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O que a compra da Fox pela Disney muda no mundo do entretenimento

A justiça norte-americana aprovou a compra e o primeiro semestre de 2019 já promete trazer mudanças.

Foto: Reprodução/Internet.

A compra da Fox pela empresa do ratinho mais famoso do mundo foi aceita pela justiça norte americana, num valor simbólico de US$ 71 milhões, além do pagamento de antigas dívidas da Fox. Agora, a pergunta que todos estão se fazendo é: mas o que vai acontecer com a Disney? E com a Fox?

A Disney, mundialmente conhecida por seu cardápio infantil, tem se tornado a maior potência no entretenimento mundial, cheio de clássicos, além de todo seu poder com a Marvel Studios – e seu acervo de filmes uber lucrativos, como os dos heróis de Vingadores – além da Lucasfilm, adquirida em 2012, que dá direito aos estúdios do Mickey em franquias como Star Wars e Indiana Jones.

Vale ressaltar, ainda, que antes mesmo de todas essas aquisições, a Disney já era uma potência quase imbatível, sendo a dona da Pixar – responsável por animações como Os Incríveis, Monstros S.A, Toy Story, Procurando Nemo e Carros –, além de já ter franquias como Piratas do Caribe.

Outro filão que a empresa vem investindo são nas versões live-action de suas clássicas animações. Tudo começou com Malévola (2014), seguido de Cinderela (2015), Mogli – O Menino Lobo (2016) e A Bela e a Fera (2017), além da estreia de O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos, em novembro deste ano. E a empresa promete não parar aí, trazendo O Rei Leão, Dumbo, Aladdin e Mulan, a partir de 2019.

Ao comprar a Fox, a Disney possui agora toda a biblioteca de cinema da 20th Century Fox e igualmente seus derivados na TV, no braço de animação e no cinema independente. Sabe o que isso significa? Franquias como Alien, Planeta dos Macacos, Os Simpsons, Avatar, A Era do Gelo, Quarteto Fantástico, X-Men, American Horror Story, As Crónicas de Nárnia, Rio, Uma Noite no Museu, This Is Us, Maze Runner, Alvin e os Esquilos, How I Met Your Mother, e diversos (e pões diversos) outros títulos super conhecidos fazem parte da empresa do Walter Elias Disney.

O que resta da Fox?

Nem tudo é de propriedade da empresa das orelhinhas. A Fox manterá as redes e estações da Fox Broadcasting, os canais Fox News, Fox Business Network, Fox Sports 1 e 2 e Big Ten Network. A justiça determinou isso por conta de achar que, se a Disney também possuísse todos esses canais, como exemplo dos esportivos, se tornaria cartel.

A Disney já é dona da ESPN, e, sendo dona da Fox Sports, ela teria em suas mãos os canais esportivos mais assistidos da América. Por conta disso, será consolidado na forma de uma nova e independente companhia, a princípio chamada New Fox.

No Brasil, o sumiço dos canais Fox ocorrerá em até sete anos, segundo o contrato. Mas, aposta-se que isso ocorrerá bem antes. Entre os canais de que a marca Fox dispõe no país, estão campeões de audiência da TV paga, como a própria Fox e o Fox Sports. Como dito, nos Estados Unidos a Fox vai continuar com seus principais canais em operação, segundo prevê o acordo de venda. No Brasil e nos demais países da América Latina, os canais da empresa serão descontinuados e substituídos por marcas pertencentes à Disney que operam no mesmo tipo de negócio.

O que acontece com a Disney sendo dona de quase todo o Hulu e querendo lançar seu próprio streaming?

Antes do acordo, Disney e Fox detinham, cada uma, 30% das ações do serviço de streaming Hulu. Agora, 60% pertencerá à Disney, mais do que os concorrentes Comcast/NBCUniversal (30%) e Time Warner (10%).

Com mais de 20 milhões de assinantes, o Hulu é uma das principais forças do mercado de streaming, que ainda é dominado pela Netflix. Mas o monopólio da Netflix pode mudar, em breve, já que a Disney pretende retirar suas obras do catálogo e inserir em sua própria rede de filmes e séries sob demanda.

A empresa já confirmou que está fazendo investimentos para o Disney Play, que teria em seu catálogo todos seus filmes originais, bem como tudo que pertencer à Marvel e à Lucasfilm. Agora com 20th Century Fox e Fox Searchlight, as obras pertencentes a ambos estúdios também poderiam vir a integrar a biblioteca deste serviço.

