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Poemas, piadas e segredos – Aula com Matheus Nachtergaele revela facetas pouco conhecidas do ator

Foto: Reprodução/YouTube.

Na última quinta-feira de setembro, a capital maranhense foi presenteada com uma tarde de poesia viva. Quem acrescentou o elemento poético à cidade foi o ator Matheus Nachtergaele, grande homenageado da II Mostra Internacional de Cinema de São Luís, realizada no início de outubro. Em uma aula para cerca de 50 pessoas, o ator dividiu com a interessada audiência nada menos do que a história de sua vida, resumida em poucas horas.

Criatura inquieta de cabelos bagunçados, olhar profundo e jeito de quem se machucou, ele dividiu segredos, poemas e piadas com a plateia apaixonada – atores, produtores e estudantes de cinema e teatro, em sua maioria. A história começa com seu nascimento. Ele veio ao mundo em 1968 e, antes mesmo de completar um ano, uma tragédia marcou sua infância. A mãe, poeta Maria Cecília Nachtergaele, se suicidara quando ele tinha apenas 3 meses de vida.

Se pelo trauma ou pela criação, ele não sabe, mas sempre teve dificuldade de estabelecer conexões emocionais com os outros. “A vida em si me assusta. Não conseguia me vincular afetivamente às pessoas. No teatro, eu tinha a possibilidade de me comunicar com as pessoas de um jeito bonito”, comentou ele, que confessou ter questionado sua vocação profissional nos últimos anos.

Ator conhecido por seus personagens marcantes no cinema brasileiro, tais como o icônico João Grilo (O Auto da Compadecida), Matheus tem toda a sua raiz no teatro. Diferente de muitos grandes na área, Nachtergaele percorreu o caminho clássico para se formar ator – algo que ele ainda aconselha para quem quer seguir carreira hoje.

“Eu não sei o que é ser jovem em 2018. Não sei como as coisas funcionam hoje, mas eu faria o caminho todo, a formação clássica. O ator é um músico, um escultor, um escritor, um bailarino, um cantor, tudo no corpo dele. Mas precisa ser educado”, pontua.

Aos 22 anos, ele entrou na Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo. Fez sua estreia no mesmo ano. A experiência com o grupo Teatro de Vertigem foi o que mais marcou Matheus neste primeiro momento. Na companhia, Nachtergaele fez seu primeiro papel de destaque como Jó, no espetáculo “O livro de Jó”, uma adaptação de Luís Alberto de Abreu do evangelho bíblico. A peça nunca foi para o palco. Ela foi interpretada no ambiente desativado do Hospital Humberto Primo – o que tornou a experiência do protagonista visceral.

“A emoção tinha que chegar em quem tava longe, mas tinha que ser natural o bastante para convencer quem tava muito perto. Então eu não podia fingir um choro. Eu chorava”, relata. E foi neste ambiente onde a dor interpretada era a dor sentida que Matheus se acostumou a trabalhar para várias lentes. “A plateia que estava perto era a lente em close, o que estava distante era como se fosse um plano geral”, explica.

Por este Jó, Nachtergaele recebeu os prêmios de Shell, Mambembe e da Associação Paulista de Críticos de Arte, de Melhor Ator daquele ano. A experiência foi apontada como valiosa para sua atuação posterior no cinema.

Seu debut no cinema foi com o filme O que é isso, companheiro? (1997), de Bruno Barreto, o início de uma jornada gloriosa na sétima arte. O destaque seguinte foi com Central do Brasil, de Walter Salles, ao lado de Fernanda Montenegro. O sucesso chegou à TV, onde ele participou de diversas séries e foi premiado por elas, a exemplo do prêmio de ator revelação pela minissérie Hilda Furacão. Matheus ganha o Brasil inteiro, por fim, com o inesquecível João Grilo, de O Auto da Compadecida, dirigido por Guel Arraes, cujo roteiro foi assinado pelo próprio Nachtergaele, João e Adriana Falcão.

