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Por que ninguém mais leva a sério os jogos multiplayer de Resident Evil?

A história da franquia pode ajudar a responder essa pergunta.

Foto: Divulgação/Capcom

Resident Evil é uma das principais marcas da Capcom, se não a principal. Os primeiros jogos da franquia, além de serem sucessos de críticas e vendas, entregaram personagens memoráveis e um universo rico e distinto. Tendo essa riqueza em mãos, era de se esperar que a Capcom buscasse novas formas de explorar a saga. Não tardou e derivados começaram a surgir. Uns interessantes. Outros nem tanto.

Inicialmente, a visão da empresa condizia com o intuito natural dos spin-offs: expandir um universo com novos formatos e gêneros. E uma das primeiras experimentações de Resident Evil foi Dead Aim, lançado em 2003. O jogo nos apresentou um novo protagonista, ao mesmo tempo que apresentava o primeiro game com visão de primeira pessoa da safa e um dos poucos jogos da franquia que permite que o personagem ande e atire ao mesmo tempo. Além disso, o enredo explorava um pouco as consequências dos eventos de Raccoon City e o paradeiro da Umbrella.

Apesar de não ser exatamente um jogo memorável como o Resident Evil 2 ou Resident Evil 3: Nemesis, é evidente que o Dead Aim cumpre o seu papel como derivado. O título alimenta o universo, sem interferir nos trilhos da saga principal.

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O mesmo pode-se falar de Outbreak, o primeiro jogo multiplayer de Resident Evil, também lançado em 2003. Com 8 personagens, jogo nos apresentava uma nova perspectiva do caos de Raccoon City. Aqui, a cooperação com os demais jogadores é essencial para a sobrevivência e a progressão da história. Um arquétipo não muito comum para os jogos da época, ainda mais em um período que o co-op online ainda não era tão popular e de fácil acesso.

Após ser reconhecido com boas vendas, o jogo ganhou uma sequência, lançada um ano depois, com melhorias e novas opções de jogabilidade. Infelizmente, o segundo não foi tão rentável quanto o primeiro.

Anos mais tarde, em 2007 e 2009, a desenvolvedora decidiu revisitar alguns eventos da franquia com dois novos derivados: Resident Evil: The Umbrella Chronicles e Resident Evil: The Darkside Chronicles. Os jogos também apresentavam multiplayer, em uma perspectiva de primeira pessoa, enquanto davam mais detalhes das histórias revisitadas. Alguns eventos inéditos também foram adicionados para expandir a lore da franquia. Apesar de serem exclusivos do Wii, os títulos, juntos venderem aproximadamente 2.35 milhões de cópias. Em suma, mais dois cases de sucesso.

O último passo “bem” sucedido da Capcom no caminho do multiplayer foi Resident Evil: The Mercenaries. O derivado, lançado para o Nintendo 3DS em 2011, abusava do 3D e expandia o popular modo Mercenários da franquia, que era inicialmente um modo extra de Resident Evil 3. Com diversos personagens clássicos, como Chris Redfield, Claire Redfield, Jill Valentine e Albert Wesker, jogo nos colocava em um simples, mas efetivo jogo de ação, onde o objetivo era conquistar a maior pontuação possível na partida.

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Infelizmente, a partir daqui as coisas começaram a dar errado para os spin-offs multiplayer da franquia.

Sem a grande visão que possuía anteriormente, como nos casos anteriores, Capcom lançou o Operation Raccoon City em 2012. Talvez com o objetivo de obter lucro fácil, a companhia tenha decidido fazer algo voltado para a grande massa de shooters, bem simplório, sem muitas alegorias ou inovações. Por um lado deu certo, visto que o jogo vendeu aproximadamente 2.5 milhões de cópias. Por outro, o título foi bombardeado de críticas negativas pela imprensa e pelos fãs.

Entre esses dois lados, a desenvolvedora decidiu dá atenção ao que mais importava para si: as vendas. E fruto dessa decisão, nasceu o péssimo Umbrella Corps. O título, lançado em 2016, foi vendido à base da nostalgia, oferecendo diversos mapas clássicos da franquia, como a vila de Resident Evil 4 e a base da Antártida de Code Veronica. Também fornecia pequenas dicas da nova fase da história da franquia, mas eram tão desinteressantes que ninguém se importava. No fim, o jogo passou batido, não vendeu bem e foi logo esquecido pelos fãs, pela mídia e pela própria Capcom.

