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Críticas de Séries

Crítica | Stranger Things – 2ª Temporada

Divulgação/Netflix

Stranger Things 2, tomando como metáfora uma outra história (bem melhor) com monstros, é como pouca manteiga em uma grande fatia de pão: é uma história curta, espaçada em nove episódios, algo já comum na Netflix em esticar suas historietas.

A trama criada pelos Duffer Brothers, ancorados na nostalgia que os millenials mais velhos, o público alvo da Netflix, sentem pela infância e tudo que caracteriza os anos 1980, volta para responder perguntas deixadas no primeiro ano e para apresentar novos questionamentos.

Os elementos da primeira temporada estão todos lá, a amizade, o olhar infantil e inocente sobre o mundo, os adultos dispersos e, claro, o clima de tensão e terror dos filmes 80’s que contamina até quem não viveu a década perdida em frente à TV.

Para a saga, desta vez, a Netflix abriu os cofres, há mais a se ver, efeitos mais próximos dos olhos, por assim dizer. Algo natural e bem-vindo, uma vez que agora há a certeza de sucesso.

O elenco também foi expandido, uma nova criança para a turma, novos adultos, incluindo o excelente Sean Astin (o eterno Sam de Senhor dos Anéis). As famílias de Lucas, Dustin e Barb ganharam mais atenção. E a pequena Erika, irmã de Lucas é um brilho à parte, ainda que com aparições pequenas.

Joyce é a adulta que não perdeu a alma, ela ainda é a mãe que olha o filho com atenção e ouve o que ele tem a dizer, quando ninguém mais o faz. Um papel que só poderia cair mesmo nas mãos de Winona Ryder, a eterna musa dark.

O começo da temporada é um deleite aos olhos. Cortes de cena bem amarrados, pequenos detalhes em espelhos, gotas e olhares. Do meio para o final, infelizmente há um desleixe nesse quesito, o que acaba por estragar um pouco a experiência.

Um outro conceito presente na série desde o começo, mas nunca antes verbalizado, desta vez o foi: magia é apenas ciência que ainda não foi devidamente explicada. Uma nova criança do Laboratório Nacional mostra seus poderes de manipulação da mente e pede que se pense nisso como mágica.

Em certos momentos, Eleven parece mesmo estar fazendo um ritual mágico, sentada, de olhos vendados e concentrada, ainda que envolva aparelhos eletrônicos em estática. A Millie Bobby está ótima. Com uma agenda própria, ela alarga a visão do espectador para longe do drama de Hawkins. A sua jornada é grandiosa, ainda que enfadonha em alguns momentos.

E Stranger Things é isso, é onde a ciência experimental e ocupa, nem sempre ética e que gera conspirações, encontra a magia, seja ela dentro de board-games, fliperamas ou no amor sincero entre crianças que enfrentam a face do mal, dentro e fora de si mesmas, juntas.

A série pode ser conferida na íntegra na Netflix, e a maratona quase obrigatória para não perder o interesse.

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