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Séries

O universo de Steven Universe

Conheça Steven e as Crystal Gems, e se prepare para o filme, que estreia em setembro

O texto contém spoilers

Um garoto humano e três mulheres alienígenas com poderes e personalidades baseados em pedras preciosas se reúnem para proteger o planeta Terra. Essa é a sinopse simples da série animada, e agora filme, Steven Universe. Na San Diego Comic-Con 2019, o Cartoon Network divulgou o primeiro trailer do longa, que você confere acima.

Se você ainda não conhece a história de Steven, Garnet, Amethyst e Pearl, há tempo para acompanhar as aventuras desse grupo e se preparar para a estreia do filme, prevista para o dia 2 de setembro. E minha missão hoje é te ambientar um pouquinho nessa história, e te apresentar, em especial, os personagens.

Pearl, Amethyst, Garnet e Steven

No desenho, Steven mora em Beach City, na casa de sua falecida mãe, Rose Quartz, ao lado das Crystal Gems, grupo outrora liderado por Rose. As três gems (Garnet, Amethyst e Pearl) assumem o papel de mãe do garoto, mas em muitos episódios é possível perceber que elas são como irmãs mais velhas para ele, e que também sentem muita falta da antiga líder.

Rose Quartz

Não se engane: Steven não é um caso de criança com pai omisso. Greg Universe tem um lava-jato e mora em uma van, mas isso não é motivo para julgá-lo. O filho carrega o legado da mãe, uma gem, e um humano não conseguiria prepará-lo para os possíveis perigos que podem aparecer.

Rose Quartz e as Crystal Gems eram rebeldes. Garnet, Amethyst e Pearl ainda são rebeldes, mas Rose foi responsável por liderá-las e mostrar que o sistema das gems não era o ideal. Destruir outros planetas sem pensar muito, explorar recursos dos planetas para criar gems guerreiras, minimizar sentimentos e emoções… esses eram alguns problemas sociais de Homeworld, terra natal das gems, e que causava aflição no grupo rebelde.

Crystal Gems

Homeworld é o elemento dessa ficção que remonta ao que nós já vimos em outras histórias: alienígenas que invadem a Terra, escravizam humanos (ou os exterminam) e usam nossos recursos. Nós vemos isso também no mundo real: na História Mundial, quantos povos foram responsáveis por invadir terras de outros povos e fazer as mesmas coisas que as gems? É difícil contar.

Mas voltemos a nos prender à ficção. Desafiar o sistema tradicional de sua espécie e usar a Terra como base eram ações das Crystal Gems. Mas a morte de Rose alterou um pouco o percurso das coisas. Agora, além de se preocupar com o súbito ataque de outras gems, as Crystal precisam cuidar de Steven Universe, que representa o legado da tão amada líder dessas mulheres. Homeworld enxerga as Crystal Gems como traidoras, e esse legado foi também deixado para o protagonista.

Ser metade humano e metade gem traz à Steven uma série de aventuras. E nos primeiros episódios, você pode achar o personagem irritante. Bobo demais, empático demais, gosta de evitar violência… Mas, por que essas características seriam irritantes? Aqui, o Cartoon Network acerta em cheio ao trazer um personagem principal, e herói, diferente do que encontramos por aí. E o mérito não fica só para o canal, mas para Rebecca Sugar, criadora da animação e que foi roteirista de aclamados episódios de Adventure Time.

Steven e as Crystal Gems

Rebecca nos entrega um protagonista cheio de questionamentos, inseguranças e empolgação. Nós todos não temos momentos assim? Steven não conheceu a mãe, mas conheceu todas as coisas incríveis que Rose fez por meio de relatos de terceiros. Pearl, dentre as 3 tutoras do garoto, é a que mais se empenha em não deixar ninguém esquecer o quão importante Rose Quartz foi – e é. E isso é um peso para Steven. Imagina a responsabilidade de ter que crescer e atingir esse nível tão alto? Ao longo do percurso, ele descobre que a mãe não era perfeita, e isso também é um peso, e é interessante ver um desenho animado mostrar conflitos assim.

Ao longo da história, Steven descobre seus poderes. Sua arma principal é um escudo. Ele consegue também criar uma bolha de proteção, estendendo essa proteção à mais pessoas. E possui algumas habilidades de cura. Não é convencional para um personagem-título ser o elemento “curador” do enredo, mas Steven não poderia ser outra coisa. Ele gosta de proteger. Foi tão protegido pelas Crystal Gems que carregou consigo a importância da empatia.

E Garnet, Pearl e Amethyst ensinaram muitas outras coisas além da empatia. E para o público, essas três mulheres são responsáveis por mostrar nas telas temas que às vezes não discutimos nem com nossa própria mente.