E, então, chegamos à 2019. Em agosto, a companhia surpreendeu a todos com um teaser de um novo jogo, até então chamado Project Resistance. O vídeo não oferecia muitos detalhes, o que fez os fãs especularem que tratava-se do Outbreak 3. Aliás, além de ser querido pelos fãs, o auge dos jogos online seria uma bela oportunidade da empresa voltar a investir em um jogo tão singular e único. Certo? Errado.

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Em 9 de setembro, foi revelado que o projeto é apenas mais um derivado, inédito, sem rostos conhecidos (com exceção dos inimigos), desvinculado de qualquer outro jogo anterior. Suas mecânicas são essencialmente colaborativas e funcionam de maneira similar à Friday 13th The Game e Dead By Deadlight, mas possuindo propriedades únicas, vindas da própria franquia. Contudo, apesar disso, apesar de não investir mais na ação frenética de Umbrella Corps e Operation, o público não comprou a ideia.

Por quê? Os cases acima ajudam a explicar.

Como visto, existe uma demanda, sim, para spin-offs multiplayer, tanto para os fãs da franquia, como para a indústria atual, que cada vez mais consome jogos do gênero. Contudo, os passos em falsos de Resident Evil ainda são recentes, os traumas ainda estão frescos. Os investimentos pesados na ação deixaram os fãs amargurados. Além disso, os incessantes gritos desse público pelas redes sociais deixam claro que eles desejam algo muito mais expansivo e criativo, como a Capcom fazia inicialmente, principalmente com o Outbreak, que aliava história inédita, personagens novos e uma mecânica cooperativa de sobrevivência, que abusava do raciocínio lógico e do bom racionamento dos recursos.

Também devemos atentar ao fato de que já existem muitos spin-offs do gênero dentro da franquia, o que pode ter saturado a ideia, possivelmente. Além do mais, há uma grande expectativa, por parte dos fãs, de um novo remake, de um terceiro Revelations (outro spin-off da franquia) e de uma sequência de Resident Evil 7. Em outras palavras, há um forte anseio de ver a lore da franquia ser expandida criativamente e personagens esquecidos retornando.

Dito isso, a companhia precisa de mais de um jogo simples de colaboração para conquistar os fãs. Por isso, talvez o Outbreak 3 fosse bem mais aceito. Ele não sofreria com o impacto da saturação e poderia apresentar novos detalhes do universo de Resident Evil. Mas se a Capcom deseja persistir na ação, um novo Mercenaries também não cairia mal pela sua popularidade e por poder reunir clássicos rostos da franquia em um mesmo jogo.

O que vocês acham?

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Listas

Lista de Cinco | Livros de escritoras negras para conhecer

Conceição Evaristo e outras escritoras negras para prestigiar

Quantas escritoras negras você leu este ano?“. Esta pergunta, por vezes, surge pelas redes sociais e ela não vem à toa: é sabido que a literatura, por muito tempo, foi espaço de dominação masculina. E em sua maioria, homens brancos. Em uma pesquisa publicada no livro Literatura Brasileira Contemporânea: um território contestado, em 2012, a autora Regina Dalcastagné revelou dados alarmantes sobre o mercado editorial: os escritores brasileiros são representados por brancos (93,9%) e homens (72,7%).

Onde estão as mulheres? E onde estão as mulheres negras? Escritoras como Ana Maria Gonçalves, Elisa Lucinda, Helena Theodoro, Conceição Evaristo e Lia Vieira vêm lutando pela visibilidade e espaço das mulheres negras na literatura do Brasil. E não, o problema não está em “Mas mulheres, em especial as mulheres negras, não escrevem!”. O problema mora no silenciamento. Quer um exemplo?

Maria Firmina dos Reis, romancista, maranhense, mulher, negra, teve em algumas páginas na internet e até obras literárias sua imagem associada à escritora Maria Benedita Bormann, mulher, branca. Firmina dos Reis, inclusive, escreveu o livro Úrsula (1859) usando um pseudônimo. Ela tinha medo de ser atacada. A primeira mulher a escrever um romance no Brasil não pode utilizar seu próprio nome em sua própria obra. Como ser protagonista diante do silenciamento?

Mas o exemplo mais claro de silenciamento é quando somos perguntados sobre quantas mulheres negras nós lemos e não temos sequer a certeza se a autora do livro era mulher negra ou não.

