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Na Ilha

Quelly | Mostra Nacional de Cinema de Gênero

Todas as produções são inéditas no Maranhão.

Em junho, mês da diversidade, o CCVM apresenta mostra de filmes inéditos no Maranhão. O Centro Cultural Vale Maranhão recebe, nos dias 11 e 12, a Mostra Quelly. A programação traz filmes premiados e que fizeram sucesso em festivais nacionais e internacionais.

A Mostra, criada pelo cineasta George Pedrosa, em parceria com os produtores Josh Baconi e Gabriel Marques, foi selecionada no Edital Pátio Aberto 2019. A programação traz seis curtas metragens e um longa, produzidos em diversas regiões do país, que representam o olhar de cineastas brasileiros sobre a temática LGBTQ+. O título da Mostra é uma homenagem à transexual Quelly da Silva, morta em janeiro deste ano, vítima de transfobia.

George Pedrosa, responsável pela seleção dos filmes, explica a motivação da Mostra: “São títulos que possuem uma abordagem única sobre a vivência LGBTQ+. Queremos não só exibir filmes de boa qualidade, mas também criar uma oportunidade para os realizadores locais conhecerem o que está sendo feito e serem estimulados a criar projetos nesse campo.”

A diretora do Centro Cultural Vale Maranhão destaca a diversidade dos projetos selecionados pelo edital Pátio Aberto em termos de linguagens e temáticas: “um centro cultural deve estar atento e abrir espaço para a pluralidade de linguagens da cultura e também para os temas contundentes que estão sendo abordados por criadores no mundo todo, as questões de gênero estão entre estes temas e são foco de uma extensa e expressiva produção nas artes visuais, no cinema, no teatro, na dança, enfim, na literatura”.

Toda programação é gratuita. A Classificação Indicativa é 18 anos. Os ingressos para as sessões serão distribuídos no dia da exibição dos filmes, a partir das 18h, mediante apresentação de carteira de identidade (RG).

Programação

Dia 11 (terça)

18h Entrega de ingressos

19h Abertura do evento: Apresentação da Mostra e performance com as Drags Britnega e Blue Berry

19h30 Exibição dos filmes:

Vaca Profana 

Direção: René Guerra

Ficção / Duração: 15 min./ São Paulo, 2017/ classificação 18 anos.

Aborda a maternidade por uma travesti. A história gira em torno do seu desejo de ser mãe e sua relação com a vizinha, que possui uma filha recém-nascida, mas não se identifica com as responsabilidades que envolvem uma criança. O filme participou dos festivais: Queer Lisboa – Lisbon Gay and Lesbian (2018), foi premiado como melhor filme no 19º Festival Kinoarte de Cinema (2017), em Londrina e foi escolhido como o melhor curta (voto popular), no Festival do Rio (2017).

Ilha

Direção: Ary Rosa e Glenda Nicácio

Ficção/ Duração: 94 min./ Bahia, 2018 / classificação 18 anos.

Emerson, um jovem da periferia, quer fazer um filme sobre sua história na Ilha, lugar de onde as pessoas ali nascidas não conseguem sair. A dupla de cineastas baianos lança mão da metalinguagem e outras experiências estéticas para tratar sobre representatividades negra, gay e regional, trazendo à tona também o fazer cinematográfico. O filme teve destaque no 59ª Festival de Brasília, em 2018.

Dia 12  (quarta)

18h – Entrega de ingressos

19h – Apresentação da Mostra

19h15 – Exibição dos filmes

Vigia

Direção: João Victor Borges

Ficção/Duração: 22 min./Rio de Janeiro, 2018/ classificação 18 anos

Primeiro filme do diretor, seu roteiro foi contemplado pelo Laboratório Roteiristas Estreantes, da Escola de Cinema Darcy Ribeiro (RJ). Um vigia de supermercado trabalha revistando jovens de mochila nas costas – em sua maioria negros – que transitam entre as prateleiras de produtos, seu colega, atendente de caixa, é gay. A crítica social e a afetividade, iniciada pela identificação de classe que os une, permeiam a ficção que tem um final surpreendente. Premiado melhor filme e melhor ator no 14º Cinefest Gato Preto, em São Paulo e vencedor do Prêmio Cine França-Brasil, no 7º Curta Brasília.

Majur 

Direção: Rafael Irineu

Documentário/ Duração: 20 min./Mato Grosso, 2018/ classificação 18 anos.

O documentário conta a história de uma indígena transgênero do povo Baroro, chefe da comunicação de sua aldeia eporta-voz de um dos mais tradicionais povos do Brasil. Após a estreia do filme, a repercussão positiva, colaborou para que a orientação sexual de Majur se tornasse pública e respeitada por todos. O curta foi selecionado para mais de 30 festivais nacionais e internacionais, e foi destaque na Mostra Competitiva de curtas metragens do 47º Festival de Gramado, em 2018.

