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Séries

Review | Voltron: Legendary Defender

Animação disponível na Netflix chega ao fim após oito temporadas.

Uma verdadeira releitura de obra é muito mais que contar a história do zero com algumas poucas considerações. É contextualizá-la no tempo presente a qual o público dela pertence. É o que Joaquim dos Santos e Lauren Montgomery realizaram com a série animada Voltron: Legendary Defender.

Na última sexta-feira (14) a saga teve sua oitava e última temporada disponibilizada na Netflix. Desde junho de 2016 os fãs dessa franquia acompanham a evolução de uma narrativa que toma como pano de fundo a trama do lendário robô gigante chamado Voltron, criada em 1984 após a a empresa americana World Events Productions e a japonesa Toei Animation fundirem os elementos visuais dos animês Beast King Go Lion e Armored Fleet Dirugger XV em uma nova narrativa que rapidamente se popularizou.

Mais de 30 anos depois a mesma World Events Productions se reuniu à DreamWorks Animation e a empresa sul-coreana Studio Mir propuseram um reboot com qualidade técnica nos quesitos animação, design de personagens, efeitos visuais, trilha sonora e, é claro, roteiro.

Sempre crescente, o roteiro de Voltron: Legendary Defender não só atende às expectativas da Jornada do Herói como se compromete a nos dar meios de simpatizar e compartilhar emoções com as personagens: protagonistas, coadjuvantes e antagonistas.

Com dilemas pessoais e morais bem amarrados e atuais – conflitos étnicos, autoritarismo militar, terrorismo, sexualidade, vingança e discurso de ódio – somos apresentados a uma narrativa que dialoga com seu público em diversas camadas do sensível.

Talvez o caso mais emblemático seja a da personagem Takashi Shirogane. Apresentado inicialmente como um astronauta militar capturado por extraterrestres que aparece na terra após fugir de seus captores, ele desencadeia os eventos que levam os cadetes espaciais Lance, Keith, Hunk e Pidge (Kate) para o longínquo no espaço sideral  onde se reúnem com a princesa alteana Allura e seu fiel servo Coran. Shiro – como é chamado pelos demais – teve seu passado apresentado aos poucos pelos dois show runners, que arrebataram o público nas últimas temporadas ao revelar que o ex-piloto do Leão Negro é gay.

A forma como isso é revelada é sutil, num primeiro momeno, só que não deixa dúvidas. Nem por isso Shiro caiu em desgraça entre os fãs. Pelo contrário. As ações de Shiro ao longo da animação nos ajudam a entender que Joaquim dos Santos e Lauren Montgomery tinham como objetivo combater o dilema do preconceito com os gays na sociedade.

Em um universo temporal próximo ao nosso (a trama se inicia em 2020) o mundo terráqueo em Voltron é mais avançado não só na tecnologia que permite as viagens espaciais como também na tolerância. Shiro é gay e militar, o que ainda é um entrave em muitas nações da terra (inclusive a nossa) e é reconhecido não pelo o que é, mas por seu talento como astronauta. Tal destaque rende a Shiro um final feliz com um novo amor.

Shiro ainda carrega sobre si outro grande desafio. Ele é o guardião legal do jovem problemático Keith, que cresce ao longo da série deixando de ser um garoto rebelde para assumir a posição de líder substituindo o próprio Shiro na liderança do Voltron. Keith vive o dilema do conflito étnico. Meio humano e meio galra, fica dividido entre descobrir seu passado e lutar pela paz no universo carregando em seus ombros a desconfiança de ter o sangue da raça alienígena que comanda os mundo com mãos de ferro nos últimos dez mil anos.

Lance é outro paladino do Voltron que evolui na série. Do simples fanfarrão que fazia parte do alívio cômico ao lado de Hunk e Coran, a personagem cresce no seu protagonismo e serve de exemplo para o caso de muitos. De família humilde, Lance apenas queria ser o centro das atenções e descobriu que não precisa ser convencido para conquistar os corações das pessoas.

A palavra destaques em Voltron são tolerância e amor. Num universo de diferenças físicas, culturais, pessoais, saber lhe dar com quem não é como você é a garantia de não ser seduzido pela arrogância, pelo ódio e pela violência.

A grande vilã da trama Haggar/Honerva deixa isso bem mais fácil de se entender. A sede de poder e a busca pelo desconhecido lhe afastaram do que importa: o amor de seu marido e filho. As consequências foram as piores possíveis. Zarkon se tornou um tirano e Lotor um lunático. O desapego que a família conquistou para com a dor do próximo mostra o lado podre da nossa humanidade. Quando deixamos nossos desejos falarem mais alto que a razão esquecemos dos sentimentos que realmente importam e nada tão simples poderá corrigir os erros cometidos.

O mesmo vale para a Princesa Allura, que aparentando muitas vezes ser ingênua, mimada e emocional demais, acabou nos surpreendendo bastante. Não só por corresponder ao amor de Lance como por demonstrar um altruísmo digno que resulta no fim do conflito intergalático.

