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Séries

Mesmo com queda, The Walking Dead é líder de audiência nos EUA

Trama de Rick Grimmes em primeiro, mas teve uma queda de 50% no

Foto: Divulgação/AMC

A estreia da nona temporada de The Walking Dead garantiu a liderança de audiência para a AMC na noite do último domingo (7), nos Estados Unidos. Apesar da vitória, o episódio “A New Beginning” foi teve o segundo pior desempenho de todas as estreias de temporada da série, ganhando apenas do primeiro episódio da primeira temporada, em 2010.

De acordo com dados divulgados pela imprensa americana, a série foi assistida por 6,076 milhões de pessoas nos EUA. O número representa uma queda de quase 50% na audiência em comparação com a estreia da temporada passada, que atraiu 11,44 milhões de espectadores.

Nessa temporada, veremos os sobreviventes um ano e meio após o fim da guerra, reconstruindo a civilização sob a liderança firme de Rick. É um momento relativo de paz entre as comunidades enquanto trabalham juntas, olhando o passado para moldar o futuro. Mas o mundo que eles conheciam está mudando rapidamente à medida que as construções criadas pelo ser humano continuam a se deteriorar e a natureza avança, mudando a paisagem e criando novos desafios.

Ranking de Audiência das Estreias de The Walking Dead
Rank Temporada Audiência (milhões) Data de estreia
1 5ª Temporada 17,29 12/10/14
2 7ª Temporada 17,03 23/10/16
3 4ª Temporada 16,11 13/10/13
4 6ª Temporada 14,63 11/10/15
5 8ª Temporada 11,43 22/10/17
6 3ª Temporada 10,86 14/10/12
7 2ª Temporada 7,26 16/10/11
8 9ª Temporada 6,07 07/10/18
9 1ª Temporada 5,35 31/10/10

Vale ressaltar que as terceira e quarta maiores audiências do domingo passado também pertenceram à franquia. O especial Walking Dead Bonus ficou em 3º (2,91 milhões de espectadores) e Talking Dead ficou em 4ª (2,22 milhões de espectadores).

Séries

Shakespeare e a História da Inglaterra ajudam a entender o final de Game of Thrones

Um exercício que não seria necessário se a canção tivesse sido bem cantada.

As Crônicas de Gelo e Fogo são (não tão) vagamente inspiradas no conflito civil inglês conhecido como a Guerra das Rosas (Wars of the Roses), como já confirmado por George R.R. Martin, sendo os Stark uma versão dos York e os Lannister uma versão dos Lancaster, e as rosas deram lugar ao Lobo Gigante e ao Leão.

Na vida real, o conflito terminou quando Henry Tudor derrotou Richard III na batalha de Bowsworth e se casou com Elizabeth de York, mas na fantasia Daenerys não se casou com Sansa. É preciso olhar para o final antes do final do conflito entre Yorks e Lancasters para perceber que ele serve sim para encontrar o desfecho do conflito entre Starks e Lannisters. É uma ginástica que estamos dispostos a fazer.

Antes de ser morto pelo pretendente Tudor, Ricardo III foi coroado rei da Inglaterra após a morte de seu irmão Eduardo IV. Esses eram dois dos três ‘filhos de York’, tendo o terceiro, George, Duque de Clarence, sido executado ainda no reinado do irmão mais velho sob acusação de traição.

Transferindo os personagens históricos para As Crônicas e para Game of Thrones, é possível ligar Eduardo IV a Robb, Ricardo a Brann Stak e George a Rickon, três filhos de York para três filhos de Stark.

Ricardo, Eduardo e George de York em The White Queen, do Starz

Assim como Eduardo, Robb se casou por amor com uma mulher que não levava nenhuma vantagem bélica ou econômica para sua casa, causando insultos e tensões no reino. Assim como Robb, Eduardo era conhecido pela ferocidade em batalha e traições vindas de seus aliados imediatos. A ligação entre Rickon e George é bem menor e assim também o é a de Bran com Ricardo. Mas é ai que entra Shakespeare.

“Ricardo III”, uma das peças do Bardo que trata das Guerras das Rosas, imortalizou boa parte do conhecimento geral sobre os dois filhos mais novos de York: George teria sido afogado em um barril de vinho como punição por traição e Ricardo passa a ser o vilão corcunda que ascendeu ao trono após matar seus dois sobrinhos, filhos e herdeiros de Eduardo, na Torre de Londres.