Claro que não se nega os avanços feitos desde a época do lançamento de Úrsula até hoje. Essa obra, inclusive, foi relançada em 2018. Isso mostra que no mínimo o mercado de livros está atento às mudanças. Mas as mudanças precisam acontecer de forma constante, e nós, leitores, podemos fazer nossa parte nesse processo de visibilidade das escritoras negras. E de uma maneira bem prazerosa: por meio da leitura.

E para ajudá-los, que tal conhecer 5 livros escritos por mulheres negras?

1 – Úrsula – Maria Firmina dos Reis

Publicado em 1959, e, como citado acima, é considerado o primeiro romance escrito por uma mulher no Brasil. A primeira publicação foi lançada com o pseudônimo “uma maranhense”. Na história, Úrsula e Trancredo vivem uma história de amor, sob a perspectiva de o que era ser negro no Brasil.

2- Kindred, Laços de Sangue – Octavia E. Butler

Romance histórico publicado em 1979, com direito a viagens no tempo, sob narrativas escravas. A personagem principal, Dana, acaba sendo levada para o século XIX, em um período pré-Guerra Civil, época extremamente perigosa para uma mulher negra.

3 – Amada – Toni Morrison

Toni foi a primeira mulher negra a reeber o Prêmio Nobel da Literatura. Amada ganhou o prêmio Pulitzer e chegou a ser considerada a obra de ficção mais importante dos últims 25 anos nos Estados Unidos, título que recebeu em 2006. No livro, Sethe é uma ex-escrava que se refugia na casa da sogra, com os filhos. Por meio da história de Sethe e seus filhos, acompanhamos a dura realidade de ser negro nos Estados Unidos no fim do século XIX.

4 – Eu sei por que o pássaro canta na gaiola – Maya Angelou

Racismo e abusos marcaram a vida de Maya Angelou, importante escritora norte-americana que colocou nas páginas de sua obra, relatos e lembraças dolorosas sobre sua vida. Maya, negra, criada no sul dos EUA pela avó, viveu uma vida difícil, aliviada pelo poder da literatura.

5 – Olhos d’Água – Conceição Evaristo

Nesta obra, uma das mais importantes escritoras brasileiras da contemporaneidade, traz diversas histórias carregadas de dor e protagonizada por mulheres negras. Conceição recebei o prêmio Jabuti por este livro e revelou que alguns autores brasileiros só passaram a falar com ela após a premiação.

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Destaque

Lista de Cinco | Músicas para se preparar para a volta de My Chemical Romance

A banda se prepara para novos shows. Que tal matar a saudade?

A banda norte-americana My Chemical Romance foi formada em 2001 e é composta pelo vocalista Gerard Way, o baixista Mikey Way e os guitarristas Ray Toro e Frank Iero. Classificada como banda de rock alternativo e emocore, MCR fez um grande passeio entre estilos musicais ao longo da sua trajetória, nos apresentando um punk melodioso em I Brought You My Bullets, You Brought Me Your Love, o álbum de estreia, e um hard rock oitentista com um quê de ópera em The Black Parade, terceiro disco do grupo.

No segundo lançamento, Three Cheers for Sweet Revenge, talvez seja possível encontrar alguns resquícios sonoros de Misfits, em um álbum gótico-punk, com letras sobre amores condenados e muitas referências ao horror. O quarto e último álbum de estúdio lançado foi Danger Days: The True Lives of the Fabulous Killjoys. Ele tem uma pegada mais despojada, com músicas mais pop e com sintetizadores e bipes eletrônicos.

Em março de 2013, MCR anuncia seu fim por meio de comunicado no site oficial. Para os fãs, foi um momento de dor. Para os integrantes, um momento para seguir projetos pessoais ou lançar alguns conteúdos especiais da banda. Mas 2019 chegou com uma surpresa: por meio das redes sociais, a banda anunciou o primeiro show do grupo em sete anos. A apresentação acontece no dia 20 de dezembro, em Los Angeles. O ano de 2020 também vai contar com shows no Japão, Austrália e Nova Zelândia. Os ensaios começaram, e a prova é uma foto publicada no Instagram do grupo, que mostra os quatro músicos reunidos em um estúdio.

Ainda sem uma confirmação se vão ser lançadas novas músicas ou até um novo álbum, nos resta matar a saudade de My Chemical Romance por meio de algumas canções.

