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Prêmio Volts | Nova geração alia criatividade e renovação na música maranhense

Comunidade LGBTQI+ e a sofrência embalaram a cena musical de 2019

Nos últimos anos, o mercado fonográfico maranhense vem passando por um incrível processo criativo e de renovação artística. O ano de 2019, por exemplo, foi marcado por nomes conhecidos, e também novos, engajados em enriquecer o cenário musical do estado. O resultado de todo esse trabalho culminou em lançamentos carregados de referências regionais e com boas doses do que há de melhor na música pop atual.

Ao longo deste ano, o Volts ficou ligado em tudo que rolou no cenário e, por meio de votação aberta ao público, totalizando mais de 34 mil votos, foram eleitos os nomes que estão concorrendo na fase final nas categorias “Cantor”, “Cantora”, “Dupla, Grupo ou Banda”, “Clipe Musical”, “Feat Musical”, “Música” e “Artista Musical”.  Vamos recapitular um pouco do trabalho produzido por alguns dos indicados?

A ascensão drag

No ano passado, Frimes causou reboliço com o lançamento do videoclipe de Fadinha. A produção, que se inspirou em filmes consagrados, como Matrix, foi destaque nos principais portais de música do país e teve exibição de lançamento no Cine Praia Grande, lotando a casa.

Neste ano, a cantora resolveu repetir a dose e lançou seu segundo videoclipe, para o single Pink Money. Entregando uma nova roupagem à música, Frimes, ao lado de Lucas Sá, mesmo diretor de Fadinha, trouxe a típica estética da sua persona drag, uma mistura de dominatrix futurística com paletas de um rosa bizarro.  Não é por acaso que o clipe está entre os indicados na categoria “Clipe Musical” do Prêmio Volts.

Outra concorrente nessa categoria é a drag queen Dominica, que lançou vídeoclipe para a faixa Mais Que Nada no começo deste ano. A produção foi dirigida pelo cineasta Mabu e contou com profissionais do curso de Cinema do IEMA. No clipe, Dominica brincou com diversas referências de produções das cantoras pop internacionais, como Britney Spears, no clipe Toxic, por exemplo.

Para completar a lista, Enme vem fazendo barulho e colocando todo mundo para dançar com a faixa Killa, presente em seu EP de estreia ‘Pandú’, que já possui mais de 100 mil execuções nas plataformas de streaming. O vídeoclipe de divulgação para o single, dirigido por Jessica Lauane, é recheado de elementos típicos do Maranhão, como as pitorescas radiolas de reggae e personagens da lenda do Bumba Meu Boi.

Em recente entrevista ao Volts, Enme revelou que o clipe era um sonho de infância e também a construção de uma identidade marcante que difunda o orgulho pelo Maranhão. Não é por acaso que as fotos de divulgação de ‘Pandú’ foram destaque no site da Vogue Itália. Além de “Videoclipe Musical”, Enme concorre nas categorias “Música”, também com Killa, e “Artista Musical”.

Sentimentos à flor da pele

Para os cantores e compositores do estado, 2019 também foi momento de explorar os tons amargos e dolorosos do amor. Na frágil Não Mate o Meu Querer, single lançado mês passado pela cantora Gabi Carvalho, a solidão e a efemeridade são os sentimentos que embalam os versos da canção. Com arranjo econômico, a faixa traz elementos contidos, como as cordas e as batidas pulsante, que criam uma atmosfera soturna e melancólica para melodia. Gabi Carvalho concorre na categoria “Cantora”, ao lado de Mairla Oliveira e Manú Moura.

Já Yhago Sebaz, indicado na categoria “Artista Musical”, usou desses mesmos sentimentos para dar vida ao álbum ‘Meio Amargo’. O disco resgata experiências conflituosas e vividas pelo cantor em seu último relacionamento. Com letras que retratam relações abusivas, Sebaz buscou no soul, blues e hip-hop as inspirações necessários para transformar a dor de outrora em um catálogo de canções que narram um processo de superação.

https://www.youtube.com/watch?v=gzMiwCcvsKI

Prêmio Volts

A cerimônia da premiação realizada pelo Volts rola na próxima sexta-feira, 29, mas você pode votar até o dia 28. Ao todo, são sete categorias dedicadas exclusivamente à música. Não perde tempo e clique AQUI para votar no seu artista favorito.

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Novo single de Marilyn Manson ganha clipe surrealista

Álbum We are Chaos tem data prevista para 11 de setembro.

Foto: Divulgação

O último álbum de estúdio do cantor Marilyn Manson foi em 2017, de nome Heaven Upside Down. E agora, na última semana, o single “We Are Chaos” foi apresentado, mostrando a canção que fará parte de seu novo álbum de estúdio de mesmo nome. 