De imediato, não haverá mudanças entre a Disney e o já consagrado Hulu, já que o acordo que a empresa mantém com o streaming impede quaisquer mudanças estruturais.

Bob Iger, CEO da Disney, vem afirmando aos investidores que pretende manter ambas as iniciativas separadas, com o Hulu focando em séries adultas e o serviço próprio da Disney se baseando em conteúdo para famílias. “Ter um terço do Hulu foi ótimo, mas ter o controle vai nos permitir inseri-lo ainda mais neste campo e torná-lo um competidor ainda maior às demais empresas que atuam na área. Nós poderemos fazer isso não apenas adicionando mais conteúdo ao Hulu, mas também tornando sua administração mais clara, eficiente e eficaz”, declarou.

Cerca de 1,58 bilhões de dólares foram desembolsados pela empresa ainda em 2017 para adquirir a maior parte da BAMTech, uma plataforma de streaming ao vivo. Iger enfatizou que o streaming é o formato de consumo que vem se tornando prioridade para a sua companhia. É também neste serviço que a Disney estuda distribuir conteúdos de forma ao vivo, que eram transmitidos na TV paga brasileira, como a Libertadores, já que o canal esportivo da Fox no Brasil (e toda América Latina) será descontinuado.

Como a mídia, entretenimento e empregados são afetados?

Investidores afirmam que, em números, a Disney deve dominar certa de 1/3 da indústria do entretenimento mundial, até o final de 2019. Ainda assim, cinco grandes estúdios têm a capacidade de competir com ela, sendo a Time Warner sua maior rival.

Os gigantes do entretenimento têm feito o esquema Disney+Fox para tentar, dessa forma, se consolidar e crescer tendo direito a conteúdos já consagrados. A NBCUniversal, por exemplo, foi comprada pela Comcast por US$13 bilhões. A Lionsgate comprou a Starz no início de 2017. AT&T comprou a DirectTV em 2015, desembolsou de US$85,4 bilhões para comprar a Time Warner.

As companhias de pequeno e médio porte vão ficando sem muitas opções tendo que se unir a estúdios maiores. Isso pode acarretar numa variedade menor de filmes, como os independentes, e realização de menos obras de orçamento médio.

Além desse ponto negativo, a empresa, em comunicado oficial a imprensa, afirma que “espera-se que a aquisição renda pelo menos dois bilhões de dólares em economia de custos através da união das empresas”.

Isso significa que podemos esperar cerca de dois bilhões de dólares em corte de empregos por empregados da Fox. Dois bilhões divididos por incontáveis salários significa que muita gente deve ficar desempregada.

O que Hollywood pensa sobre isso?

Alguns cineastas apoiam a união, principalmente aqueles voltados ao mundo dos super-heróis, principalmente no universo da Marvel. Outros, como Mark Millar, criador de Kick-Ass e Kingsman, expressam preocupação.

O Writers Guild of America, organização que representa os roteiristas de filmes, séries e também programas radiofônicos, declarou em uma carta aberta que se opõe a união das empresas. Na carta, é frisado que o negócio será prejudicial, com roteiristas tendo cada vez mais dificuldade em conseguir salários dignos, e esta é uma batalha que eles vêm travando em Hollywood há anos.

Segundo trecho da carta:

“Na incansável tentativa de eliminar a concorrência, as grandes empresas têm um apetite insaciável. A Disney e a Fox passaram décadas beneficiando do controle oligopolista que os seis principais conglomerados de mídia exerceram sobre a indústria do entretenimento, muitas vezes à custa dos criadores que impulsionam suas operações de televisão e cinema. Agora, essa fusão de concorrentes diretos tornará as coisas ainda piores, aumentando substancialmente o poder de mercado de uma corporação deste porte. As preocupações antitruste levantadas por este acordo são óbvias e significativas. O Writers Guild of America opõe-se fortemente a esta fusão e trabalhará para garantir a aplicação das leis antitruste da nossa nação”.

Para bens e males, apenas o tempo será o responsável por nos mostrar quais as consequências físicas que o mundo sofrerá com a união de duas grandes potências do entretenimento.

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MCU: A FASE QUATRO (SPOILERS)

Tudo que sabemos sobre o futuro da Marvel, com teorias do que esperar da tão aclamada fase quatro.

Endgame é um termo que ficou popularizado no jogo de xadrez, ele marca a transição do meio do jogo para seu final, onde ambos os lados de jogadores apresentam, com uma simples mudança de estratégia, seu movimento com apenas algumas peças restantes no tabuleiro, para, por fim, dar o xeque mate. Em Vingadores vemos exatamente isso, os sobreviventes estão aflitos e apelando para sua última linha de defesa: o desespero. Em um filme que trouxe consigo não somente a conclusão épica tão aguardada para uma década de fãs, como também o desfecho da Saga do Infinito, encerrando uma era da Marvel dentro do cinema.

