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Filmes

Quando a sétima arte encontra os Beatles

Além dos documentários, histórias dramatizadas com os Beatles sempre renderam bons filmes ao cinema

Foto: Reprodução

Dia desses de agosto, Sean Ono Lennon e James McCartney, filhos desses caras mesmo que vocês estão imaginando, postaram uma foto juntos no Instagram que levou os fãs de Beatles a loucura. A imagem já gerou o burburinho de que é possível que eles estejam trabalhando em uma música (só porque James está segurando um violão). Histerias a parte, fato é que, tudo o que movimenta o nome dos Fab Four já causa impacto.

Sean (filho de John Lennon) e James (filho de Paul McCaratney)

E, claro, o cinema também se aproveitou disso. Afinal, apesar do pouco tempo juntos como banda (1960 – 1970), histórias curiosas envolvendo os caras é o que não faltam. Ou seja: quando o assunto são os Beatles sempre haverá algo para contar. Ainda bem.

Sejam fatos ou ficções, existirá, em algum momento, um ponto de vista diferente ou uma história não tão conhecida. Living in a Material World (2011), documentário de Martin Scorsese, por exemplo, é as duas coisas. O filme mostra a trajetória do guitarrista George Harrison pelas lentes de um diretor, cuja relação com a música é menor do que a sua admiração pelo enorme ser-humano que foi o Beatle. É um item valioso, que nos faz renovar, em pleno século XXI, tudo aquilo que já tínhamos sentido depois de ouvir os discos.

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A mesmíssima emoção é ver Os EUA x John Lennon, em que, o bom, velho e genioso músico, conta como criou alguns problemas por posicionar-se politicamente em um país que possui formas de pensar bem diferentes das do velho continente.

Mas, ainda assim, são documentos reais. São filmes com passagens da vida de ícones, narradas por eles, com a participação deles e dentro de uma verdade indiscutível. Há, porém, as produções que são alegorias emocionantes (dramáticas ou divertidas… ou ambos) sobre partes das vidas desses caras. De verdade contestada, cuja intenção é transformar o mito em personagem. Afinal, suas jornadas trazem tantas e tantas ocorrências incríveis que não faz mal algum romantizar algum ponto aqui e outra acolá.

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No caso dos Beatles, ainda menos. Sendo verdade absoluta ou não… quem se importa? O universo que construíram era algo tão mágico, tão genial, que, quanto mais histórias, quanto mais ideias, quanto mais invenções e referências, mais seguem vivas as suas contribuições para a história da humanidade.

Vão aqui, então, quatro filmes ficcionais sobre os Beatles que valem a pena conferir.

Febre de Juventude (I Wanna Hold Your Hand – 1978)

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A dupla Robert Zemeckis e StevenSpielberg – diretor e produtor respectivamente – antes de iniciar a trilogia de Marty McFly fizeram esse filme sobre fãs. Na verdade, fãs dos Beatles, que era algo muito mais louco do que ser simplesmente qualquer fã. O ano é 1964 e os Beatles fazem sua primeira viagem aos EUA. Uma turma de quatro meninas e dois meninos está nas ruas para tentar se aproximar de alguma maneira da banda e, quem sabe, até conseguir um ingresso para o show no Ed Sullivan. As inúmeras situações inusitadas que eles irão passar fazem do filme um dos mais divertidos sobre os caras.

O Garoto de Liverpool (Nowhere Boy – 2009)

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Até mais do que a morte, essa é a passagem mais dramática da vida de John Lennon. A história narra sua adolescência triste e conturbada. Criado por sua tia Mimi, ele finalmente tem o contato com sua mãe, Julia, que reaparece depois de ter sumido quando ele ainda era criança. Enquanto está tentando fazer as pazes, rever sua revolta e formar a banda, ela morre tragicamente em um acidente de carro. Em toda a sua vida, John jamais se recuperou inteiramente dessa relação de amor e ódio. O filme tem uma ótima condução e trata de forma intensa a relação familiar, sem passar o pano para Lennon, que tinha uma personalidade canalha moldada por todos os seus traumas. Bacana também as boas referências (algumas romantizadas demais) sobre o encontro de Lennonn com Paul e George. Destaque para a atuação magnífica de Aaron Taylor Johnson.

Os Cinco Rapazes de Liverpool (Backbeat – 1993)

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Essa história é uma das minhas preferidas, pois narra a formação original da banda e como tudo começou. Nem todos sabem, mas os Beatles eram cinco. O quinto membro era o melhor amigo de Lennon, Stuart Sutcliffe. Quando se apresentavam, em Hamburgo, na Alemanha, eram um bando de garotos de 17 e 18 anos e Stu, em contato com um país diferente, crê que seu verdadeiro talento não era o baixo (e não era mesmo), mas sim pintar quadros. O filme apresenta ainda, o primeiro contato dos caras com um verdadeiro pub de música, a noitada, as drogas (para se manterem acordados), os amores, a amizade, as divergências, os contratos… e a tragédia. Para completar, a trilha sonora é fantástica.

Tudo Entre Nós (Two of Us – 2000)

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Ao ver esse filme há um exercício imediato: esqueçam as semelhanças físicas. Os atores vão respeitar trejeitos, mas é só. Vale muito mais, portanto, a história. Eu diria, a melhor, história de ficção sobre os Beatles. Que, na verdade, pode ter acontecido mesmo. Talvez não desse jeito exatamente, mas… próximo. O filme narra um possível encontro entre Lennon e McCartney, em 24 de abril de 1976, no apartamento de John, em NY, anos depois que a banda se separou. Ambos conversam sobre os tempos de jovens, o início da banda, a carreira solo, a paternidade, o final dos Beatles, algumas diferenças antigas, mas, principalmente, a amizade entre eles. Aí, por uma coincidência do destino, Lorne Michaels, apresentador do Saturday Night Live, faz uma proposta e diz que gostaria que os 4 Beatles fossem até o estúdio (que ficava a poucas quadras do Edifício Dakota). Eles chegaram a considerar e o final… Bom, aí vejam os filmes e deixem a mente viajar.

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