A atuação marcante no cinema é fruto de uma relação profunda com o teatro. “Acho que sou um homem de cinema com os pés totalmente plantados no palco”, afirma. E nos últimos anos, foi para o palco que ele voltou quando começou a se questionar sobre seu papel na sociedade, no mundo. Vivendo um processo de depressão onde não sabia se o que esmorecia era ele ou toda a existência à sua volta, ele decidiu trazer as palavras de sua mãe, Maria Cecília, à vida.

Com os poemas dela transformados em texto teatral, ele apresentou em um pequeno teatro o monólogo O processo de conscerto do desejo com as palavras e músicas que ela gostava. “Eu estava finalmente com a mamãe”, emociona-se. Ali, dando vida à sua mãe suicida quem ele não conheceu, ele teve certeza novamente de sua vocação como ator.

A capacidade de falar e tocar públicos tão diversos é algo notório na carreira do ator, aplaudido por eruditos, pelo seu Zé da esquina, por Mariazinha-filha-de-Socorro, pelos brasileiros médios e cientistas renomados. “Sempre tive isso muito claramente. Que todos tinham que entender o meu trabalho. O ator precisa do aqui e do agora, não pode se fechar”, explica ele, sobre o processo de criação e lapidação da arte que faz.

“O processo de conscerto do desejo’ tem vários níveis. Pode ser espiritual, filosófico ou.. pode ser também muito simples”, comenta Matheus.

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Listas

Lista de Cinco | Livros de escritoras negras para conhecer

Conceição Evaristo e outras escritoras negras para prestigiar

Quantas escritoras negras você leu este ano?“. Esta pergunta, por vezes, surge pelas redes sociais e ela não vem à toa: é sabido que a literatura, por muito tempo, foi espaço de dominação masculina. E em sua maioria, homens brancos. Em uma pesquisa publicada no livro Literatura Brasileira Contemporânea: um território contestado, em 2012, a autora Regina Dalcastagné revelou dados alarmantes sobre o mercado editorial: os escritores brasileiros são representados por brancos (93,9%) e homens (72,7%).

Onde estão as mulheres? E onde estão as mulheres negras? Escritoras como Ana Maria Gonçalves, Elisa Lucinda, Helena Theodoro, Conceição Evaristo e Lia Vieira vêm lutando pela visibilidade e espaço das mulheres negras na literatura do Brasil. E não, o problema não está em “Mas mulheres, em especial as mulheres negras, não escrevem!”. O problema mora no silenciamento. Quer um exemplo?

Maria Firmina dos Reis, romancista, maranhense, mulher, negra, teve em algumas páginas na internet e até obras literárias sua imagem associada à escritora Maria Benedita Bormann, mulher, branca. Firmina dos Reis, inclusive, escreveu o livro Úrsula (1859) usando um pseudônimo. Ela tinha medo de ser atacada. A primeira mulher a escrever um romance no Brasil não pode utilizar seu próprio nome em sua própria obra. Como ser protagonista diante do silenciamento?

Mas o exemplo mais claro de silenciamento é quando somos perguntados sobre quantas mulheres negras nós lemos e não temos sequer a certeza se a autora do livro era mulher negra ou não.

Claro que não se nega os avanços feitos desde a época do lançamento de Úrsula até hoje. Essa obra, inclusive, foi relançada em 2018. Isso mostra que no mínimo o mercado de livros está atento às mudanças. Mas as mudanças precisam acontecer de forma constante, e nós, leitores, podemos fazer nossa parte nesse processo de visibilidade das escritoras negras. E de uma maneira bem prazerosa: por meio da leitura.

E para ajudá-los, que tal conhecer 5 livros escritos por mulheres negras?

1 – Úrsula – Maria Firmina dos Reis

Publicado em 1959, e, como citado acima, é considerado o primeiro romance escrito por uma mulher no Brasil. A primeira publicação foi lançada com o pseudônimo “uma maranhense”. Na história, Úrsula e Trancredo vivem uma história de amor, sob a perspectiva de o que era ser negro no Brasil.

