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Música

Por que a trilha sonora de Nós pode se tornar um marco no terror

O filme se mantém com 95% de aprovação do RT e se consagra como um dos terrores mais bem avaliados.

Nós (2019) é um filme que merece ser falado, e muito! Não apenas por toda qualidade técnica, pela história inovadora e inédita ou por quase inventar um novo estilo denominado terror-psicológico-cômico. Nós, para além de todas as suas qualidades – e problemas, ok? –, deu ao espectador um show auditivo, trazendo uma trilha sonora magnífica dentro de um dos gêneros mais ignorados pela crítica.

Michael Abels, que já havia trabalhando com Jordan Peele no filme Corra! (2017), foi escalado, novamente, para tomar conta de todos os arranjos que dão mais vida ao longa, em suas quase duas horas de história. O musicista trouxe o clássico I Got 5 on It, de Luniz e Michael Marshall, como base para ser a principal música da trilha do filme. Desde o trailer, a versão distorcida e sinistra da canção chamou a atenção de telespectadores ao redor do globo, prometendo uma lista de canções realmente marcantes.

Abels transformou uma das músicas mais populares da década de 90 em uma melodia interessante para um filme de terror. Além disso, o talentoso compositor reuniu várias com pegadas características de países orientais e africanos em algumas das canções originais, como Zora Drives, que nos remete as tradicionais músicas chinesas pela utilização da pipa, ou Anthem, na abertura do longa, que traz batidas que nos remete a tradição afro.

Enquanto a partitura original traz músicas de Abels, as outras músicas vêm de artistas conhecidos e se espalham por várias décadas, incluindo os anos 70 e os anos 90. Uma das primeiras canções ouvidas no longa é contemporânea I Like That, da Janelle Monáe, que reforça o sentido de representatividade que Peele traz em seus trabalhos, por ser uma artista negra, mulher e queer.

Uma das partes mais icônicos do filme, e que faz o espectador se revirar na poltrona, é o momento em que a canção F*ck tha Police, do N.W.A., original de 1988, toca – e nos ensurdece. A música torna a cena “engraçadamente tensa”, se me permitem criar expressões.

A música de protesto do grupo norte-americano de hip-hop foi lançada no álbum Straight Outta Compton. Desde o seu lançamento, o slogan “Fuck the Police” continua a influenciar a cultura pop, em forma de camisetas, arte, expressão política, e se transformou em outros gêneros musicais, como visto nas regravações feitas por Bone Thugs-n-Harmony, Dope, Rage Against the Machine e Kottonmouth Kings.

Em Nós, identifica-se que as peças sonoras são uma das chaves para a tensão, objetivo central do filme. Deixar o telespectador agoniado e se perguntando “por que?” são intensificados pela trilha original de Abels. Mas nem se escuridão viverás o homem. They Can’t Hurt Us é uma das faixas mais emotivas de todo o longa, perfeita para uma cena romântica ao pôr do sol – mas não é isso que acontece, então não se preocupem com spoilers.

O highlight de toda a trilha sonora vai para uma peça que pudemos ouvir ainda no trailer. O trabalho feito na nova versão de I Got 5 on It pôde criar a original Pas De Deux, de Michael Abels. A música não poderia deixar de ser trilha do momento mais importante de todo o longa. O trabalho da canção é perfeitamente sincronizado com os movimentos de tela, deixando a atmosfera ainda mais interessante para quem assiste.

É interessante dizer que o talentosíssimo Abels fez, em Nós, apenas o seu segundo trabalho em trilhas sonoras de longas. Um segundo trabalho dos mais marcantes na história do cinema de terror, e que promete se tornar um marco referencial aos demais longas que virão. Ouso dizer que muitas peças criadas por Abels podem, facilmente, serem reutilizadas outros longas. Ouso dizer que um novo Eye Of The Tiger surgiu? Lhe respondo daqui 10 anos.

Muito obrigado pela excelência de vosso trabalho (e mimos), @MichaelAbels.

Ouça a trilha sonora original instrumental completa na playlist abaixo:

Lista das músicas que fazem parte da trilha:

Luniz – I Got 5 On It
Janelle Monáe – I Like That
Tsonakwa & Dean Evenson – Creation Story
Childish Gambino – This is America
Noname, Joseph Chilliams, Rayvn Lenae – Forever
Koffee – Toast
Noname, Akenya, Eryn Allen Kane – Reality Check
The Beach Boys – Good Vibrations
N.W.A. – F*ck tha Police
Club Nouveau – When You Treat Me So Bad
Minnie Riperton – Les Fleur
Luniz – I Got 5 On It (Tethered Mix From Us)

Crítica

Sabaton lança álbum especial e crítico sobre a I Guerra

Álbum conta com participação especial de Floor Jansen

O novo álbum de estúdio dos suecos do Sabaton é uma aula de História da I Guerra, literalmente falando, já que uma das três versões do novo disco The Great War conta com partes faladas contando sobre aspectos da guerra que são musicados em cada faixa.

