Gedmintas como Serafina Pekkala, Lucian Msamati como John Faa, Archie Barnes como Pantalaimon e Lewin Lloyd como Roger Parslow.

O primeiro episódio de chamará “Roger”. His Dark Materials estreia ainda em 2019.

As Crônicas do Matador do Rei – Showtime (Patrick Ruthfuss)

De acordo com o comunicado à imprensa, a série deverá se passar uma geração antes do primeiro livro, “O Nome do Vento”, contando as aventuras dos Edema Ruh, a família de artistas itinerantes de Kothe.

Envolvidos na produção estão o escritor de jogos de RPG John Rogers (aka o cara que escreve Dungeons and Dragons), como showrunner, e produção executiva de Lin-Manuel Miranda e do próprio Rothfuss. Miranda contribuirá também como compositor da trilha sonora da saga.

A Roda do Tempo – Amazon (Robert Jordan, Brandon Sanderson)

A Roda do Tempo já vendeu mais de 90 milhões de cópias no mundo todo. Na trama, um mundo onde mágica existe, mas pode ser usada penas por mulheres. Acompanhamos Moiraine, uma membro da misteriosa organização feminina ‘Aes Sedai’ enquanto ela embarca em viagens perigosas por toda a terra com mais cinco homens e mulheres.

Moiraine acredita que um dos membros de sua companhia é a reincarnação de um lendário indivíduo, cuja profecia fala em destruir ou salvar a humanidade.

A Roda do Tempo tem influências da cultura e filosofia da Ásia, com foco na natureza cíclica da vida e do tempo encontradas no Budismo e Hinduismo, mesclado coma tradição dos épicos europeus.

A saga foi iniciada por Robert Brandon em 1995, mas ele veio a falecer antes de completar a obra, o que ficou à cargo de Brandon Sanderson, outro prolífico escritor de fantasia.

UPDATE: Rosamund Pike foi escolhida para interpretar a protagonista do início da saga, a Aes Sedai Moiraine Dramoded.

A Quinta Estação – TNT (N.K. Jemisin)

N.K. Jemisin é a única pessoa na história do Hugo Awards, a mais prestigiada premiação da ficção científca a ganhar o prêmio de Melhor Romance por três anos consecutivos e pela mesma saga: The Broken Earth Trilogy. É também uma das mais simbólicas expoentes da nova leva de escritores levando o afrofuturismo ao mainsteam.

A adaptação da trilogia, levando o nome do primeiro volume, The Fifth Season (A Quinta Estação) será levada para o TNT, com roteiro de Leigh Dana Jackson (24: Legacy, Sleepy Hollow), e terá Dan Friedkin, Tim Kring e Justin Levy, da Imperative Entertainment, como produtores executivos.

Uma saga epica em uma Terra no futuro distante, os romances se passam em uma nova pangeia onde pessoas conhecidas como orogenes são temidas e necessárias à vida quando o continente entra em convulsão em uma série de cataclismas conhecida como Quinta Estação.

A trama do primeiro livro segue três mulheres, em fases diferentes da vida. A jovem Damaya, treinada para servir como orogene do Império; Syenite, uma ambiciosa jovem que tem de procriar com seu mentor amargurado e extremamente podesoro; e Essun, uma mãe de família de meia idade que sai em busca da filha sequestrada pelo pai, um homem desequilibrado pelo medo que matou o bebê do casal, poucas horas depois de uma fenda na superfície da terra iniciar a mais pesada Quinta Estação já vista.

Who Fears Death – HBO (Nnedi Okorafor)

Um dos romances mais simbólicos da nova geração de afrofuturismo, Who Fears Death, de Nnedi Okorafor, foi submetido à HBO por minguém menos que George R.R. Martin (escritor das Crônicas de Gelo e Fogo) e Michael Lombardo (ex-executivo da HBO).

Com roteiro de Selwyn Seyfu Hinds, a história conta a jornada de amadurecimento de Onyesowu em uma África pós-apocalíptica. Pária entre as pessoas de sua vila, Onyesowu possui poderes mágicos e precisa derrotar o pai biológico, um feiticeiro guerreiro que estuprou sua mãe.

A adaptação de Who Fears Death faz parte do acordo de Martin com a HBO para múltiplos projetos, como o spinoff A Longa Noite.

O romance foi publicado em 2010 pela DAW, uma subsidiária da Penguin Books e recebeu o World Fantasy Awards por Melhor Romance, e o Carls Brandon Kindred Award de 2010 por “trabalho de destaque em ficção especulativa que lida com raca e etnicidade”. Okorafor publicou, desde então, uma prequel no mesmo universo, The Book of Phoenix.