NEGRUM3

Direção: Diego Paulino

Ficção/ Duração: 22 min./São Paulo, 2018/classificação 18 anos

Filme‐ensaio sobre negritude e as aspirações dos filhos da diáspora africana no Brasil. Recebeu os prêmios de melhor curta pelo júri popular e Prêmio Canal Brasil na 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes (2019), foi premiado como melhor curta no 13º Encontro de Cinema e Vídeo do Sertões (2018).

Inconfissões

Direção: Ana Galizia

Documentário/ Duração: 22 min./Rio de Janeiro, 2017/ classificação 18 anos

O filme sobre Luiz Roberto Galizia, tio da diretora e figura atuante no movimento teatral nas décadas de 70 e 80, relata como a comunidade LGBT e a sociedade enxergavam a AIDS naquela época. Foi realizado com imagens de arquivos fotográficos e filmagens em Super 8 por ele realizadas

MC Jess 

Direção: Carla Villa-Lobos

Ficção/Duração: 20min./ Rio de Janeiro, 2018/ classificação 18 anos.

MC Jess acompanha o cotidiano de uma poeta negra, lésbica e moradora da favela da Maré, no Rio de Janeiro, que busca na arte libertação e acolhimento. A protagonista do filme é Carol Dall Farra (Mc Jess), que fora das telas, produz o Slam das Minas, um espaço para mulheres recitarem suas poesias na rua. O filme foi selecionado para participar em junho deste ano, do 43º Frameline, maior e mais antigo festival de cinema LGBTQ, que acontece em São Francisco, nos Estados Unidos.

Na Ilha

The Caldo de Cana lança os singles “Você Me Usou” e “Aliciando”, prévias do disco de estreia

Ambas as faixas já estão disponíveis nas principais plataformas de música digital. Duo foi selecionado no edital do Itaú Cultural em 2020

(Capa do single "Você me usou". Ilustração: Gabriel Hislla)

Com inspiração em sonoridades regionais, a dupla The Caldo de Cana está prestes a lançar o seu primeiro álbum de estúdio. Para dar o gostinho do que está por vir, Benedicto Lima e Felipe Costa Cruz (conhecidos na cena musical maranhense como “Bené” e “Felipe Mestre”) lançam os primeiros singles da carreira: as dançantes “Você Me Usou” e “Aliciando”, disponíveis nas principais plataformas de música digital.

Os primeiros singles do grupo resumem bem a alma do projeto, criando uma energia ímpar para criar uma grande festa. As músicas são composições de Benedicto Lima e Felipe Costa Cruz, que trabalham juntos no duo desde 2017. O estilo musical da dupla foi criado pela própria The Caldo de Cana: o “Afrorróbaioquebeat”, uma mistura que vai do afrobeat ao forró, passando pelo baião e ritmos caribenhos, com espaço ainda para o folk, xaxado, brega, bolero e a techno-embolada.

“O propósito da The Caldo de Cana é justamente esse: de divertir todo mundo. De criar essa vontade de se mexer, abraçar, dançar, suar, beber, beijar, talvez chorar um pouco pra rir bastante logo depois”, pontua o compositor. 

“A The Caldo de Cana foi criada em 2017 e logo no início já tínhamos algumas composições próprias. Queríamos fazer algo apenas autoral, e aí surgiu a ideia de levar em frente a banda, com esse objetivo. Começamos a compor muito, juntando mais composições as que já existiam. Assim nosso repertório foi ganhando corpo. E acabamos selecionando pra dupla as músicas que mais tinham a ver com a sonoridade que queríamos no momento”, afirma Bené.

“Você Me Usou” foi composta em 2016 e carrega, em sua melodia e suas referências, as memórias do município de Alcântara e das lembranças de grandes artistas brasileiros do brega, como Reginaldo Rossi, Altemar Dutra, entre outros.

Já “Aliciando”, feita em 2019, está entre as composições da dupla que foram criadas à distância – ambos trocando tanto letras quanto melodias por WhatsApp. “A princípio, era uma bossa nova e transformamos em brega. […] Bené veio pra São Luís e, em uma semana, terminamos a música. E já pensávamos com um formato brega”, analisa Felipe. A faixa, inclusive, foi premiada na edição 2019 do Festival Nacional de Música de Imperatriz (FMI), como Melhor Música.

“Tanto ‘Você Me Usou’ e ‘Aliciando’ se traduzem em uma simples, mas importante mensagem: ‘Curta esse momento. Aqui, agora. A vida é uma festa’”, comenta Felipe.

As faixas “Você Me Usou” e “Aliciando” antecipam o primeiro disco homônimo da The Caldo de Cana, que foi gravado na CASA LOCA, com produção de Adnon Soares (Casa Loca, Marcos Lamy, Gu7o, RAUCHOA, Bimbo, Soulvenir, Paulão, entre outros). A previsão de lançamento do álbum é para o inicio do segundo semestre de 2020.

Ouça Você me usou:

Ouça “Aliciando:

Itaú Cultural

Em 2020, o duo maranhense The Caldo de Cana esteve entre os 200 trabalhos selecionados no segundo edital da série Arte como respiro: múltiplos editais de emergência, do Itaú Cultural.

