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Críticas de Séries

Crítica | Dark – 1ª temporada

A série é a primeira produção original alemã da Netflix.

Na última sexta-feira (01), a Netflix adicionou ao seu catálogo sua primeira série original alemã: Dark. Apesar de não ter tido um hype tão grande em sua divulgação, agora, após seu lançamento, a série já começou a ser mais falada e até mesmo comparada com outras produções do streaming, como Stranger Things e The OA.

Dark é ambientada na cidade alemã de Winden, cercada por uma imensa floresta gélida e que tem uma estação de energia nuclear em suas imediações. A série começa com a notícia do desaparecimento do garoto Erik (Paul Radom), de 15 anos, deixando os moradores da cidade preocupados.

A partir disso, somos apresentados àqueles personagens que se tornam centrais na trama: Jonas (Louis Hofmann), jovem obrigado a lidar com os traumas do misterioso suicídio do próprio pai; Ulrich Nielsen (Oliver Masucci) que busca seu caçula, Mikkel (Daan Lennard Liebrenz), que desaparece logo no início da temporada, e Hannah (Maja Schöne), mãe de Jonas e amante de Ulrich.

No primeiro episódio a semelhança com Stranger Things é muito evidente: crianças sumindo, músicas dos anos 80 tocando. Mas logo surgem também as primeiras questões: para onde as crianças estão indo? Outro mundo invertido? Por que músicas dos anos 80 se a série se passa em 2019?

Dark tem um piloto com ritmo intenso e instigador, mas acaba se tornando uma narrativa longa e lenta durante quatro episódios seguidos. Um arsenal de questões são apresentadas ao público, mas poucas são respondidas de maneira clara. Talvez uma das maiores dificuldades para Dark não ter tido uma execução de excelência tenha sido a forma escolhida para ligar três linhas do tempo de forma menos bagunçada.

Não podemos dar a Dark o título de série rasa e sem sentido. Ela é complexa. Algumas técnicas poderiam ter sido melhor utilizadas para deixar a narrativa um pouco mais compreensível, mas talvez tenha sido esse mesmo o objetivo dos criadores: mostrar o lado negro de uma lua.

Tivemos muitos desafios no que diz respeito a como construiríamos a história e se nossa audiência conseguiria entendê-la desde o começo. Mas nos concentramos em que história queríamos contar. Se algumas pessoas não conseguirem se conectar por achar a história complexa demais, não tem problema. No fim, é uma história que nós amamos contar”, revelou Baran bo Odar, um dos criadores.

Dark também não será reconhecida como a série dos diálogos incríveis. O silêncio predomina, mas isso é suprido com a bela fotografia da série (e escura, como o próprio nome diz). A trilha sonora de Dark também é incrível, talvez a melhor coisa de toda a série.

Mais uma vez a Netflix nos apresenta uma narrativa que vai além do que esperamos, porém sem mundo invertido ou anjos presos em um porão. Dark é um grande questionamento sobre o tempo. A narrativa cíclica se encerra dando uma brecha para continuação, que poderia ser satisfatória dado ao fato de não termos 2/3 das respostas de questões criadas nos 10 episódios de sua primeira temporada.

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