Para além da nostalgia dos mais antigos, o novo Voltron é uma obra para quem visa o futuro com a mensagem de estarmos todos unidos pelo amor. Com toda certeza já está no hall dos grandes sucessos da animação mundial.

Livros

O thriller ‘Caixa de Pássaros’, de Josh Malerman, terá sequência em novo livro

Josh Malerman está escrevendo “Malorie”, sequência com previsão de lançamento para outubro.

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Lançado em 2015 pela Intrínseca, Caixa de Pássaros já vendeu mais de 200 mil exemplares no Brasil e virou um fenômeno quando a trama ganhou adaptação para a Netflix. Estrelado por Sandra Bullock, Bird Box foivisto por mais de 45 milhões de usuários em apenas uma semana. A trama, que se passa em um cenário pós-apocalíptico, vai ganhar mais um livro. 

Josh Malerman está escrevendo Malorie, sequência com previsão de lançamento em 1º de outubro nos Estados Unidos. No Brasil, o livro será publicado pela Intrínseca, ainda sem data definida.

Em uma narrativa cheia de mistério e suspense, Caixa de pássaros conta a história assustadora de um mundo infestado por misteriosas criaturas. Em um surto inexplicável, todos que olham para elas se suicidam. Para sobreviver, Malorie e os dois filhos pequenos vivem escondidos. Quando surge a notícia de um lugar seguro longe dali, a família precisa remar por dias em um rio perigoso, de olhos vendados. 

Quando surgiu a pergunta se a origem das criaturas seria revelada, Josh não quis revelar muito, mas respondeu que serão dados mais detalhes tanto da protagonista quanto das criaturas.

JOSH MALERMAN também é autor de Uma casa no fundo de um lago e Piano vermelho. O último está com uma adaptação cinematográfica em desenvolvimento com produção a cargo da Scott Free, empresa do renomado diretor Ridley Scott. Ainda não há previsão de estreia para o filme.


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Séries

NCIS | 16ª temporada da série ganha data de estreia no Brasil

A tensão aumenta com a chegada de novos casos.

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Na 16º temporada da aclamada série policial NCIS, a equipe de investigação da agência federal de Washington continua investigando os principais crimes envolvendo a Marinha dos Estados Unidos e o Corpo de Fuzileiros Navais. Agora, com o agente especial supervisor, Leroy Jethro Gibbs (Mark Harmon), em nova posição, a equipe do NCIS investiga até a pista mais insignificante em busca de soluções para casos antigos e novos da trama, que está de volta ao AXN, a partir do dia 26 de março, às 22h.

Após o sequestro do Diretor Leon Vance (Rocky Carroll) no final da temporada anterior, Gibbs assume provisoriamente o cargo de diretor interino do NCIS, ao mesmo tempo que precisa conduzir seus agentes nas novas missões. Logo no primeiro episódio, Gibbs e sua equipe reúnem todas as habilidades numa busca incansável por Vance em todas as partes do mundo.

O 16º ano de NCIS ainda traz revelações surpreendentes sobre a morte de Ziva David (Cote de Pablo) e os casos que estavam sendo investigados pela agente especial na 13ª temporada. Outra novidade é que com a saída da excêntrica personagem Abby Sciuto (interpretada por Pauley Perrette nas 15 temporadas anteriores), a atriz Diona Reasonover, que já havia feito participações na série como a cientista forense, Kasie Hines, passa para o elenco regular.

A tensão aumenta com a chegada de novos casos, entre eles, o de um criminoso que busca vingança e ameaça acabar com os Estados Unidos, o de vizinhos peculiares de um tenente da Marinha que são os principais suspeitos de um assassinato e o de Washington sendo tomada por uma onda de ataques explosivos. Caberá somente a equipe do NCIS desvendar todos os crimes e impedir que mais mortes ocorram na cidade.

Na nova temporada apenas dois dos cinco membros originais, Mark Harmon e David  McCallum, permanecem no elenco. Juntam-se a eles: Sean Murray, Emily Wickersham, Brian Dietzen, Wilmer Valderrama e Maria Bello.

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Séries

Disney+ vai adaptar os quadrinhos “What If”, da Marvel

Série animada não fará parte do MCU.

A plataforma de streaming da Disney está desenvolvendo uma série animada baseada nos quadrinhos “What If”, da Marvel!

Assim como o material original, produção explorará cenários alternativos para os personagens mais queridos e amados da editora. São mudanças súbitas como, por exemplo, Tio Ben sobrevivendo, Homem-Aranha se juntando ao Quarteto-Fantástico, ou Thanos se aliando aos Vingadores.

É justamente por esta razão que a série não fará parte do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU). Ela será trabalhada como uma antologia, assim como nos quadrinhos.

O presidente da Marvel Studios, Kevin Feige, supervisionará o projeto.

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