O edital, que tem o objetivo de acolher e apoiar os artistas sujeitos a atuar isoladamente e sem remuneração durante o período de recolhimento, selecionou o duo do Maranhão entre mais de 12 mil trabalhos inscritos.

Além da The Caldo de Cana, outros quatro artistas maranhenses foram selecionados. São eles: Banda Cena Roots, Jefferson Carvalho, Boi do Una e Dicy.

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Na Ilha

Projeto nacional do Sesc seleciona 15 artistas maranhenses para apresentações culturais

O Nordeste ficou em segundo lugar no ranking de propostas contempladas.

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Vinaa foi um dos artistas selecionados pelo projeto cultural. (Foto: divulgação)

A pesquisa de Percepção dos Impactos da Covid-19 nos Setores Culturais e Criativos do Brasil, divulgada na segunda (29), revelou que os artistas foram os mais afetados pela pandemia. Nesse momento delicado para o setor, o Sesc fortalece essa rede levando para o público apresentações em formato digital, nos mais diversos segmentos, por meio do projeto Sesc Cultura ConVIDA! Selecionando 470 trabalhos artísticos, o Nordeste ficou em segundo lugar no ranking de propostas contempladas, com 30,85%, e desse total quinze maranhenses foram selecionados.

As comissões de seleção, compostas por profissionais de Cultura do Sesc, consideraram a acessibilidade, representatividade e proporcionalidade a partir de uma perspectiva interseccional, territorial e geracional, das propostas nas suas múltiplas expressões, tendo como base a Política Cultural do Sesc (2015), principalmente no quesito da diversidade.

Das propostas contempladas, 7,66% são do Centro-Oeste, 30,85% do Nordeste, 9,15% do Norte, 41,70% do Sudeste e 10,64% da região Sul e 61,06% têm mulheres como proponentes, 33,62% homens e 5,32% não cisgêneros. No recorte de raça, 5,32% das propostas contempladas do Sesc Cultura ConVIDA! foram apresentadas por indígenas, 1,70% por amarelos, 28,94% por pardos, 31, 91% por negros e 32,13% por pessoas brancas.

O Maranhão está bem representado no projeto Sesc Cultura ConVIDA! e terá a oportunidade de divulgar nacionalmente suas tradições e talento. Na lista de aprovados, 11 artistas de São Luís, 1 de Paço do Lumiar, 1 São José de Ribamar e 2 de Cururupu. São eles: Amanda Mendes, Andressa Cabral, Camila Bezerra, Cleosvaldo Diniz, Daniel Ferreira, Emilia Justina, Fernanda Monteiro (Grupo Afrôs), Geane Viana, Igor Carvalho, Isabelle Passinho, Dinho Araújo, Edi Bruzaca, Luiz Vinicius Muniz, Silvana Pinto e  Ywira Ka’i.

 Com o Sesc Cultura ConVIDA!, o Sesc contribui para o fomento e a difusão da economia criativa no Brasil por meio do incentivo à pesquisa e à produção nas diversas manifestações artísticas e a valorização do patrimônio cultural brasileiro, reafirmando o papel inovador e propositivo da instituição na promoção de ações para o desenvolvimento humano e social.

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Eventos

Festival Guarnicê de Cinema anuncia edição virtual para 2020, devido à pandemia

A 43ª edição do evento será realizada de 14 a 21 de outubro, com mostras competitivas e premiações.

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(Foto: divulgação)

O Festival Guarnicê de Cinema anunciou algumas modificações em seu formato, para que o evento ocorra ainda este ano. Em razão da pandemia do novo Coronavírus, o festival que reúne o público para prestigiar produções audiovisuais será realizado virtualmente.

A 43ª edição do Festival Guarnicê de Cinema será de 14 a 21 de outubro de 2020, de forma totalmente online. O comitê organizador do festival garantiu todas as mostras competitivas e premiações, conforme previsto no edital do evento.

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Inicialmente, a edição 2020 do evento havia sido programada para ocorrer em junho e pelas circunstâncias da Covid-19 precisou ser adiado. A realização do Festival Guarnicê de Cinema é da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec), via Diretoria de Assuntos Culturais (Dac), com apoio de instituições públicas e empresas.

Com o objetivo de difundir produções audiovisuais e promover o intercâmbio entre realizadores de países ibero-americanos e de língua portuguesa, o Guarnicê reúne mostras competitivas nacionais de curtas e longas, e, exclusivas aos realizadores maranhenses, mostras competitivas estaduais de curtíssimas, curtas e longas. Além de ser composto, também, pela categoria de reportagem televisiva de caráter documental e especial, seriada ou não; videoclipe e filme publicitário.

Premiações

As premiações oficiais são a de melhor longa nacional, que receberá o Troféu Guarnicê mais R$ 23 mil reais, dedutíveis de impostos; melhor curta nacional, que receberá o Troféu Guarnicê e mais R$ 12 mil reais, também dedutíveis de impostos, e o Prêmio Assembleia ao melhor filme realizado por maranhenses com premiação em dinheiro de 10 salários mínimos, também dedutíveis de impostos.

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