Review | She-Ra e as Princesas do Poder (3ª Temp.)

Review | She-Ra e as Princesas do Poder (3ª Temp.)

Começo esse review pedindo desculpas ao leitores deste site que discordaram da minha análise da temporada anterior de She-Ra. Esse pedido de desculpas, no entanto, não tira o mérito da série e nem desfaz meu pensamento: a segunda temporada foi muito legal sim e mereceu cada raio!Mas vamos ao que importa: a terceira temporada.

A pergunta que ficou da temporada passada era a respeito de quem de fato foram (ou são) os Primeiros. A showrunner Noelle Stevenson ainda não respondeu em totalidade essa questão, mas deu pistas bastantes congruentes para uma solução por parte de quem acompanha a animação da DreamWorks na Netflix.

Cheguei ao fim dos seis episódios cheio de teorias, a mais firme delas é de que os Primeiros na verdade são o povo de Ethernia. O que nos leva a uma expansão da série para mais profundo no universo da franquia Masters of the Universe da Mattel. Será que na quarta temporada veremos personagens como Adam, Mentor e Feiticeira dando as caras? Reconheço que é difícil, mas não impossível.

Se Noelle pretende dar fluxo à trama – como fez ao mostrar o Mestre da Horda (Horde Prime) – novos personagens obviamente serão integrados a partir das temporadas futuras. Personagens como Zed , o filho dele, podem dar a nova tônica nas vilanias. Vale lembrar que agora Mara, a She-Ra anterior, é uma referência direta a personagem homônima da série The New Adventure of He-Man (1989), que é sequência direta da animação clássica do protetor do Castelo de GraySkull, mas em uma aventura ambientada num clima sci-fi no espaço. Muita coisa boa vem por aí!

Fora especulações, a 3ª temporada de She-Ra reservou-nos muitos momentos de ação e veio numa crescente narrativa bem compactada, mas esclarecedora. Abdicando dos alívios cômicos usados em excesso na temporada anterior, tivemos finalmente a construção das personalidades de Adora e Felina estabelecidas. A rivalidade entre as duas agora tem um motivo real para existir. Felina é mal compreendida? É! Mas isso não justifica suas escolhas cheias de decisões egoístas.

O que nos leva a discutir outra personagem que evoluiu bastante: Scorpia. A figura que Scorpia retrata na trama é a de uma amiga de verdade. Creio que não há ninguém que torça contra ela mesmo sendo da Horda. Me pergunto apenas se será capaz de ainda ser o lastro que segura a impavidez de Felina. Na série clássica Scorpia é uma vilão total, mas seria interessante vê-la juntando-se a Rebelião pelo bem da pessoa que ama.

Nos dois episódios finais há meio que uma amarração dos eventos ocorridos até aqui. Muito provavelmente a quarta temporada deverá se construir em dois tipo de rotas: 1) a introdução dos outros mundos do universo de Masters of the Universe; 2) O momento do flashback.

Minha aposta é a número 02. A aparição da antiga She-Ra e o provável fato de o Rei Maika estar vivo (e deve aparecer como Cavaleiro Vermelho em breve) são as premissas que darão fôlego ao que vem por aí. Isso porque com a queda da Zona do Medo, Hordak precisará se recuperar até a chegada de reforços. Então, antes de termos novos acontecimentos, já está na hora de a animação nos contar um pouco mais sobre o seu passado e responder dúvidas ainda remanescentes. O que deixa também a pergunta: quando Sombria vai traí-los? E por quê?

Bom, temporada de hype muito alto para suposições e teorias, mas que deixou bem claro que ainda tem muito a oferecer tanto para os fãs da narrativa clássica quanto para quem vem se surpreendendo a cada episódio com esse reboot tão atual e criativo. Seguimos firmes acompanhando “Pela Honra de GraySkull!”.

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