O novo álbum teve sua data de lançamento definida para o dia 11 de setembro de 2020 e será divulgado por meio da Universal Music. O cantor também revelou um clipe em seu melhor estilo surreal e bizarro para a faixa, produzido junto do diretor e ilustrador Matt Mahurim. 

Com coloboração de Shooter Jennigs, Manson também divulgou, em suas redes, a capa e o tracklist de todo álbum, o 11º de estúdio. A arte foi ilustrada por um autorretrato intitulado ‘Infinite Darkness’, obra do próprio Marilyn Manson. O disco possuirá 10 músicas compostas e gravadas antes da pandemia.  

  1. Red Black and Blue 
  2. We Are Chaos 
  3. Don’t Chase the Dead 
  4. Paint You With My Love 
  5. Half-Way & One Step Forward 
  6. Infinite Darkness 
  7. Perfume 
  8. Keep My Head Together 
  9. Solve Coagula 
  10.  Broken Needle 

Em nota, o cantor declarou que o álbum soa como se “tivesse sido feito ontem”, ainda que tenha sido concluído antes do mês de março.  

“Há um lado A e um lado B no disco, seguindo a lógica tradicional, mas, assim como um LP, é um círculo achatado. Cabe ao ouvinte encaixar a última peça do quebra-cabeça no conjunto das canções”. Afirmou Manson. 

O cantor definiu o trabalho como um “´álbum-conceito” e “um espelho ao qual nem ele, nem Shooter Jennings olharão”.  

“Há muitos quartos, armários, cofres e gavetas, mas na alma ou no seu museu de memórias, os espelhos são sempre os piores. Estilhaços e fragmentos de fantasmas assombraram minhas mãos enquanto eu escrevia a maior parte dessas letras. Durante o processo de criação do álbum, precisei dizer para mim mesmo: ‘controle a sua loucura, costure o seu terno e tente parecer que você não é um animal’, mas eu sabia que a humanidade é a pior de todas. Ter misericórdia é como cometer assassinato. As lágrimas são a maior exportação do corpo humano” Declarou. 

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Billie Eilish aparece em sua forma “anime” em novo clipe

My Future é o novo single da cantora.

Billie Eilish, vencedora do Grammy 2020, está sempre inovando em suas músicas. Dessa vez a cantora lançou um single recentemente. A música já possui um clipe e ele é totalmente animado, com traços semelhantes às animações japonesas. 

“My Future” segue o último single de Eilish, “Eveeything I Wanted” e “No Time to die”, faixa que foi escrita para o próximo filme de James Bond, 007: Sem Tempo Para Morrer. 

Antes, a cantora lançou seu álbum de estreia, intitulado When We All Asleep, Where Do We Go? 

O clipe inicia mostrando traços de melancolia, apresentando a própria cantora em sua versão animada caminhando na chuva. Na metade do vídeo, o clima de tristeza abre espaço, tanto na musicalidade quanto nas imagens, para um toque mais animado e otimista. 

Recentemente Eilish se tornou a primeira mulher a levar as categorias de Álbum do Ano, Artista Revelação, Canção do Ano e Gravação do Ano numa mesma edição do Grammy, mostrando o quão bem vindo foi o trabalho da artista. 

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Cine CPFL estreia programação de agosto em formato digital

Mostra Cinema e Reflexão terá cinco filmes aclamados pela crítica disponibilizados com acesso gratuito.

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Los Silencios, de Beatriz Seigner (Foto: divulgação)

Paralisado desde março, em razão da pandemia de coronavírus, o Cine CPFL retoma com a mostra Cinema e Reflexão, a partir de agosto, em versão digital. A programação, disponível entre os dias 4 e 31 de agosto, reúne filmes aclamados pela crítica, além de dois debates com cineastas de longas apresentados na mostra. Os filmes ficarão hospedados na Looke, serviço de streaming brasileiro, e o acesso será gratuito através do site.

Com o tema “Relações Pessoais no Século 21”, a seleção de agosto traz cinco longas-metragens recentes que colheram premiações e elogios da crítica especializada. A exibição dos filmes é precedida de uma breve apresentação feita pelos curadores do projeto, Francisco Cesar Filho e Lucas Reitano, contextualizando cada obra. “As discussões sobre relações pessoais são questões presentes na cinematografia internacional contemporânea e, nas mais elogiadas produções recentes, esta temática se desdobra em outros subtemas, como família, trabalho e sociedade”, explica Francisco Cesar Filho.

Para os debates, os cineastas Marcelo Gomes e Beatriz Seigner participam de lives sobre seus filmes nos dias 21 e 28 de agosto, respectivamente, às 16 horas. A transmissão ao vivo ocorrerá pelo perfil Mostra Cinema e Reflexão no Facebook.