No entanto, Ultimato não pode ser visto como o fim, mas sim como um marco, uma porta de entrada para um novo capítulo a se iniciar. Dentro do contexto de xadrez, o xeque mate foi executado, porém uma nova partida irá se iniciar, com novos jogadores e novas estratégias a serem postas em jogo. Com a Saga do Infinito completa, a fase quatro oficialmente se inicia a partir de 2020, trazendo consigo uma nova leva de personagem, introduzidos nos últimos dez anos, que agora terão o seu momento de integrar uma nova equipe de Vingadores, com a missão de defender não somente a Terra, mas sim a galáxia e outras dimensões inteiras. O MCU ganhou proporções imensas, com Kevin Feige agora tendo expandido seu arsenal devido a compra da Fox, dando mais espaço (literalmente) para que o mundo dos quadrinhos se molde nos olhos de espectadores nos cinemas.

Pensando nisso e ainda processando os eventos de ontem a noite, com a pré-estreia de Vingadores: Ultimato, a equipe do Volts traz um mapa, apresentando todos os filmes confirmados dentro da fase quatro do MCU e um breve resumo do que esperar dessa nova matriz de heróis. Como vamos abordar um pouco do futuro da Marvel, o presente se torna um grande aviso de SPOILERS, então leia ao seu próprio risco, e sinta-se a vontade de compartilhar suas expectativas e teorias sobre a expansão desse novo universo que vamos testemunhar.

  • Viúva Negra:

Depois de um década sendo Natasha Romanoff, Scarlett Johansson finalmente vai ganhar um filme para chamar de seu, tendo sido apresentada como a agente dupla Viúva negra em Homem de Ferro 2 (2010), Johansson se tornou uma das heroínas mais famosas e prestigiadas dentro do MCU, sem contar de ser a única mulher a integrar a formação original dos heróis mais poderosos da Terra. Seu filme solo vai tratar muito possivelmente de uma história de origem, já que a personagem foi oficialmente morta em Endgame, com isso, teremos a oportunidade de explorar arcos já mencionados em outros filmes desse universo.

O filme deve se passar na Rússia, onde veremos uma jovem Romanoff sendo treinada no quarto vermelho KGB para se tornar a assasina que conhecemos, com isso, teremos um olhar mais profundo e psicológico no passado da Viúva e das visões que fomos apresentados em Era de Ultron.

Nesse contexto, seremos introduzidos ao projeto Viúva Negra, aprendendo de que esse título se remete não somente a Natasha, mas sim pertencendo ao grupo de agentes, treinadas para seduzir e matar. Além disso, o filme pode abordar o primeiro encontro de Natasha com o Soldado Invernal, mencionado pela mesma em Capitão América 2, trazendo assim, Sebastian Stan como o personagem para o filme.

  • Os Eternos

Confirmado por Kevin Feige no ano passado, os Eternos vai expandir o universo cósmico da Marvel, que já apresenta peças importantes como Capitã Marvel e os Guardiões da Galáxia em seu catálogo. O filme também vai abordar uma origem, se passando diversos séculos antes de qualquer evento que remete ao MCU, introduzindo essas criaturas que são elevadas ao nível de deuses. No entanto, os Eternos são a porta para algo muito maior dentro da expansão desse Universo, sendo eles, nos quadrinhos, responsáveis pela criação dos X-Men, algo que agora faz parte do MCU graças a aquisição da Fox pela Disney. Com isso, acreditamos que os Eternos, sendo deuses como são, irão deixar o gene X na Terra, para ser ativado nos tempos atuais, resolvendo assim de maneira eficiente, a introdução de uma nova raça inteira dentro de um universo já consolidado .

O filme ainda contará com Angelina Jolie, e por fim, vai levantar a bandeira em questões sociais dentro do MCU, tendo sido confirmado, por Feige, a ser o primeiro filme com um protagonista LGBT+.

  • Guardiões da Galáxia Vol. 3

Em 2014 fomos introduzidos ao grupo de desajustados espaciais que conquistaram nossos corações, com uma simples frase: ‘’we are groot’’, os Guardiões da Galáxia se tornaram um dos sucessos mais inesperados da Marvel. Agora, essa equipe conta com uma nova adição de peso, o Thor, que como vemos no final de Ultimato,  vai para o espaço na tentativa de descobrir o seu verdadeiro significado como pessoa e herói. Isso dá abertura para que os quadrinhos mais atuais sejam adaptados, como Asgardianos das Galáxias, que conta exatamente com Thor e Valquíria fazendo parte dessa equipe.