As Crônicas de Nárnia – Netflix (C.S Lewis)

As Crônicas de Nárnia, obra-prima do britânico C.S Lewis, será adaptada em série de TV e e filmes na gigante do streaming.

Publicados na década de 1950, os sete volumes das Crônicas contam as aventuras de crianças humanas sendo transportadas para uma terra fantástica onde encontram perigos e a ajuda do Leão Aslan, uma referência à Jesus Cristo.

A série e os filmes serão desenvolvidos pela própria Netflix, com Mark Gordon da Entertainment One (eOne) e Douglas Gresham e Vincent Sieber como produtores executivos.

Ciclo Terramar – Ainda sem distribuidora (Ursula K. Le Guin)

Jeniffer Fox, diretora de The Tale, conseguiu autorização da própria Ursula Le Guin, que deixou este mundo em janeiro deste ano, de transformar sua série de fantasia infanta-juvenil em uma série de filmes.

Apesar de não ser uma adaptação para a TV, a obra de Le Guin não poderia ficar de fora da lista. A escritora desafiou a ficção científica e fansia em dezenas de romances, tratando de temas como sexualidade e amor em pessoas não binárias ainda nos anos 1980.

Terramar, como a série de livros é conhecida no Brasil, foi introduzida por Le Guin ainda em 1960 com O Feiticeiro de Terramar, e conta com cinco romances e mais alguns contos no mundo de Terramar, um lugar fictício onde o mundo é composto de centenas de ilhas e a magia é ensinada em escolas.

O protagonista do primeiro livro é um menino negro, o que causou reações na época, com um mercado acostumado com fantasia caucasiana. Anos depois, a multipremiada escritora declarou ter se arrependido um pouco do caráter estritamente masculino das escolas de magos em seus livros, mas que tinha orgulho do mundo que construiu.

Theo Downes-Le Guin, filho da escritora, estará na produção como produtor executivo.

Drácula – BBC e Netflix (Bram Stoker)

Steven Moffat e Mar Gatiss, a dupla criativa de roteiristas e showrunners por trás do brilhante Sherlock da BBC, entre outras, agora está trabalhando em mais um ícone da literatura britânica para ser adaptado em série de TV: Dracula.

NãoSegundo informações, a série não tentará modernizar o vampiro, se passando mesmo em 1897 quando um “conde bebedor de  sangue da Transilvânia fixa residência em Londres”. O sangue, então, não tem nada de fresco à primeira vista em se tratando da milésima adaptação de um romance com 121 anos de história.

Segundo a Variety, Dracula herdará do detetive o formato de minissérie com temporadas curtas e episódios longos. A série será distribuída mundialmente pela Netflix.

A Netflix anunciou que está preparando uma nova franquia com produtos, séries animadas e especiais, baseados nas obras do escritor galês Roald Dahl.

O acordo entre a Netflix e a The Roald Dahl Story Company inclui os seguintes títulos: A Fantástica Fábrica de ChocolateMatildaO Bom Gigante AmigoOs PestesCharlie e o Grande Elevador de VidroO Remédio Maravilhoso de JorgeBoy – Tales of ChildhoodGoing SoloO Crocodilo EnormeA Girafa, o Pelicano e EuHenry SugarOs MinpinsO Dedo MágicoEsio TrotDirty Beasts e Rhyme Stew.

Em entrevista à Variety, Melissa Cobb, chefe de ‘conteúdo familiar’ da Netflix, contou que as animações serão parecidas com as ilustrações do próprio Dahl, falecido em 1990, e que serão interconectadas, criando um universo como tantos outros já explorados em Hollywood.

Cursed – Netflix (Tom Wheeler e Frank Miller)

A Netflix pretende adaptar em seriado o romance de fantasia de Tom Wheeler e Frank Miller que reconta a lenda do Rei Artur. O livro, entretanto, será lançado apenas em outubro de 2019. Frank Miller, lenda dos quadrinhos, foi o responsável pelas ilustrações.

Na nova história, a aventura é contada por Nimue, a futura Senhora do Lago, ainda com 16 anos, enquanto ela segue em jornada para entregar Excalibur para o jovem mercenário Arthur.

O elenco da adaptação foi anunciado pela Netflix, tendo Katherine Langford (13 Reasons Why) como Nimue, acompanhada por Gustaf Skarsgård (Westworld, Vikings) e Troy Otto (Fear the Walkung Dead).