1 – Mama

Essa música é uma carta e nela, filho conta para a mãe que, adivinha só, nós todos somos cheios de mentiras e vamos para o inferno. O assombro por ter ido a uma guerra acompanha o resto da vida deste filho. Ele sofre pelas decisões que tomou, pelos companheiros de batalha que perdeu, e se sente completamente condenado. A carta em sua maior parte é escrita por Gerard Way. Com essa música, podemos sentir o quão bom compositor é o vocalista.

2 – Drowning Lessons

Diretamente do primeiro álbum, essa canção traz em suas letras temas como insanidade, morte e celebração do fim. Temáticas mórbidas, com guitarras e vocais que não são tão darkness, mas reforçam um pouco da agonia das lições de afogamento.

3 – To the End

Aqui, os solos de guitarra de Ray Toro são o ponto alto, que criam uma identidade única ao My Chemical Romance. Misture o talento de Toro com a bem composta letra de Gerard Way e o resultado é To the End, do segundo álbum do grupo.

4 – Skylines and Turnstiles

Essa talvez possa ser chamada de primeira canção do My Chemical Romance. Gerard Way presenciou os ataques de 11 de setembro, a principal referência para essa música. Compôs a música e logo depois criou a banda ao lado do irmão e mais dois amigos.

5 – Welcome to The Black Parade

Welcome to the Black Parade é um espetáculo. A introdução da música é digna de uma apresentação com performances e muita teatralidade. Ela não precisava nem mesmo de um videoclipe para mostrar sua grandiosidade, mas ainda bem que teve um. A canção pode ser considerada o coração do álbum The Black Parade e convida o público a cantar e, quem sabe, desfilar junto.

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Artigo Otaku

Artigo Otaku | O que esperar de Saint Seiya (Parte 01)

Você está jogando o mobile game Saint Seiya Awakening: Knights of the Zodiac? Bom, se você é fã da franquia merece dar uma chance ao jogo apenas para experimentar um passatempo com bom design de personagens, cut scenes e trilha sonora referente à animação clássica de 1986.

Como pode ter percebido, eu estou jogando. Recém chegado ao Brasil tanto para Android quanto iOS, o mobile RPG reúne elementos da história principal com a jogabilidade do gênero de forma a proporcionar uma boa relação com o jogador.

Recentemente também a Netflix Brasil inseriu em seu catálogo a aclamada Saga de Hades completa com seus três capítulos (Santuário, Inferno e Elísios) realimentando o hype para a chegada da versão clássica e seus 114 episódios, que deveria ter ocorrido em agosto, mas já foi confirmado para 15 de outubro próximo. Isso sem falar do reboot feito pela própria Netflix que deve ter a segunda parte da primeira temporada disponibilizada até o final do ano (segundo rumores).

Tudo isso acaba que construindo um debate acerca da relevância de Saint Seiya para a indústria de entretenimento e perguntas sobre o que ainda se pode esperar.

(Teaser de pré-registro do mobile game Saint Seiya: Awakening)

Uma franquia tão longeva quanto essa certamente tem pontos fortes e fracos dividindo a opinião do público. Para Saint Seiya isso é muito notório quando se fala na composição desse público, que conta com fãs na média dos 40 e 30 anos (os mais antigos) e outros com 20 a 10 anos (incluindo os mais recentes). Ainda nessa composição há aqueles que se encaixam no fandom otaku e há aqueles que não se consideram/fazem parte deste nicho.

Assim, temos quem considere Saint Seiya – que por aqui ficou conhecido como Os Cavaleiros do Zodíaco – algo que chega ao ponto de ser tosco devido a problemas no roteiro, psicologia das personagens, estética de traços etc. Temos também quem tome a trama como uma obra-prima da mídia mangá/quadrinhos e que isso se repete em seus desdobramentos midiáticos.

Reconheço (correndo o risco de ter minha carteirinha de otaku confiscada) que faço parte do segundo grupo e amo a obra com muita paixão. Só que (em minha defesa) sou crítico o suficiente para observar o quão deficiente é a narrativa criada por Masami Kurumada em 1985 (data do mangá original). É nesse raciocínio que entramos na seara a respeito do que esperar. Antes recapitulemos o que já feito.