2- Kindred, Laços de Sangue – Octavia E. Butler

Romance histórico publicado em 1979, com direito a viagens no tempo, sob narrativas escravas. A personagem principal, Dana, acaba sendo levada para o século XIX, em um período pré-Guerra Civil, época extremamente perigosa para uma mulher negra.

3 – Amada – Toni Morrison

Toni foi a primeira mulher negra a reeber o Prêmio Nobel da Literatura. Amada ganhou o prêmio Pulitzer e chegou a ser considerada a obra de ficção mais importante dos últims 25 anos nos Estados Unidos, título que recebeu em 2006. No livro, Sethe é uma ex-escrava que se refugia na casa da sogra, com os filhos. Por meio da história de Sethe e seus filhos, acompanhamos a dura realidade de ser negro nos Estados Unidos no fim do século XIX.

4 – Eu sei por que o pássaro canta na gaiola – Maya Angelou

Racismo e abusos marcaram a vida de Maya Angelou, importante escritora norte-americana que colocou nas páginas de sua obra, relatos e lembraças dolorosas sobre sua vida. Maya, negra, criada no sul dos EUA pela avó, viveu uma vida difícil, aliviada pelo poder da literatura.

5 – Olhos d’Água – Conceição Evaristo

Nesta obra, uma das mais importantes escritoras brasileiras da contemporaneidade, traz diversas histórias carregadas de dor e protagonizada por mulheres negras. Conceição recebei o prêmio Jabuti por este livro e revelou que alguns autores brasileiros só passaram a falar com ela após a premiação.

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Destaque

Lista de Cinco | Músicas para se preparar para a volta de My Chemical Romance

A banda se prepara para novos shows. Que tal matar a saudade?

A banda norte-americana My Chemical Romance foi formada em 2001 e é composta pelo vocalista Gerard Way, o baixista Mikey Way e os guitarristas Ray Toro e Frank Iero. Classificada como banda de rock alternativo e emocore, MCR fez um grande passeio entre estilos musicais ao longo da sua trajetória, nos apresentando um punk melodioso em I Brought You My Bullets, You Brought Me Your Love, o álbum de estreia, e um hard rock oitentista com um quê de ópera em The Black Parade, terceiro disco do grupo.

No segundo lançamento, Three Cheers for Sweet Revenge, talvez seja possível encontrar alguns resquícios sonoros de Misfits, em um álbum gótico-punk, com letras sobre amores condenados e muitas referências ao horror. O quarto e último álbum de estúdio lançado foi Danger Days: The True Lives of the Fabulous Killjoys. Ele tem uma pegada mais despojada, com músicas mais pop e com sintetizadores e bipes eletrônicos.

Em março de 2013, MCR anuncia seu fim por meio de comunicado no site oficial. Para os fãs, foi um momento de dor. Para os integrantes, um momento para seguir projetos pessoais ou lançar alguns conteúdos especiais da banda. Mas 2019 chegou com uma surpresa: por meio das redes sociais, a banda anunciou o primeiro show do grupo em sete anos. A apresentação acontece no dia 20 de dezembro, em Los Angeles. O ano de 2020 também vai contar com shows no Japão, Austrália e Nova Zelândia. Os ensaios começaram, e a prova é uma foto publicada no Instagram do grupo, que mostra os quatro músicos reunidos em um estúdio.

Ainda sem uma confirmação se vão ser lançadas novas músicas ou até um novo álbum, nos resta matar a saudade de My Chemical Romance por meio de algumas canções.

1 – Mama

Essa música é uma carta e nela, filho conta para a mãe que, adivinha só, nós todos somos cheios de mentiras e vamos para o inferno. O assombro por ter ido a uma guerra acompanha o resto da vida deste filho. Ele sofre pelas decisões que tomou, pelos companheiros de batalha que perdeu, e se sente completamente condenado. A carta em sua maior parte é escrita por Gerard Way. Com essa música, podemos sentir o quão bom compositor é o vocalista.

2 – Drowning Lessons

Diretamente do primeiro álbum, essa canção traz em suas letras temas como insanidade, morte e celebração do fim. Temáticas mórbidas, com guitarras e vocais que não são tão darkness, mas reforçam um pouco da agonia das lições de afogamento.