Peter Mullan (Ozark), Lily Newmark (Pin Cushion), Shalom Brune-Franklin (The State, Our Girl), Sebastian Armesto (Poldark, Broadchurch), Emily Coates (Flack), Catherine Walker (Versailles, The Delinquent Season) e Billy Jenkins (The Crown, Holmes & Watson, Humans) completam o elenco.

Cem Anos de Solidão – Netflix (García Márquez)

Aqui pedimos licença aos acadêmicos para colocar o prestigioso mundo do Realismo Fantástico da América Latina no mesmo balaio que os menos prestigiosos romances fantásticos e de fantasia anglófonos, já que a Netflix conseguiu os direitos de adaptação de Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez.

O feito não é pequeno, há anos a obra máxima de Marquez vinha sendo cortejada pelas mais diversas produtoras, encontrando sempre o não dos herdeiros do colombiano. Mas não foi sem exigências: Cem anos será toda em espanhol, uma exigência feita por García Márquez ainda em vida.

“Cien Anos de Soledad”, contará com Rodrigo e Gonzalo García como produtores executivos.

The Witcher – Netflix (Andrzej Sapkowski)

A saga de caçadores de monstros do polonês Andrzej Sapkowski já foi adaptada para videogame e está em vias de adaptação para a Netflix como seriado, estrelando Henry Cavill no papel de Geralt Rivia.

Ao todo são oito romances e contos publicados e a série deve estrear em algum momento do quarto trimestre de 2019, aka fim do ano. Confira o elenco:

Jodhi May (A Quiet Passion) como Queen Calanthe
Björn Hlynur Haraldsson (Fortitude) como Eist
Adam Levy (Before I Go to Sleep) como Mousesack
MyAnna Buring (Ripper Street) como Tissaia
Mimi Ndiweni (The Legend of Tarzan) como Fringilla
Therica Wilson-Read como Sabrina
Lars Mikkelsen (House of Cards) como Stregobo
Millie Brady (Pride and Prejudice and Zombies) como Princess Renfri

Throne of Glass – Hulu (Sarah J. Mass)

A série mais famosa de fantasia para jovens adultos na última década, Throne of Glass, está sendo desenvolvida como seriado de TV no Hulu. Os seis volumes escritos por Sarah J. Mass serão levados para a tv sob o nome do primeiro livro, Queen of Shadows.

Dark Tower – Amazon (Stephen King)

Inicialmente pensada para ser lançada junto com o filme de 2017, a adaptação dos 8 volumes da saga de Stephen King passou por uma reformulação após o baixo desempenho do longa.

A série servirá como um reboot do filme, trazendo Sam Strike (Nightflyers) como o pistoleiro Roland (interpretado por Idris Elba no cinema), e Jasper Pääkkönen (Vikings) como o vilão Man in Black. A produção está à cargo de Glen Mazzara (The Walking Dead) que será também o showrunner. Ainda não há data de estreia.

The Black Company – Sem distribuidora (Glen Cook)

A saga em 10 volumes da companhia de exímios mercenários enrolados nas contendas de forças mágicas escrita por Glen Cook será adaptada para a TV em uma parceria entre as produtoras Boston Diva Productions, de Eliza Dusky, e Phantom Four, de David Goyer (O Homem de Aço, Batman: Cavaleiro das Trevas).

Dusky estrelará a produção como The Lady, a senhora do Império do Norte que usa a Companhia Negra para entender seu poder.

The Watch – BBC (Terry Pratchett)

A BBC America será a emissora oficial de The Watch, série baseada na série Discworld do saudoso escritor Sir Terry Practchett. Serão oito episódios que estão sendo desenvolvidos desde março deste ano. A emissora americana, parte da gigante estatal britânica, descreve a série como um “thriller punk rock”.

Na trama, os desajustados policiais da Guarda da Cidade de Discworld tem de salvar a cidade da ruína trazida pela falta de lei normalizada no passado e no futuro enquanto seguem em uma perigosa jornada.

Conan – Amazon (Robert E. Howard)

A lista de adaptações da Amazon é gigante. Jeff Bezos está determinado a ser o patrono máximo do fantasy na “TV”, aparentemente. Segundo a casa, a nova adaptação será mais direta sobre os escritos de Robert E. Howard.

Conan, o cimério, na fictícia Era Hiboriana, surgida após a destruição de Atlântica e antes do surgimento da “civilização moderna˜. Guerreiro desde muito jovem, Conan tornou-se um pirata, ladrão e mercenário até que aos 40 anos reivindica o trono de Aquilonia, matando estrangulado o então rei.

Ryan Condal (Colony), está trabalhando no material e Miguel Sapochnik (Game of Thrones) dirigirá o piloto. Estando Sapochnik diretamente envolvido com a adaptação de Senhor dos Anéis e o foco da Amazon caindo sobre esta e The Wheel of Time, é possível afirmar que as duas saíram antes de Conan.