Em 3DCG, Knights of the Zodiac é o reboot mais recente que a franquia recebeu. (Fonte: Netflix)

Os desdobramentos de Saint Seiya e o público

Desde 2008, quando do lançamento da última parte do OVA (Original Video Animation) da Saga de Hades, os fãs se perguntavam qual seria o destino da franquia. Já existiam possibilidades. Em 2004, o longa-metragem Prólogo do Céu abriu as porteiras para uma possível batalha contra os Olimpianos. Desenvolvido a partir dos rascunhos do que viria a se tornar dois anos depois na prequel-sequel do mangá original denominada “Next Dimension”, o filme quase colocou em risco a conclusão da Saga de Hades, que só rolou quatro anos depois com qualidade inferior ao que havia sido feito nos seus treze primeiros episódios (Capítulo – Santuário).

O que se sabe é que o resultado final do filme não teria agradado algumas pessoas – entre elas o próprio Masami Kurumada -, mas a mensagem que ficou era de que para a Toei Animation já não havia mais prioridade para a franquia no estúdio, o que seria algo natural dado o passar do tempo. Saint Seiya era bem sucedido, mas nunca foi o maior campeão de vendas na indústria (num contexto local e mundial com exceções como França, Brasil e México, por exemplo).

Entre os fãs, muito se especulou que o Episode G pudesse ganhar sua versão em animê. Spin-off publicado desde 2002 (em 20 volumes no momento), o mangá desenhado por Megumi Okada tem traço destoante demais do que havia feito Masami Kurumada e Shingo Araki (na versão animê) com a história principal.

Arte com os design andrógino de Saint Seiya: Episode G e os Cavaleiros de Ouro do séc. XX. Narrativa mais densa e proposta de traço alternativo cativa os fãs, mas nunca foi adaptada em outras mídias (Arte: Megumi Okada / Revista Champion Red Ichigo)

Mesmo não virando animê, o Episode G tornou-se um material muito particular aos fãs mais aficionados pelos Cavaleiros de Ouro e rendeu mais duas publicações: Episode G- Volume 0: Aiolos, uma prequel; e Episode G ~Assassin~, que é uma sequel alternativa aos eventos do mangá original pós-Hades. Esse último foi iniciado em 2014 e terminou recentemente em agosto de 2019 confirmando o retorno de seu antecessor à publicação.

Os fãs dos Cavaleiros de Ouro, que ficarão ainda por algum tempo sem poder ver como ficaria a batalha dos Santos Dourados contra os Doze Titãs, tiveram suas esperanças maltratadas em 2015 quando da estreia do ONA (Original Net Animation) Saint Seiya: Soul of Gold, que veio como um spin-off da Saga de Hades onde os Cavaleiros de Ouro mortos no Muro das Lamentações vão para nas terras gélidas de Asgard (numa clara referência ao emblemático filler Saga de Asgard da série clássica) e combatem as intenções malignas do deus nórdico Loki.

Cena em Soul of Gold que fez a animação alvo de muitas críticas pelo péssimo trabalho de finalização no character design. Abaixo a mesma cena foi refeita em um review do episódio seguinte e traz algumas melhorias, mas ainda deixa desejar. (Fonte: cavzodiaco.com.br)

Embalada pela vontade de vender action figures (bonecos!), a Bandai Tamashii Nations – que detém os direito de imagens da franquia para linha de colecionáveis – lançou em 2014 (durante a CCXP) a linha de action figure com as 12 Armaduras de Ouro em sua forma divina e ainda fez apresentação do primeiro episódio do animê, que seria a peça de publicidade dos bonecos. Sem dúvida uma linha de colecionáveis que mexe com o coração dos mais apaixonados pela franquia.

Já não se pode dizer o mesmo do animê, onde a Toei Animation trouxe uma animação muito aquém do que vinha sendo aplicado nas demais produções da franquia, como é o caso de Saint Seiya: Ômega (falaremos dele na parte 02!). Com design de personagem questionável, erros de proporção e finalização, a série, que poderia ficar para a posteridade como algo memorável, veio a se tornar uma das chacotas do mundo otaku.

Muito outras chacotas ainda existem na franquia, que nesse período apresentou potenciais produtos de sucesso que por alguma razão não deslancham na aceitação do público geral ou do fandom especializado. O que não quer dizer que não haja coisas boas e valor simbólico entre os tantos desmembramentos já realizados e aqueles que poderão vir a existir. Assunto para a segunda parte deste artigo especial.

E você: já sentiu o cosmo?

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