Robb, Bran e Rickon, os três filhos de Stark, com Jon Snow

A morte de Rickon na Batalha dos Bastardos foi tão absurda como a de George na Torre de Londres. Um passou anos sumido para ser morto por não saber correr em zig-zag, e o outro cresceu à sombra dos irmãos e morreu discretamente afogado em vinho.

As ligações com Bran são difíceis de apontar com o material entregue na TV e até agora nos livros. Seria preciso assumir, em parte, que ele foi um vilão que manipulou a todos e os usou como peões em seu jogo para chegar ao poder mundano. Como Corvo de Três Olhos, Bran não é mais apenas um homem, mas vários, incluindo seu antecessor direto Brynden Rivers, e aí as coisas ficam mais próximas de uma suposta vilania e manipulação.

Brynden como Corvo teria manipulado toda a sequência de eventos que levou Bran até ele, e é isso que o Stark fica repetindo “você sempre esteve onde deveria estar”, as pessoas estavam onde o Corvo de Três Olhos sempre quis que elas estivessem. Assim, Jon foi morto e trazido de volta porque o Corvo quis, o que poderia confirmar a teoria de que o Senhor da Luz de Melisandre e a entidade Corvo de Três olhos são o mesmo.

Tomando as primeiras linhas de Shakespeare sobre a coroação de Ricardo é possível ver onde Bran se encaixa: “Now is the winter of our discontent, made glorious by this sun of York”; em português, “Temos agora o inverno do nosso descontentamento transformado em verão glorioso por esse filho de York”. Na versão original é usado “sol de York” como um trocadilho já que o sol é um dos símbolos heráldicos da Casa de York e a pronúncia se parece com “son”, “filho”. O mesmo tipo de trocadilho é apontado por Gilly na série sobre “sea” e “see” e nos livros das Crônicas é repetido sobre filhos.

“Bran” é o primeiro capítulo das Crônicas de Gelo e Fogo e é também o ponto de vista sob o qual vemos o primeiro episódio de Game of Thrones. Ele é chamado de “criança do verão” pela Velha Ama e nome de seu lobo é Summer (Verão). Ele é o herdeiro legítimo de Robb, seu “filho”, assim como Ricardo foi de Eduardo. A história de Bran está intimamente ligada à torre de onde caiu, assim como a de Ricardo à torre de onde ascendeu após a morte de seus sobrinhos.

Ninguém sabe o que realmente aconteceu na Torre de Londres, além das pessoas envolvidas no caso, o mesmo se pode dizer sobre a Primeira Torre de Winterfell de onde Bran caiu, e as duas histórias envolvem crimes entre familiares.

É preciso mais uma ginástica para não colocar Bran como Rei do Norte, Senhor de Winterfell, mas dos Seis Reinos. Mas é preciso lembrar que é esse embaralhamento dos personagens históricos que George R.R. Martin usa em seus livros. Ele pega, por exemplo, pedaços de um mesmo Richard III e coloca em Tyrion, em Eddard e agora sabemos em Bran.

Entendemos que é um exercício enorme a se fazer, e que se tudo tivesse sido bem feito nada disso seria necessário, mas, como Gandalf uma vez disse, “é tudo que podemos com o que nos foi dado” pelos showrunners de Game of Thrones. Mas é essa a história, sempre foi a história da briga entre as casas Stark e Lannister. Sobre a pretensão de um dragão, sobre as vitórias de um bastardo e sobre a ascensão do verão sobre os dias de inverno.

Martin confirmou em seu Not a Blog que o fim de Game of Thrones é “um fim” das Crônicas de Gelo e Fogo, o que significa que no sentido geral os grandes acontecimentos se repetirão nos livros, mas que também não é todo o final, porque nas Crônicas há um enxame de personagens que nem chegaram a aparecer na série.

Para ajudar ainda mais a entender algumas coisas, separamos nossa lista de artigos que falam sobre Historia da Inglaterra e Game of Thrones, além de outras curiosidades importantes sobre o universo de Gelo e Fogo.


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Séries

Conheça os personagens de Good Omens, nova série de Neil Gaiman

O Apocalipse chega no Prime Video dia 31 de maio

Com a estreia de Good Omens, nova minisérie da Amazon e BBC que adapta o romance homônimo de Neil Gaiman e Sir Terry Prachett, marcada para este dia 31 de maio, logo nas primeiras horas da manhã, é hora de conhecer melhor a história e os personagens.