3 – To the End

Aqui, os solos de guitarra de Ray Toro são o ponto alto, que criam uma identidade única ao My Chemical Romance. Misture o talento de Toro com a bem composta letra de Gerard Way e o resultado é To the End, do segundo álbum do grupo.

4 – Skylines and Turnstiles

Essa talvez possa ser chamada de primeira canção do My Chemical Romance. Gerard Way presenciou os ataques de 11 de setembro, a principal referência para essa música. Compôs a música e logo depois criou a banda ao lado do irmão e mais dois amigos.

5 – Welcome to The Black Parade

Welcome to the Black Parade é um espetáculo. A introdução da música é digna de uma apresentação com performances e muita teatralidade. Ela não precisava nem mesmo de um videoclipe para mostrar sua grandiosidade, mas ainda bem que teve um. A canção pode ser considerada o coração do álbum The Black Parade e convida o público a cantar e, quem sabe, desfilar junto.

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Especiais

Por que ninguém mais leva a sério os jogos multiplayer de Resident Evil?

A história da franquia pode ajudar a responder essa pergunta.

Foto: Divulgação/Capcom

Resident Evil é uma das principais marcas da Capcom, se não a principal. Os primeiros jogos da franquia, além de serem sucessos de críticas e vendas, entregaram personagens memoráveis e um universo rico e distinto. Tendo essa riqueza em mãos, era de se esperar que a Capcom buscasse novas formas de explorar a saga. Não tardou e derivados começaram a surgir. Uns interessantes. Outros nem tanto.

Inicialmente, a visão da empresa condizia com o intuito natural dos spin-offs: expandir um universo com novos formatos e gêneros. E uma das primeiras experimentações de Resident Evil foi Dead Aim, lançado em 2003. O jogo nos apresentou um novo protagonista, ao mesmo tempo que apresentava o primeiro game com visão de primeira pessoa da safa e um dos poucos jogos da franquia que permite que o personagem ande e atire ao mesmo tempo. Além disso, o enredo explorava um pouco as consequências dos eventos de Raccoon City e o paradeiro da Umbrella.

Apesar de não ser exatamente um jogo memorável como o Resident Evil 2 ou Resident Evil 3: Nemesis, é evidente que o Dead Aim cumpre o seu papel como derivado. O título alimenta o universo, sem interferir nos trilhos da saga principal.

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O mesmo pode-se falar de Outbreak, o primeiro jogo multiplayer de Resident Evil, também lançado em 2003. Com 8 personagens, jogo nos apresentava uma nova perspectiva do caos de Raccoon City. Aqui, a cooperação com os demais jogadores é essencial para a sobrevivência e a progressão da história. Um arquétipo não muito comum para os jogos da época, ainda mais em um período que o co-op online ainda não era tão popular e de fácil acesso.

Após ser reconhecido com boas vendas, o jogo ganhou uma sequência, lançada um ano depois, com melhorias e novas opções de jogabilidade. Infelizmente, o segundo não foi tão rentável quanto o primeiro.

Anos mais tarde, em 2007 e 2009, a desenvolvedora decidiu revisitar alguns eventos da franquia com dois novos derivados: Resident Evil: The Umbrella Chronicles e Resident Evil: The Darkside Chronicles. Os jogos também apresentavam multiplayer, em uma perspectiva de primeira pessoa, enquanto davam mais detalhes das histórias revisitadas. Alguns eventos inéditos também foram adicionados para expandir a lore da franquia. Apesar de serem exclusivos do Wii, os títulos, juntos venderem aproximadamente 2.35 milhões de cópias. Em suma, mais dois cases de sucesso.

O último passo “bem” sucedido da Capcom no caminho do multiplayer foi Resident Evil: The Mercenaries. O derivado, lançado para o Nintendo 3DS em 2011, abusava do 3D e expandia o popular modo Mercenários da franquia, que era inicialmente um modo extra de Resident Evil 3. Com diversos personagens clássicos, como Chris Redfield, Claire Redfield, Jill Valentine e Albert Wesker, jogo nos colocava em um simples, mas efetivo jogo de ação, onde o objetivo era conquistar a maior pontuação possível na partida.