Apesar de ser conhecida, erroneamente, por parecer romantizar guerras, já que esse é o seu principal e quase único material base para as músicas, com The Great War a banda faz uma declaração importante: guerras são um erro.

Da capa já é possível ter uma ideia, um soldado cobrindo o rosto com as mãos, em meio à uma trincheira com fumaça, corpos, e colegas atirando.

Coros e riffs vem para sinalizar tiros, bomas, tragédia e como a humanidade foi jogada ainda mais nas trevas com as tecnologias de guerra desenvolvidas na Grande Guerra. Canhões e rifles são ouvidos de fundo, enquando Sebastian Bróden canta sobre os soldados mortos e aqueles que conseguiram sobreviver aos horrores como o uso de gás para matar.

Mas apesar das tentativas ainda é a mesma Sabaton de sempre, e algumas músicas podem soar repetições dos sucessos antigos da banda. É confortável aos ouvidos dos fãs, mas também pode ser cansativo.

The Great War foi lançado hoje e conta com a versão comum, a versão aula de História e a versão trilha sonora. Todas três imperdíveis, assim como a participação especial de Floor Jansen (Nightwish) nas duas versões especiais.

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Filmes

Lista de 5 | Overdose de Memory, do musical Cats

História dos gatinhos está sendo adaptada para o cinema e ganhou seu primeiro teaser

Um dos musicais mais famosos do mundo está prestes a ganhar uma versão no cinema. Cats, o filme, contará com Judi Dench, James Corden, Rebel Wilson, Ian McKellen, Jason DeRulo, Taylor Swift, Idris Elba e Jennifer Hudson, ganhou seu primeiro teaser nesta quarta-feira (17).

No vídeo, postado nas redes sociais do filme, os atores falam sobre seus personagens e sobre sua relação com a icônica história, baseada na coleção de poemas do americano T. S. Eliot. As músicas são de Andrew lloyde Weber e contam a história dos gatinhos de rua da tribo Jellicle. O enredo é focado na gatinha Grizabella, acolhida de volta na tribo após ter se redimido dos erros cometidos com os colegas.

Uma das músicas mais famosas da história é Memory, uma belíssima canção sobre recomeço, com letra de Trevor Nunn e baseada no poema Rhapsody on a Windy Night.

Para celebrar que emoção de ter Cats no cinema, preparamos uma lista com cinco versões de Memory para todo mundo cantar com a mãozinha no peito!

Sarah Brightman – a diva

The BBC Concert Orchestra – para os clássicos

Epica  – a banda de Metal perfeita

Susan Boyle – aquela que cantou I Dreamed a Dream no Idols

Nicole Scherzinger – que também já foi uma gatinha

O trailer completo de Cats chega nesta sexta-feira (19) e deve mostrar os atores com a pelagem de gato, adicionada digitalmente. A direção de é de Tom Hooper, o mesmo que dirigiu a Lei Miserables com Hugh Jackman, e estreia no Natal deste ano.

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Música

Taylor Swift é a artista mais bem paga em lista da Forbes

Cantora é a primeira pessoa a figurar por dois anos no topo da lista

A lista anual da Forbes com as 100 celebridades mais bem pagas está encabeçada por Taylor Swift em 2019. A revista estima que a cantora pop tenha faturado US$ 185 milhões nos últimos 12 meses.

Esta é a segunda vez que a dona do hit Bad Blood fica no topo dos ricos do entretenimento. A primeira foi em 2016, fazendo dela, ainda, a primeira pessoa da música a levar o posto duas vezes.

O pódio da lista segue com Kylie Jenner (US$ 170 milhões) e Kanye West (US$ 150 milhões). Ed Sheeran, amigo de TS, aparece em quinto com US$ 110 milhões.

Dwayne Johnson é a primeira celebridade da lista a não ser da indústria da música, ocupando o 15º lugar. A escritora britânica J.K. Rowling aparece em 13º (US$ 92 milhões) e o casal Beyonce e Jay Z estão no posto 20, somando US$ 81 milhões.

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