O Vol 3. é a conclusão da trilogia dos Guardiões dentro do MCU e a história vai contar com Peter Quill em busca de Gamora, já que o mesmo está convencido de que os efeitos da jóia da alma podem ser desfeitos. Além disso, Vol 3. vai introduzir um dos personagens mais esperados e temidos da Marvel: Adam Warlock, o Sentinela.

Warlock foi provocado no último filme dos guardiões e agora com o MCU movendo com força total para uma galáxia tão distante, ele se torna personagem chave para termos uma ideia do nível de poder que essa nova fase de heróis terá de enfrentar. O Sentinela é dito por ter o poder de cem mil sóis, mas o que o torna perigoso é na verdade seu psicológico. Warlock é seu próprio vilão, tendo uma dupla personalidade chamada de Void, para cada boa ação que o Sentinela faz, o Void faz uma de mesma intensidade porém oposta.

  • Homem-Formiga (3) e a Vespa

Seguindo a mesma linha de Guardiões da Galáxia, Scott Lang e Hope Van Dyne carregam consigo a memória da fase três do MCU, com sua trilogia ainda não tendo sido terminada, agora fazendo parte de um capítulo, fora da Saga do Infinito. O filme vai abordar mais da sua pegada familiar, ainda mais agora que, com o salto de tempo para cinco anos no futuro, vemos uma Cassie Lang muito mais velha. Nos quadrinhos, Cassie se torna a heroína Estatura, carregando não somente o manto do Homem-Formiga, mas também sendo uma das membros de maior destaque em Jovens Vingadores. Nesse filme, veremos um Scott muito mais adulto e seguro de si, provavelmente no fim de sua trilogia, assumindo uma espécie de posição de mentor para as novas gerações de Vingadores que estão por vir.

  • Capitã Marvel 2

A mais nova entrada no clube do um bilhão da Marvel, Carol Denvers se provou como a criatura mais forte do MCU de uma vez por todas com seu embate contra Thanos em Endgame, se mostrando a arma de alto calibre e última estância dos Vingadores. A continuação da saga de Denvers pode tomar dois direcionamentos diferentes, um deles trazendo eventos do passado, de uma Carol Denvers recém saída da Terra e em busca de ajudar outros planetas, culminando em solidificar suas experiências como protetora de universos até o ponto que o chamado de Fury chega nela, criando uma conexão com o resto do universo já estabelecido na fase três.

No entanto, a maior aposta para a continuação de Capitã Marvel é que o filme se passe em eventos posteriores a Ultimato, com Carol se desenvolvendo para se tornar o rosto que representa esses novos Vingadores. Além disso, Brie Larson e Tessa Thompson (Valquíria) estão puxando um arco LGBT+ para seus personagens, e pela maneira como Larson escolheu representar seu personagem no último Vingadores, é bem possível de ver essa direção sendo seguida. Por fim, com Capitã Marvel se tornando esse simbolo de liderança e representatividade, é extremamente possível que sua trilogia se feche com um filme focando no time A-Force, uma equipe composta somente de mulheres do MCU, algo que também já foi provocado no último filme.

  • Shang-Chi

O MCU expandiu seus horizontes em todos os sentidos, com a confirmação de Shang-Chi por Kevin Feige em Outubro de 2018, a Marvel procura atingir um novo público, buscando o crescente e poderoso mercado asiático. Shang-Chi também chega com uma agenda forte de representatividade, sendo o primeiro herói de descendência oriental a ser título solo de um filme de heróis. Muito possivelmente, vemos aqui mais um filme de origem, numa dimensão um pouco menor que a maioria dos filmes fazendo parte dessa lista, Shang-Chi é um mestre em todas as artes marciais, que por muitas vezes foi dito como o melhor lutador do universo.

Esse filme vai servir o mesmo próposito que Doutor Estranho apresentou em 2016, introduzindo um novo personagem que expandia as dimensões do MCU fora do ramo ciêntifico, aqui servindo como uma folga de poderes côsmicos e galáticos, mostrando as origens do MCU que é tão conhecido por cenas extremamente bem coreografadas de luta, como podemos ver com Viúva Negra e Capitão América.