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Infelizmente, a partir daqui as coisas começaram a dar errado para os spin-offs multiplayer da franquia.

Sem a grande visão que possuía anteriormente, como nos casos anteriores, Capcom lançou o Operation Raccoon City em 2012. Talvez com o objetivo de obter lucro fácil, a companhia tenha decidido fazer algo voltado para a grande massa de shooters, bem simplório, sem muitas alegorias ou inovações. Por um lado deu certo, visto que o jogo vendeu aproximadamente 2.5 milhões de cópias. Por outro, o título foi bombardeado de críticas negativas pela imprensa e pelos fãs.

Entre esses dois lados, a desenvolvedora decidiu dá atenção ao que mais importava para si: as vendas. E fruto dessa decisão, nasceu o péssimo Umbrella Corps. O título, lançado em 2016, foi vendido à base da nostalgia, oferecendo diversos mapas clássicos da franquia, como a vila de Resident Evil 4 e a base da Antártida de Code Veronica. Também fornecia pequenas dicas da nova fase da história da franquia, mas eram tão desinteressantes que ninguém se importava. No fim, o jogo passou batido, não vendeu bem e foi logo esquecido pelos fãs, pela mídia e pela própria Capcom.

E, então, chegamos à 2019. Em agosto, a companhia surpreendeu a todos com um teaser de um novo jogo, até então chamado Project Resistance. O vídeo não oferecia muitos detalhes, o que fez os fãs especularem que tratava-se do Outbreak 3. Aliás, além de ser querido pelos fãs, o auge dos jogos online seria uma bela oportunidade da empresa voltar a investir em um jogo tão singular e único. Certo? Errado.

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Em 9 de setembro, foi revelado que o projeto é apenas mais um derivado, inédito, sem rostos conhecidos (com exceção dos inimigos), desvinculado de qualquer outro jogo anterior. Suas mecânicas são essencialmente colaborativas e funcionam de maneira similar à Friday 13th The Game e Dead By Deadlight, mas possuindo propriedades únicas, vindas da própria franquia. Contudo, apesar disso, apesar de não investir mais na ação frenética de Umbrella Corps e Operation, o público não comprou a ideia.

Por quê? Os cases acima ajudam a explicar.

Como visto, existe uma demanda, sim, para spin-offs multiplayer, tanto para os fãs da franquia, como para a indústria atual, que cada vez mais consome jogos do gênero. Contudo, os passos em falsos de Resident Evil ainda são recentes, os traumas ainda estão frescos. Os investimentos pesados na ação deixaram os fãs amargurados. Além disso, os incessantes gritos desse público pelas redes sociais deixam claro que eles desejam algo muito mais expansivo e criativo, como a Capcom fazia inicialmente, principalmente com o Outbreak, que aliava história inédita, personagens novos e uma mecânica cooperativa de sobrevivência, que abusava do raciocínio lógico e do bom racionamento dos recursos.

Também devemos atentar ao fato de que já existem muitos spin-offs do gênero dentro da franquia, o que pode ter saturado a ideia, possivelmente. Além do mais, há uma grande expectativa, por parte dos fãs, de um novo remake, de um terceiro Revelations (outro spin-off da franquia) e de uma sequência de Resident Evil 7. Em outras palavras, há um forte anseio de ver a lore da franquia ser expandida criativamente e personagens esquecidos retornando.

Dito isso, a companhia precisa de mais de um jogo simples de colaboração para conquistar os fãs. Por isso, talvez o Outbreak 3 fosse bem mais aceito. Ele não sofreria com o impacto da saturação e poderia apresentar novos detalhes do universo de Resident Evil. Mas se a Capcom deseja persistir na ação, um novo Mercenaries também não cairia mal pela sua popularidade e por poder reunir clássicos rostos da franquia em um mesmo jogo.

O que vocês acham?

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