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Séries

Netflix produzirá série de Resident Evil

Segundo site, a história deve explorar mais os segredos da Umbrella Corporation.

Foto/Divulgação: Capcom

Resident Evil, uma das franquias mais aclamadas da história dos games, deve ganhar uma série produzida pela Netflix. Segundo o Deadline, além da poderosa empresa de streaming, a produtora alemã Constantin Film também estaria envolvida no projeto.

Mais informações indicam que a trama da série exploraria as ações e segredos da Umbrella Corporation e a realização do projeto expandiria o universo da franquia.

Nada foi confirmado por parte da Netflix e nem pela Capcom, empresa que desenvolveu os jogos de Resident Evil. Contudo, se sabe que um reboot já está em desenvolvimento para os cinemas.

Filmes

Edital seleciona roteiristas iniciantes para receberem apoio financeiro

Os projetos passarão por formações e rodada de investimentos com produtoras brasileiras.

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Foi aberto um edital da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), voltado totalmente para roteiristas estreantes que possuam uma história original e inédita para filmes de longa e curta metragem, assim como séries.

Ao todo, 45 roteiros serão selecionados. Os projetos passarão por formações e rodada de investimentos com produtoras brasileiras. Os roteiristas também receberão treinamentos com os Script Doctors, profissionais que aperfeiçoam roteiros, além de participarem de conferências com grandes roteiristas do país.

Os selecionados pelo edital contarão com ajuda financeira, podendo chegar até R$ 15 mil, dependendo da categoria: longa, curta metragem ou série. O diretor e chefe da representação da OEI no Brasil Raphael Callou afirmou que o objetivo é revelar novos talentos que nunca tiveram a chance de ver seu roteiro produzido e apresentado em festivais, além de fomentar o mercado audiovisual brasileiro.

 A medida visa a motivar os roteiristas a colocar em prática suas habilidades empreendedoras e vislumbrar um primeiro contrato profissional para que as obras sejam produzidas e assistidas por todos”, diz nota da OEI.

Conforme a organização, após a formação, os roteiristas poderão participar também de evento promovido pelo Instituto de Conteúdos Audiovisuais Brasileiros (Icab) com produtoras independentes do país. Outras informações e o edital completo estão disponíveis no site do concurso.

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Séries

Como elenco e produtores de The Blacklist se reinventaram para gravar durante a pandemia?

O episódio final da 7ª temporada da série, disponível na Netflix, foi concluído com ajuda da animação.

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Por causa da suspensão nas gravações em razão da Covid-19, a produção de The Blacklist decidiu que a melhor maneira de concluir o episódio final da 7ª temporada seria por meio de animação. Para concretizar a ideia, que surgiu em março, elenco e produtores precisaram se adaptar.

O criador da série, Jon Bokenkamp, disse que  The Blacklist tem em seu DNA elementos de graphic novels e quadrinhos, e foi assim que decidiram por embarcar na produção de uma animação com a Sony Pictures Television e a Universal Television.

Além da dificuldade de decidir quais partes do roteiro seriam animadas, a produção também precisou enviar equipamentos profissionais de gravação de áudio para os atores, que já estavam confinados em quarentena.

Para James Spader, a captação de áudio foi ainda mais complicada, já que ele estava em uma fazenda do século XIX, bastante ruidosa. Para tal, recorreu a métodos rudimentares para captar um áudio cristalino. Spader conta que teve que usar um jogo americano embaixo do microfone e instalar cortinas pesadas nas janelas “para impedir a entrada do barulho forte de chuva.

A animação ficou a cargo da Proof Inc. e foi criada em grande parte em Londres, com coordenação remota de produtores nos Estados Unidos. Segundo Bokenkamp, o processo durava até 24 horas por dia. “Enquanto a gente dormia, Londres estava trabalhando, e analisávamos o material feito por eles de dia já pela noite, fazendo nossas sugestões de mudanças, executadas por Londres no dia seguinte. Como o time espalhado por diferentes fusos, trabalhamos 24 horas por dia para concluir a animação a tempo”, conta.

No 19º e último episódio da 7ª temporada de The Blacklist, o públicou acompanhou a investigação de um contador que trabalha para criminosos bem-sucedidos. Liz (Megan Boone) também teve que tomar uma decisão radical.

O elenco de The Blacklist ainda conta com Diego Klattenhoff, Amir Arison, Hisham Tawfiq e Harry Lennix. John Eisendrath, Jon Bokenkamp, John Davis, John Fox, James Spader, Lukas Reiter, J.R. Orci e Laura A. Benson são produtores executivos.

A série está disponível na Netflix.

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Crítica

Crítica | 13 Reason Why – Temporada 4

Tentando corrigir abordagem equivocada, Netflix nadou, nadou e morreu na praia.

Entre as virtudes da Netflix está a coragem de abordar assuntos sensíveis em produções dos mais diferentes gêneros. Em 2017, no entanto, a companhia se envolveu em uma dor que parece não ter sido superada até hoje: a polêmica sobre a equivocada abordagem dada aos temas altamente inflamáveis trazidos na trama de 13 Reasons Why, que chegou injustificadamente à quarta e última temporada em 2020.

Acusada de irresponsável, a Netflix viu a ousadia — feita com a melhor das intenções, acreditamos — tornar-se uma mancha na boa reputação da empresa, que tentou apagar essa má impressão até o último episódio da quarta temporada, que trouxe as consequências do assassinato de Bryce Walker (Justin Prentice) como faísca da trama e a problemática saúde mental de Clay Jensen (Dylan Minnette) como a gasolina. Vistos os 10 episódios finais, podemos concluir, com absoluto respeito aos profissionais que fizeram essa obra tão complexa acontecer, o óbvio é o real: essa história não precisava ser contada.

Ainda que bem conduzida na primeira temporada, a história de 13 Reasons Why foi absolutamente ofuscada pelas cenas explícitas de estupro e suicídio. Um gosto amargo que a Netflix tentou consertar com altas doses de avisos, documentários e episódios mais responsáveis.

Mas não há tema complexo que sustente uma temporada com falta de assunto. A 4ª temporada da trama de Clay Jensen foi a Netflix diluindo um pacotinho de Tang em um galão de 20 litros de água. E, sim, assistir é o equivalente a tomar esse suco ralo sem açúcar.

O que, se você parar para pensar, é um tanto contraditório. A série tem uma cartela extensa de boas possibilidades: um protagonista com sérios problemas mentais, outro que é dependente químico, passa de leve por assuntos como feminismo, xenofobia, homossexualidade, enfim, mas prefere desenrolar a temporada inteira num grande “quem matou?” cansativo esticado pelo filtro confuso do olhar de Clay.

O discurso de conscientização é o que a série traz melhor. E a fotografia também. Ainda que o senso de responsabilidade desses adolescentes pareça incompatível com a idade que têm, não ficou clara a mensagem de esperança que os produtores tanto queriam passar nesse desfecho. Há grandes momentos com discursos bastante diretos e importantes, mas incoerentes com a tristeza sem fim retratada em todos os outros episódios. Foi uma sensação de nadar, nadar e morrer na praia. O que foi feito, infelizmente, não vai conseguir impedir que 13 Reasons Why envelheça cada vez pior.

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