  • Doutor  Estranho 2

O Mago Supremo da Terra se tornou uma das maiores forças para se temer desde sua aparição, deixando isso mais evidente quando em Guerra Infinita, se tornou a primeira linha de defesa contra Thanos. Agora já consolidado e com a benção do finado Tony Stark, Stephen Strange terá a missão de proteger as realidades criadas pelos eventos de Ultimato, para que nenhuma delas tenha se sofrer o poder das jóias novamente. No entanto, ele não estará sozinho, como o próprio diretor já nós atiçou, o rei submarino está vindo para a superfície, então muito possivelmente, veremos Namor e Stephen Strange entrarem em um embate físico, mas especialmente ideológico.

Com a possivel introdução de Namor no MCU, temos consequências de duas formas, uma delas sendo física, com a expansão desse universo para outro extremo, saindo dos céus e mergulhando no fundo do oceano, onde Namor é o governador. No entanto, creio que mais importante ainda, é que a presença de Namor simboliza a consolidação de uma fundação secreta dentro dos Vingadores, os Illuminati. Essa organização conta com as mentes mais brilhantes dentro do universo Marvel, que agem com o intuito de prevenir eventos catastróficos.

Esse tipo de direcionamento viria de Doutor Estranho, que agora é encarregado de uma responsabilidade muito maior, com as diversas linhas do tempo, mas também seria uma forma de honrar a memória de Tony Stark, consolidando o respeito mútuo desenvolvido entre os dois.

  • Pantera Negra 2

T’Challa, assim como Doutor Estranho, é um legado de uma memória, sendo a peça final da nova trilogia do MCU sendo formada. Pantera Negra 2 vai trazer elementos mais políticos, dando outra camada de complexidade para o universo da Marvel, o herói vai tomar uma posição de rei e arcar com as consequências de ações em larga escalada de heróis, servindo como um embassador para esse novo mundo que se formou depois dos eventos de Ultimato.

O filme agora vai se apoiar ainda mais na representatividade, dando um desafio para o Pantera que vai além do físico, com uma vilã que vai desafiar o intelecto e as morais do rei de Wakanda. A aposta para a nova ameaça da coroa é Dra. Nightshade, uma cientistica de alto calibre, com uma das mentes mais brilhantes do universo Marvel, que provavelmente vai se opor as maneiras como o mundo é visto por Wakanda e vice versa.

Além disso, com a aquisição da Fox pela Disney, é extremamente possível que veremos uma das personagens mais importantes dos mitos de Pantera Negra fazendo o seu debut, Ororo Munroe, mais conhecida como Tempestade. Com isso, veremos a heroína se tornar não somente a maior aliada do povo de Wakanda, mas seguindo sua versão nos quadrinhos, a rainha suprema de Wakanda.

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Artigo Otaku

Artigo Otaku | O Mangá Digital chegou para ficar

Prática de consumo pode ser a saída para editoras e fãs escaparem dos dilemas da crise de mercado.

Fazendo a vistoria rotineira nas livrarias virtuais que sou cliente fixo, percebo o quão difícil é mensurar a realidade do comércio de mangás no Brasil atualmente. Talvez isso esteja muito relacionado à maneira como eu consumo (o que de já caracteriza que tal realidade varia por pessoa). Mas a verdade é que uma pergunta cabal toma conta não só de mim, como de todo o meu círculo social de conhecidos e amigos colecionadores de quadrinhos japoneses: A era do mangá digital [oficial] chegou para ficar?

Começo esse assunto fazendo um parêntese a um acontecimento recente. A aproximação do fim do mangá The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai, no original), de Suzuki Nakaba, refletiu-se num interesse mais do que momentâneo de muitos leitores que buscaram consumir os capítulos de desfecho da obra publicada desde 2012 nas páginas da Weekly Shounen Magazine da editora Kodansha.

Publicado no Brasil pela Editora JBC, o mangá foi alvo em 2017 de uma polêmica. Trata-se da ação que a editora brasileira moveu contra sites de scanlators que distribuíam o título ilegalmente. A pedido da JBC, o mangá – e outros títulos licenciados – foram suspensos nestes sites. Inevitavelmente, muitas scans continuaram a traduzir os capítulos que eram publicados no Japão.

Após isso, chegamos em 2019 e a editora – que vem investindo pesado em distribuição de mangás em formato digital – embarca no relativo sucesso da publicação simultânea dos capítulos de Edens Zero (outro mangá da Kodansha publicado na mesma revista) e aproveita a reta final de The Seven Deadly Sins para disponibilizar seus capítulos avulsos. Iniciando ainda fevereiro com o Capítulo 264, já publica simultaneamente com a edição japonesa e nesta semana lançou o Capítulo 308 [a segunda parte do epílogo da trama].