Pearl, por exemplo, vive no caminho do perfeccionismo. Gosta das coisas totalmente certas, organizadas. Mas… a personagem tem um enorme sofrimento: a ausência de Rose dói. E em algumas canções (sim, canções, porque o desenho utiliza de momentos musicais para complementar sua história e nos entregar melodias e composições sensíveis e tocantes), sentimos que Pearl ficou, no mínimo, devastada com essa perda. Como lidar com a morte de alguém que amamos muito? Está lá a pergunta para personagens e público refletirem.

Steven e Pearl

Em oposição à Pearl, temos Amethyst. Animada, engraçada, desorganizada, barulhenta. Causa dor de cabeça em Pearl, e as duas vivem em momentos de discussão. O jeito animado de Amethyst esconde um problema mal-resolvido: pela forma como foi gerada, que é considerada defeituosa, essa gem sofre de um complexo de inferioridade que à leva ao medo de nunca ser boa o suficiente.

As personalidades distintas de Pearl e Amethyst podem causar divergências entre as duas, mas também nos surpreende em alguns momentos, principalmente quando se trata da fusão, um tema muito presente na série. As Gems possuem a habilidade de unir seus organismos e criar uma única forma, com poderes e habilidades potencializados de acordo com as envolvidas no processo. E no caso de Pearl e Amethyst, Opal (ou Giant Woman como Steven cantou)é o resultado da fusão.

Opal

A fusão não é algo bem visto pelas gems. Esse processo acontece quando as duas envolvidas concordam com isso e é feito apenas para fins bélicos. Mas claro que as Crystal Gems não concordam com esse último item. A fusão, para elas, representa também o amor, a sintonia, a reciprocidade. E, representando tudo isso, temos Garnet.

Garnet

A fusão de uma Rubi e uma Safira resulta na atual líder do grupo. Garnet é um mulherão, e é só olhar para ela que sentimos poder emanando de sua figura. Um tanto calada, mas uma comediante de primeira em momentos certos. E ama Steven de uma maneira gigantesca. Porque essa é essência de Garnet: um ser criado a partir do amor.

Em contrapartida de relacionamentos baseados no amor, temos os relacionamentos tóxicos. E esse último, encontramos na fusão de Jasper e Lapis-Lazuli. Malachite, o resultado, é poderosa, e antagoniza com as Crystal Gems. Em alguns episódios, é possível perceber que Jasper tem comportantes abusivos em relação a Lapis, o que gera transtornos na relação.

Jasper e Lapis-Lazuli

Steven Universe traz outros temas em seus episódios, como a ansiedade. Connie, par romântico do protagonista e companheira de batalhas, sofre com crises de ansiedade. E conta com apoio dos amigos para lidar com as dificuldades.

Steven e Connie

É interessante perceber o quanto o sentimento de família e amizade está presente entre os personagens. Até mesmo em batalhas, esse sentimento está lá. Relacionamentos, de todos os tipos, são explorados em diálogos, canções e cenas.

E ver Steven crescer ao lado de Garnet, Amethyst e Pearl, que também estão crescendo, é uma sensação incrível. Perceber que esses seres com poderes, capazes de lutar e criar fusões igualmente poderosas, carregam problemas e inseguranças, torna a história acessível. E, é por isso, que Steven Universe chegou até uma quinta temporada e deixa fãs à espera do anúncio de uma sexta.

Steven Universe: The Movie

Ah, e claro, deixou um público ansioso para a estreia do filme.

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Destaque

Review | She-Ra e as Princesas do Poder (4ª Temp.)

Nova fase da animação revelou alguns segredos e prepara público para ponto de virada na série.

A Honra de GraySkull está mantida? Talvez. A resposta para a pergunta somente na próxima temporada de She-Ra e as Princesas do Poder em 2020. Um ano depois da estreia da série, a 4ª temporada (que estreou 5 de novembro) deixou um sentimento de “e agora?” muito forte durante o processo de introdução de novos elementos.

Ressalto aqui também que quem leu a review da temporada anterior pode perceber que acertei na teoria. A antiga She-Ra daria as caras (embora somente em flashbacks da Madame Rizzo) e a aparição do Rei Micah seria agora justo após a morte de Ângela (que agora tenho minhas dúvidas!). Micah apareceu, mas não como o Cavaleiro Vermelho, como é na trama original. Nem um demérito ao reboot por causa disso. Só na traição de Sombria que minha pergunta permanece no ar. Seguindo!

Das quatro temporadas apresentadas até aqui, a última é a mais intensa. O fato de voltar a ter 13 episódios ajudou bastante. Mais tempo de tela reforça a construção de todas as personagens: protagonistas, coadjuvantes e antagonistas.

