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Críticas de Séries

Review | Mr. Robot volta questionando a realidade em novo nível

Mr. Robot é o Diabo e existem mundos paralelos!

Reprodução/USA

A instalação anticapitalismo de Sam Esmail, Mr. Robot, sempre questionou a realidade, é uma de suas premissas básicas, aliás, questionar tudo. Estamos acordados? Nosso amigo imaginário está fazendo coisas às nossas custas? Estamos subvertendo o sistema ou ele está apenas nos usando em um modo reverso?

Na terceira temporada a realidade geral, como percebida por todos, está sendo questionada. O tempo e espaço que vemos na tela pode não o único disponível no mundo de Esmail.

Pegando duas passagens muito peculiares da première “_power-saver-mode.h”, é possível especular, com boa percentagem de acerto, que uma matrix está sendo preparada para Mr. Robot.

Primeiro, um grupo de engenheiros passeia pelas instalações do reator de partículas do Dark Army. O líder da excursão explica aos outros que tudo que eles sentem, fazem, está sendo desenvolvido ao mesmo tempo em uma realidade paralela.

Tempos depois, em uma conversa com Eliott, Angela diz “e se eu te dissesse que podemos fazer que nada disso tenha acontecido?”

A ideia de viagem no tempo, mais próxima à fala de Angela, pode ser já retirada do tabuleiro, uma vez que Sam Esmail declarou que não é essa a questão. Enquanto isso, a ideia de universos paralelos, que poderiam ter seus caminhos abertos pelo reator de partículas do Dark Army é a aposta mais certeira.

Outros pontos interessantes do episódio, claro, a aparição do “fixer” (o cara que arruma as coisas) Irving, interpretado por Bobby Cannavale, e o fato de que Angela está tentando retirar informações de Eliott para dar ao FBI.

Em determinado momento, os dois irmãos entram em um bar de competição de hackers chamado 1984, e um olho do Grande Irmão está grudado na parede, como que indicado à todos que Angela está espionando em Eliott.

Já Irving traz o alívio cômico certeiro para uma série com temas tão difíceis de digerir.

Falando em ideias difíceis: o Mr. Robot é o Diabo.

Se toda a temporada seguir o ritmo do episódio de estreia, Mr. Robot encontrou o seu ponto de equilíbrio entre seus dois primeiros anos ao mesmo tempo em que abre espaço para, literalmente, todo um novo universo.

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