The Ruin of Kings – Sem distribuidor (Jenn Lyons)

Ainda sem casa oficial, o primeiro volume da saga A Chorus of Dragons, de Jenn Lyons, teve os direitos de adaptação adquiridos pela produtora Annapurna Pictures, da mesma companhia que fez Professor Marston and the Wonder Women e Tolkien.

Na história, um jovem ladrão chamado Kihrin descobre que pode ser filho da realeza e também a peça chave de uma profecia que destruirá o império. Sem muita vontade para nada, ele se vê motivado após ser comprado com escravo pela Black Company e tenta mudar seu destino.

Shadow and Bone – Netflix (Leigh Bardugo)

Antes de cair nas mãos d Netflix, a adaptação da duologia Grisha de Leigh Bardugo, estava destinada à Dreamworks Television. Agora, o projeto está sob coordenação do roteirista Eric Heisserer (Bird Box) como showrunnr e Shawn Levy (Stranger Things) como produtor executivo, acompanhado de Pouya Shahbazian, Bardugo, Dan Levine, Dan Cohen e Josh Barry.

Na história, ambientada em Ravka, uma versão alternativa e fantástica da Rússia, uma força misteriosa e sombria quebra o país de Unsea em dois. De dentro do rasgo na terra surgem monstros vorazes. Para salvar a terra, uma manipuladora de matéria, Grisha, Alina, usará seu poder especial de conjurar a Luz, o que pode ser a única força capaz de deter a Sombra. Mas antes, Alina precisa aprender a usar seus poderes de forma eficaz.

A primeira temporada ainda não tem data de estreia, mas contará com oito episódios.

GORMENGHAST, Jonathan Rhys Meyers as Steerpike, 2000

Gormenghast – BBC (Mervyn Peake)\

A trilogia clássica de Mervyn Peake será novamente adaptada para a TV, desta vez em sua plenitude, pelas mãos de ninguém menos que Neil Gaiman (Good Omens, American Gods, Doctor Who) e Akiva Goldsman (Star Trek: Discovery).

O projeto se encontra na FremantleMedia North America mas ainda não tem uma casa para transmissão.

Nos três volumes – Titus Groan, Gormenghast, e Titus Alone – Peake conta a história de Titus Goran, o relutante herdeiro do castelo Gormenghast e a traição de um ambicioso servente menor da cozinha da fortaleza. A trama mescla elementos de gótico e Fantasy, com pitadas de ficção histórica e foi adaptada em 2000 pela BBC com Jonathan Rhys Meyers e o saudoso Christopher Lee no elenco principal.

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Artigo

Novo episódio de The Handmaid’s Tale vem com easteregg do livro

Explicamos a relação entre as fitas cassete e o Conto da Aia

Poucas pessoas fora do fandom de The Handmaid’s Tale sabe, mas o romance distópico homônimo de Margaret Atwood é um “falso documento histórico”, tática de escrita que coloca um caráter de verídico em uma história inventada.

No livro, diferente da série, a época retratada são os anos 1980, e todo o texto foi extraído de gravações em fitas cassete deixadas pela aia Offred. O leitor aprende isso apenas no último capítulo “Notas Históricas”, que transcreve parcialmente o 12º Simpósio em Estudos Gileadianos, no ano de 2195.

Para levar esta, que é uma parte importante do que Margaret Atwood quer dizer com O Conto da Aia, a série de TV recorreu à – muito em voga – nostalgia dos anos 1980, colocando Ofjoseph/June para gravar um recado para Luke. Sentada no porão de Lawrence ela conta a verdadeira história da concepção de Nichole/Hole após alguns versos da música “You Make me Feel Like Dancing”, de Leo Sayer.

Não fica claro no episódio “Unkown Caller” se June documentou mais passagens de sua vida em Gilead para Luke. Nos livros, ela gravou uma série de fitas enquanto esteve escondida em casas de membros da Resistência.

Mas, com o desenrolar da traição de Serena – Sunday, Bloody Sunday, do U2 – , é possível especular que a fita poderá ser usada por Luke como prova de que Fred não é o pai biológico da criança, ruindo qualquer direito que ele tenha sobre ela mesmo em Gilead. Com Nick no fronte de guerra e sem uma leitura clara das relações diplomáticas entre Gilead e o Canadá, o futuro da bebê é incerto.

The Handmaid’s Tale está no ar com sua terceira temporada no Hulu (US) e Paramount+ (Brasil).

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