Edições físicas de The Seven Deadly Sins publicadas no Brasil pela Editora JBC

Com preço convidativo de R$2,90 o usuário de Kindle da Amazon tem a experiência de ler o capítulo do mangá recém-publicado de forma legalizada, contribuindo com autor, distribuidores, licenciadores e a indústria como um todo. Eticamente certo. Na ponta do lápis é um gasto que não aparenta ser muito caro. Como a média é de 4 capítulos por mês [exceções meses com 5 semanas ou com uma das semanas puladas por questões logísticas] o consumidor gasta algo em torno de R$11,60 mensais.

Essa questão de preço coloca em xeque questões puramente pragmáticas ao leitor. Se ele é o leitor ávido, opta por esse método de consumo. Se for o leitor apreciador, pode esperar pela compilação de três/quatro meses de capítulos em um tomo que chega a custar os mesmo R$11,60 na versão e-book ou R$17,90 na versão impressa. Ainda sobre a versão e-book, ela pode sair mais barata ainda aos usuários do Kindle Unlimited (consultando regras de uso do serviço).

Merchandising totalmente gratuito à parte, o que se quer comentar aqui é que de imediato foi possível perceber um atraso significativo na atividade das scanlators nacionais a respeito da obra. Talvez fazendo valer o ideário de que é “feito de fã para fã” e “não venda ou alugue”, evitando assim outro desgaste junto à Editora JBC, o que se vê é que alguns dos portais de scans e speedscans comuns ao público otaku brasileiro estão “atrasados” com o material relativo à The Seven Deadly Sins.

Numa consulta rápida a alguns dos mais acessados sites de scans  na web brasileira, percebe-se que desde 10 de fevereiro de 2019 (quando do lançamento do Capítulo 300) não há mais scans do mangá sendo traduzido para o português brasileiro (PT-BR). Levando em consideração que haviam três grupos de scanlator alimentando esses sites com o mangá, chegamos a conclusão que as equipes optaram por interromper suas atividades junto ao título agora que ele é publicado de forma oficial no Brasil também em capítulos simultâneos. Um único site de speedscans segue trazendo os capítulos recentes, mas em espanhol.

Esse contexto nos leva a pensar sobre os próximos passos do comércio de mangá digital no país. Com seu segundo mangá com capítulos simultâneos no mercado de publicação digital, a Editora JBC larga na frente de suas concorrentes e embarca numa tendência já comum para países como Coreia do Sul e Estados Unidos.

Bom também é destacar, antes de seguir com o raciocínio, que os grupos de scans são cientes de que o que fazem é ilegal. Tanto que começam a demostrar sinais de mudanças ao depararmos com a atitude tomada. Em suas próprias redes e páginas estiveram orientando seguidores a adquirir as versões oficiais do produto.

E aqui chegamos ao ponto-chave desse artigo: o futuro do mercado digital de mangás. A publicação de mangás digitais iniciada pela JBC no Brasil não só era um sonho antigo da empresa, que cogitou no passado a ter seu próprio serviço chamado Henshin Drive e ainda não tirou do papel, como traduz o lugar atual do mercado internacional.

Poster promocional do app MANGA PLUS by Shueisha

Importante destacar que tanto Edens Zero quanto The Seven Deadly Sins pertencem a uma empresa (Kodansha) e por isso a JBC conseguiu lançá-los de forma simultânea com rapidez. A editora japonesa vem investindo nisso a algum tempo em países asiáticos e agora também atua na Europa e nas Américas, em poucas nações. Quem toma caminho parecido é a Shueisha, casa da famosa revista Weekly Shounen Jump, que no início do ano lançou o app MANGA PLUS para iOS e Android.

Reunindo cerca de 50 títulos das revistas Weekly Shounen Jump, Weekly Shounen + e Jump Square, o serviço gratuito traz capítulos e volumes já lançados de mangás antigos e atuais da editora em inglês e mais recentemente em espanhol. Infelizmente não há planos próximos para novos idiomas como o português.

Tanto o aplicativo da Shueisha, quanto a Kodansha e seus licenciamentos, revelam a nova tendência do mercado internacional de mangás; na verdade duas:

A primeira diz respeito aos formatos de consumo. É nítido que a cultura do scans   já mostrou aos japoneses que ler mangá online é aceito pelo público. Há anos vem fazendo isso! Inicia-se agora uma campanha de conscientização deste mesmo público de que se é preciso pagar para consumir, pois assim incentiva autores, editores e etc. Num proselitismo que no fundo carrega a mensagem das grandes corporações sobre lucrar em cima daquilo que me pertence por direito.