Selecionado para o Festival de Cannes, “A Nossa Espera” (“Nos Bataille”, Bélgica/França, 2018, 99 min, 12 anos) tem como destaque a atuação do premiado ator francês Romain Duris, que interpreta Olivier. O personagem faz o melhor que pode para combater as injustiças em seu trabalho. Mas de um dia para o outro, sua esposa Laura inesperadamente abandona a família, e ele se vê sozinho tendo que lidar com as necessidades de seus filhos pequenos, os desafios do cotidiano e as demandas de seu trabalho. No elenco estão ainda Laure Calamy e Laetitia Dosch. O diretor belga Guillaume Senez assina aqui seu segundo longa-metragem que, assim como em sua estreia, “9 Meses”, tem como temática central a paternidade. Trailer aqui

Em “Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar” (Brasil, 2019, 86 min, 10 anos) o diretor pernambucano Marcelo Gomes volta suas câmeras para a cidade de Toritama, no interior nordestino. A localidade é um microcosmo do capitalismo implacável: a cada ano, mais de 20 milhões de jeans são produzidos em fábricas de fundo de quintal.  Os moradores trabalham sem parar, orgulhosos de serem os donos do seu próprio tempo. Durante o Carnaval – o único momento de lazer do ano – eles transgridem a lógica da acumulação de bens, vendem seus pertences sem arrependimentos e fogem para as praias em busca de uma felicidade efêmera. O filme foi selecionado para o Festival de Berlim, mereceu menção especial no Festival de Chicago e venceu o prêmio da crítica, além de receber duas menções honrosas (do júri oficial e do Prêmio ABD), no festival É Tudo Verdade. Trailer aqui

Também selecionado para o Festival de Cannes, dentro da Quinzena dos Realizadores, a coprodução Brasil/Colômbia/França, “Los Silencios” (2018, 86 min, 12 anos), focaliza três integrantes de uma família – Nuria, Fábio e sua mãe Amparo –  que chegam a uma pequena ilha no meio da Amazônia. Eles fugiram do conflito armado colombiano, onde o pai desapareceu. Certo dia, ele reaparece na nova casa de palafitas. A família é assombrada por esse estranho segredo e descobre que a ilha é povoada por fantasmas. Enrique Diaz é destaque no elenco, ao lado de Marleyda Soto e María Paula Tabares Peña. Com este seu segundo longa-metragem, a cineasta brasileira Beatriz Seigner (de “Bollywood Dream – O Sonho Bollywoodiano”) conquistou o prêmio de melhor direção e o prêmio da crítica no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o prêmio especial do júri nos festivais de Lima, Kerala (Índia) e de Natal, melhor filme de estreia no Festival de Havana e o Prêmio ICFT Unesco – Ghandi no Festival Internacional da Índia. Já no Festival de Estocolmo, venceu o Prêmio Impacto por apresentar, segundo os jurados do evento, “personagens fortes e a maneira como lida com grandes problemas em um país em mudança, com uma abordagem íntima”. Trailer aqui.

“Elegia de Um Crime” (Brasil, 2018, 92 min, 14 anos), do diretor Cristiano Burlan, revisita um fato ocorrido na cidade de Uberlândia, Minas Gerais, em 24 de fevereiro de 2011. Foi quando Isabel Burlan da Silva, mãe do realizador, foi assassinada pelo parceiro. Diante da impunidade do crime, o filme mergulha numa viagem vertiginosa para reconstruir a imagem e a vida de Isabel. A obra encerra a “Trilogia do Luto”, com filmes que abordam a trágica história da família do cineasta, incluindo as mortes do pai e de um irmão. No festival É Tudo Verdade, foi o vencedor dos prêmios ABC-SP e EDT de documentário. No mesmo evento, em 2013, “Mataram Meu Irmão”, parte da trilogia, foi o grande vencedor da competição brasileira, tendo recebido o Prêmio CPFL Energia/É Tudo Verdade “Janelas para o Contemporâneo”. Trailer aqui

“Temporada” (Brasil, 2018, 113 min, 14 anos), do diretor mineiro André Novais Oliveira, foi selecionado para o prestigioso Festival de Locarno, na Suíça, e no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, venceu os prêmios de melhor filme, atriz, ator coadjuvante, fotografia e direção de arte. No enredo, a personagem Juliana está se mudando de Itaúna, no interior de Minas Gerais, para a periferia industrial de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Lá, vai trabalhar no combate às endemias e neste seu novo trabalho conhece pessoas e vive situações pouco usuais que começam a mudar sua vida. Ao mesmo tempo, ela enfrenta as dificuldades no relacionamento com seu marido, que também está prestes a se mudar para a cidade grande. Interpretando a protagonista está a atriz, diretora, curadora e dramaturga mineira Grace Passô. Completam o elenco: Russo Apr, Rejane Faria, Hélio Ricardo e Ju Abreu. Trailer aqui

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