Connect with us

Críticas

Review | AHS: Apocalypse – Could It Be… Satan? (Ep4)

Surpreendendo todas as expectativas, podemos ter tido o melhor EP da temporada.

Como previsto, Apocalypse iria iniciar de fato a partir do episódio 4. Porém, muito além do que se era esperado, Could It Be… Satan? pode ter se tornado o melhor episódio da oitava temporada (até então), e um dos melhores da história da série.

A relação entre Michael e Mrs. Mead, uma robô baseada em uma mulher que marcou a vida de Michael – que poderia ser sua avó, Constance, papel interpretado por Jessica Lange que deve retornar no episódio 6. O momento de fofura é interrompido ao anticristo sentir a presença de outra magia dentro do Outpost: nosso clã de Coven, representado por Cordelia, Madison e Myrthle, que acabam de ressuscitar Coco, Mallory e Dinah.

O drama se instala nesse momento, em que Michael confronta as bruxas. Como também foi previsto, este seria um episódio de flashbacks, e isso se concretizou. Podemos entender, então, o que ocorreu para que Michael e Mrs. Mead fossem separados. Entendemos também o que o Outpost 3 era três anos antes dos ataques nucleares, e essa pode ter sido uma das revelações mais importantes da temporada.

O prédio funcionava como uma escola bruxa para garotos. Assim como Cordelia, a Suprema, coordena a Robicheaux’s Academy, a escola Warlock é coordenada por Ariel, o Grão-Chanceler. Este personagem é o mesmo responsável por trazer Michael para a escola, que surpreende o corpo docente ao apresentar suas habilidades. O ponto é: nunca na história houve um bruxo Alfa, aquele que se torna o “Supremo”. Esse posto sempre foi tomado pelas mulheres. Logo, uma reunião com o conselho é marcada, e Cordelia, Myrtle e Zoe convocadas para ir na escola. O conselho da escola quer que a Suprema faça o teste das Sete Maravilhas, mas logo ela declina, afirmando que ela estaria condenando Michael à sua morte.

Bem, se ultrapassarmos a história desse ponto, levaríamos a review para uma enxurrada de spoilers que merecem, antes de tudo, serem assistidos a primeira mão. Com tudo, podemos afirmar que os 40 minutos de duração de Could It Be… Satan? podem ter se tornado os 40 minutos mais afrontosos da história de AHS.

O episódio surpreende nos quesitos de atuação, reviravoltas e efeitos visuais. Em nenhum momento a história dá uma “pausa” na onda de informações vindas de todos os lados. Podemos afirmar aqui que a temporada se trata de uma briga entre o anticristo com as bruxas. Elas não aceitaram submeter Michael ao teste, mas ele, usando seus poderes mais que evoluídos em comparação aos outros bruxos, prova que possui habilidade de se tornar Alfa, mesmo não podendo fazer isso, já que ele não é bruxo, e sim um filho de um humano com um espírito.

Os flashbacks de Could It Be… Satan? são excelentes. Eles são cerca de 80% do episódio, então, devem ser bons mesmo. Também fomos presenteados com grandes performances, principalmente vindas de Sarah Paulson e Cody Fern, impulsionando o episódio num nível hipnotizante, e o final deixa o espectador com perguntas e emoção para a continuação da história. Amarrar em trama e personagens de Murder House, Coven e agora Hotel (surpresa!) poderia ter se tornado um péssimo fan service, mas isso não aconteceu.

Como bem sabemos, AHS pode perder o equilíbrio até o final da temporada, mas esperamos que isso não aconteça aqui. O ritmo de todas as revelações e retornos de personagens é absolutamente perfeito nesta temporada; nada se saiu apressado ou esbofeteado como somos acostumados a receber. Cada nova informação acrescenta a antecipação de descobrir o que acontecerá a seguir e, no final de contas, toda a história de fundo está fazendo sentindo e sendo interessante.

Em alta agora