Foi o que Noelle Stevenson fez com a sua equipe de roteiristas. Para esse review focaremos em um trio de personagens e um extra: Cintilante, Mara e Scorpia, além de Hordak.

A coroação da jovem Cintilante, após o sacrifício de Ângela, deveria ter amadurecido a personagem. Cintilante, ao meu ver, foi a quem menos evoluiu nesta temporada. Ou melhor, até tenha evoluído, mas em consequência o seu lado mimado acompanhou o processo. Sua compostura diante dos amigos e aliados revela muita insegurança. Normal, se considerarmos que agora como rainha ela não estava preparada para o papel e a perda da mãe. No entanto, seus atos desesperados forçaram toda Etheria conhecer um obstáculo bem mais difícil que Hordak e Felina.

A nova rainha mudou o visual, mas não mudou as atitudes

Por outro lado, conhecemos Mara. Até então apenas citada ou em aparições rápidas, a personagem foi uma das protagonistas do episódio “Heroína” e nos ajudou a entender o que realmente estava se passando no planeta. A She-Ra anterior, que é um acréscimo bem válido à mitologia da franquia, resgata a personagem Mara com muito empenho e nos revela que os “Primeiros” (por que não Eternianos?) tem um propósito não tão nobre e abre espaço para novas apostas e teorias. Sua relação com a Esperança da Luz e Madame Rizzo chegam ao grau de melancolia na trama e dão o tom mais solene à temporada. Impossível não se identificar com ela.

Como já está bem claro, as chances de He-Man fazer ponta na série é mínima, quase zero, mas os elementos que o cercam não. Veremos na próxima fase o Castelo de GraySkull? A Espada do Poder? Ela, a espada, já existe ou será ainda criada? Essa última pergunta é um reboot de mais alto nível à mitologia e portanto pouco provável. O certo é que sabemos que Mara era dos Primeiros e eles serão o próximo foco da trama.

Das três personagens que destaco, Scorpia é quem mais curti na temporada (novamente me rendo ao seus pés garota!). O crescimento de sua personalidade, dado seu lado mais infantil, rendeu uma surpresa maravilhosa ao vermos ela compreendendo o quão tóxica é a figura da Felina. Parabéns Scorpia! E ela é tão amável! Mesmo reconhecendo a toxicidade da outra continua a amando (pode ser um ponto fraco dela, mas sem isso ela não seria a fofa que é). De quebra, não posso esquecer que acertei de novo aqui quando conjecturei que poderíamos vê-la com a Grande Rebelião. Mais um ponto para mim!

O extra pra essa review é Hordak. O lado passional do vilão nem de longe condiz com o bufão da série clássica e isso é maravilhoso. Sua melhor cena é aquela onde as lágrimas mistas de alegria pela não-traição de Entrapta e o ódio pelas mentiras de Felina ficam retidas sobre a face em poucos segundos. Mas não esqueçam: ele ainda é vilão!

Por fim, o que foi Double Trouble?! A nova personagem é o tipo de personagem que mais detesto. Contudo, o metamorfo foi o elemento mais significativo para todos os acontecimentos da temporada. Já espero mais canalhices. Sobre Double Trouble, é necessário dizer que sua introdução na trama, por parte de Noelle Stevenson, não é tão original assim como alguns sites anunciavam. Double Trouble já existia na franquia, mas apenas nos quadrinhos.

Dohble Trouble, em novo design, é símbolo de representatividade na animação de Noelle Stevenson

Antes chegou a ser a prima de Cintilante com altas habilidade de disfarce. Agora Noelle repagina a personagem dando-lhe um outra proposta e fazendo-o assumir características que acredito ser numa referência a uma personagem não-binária. O bônus aqui foi o fato dela representar em suas transformações outra personagem da franquia que ainda não havia aparecido: Flora, a princesa com asas de borboleta, embora ao que parece em apenas um fanservice. Assim como foi com Octavia, capitã das tropas navais da Horda, que também apareceu na série dos anos 1980.

She-Ra e as Princesas do Poder segue firme com uma trama convincente e equilibrada em drama, humor e fanservice (as referências a Vassorito, Corujito e Geninho me animaram). A chegada do Mestre da Horda revela que algo mais sombrio está por vir. Aviso que não acredito na Felina, logo aguardem mais atos egoístas dela.

Com a Espada da Proteção em frangalhos estamos sem She-Ra. Adora será capaz de restaurar a Honra de GraySkull? Esperemos.