Já a segunda tendência é a de separação em definitivo dos públicos que consomem o mangá dentro e fora do Japão entre leitores casuais, leitores aficionados e colecionadores. Isso porque na contramão do mercado digital, as publicações impressas sofrem – em alguns países ocidentais, vide América Latina – com a crise econômica que afeta editoras e distribuidores [o caso do Brasil] ao mesmo tempo em que se foca em produzir material com o objetivo de estampar prateleiras e não apenas pela leitura instantânea.

Entende-se por leitor causal aquele que lê alguns poucos mangás e não tem interesse em colecionar por isso apenas o uso de scans já lhe é suficiente; leitor aficionado aquele que lê muitos mangás (sem número definido, mas acima de cinco) e por questões econômicas e/ou logísticas não pode comprar todos então divide-se entre comprar alguns títulos e acompanhar outros somente por scans; e colecionador sendo aquele que não apenas é aficionado como coleciona seus títulos em grande quantidade e de forma sistemática bastante afetiva sobre elementos não só narrativos como gráficos e editoriais.

Um dilema duro vivido por indústria e fãs nos dias atuais em nosso país onde alguns produtores investem em qualidade e por consequência aumentam seus preços, e outros que aumentam seus preços sem apresentar qualidade. Nesta gangorra fica o leitor/colecionador, que tem que reajustar orçamentos em intervalos curtíssimos de meses ou optar por se endividar ou abdicar de colecionar um título em detrimento de outros.

Fatos expostos, fica claro que o mangá digital chegou para ficar. Prático, relativamente barato e instantâneo, o futuro da leitura de mangás pela tela do dispositivo móvel ou do computador é uma realidade que transcende o habitual recurso do scan para se tornar um mercado de verdade. O benefício se apresenta inicialmente como algo único dos envolvidos na produção, mas o fã deve encarar-se como recebedor de benefícios também, pois a normalização de rotina de consumo deste novo formato aponta aos investidores japoneses que há sim fluxo de conteúdo no Brasil. Por sua vez, isso se traduz em novas obras, desdobramentos midiáticos e itens diversos chegando por aqui de forma simultânea (ou ao menos quase isso) que no Japão, Estados Unidos e outros grande centros, assim eliminando aquele sentimento de esquecimento muitas vezes existente dentro do fandom.

Divulgação da versão e-book da light novel Overload publicada pela Editora JBC

Ratificando isso, a JBC prova que anda em expertise com seus contatos do outro lado do mundo e licenciou também uma light novel. No início de 2019 a editora publicou em formato e-book a light novel Overload de Kugane Maruyama, que ganhou destaque após três temporadas animadas entre 2017 e 2018. Publicando a versão digital primeiro que a impressa – que deve ganhar as estantes virtuais e físicas das livrarias até o fim do primeiro semestre – a empresa só deixa claro que não se trata mais de uma aposta, e sim de uma evolução nas práticas de consumo desse tipo de conteúdo dentro do nicho.

Se as scans vão acabar, isso não se fala. Se os preços serão justos, isso será discutido aos poucos. O certo é que agora não há mais desculpas para não se ler mangá. Se antes o problema era ser “de trás para frente”, agora nem isso mais é. O que nos leva a discussões para um outro artigo.

Até a próxima e… Sayonara!

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Disney +: as consequências no MCU

Com o lançamento do Disney+, o MCU ganha uma nova dimensão cheia de riscos para se aventurar

Vingadores: Ultimato marca não somente o fim de uma era, com a conclusao da Saga do Infinito como foi intitulada por Kevin Feige, produtor executivo da Marvel, mas também o começo de um novo ciclo, mais diversificado e expansivo para a Marvel. Essa diversificação vem na forma de produtos focados em agendas mais politizadas, focando em questões sociais como o movimento feminista, diversidades de gêneros e raça e uma constante mensagem social a ser passada, a de inclusão. No entanto, quando se fala de expansão no MCU, não se fala somente de uma questão física e a criação de novos planetas para os Vingadores visitarem, já que a partir de 12 de Novembro desde ano, o MCU fará parte do sistema de stremio da Disney, intitulado como Disney+, que trará propriedades da Marvel em novos contextos e em seu próprio universo, mas ainda tendo conexões relevantes com os filmes.