Good Omens (Belas Maldições, no Brasil) é uma comédia fantástica escrita por Prachett e Gaiman em 1990 sobre as trapalhadas de um anjo e um demônio para impedir o Apocalipse após terem perdido a localização do bebê anticristo.

Trocado na maternidade, o filho de Lúcifer é criado por uma família comum inglesa e conta com a ajuda de um grupo de amigos para controlar seus impulsos demoníacos.

Enquanto isso, um rapaz se alista para caçar bruxas e acaba de aliando à descendente da única delas que consegiu prever o fim do mundo de forma mais ou menos acurada.

Conhecido como o livro que mais cai em reservatórios de água pelo mundo, Belas Maldições é uma sátira tão hilária que é capaz de fazer o leitor dar gargalhadas com o iminente fim do mundo, e é essa faceta que se espera ver na adaptação.

A série tem como showrunner Neil Gaimman e traz TV David Tennant (Doctor Who, Jessica Jones), Michael Sheen (Underworld, Masters of Sex), Jon Hamm (Mad Men), Benedict Cumberbath (Sherlock, Doutor Estranho), Francis McDormand (Três Anúncios para um Crime, Fargo), respectivamente como o demônio Crowley, o anjo Aziraphale, o arcanjo Gabriel, a voz de Satanás e a voz de Deus.

Juntam-se a eles no fim dos tempos figuras como os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, Beelzebub, William Shakespeare, alguns duques do Inferno, Metatron e um embaixador americano (quer coisa mais demoníaca?)

Conheça melhor cada um dos personagens principais.

Crowley (Tennant) – demônio que se transformou em serpente para tentar Eva no Paraíso;

Aziraphale (Sheen) – anjo que guardava o portal leste do Paraíso;

Adam Young (Sam Taylor) – o anticristo criança;

Arcanjo Gabriel (Hamm) – líder das forças do céu;

Deus (Frances McDormand) – a voz de Deus;

Lúcifer (Benedict Cumberbatch) – a voz de Satanás;

Agnes Nutter (Josie Lawrence) – bruxa do século 17 ue previu os eventos do fim do mundo e os registriu em seu ‘The Nice and Accurate Prophecies of Agnes Nutter, Witch’, o único livro de profecias correto já escrito;

Anathema Device (Adria Arjona) – última descendente de Nutter;

Newton Pulsifer (Jack Whitehall) – descendente do caçador de bruxas que executou Nutter na fogueira;

Sergeanto Shadwell (Michael McKean) – caçador de bruxas, o último de seu ofício;

Madame Tracy (Miranda Richardson) – cortesã e sensitiva;

Guerra (Mireille Enos), Poluição (Lourdes Faberes), Fome (Yusuf Gatewood) e Morte (Brian Cox) – os Quatro cavaleiros do Apocalipse;

Irmã Loquacious (Nina Sosanya) – uma das freiras da Ordem Cantante de São Beryl, um convento satânico encarregado de trocar o bebê do embaixador americano pelo bebê anticristo.

Pepper (Amma Ris), Brian (Ilan Galkoff) e Wensleydale (Alfie Taylor) – amigos de Adam Young, conhecidos como Eles;

Arthur Young (Daniel Mays) e Deidre Young (Sian Brooke) – pais adotivos do anticristo criança.

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Stranger Things | Liberado teaser e cartazes promocionais da 3ª temporada

Stranger Things estreia dia 4 de julho de 2019.

Netflix divulgou nesta segunda (20), teaser da terceira temporada de Stanger Things para dá um gostinho do que vem por aí. Foi liberado também cartazes individuais do elenco.

No teaser podemos ver que as mães de Hawkins estão com a flor na pele nesse verão. Podemos ver que Billy, que é interpretado pelo ator Dacre Montgomery, será o novo salva-vidas do clube da cidade. E que a Sra. Wheeler, a mãe do Mike, curtiu essa contratação.

Com um slogan um tanto que instigante, “um verão pode mudar tudo”, as férias dessas crianças prometem ser bem agitadas. No elenco Millie Bobby Brown, Noah Schnapp, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin, Sadie Sink, Joe Keery, Winona Ryder e David Harbour.

Confira os cartazes e o trailer abaixo:

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