Confira as reviews anteriores:

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Crítica

Crítica | Watchmen (piloto da série)

Derivado da famosa HQ, o piloto de Watchmen vai na onda de Coringa e entrega uma obra intensa e realista

Watchmen

O piloto de Watchmen termina e você entende exatamente qual é a proposta de Damon Lindelof: a fidelidade pelo conceito criado no universo da clássica HQ de Alan Moore e Dave Gibbons e promover uma trama envolta no mistério característico, marca registrada do diretor e roteirista, criador de Lost e The Leftovers.

De cara, vai chamar a atenção também o visual arrojado e a edição ousada, mas será na atualização relevante da narrativa – com comentários políticos e sociais diretos que podem ser lidos como críticas ao ultaconservadorismo atual – e a abordagem bastante realista a chave que atingirá mentes e corações. E, mesmo que a série se passe em uma realidade alternativa, assim como no filme de Zack Snyder, ela é muito mais semelhante à nossa.

Trinta anos após os eventos finais da HQ (e do filme), os vigilantes mascarados ainda estão nas ruas e ajudam a polícia. Eles são heróis anônimos, mas agora são pessoas comuns, que tem vidas normais, sem o culto de personalidade que outrora tinham Coruja, Comediante e Spectral. Os fãs certamente irão vibrar com a precisão dos detalhes e as referências – um tanto diferente da opção pela estilização do longa assinado por Snyder – onde está explícita a paixão de Lindelof pela obra de Alan Moore. Porém, aos não iniciados no universo da HQ, Watchmen também funciona muito bem como uma série derivada e independe, ainda que possam se sentir interessados a entender certas excentricidades.

Em um momento em que, as obras baseadas em quadrinhos podem entreter a partir de um novo conceito, embaladas pela visceralidade real de Coringa, Watchmen é brilhante na medida em que entrega uma experiência nessa mesma intensidade. Com momentos impactantes, ótimas atuações (Regina King, Jeremy Irons e Don Johnson excelentes) e elementos técnicos irrepreensíveis, a série da HBO sustenta uma história promissora cujo caminho ninguém faz ideia onde vai dar mas, de forma inteligente, instiga a pensar, mantendo a audiência interessada e atenta. 

Expectativa altíssima para os próximos 8 episódios.


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Crítica de TV

Crítica | (Des)encanto – 2ª temporada

Quando a primeira temporada de (Des)encanto chegou à Netflix, o hype e a ansiedade atingiram níveis gigantescos. Primeiro, porque se tratava da nova animação de Matt Groening – o criador de Os Simpsons e Futurama – segundo porque o novo universo, um reino místico cuja protagonista era uma princesa má educada e beberrona, parecia promissor para os que adoram um humor ácido e adulto. Dito e feito. A primeira temporada, apesar de alguma inconsistência na narrativa, conseguiu entregar exatamente o que os fãs queriam: irreverência e boas piadas. 

Com a chegada da segunda temporada, era preciso reconectar o público depois de um final curioso, porém um pouco mais dramático do que aquele tom de descaso inicial dos primeiros episódios. Mais do que isso: como retomar aquela maravilhosa química entre o trio de protagonistas? Sem muita surpresa, os primeiros episódios já respondem as pontas soltas e amarra tudo já logo nos dois primeiros capítulos. E a química volta lindamente. É visível, inclusive, que prevalecerá no desenrolar da história uma condução mais confortável e pé no chão, porém não menos descontraída. 

No decorrer da série é possível notar que, nessa temporada, há uma menor predisposição de dialogar apenas com a fantasia. Apesar de ainda beber nessa fonte, há boas referências de outros gêneros que intensificam novas boas ideias como, por exemplo, alguns óbvios paralelos com Game of Thrones. Embora isso não signifique que mantenha-se engajada naquele discurso (interessantíssimo) de como a sociedade medieval se assemelha ao nosso atual modelo de política – democrática, porém cruel para os que não se encaixam nos padrões de normalidade. 

O visual continua sendo uma delícia. Tanto a iluminação quanto o sombreamento distribuem bem a atenção, seja nos momentos de ação ou nos de mais calmaria. E o toque de mestre são as sutilezas digitais que se somam ao estilo tradicional das animações de Matt Groening. 

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A parte não tão legal é uma menor inserção de memes nos diálogos da versão dublada, coisa que a primeira temporada deitou e abusou de forma criativa e inteligente. Mesmo assim, o humor nessa segunda temporada parece se encaixar de uma maneira mais natural, até porque as características dos personagens já foram exploradas e a graça agora é, justamente, ver como eles reagem em situações que exigem uma maior intimidade entre si. 

E como a terceira temporada já está confirmada, a tendência é que (Des)encanto siga com sua faceta insana, mas bem mais espontânea e que, assim como em Os Simpsons e Futurama, nesse ritmo, possam ter episódios que funcionem bem de forma isolada. 


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