O Disney + é uma resposta à Netflix, com a Disney buscando uma forma de dominar mais uma plataforma de mercado, criando um espaço que irá juntar todas as suas propriedades (Marvel, Pixar, Lucasfilms, National Geographic e a recém adquirida, Fox) e oferecer uma variedade de conteúdos já existentes como filmes e documentários, assim como sua grande proposta, novos produtos que serão exclusivos para assinantes desse sistema. Kevin Feige, que é o visionário por trás do MCU, retorna para tais projetos exclusivos, consolidando seu legado como um dos maiores produtores na indústria cinematográfica atualmente, além de mais uma vez tentar elevar a marca Marvel. O Disney+ e esse interesse dentro de uma plataforma de stremio focada na televisão, é um reflexo direto do sucesso da Netflix, que no último Oscar conseguiu levar três estatuetas para casa, com sua produção original: Roma. Além disso, o Disney+ quebra mais um dos paradigmas, de que a televisão é inferior, com produções menores e que pessoas associadas a mesma são taxadas apenas como ‘’atores televisivos’’. O Disney+ abre uma nova era para televisão, não somente dando uma real competição para, até então, rei Netflix como também consolidando os ‘’anos de ouro’’ da tela pequena.

Durante o painel para investidores ontem (11), a Disney e suas diversas ramificações subiram no palco e revelaram o que expectadores podem esperar dessa nova dimensão de suas franquias favoritas. Kevin Feige anúnciou uma bateria de séries focadas em personagens do MCU, entre eles:

  1. Wandavision, uma série focada no relacionamento de Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e Vision (Paul Bettany)
  2. The Falcon and the Soldier, uma série limitada focada em Sam Wilson/Falcão (Anthonie Mack) e Bucky Barnes/Soldado Invernal  
  3. Loki, uma série focada no personagem tão querido de Tom Hiddleston
  4. E por fim, a mais interessante de todas, uma série animada focada em histórias de univesos paralelos da Marvel, ‘’What If’’ focaria em histórias alternativas já contadas nos filmes. De acordo com Feige, os atores respectivos de cada personagem retornariam para dublar, criando um sentimento de nostálgia.

No entanto, a Disney+ pode vir como uma grande faca de dois gumes, especialmente para franquias como a Marvel, que já tem seu universo tão bem estabelecido. Ao mesmo passo, que ela serve como uma maneira de atrair novos expectadores para o MCU, garantindo uma nova legião de fãs, que muitas vezes, nem eram nascidos ainda durante sua primeira fase, ela pode também criar uma dimensão muito complicada para se acompanhar.

O universo de séries fazendo parte do MCU não é algo inovador, já sendo presente desde 2013 com Agents of Shield e depois tendo sido expandido para as propriedades Marvel-Netflix com as brilhantes: Demolidor, Jessica Jones e Justiceiro. No entanto, essas séries trabalhavam somente como uma via de mão única, sendo elas parte do universo compartilhando, mas seus eventos sendo pequenos de mais para afetar a continuidade de personagens grandes como Capitão América, Thor e Homem de Ferro. Com as séries do Disney+, intiludadas de Marvel Project, Kevin Feige afirmou que os eventos ocorridos nessa nova plataforma terão consequências nos cinemas. Todavia, isso acaba criando um universo de muitas camadas, com diversos eventos acontecendo simultaneamente para se acompanhar, perdendo assim audiências casuais, por criar um universo muito complexo para se manter atualizado , quando não se é fã comprometido com essas propriedades.

Além disso, quando se trata de audiências, existe uma preferencia por filmes, já que nem todos eles apresentam o mesmo peso que blockbuster como Vingadores e, especialmente, nem todos expectadores sente a necessidade de viver a experiência do cinema. Com a criação de um sistema de stremio, que irá disponibilizar muitos desses filmes diretamente após a exibição teatral, a Marvel pode sofrer com uma diminuição de seu público casual, que agora sendo assinados do Disney+, podem simplesmente esperar que o filme chegue em seu catálogo. E o peso disso será sentido especialmente na bilheteria, podendo acarretar numa diminuição no somatório total, tirando os filmes da Marvel de atingir marcas como a de um bilhão.

Por fim, a Marvel e seu futuro no Disney+ é algo ainda incerto, mas com certeza tem grande potencial para expandir uma das maiores franquias do mundo. Por isso, Kevin Feige e o time por trás da Marvel está intimamente ligado com todos os projetos que irão nascer nessa nova plataforma e sua conexão com um universo já tão amado. Além disso, com mais essa arma no asernal do MCU, é provado que o futuro dessa saga e a fase 4 são realmente imprevisíveis, com novos direcionamentos e visões para dar inicio a uma nova era de filmes.

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