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MCU: A FASE QUATRO (SPOILERS)

Tudo que sabemos sobre o futuro da Marvel, com teorias do que esperar da tão aclamada fase quatro.

Endgame é um termo que ficou popularizado no jogo de xadrez, ele marca a transição do meio do jogo para seu final, onde ambos os lados de jogadores apresentam, com uma simples mudança de estratégia, seu movimento com apenas algumas peças restantes no tabuleiro, para, por fim, dar o xeque mate. Em Vingadores vemos exatamente isso, os sobreviventes estão aflitos e apelando para sua última linha de defesa: o desespero. Em um filme que trouxe consigo não somente a conclusão épica tão aguardada para uma década de fãs, como também o desfecho da Saga do Infinito, encerrando uma era da Marvel dentro do cinema.

No entanto, Ultimato não pode ser visto como o fim, mas sim como um marco, uma porta de entrada para um novo capítulo a se iniciar. Dentro do contexto de xadrez, o xeque mate foi executado, porém uma nova partida irá se iniciar, com novos jogadores e novas estratégias a serem postas em jogo. Com a Saga do Infinito completa, a fase quatro oficialmente se inicia a partir de 2020, trazendo consigo uma nova leva de personagens, introduzidos nos últimos dez anos, que agora terão o seu momento de integrar uma nova equipe de Vingadores, com a missão de defender não somente a Terra, mas sim a galáxia e outras dimensões inteiras. O MCU ganhou proporções imensas, com Kevin Feige agora tendo expandido seu arsenal devido a compra da Fox, dando mais espaço (literalmente) para que o mundo dos quadrinhos se molde nos olhos de espectadores nos cinemas.

Pensando nisso e ainda processando os eventos de ontem a noite, com a pré-estreia de Vingadores: Ultimato, a equipe do Volts traz um mapa, apresentando todos os filmes confirmados dentro da fase quatro do MCU e um breve resumo do que esperar dessa nova matriz de heróis. Como vamos abordar um pouco do futuro da Marvel, o presente se torna um grande aviso de SPOILERS, então leia ao seu próprio risco, e sinta-se a vontade de compartilhar suas expectativas e teorias sobre a expansão desse novo universo que vamos testemunhar.

  • Viúva Negra:

Depois de um década sendo Natasha Romanoff, Scarlett Johansson finalmente vai ganhar um filme para chamar de seu, tendo sido apresentada como a agente dupla Viúva negra em Homem de Ferro 2 (2010), Johansson se tornou uma das heroínas mais famosas e prestigiadas dentro do MCU, sem contar de ser a única mulher a integrar a formação original dos heróis mais poderosos da Terra. Seu filme solo vai tratar muito possivelmente de uma história de origem, já que a personagem foi oficialmente morta em Endgame, com isso, teremos a oportunidade de explorar arcos já mencionados em outros filmes desse universo.

O filme deve se passar na Rússia, onde veremos uma jovem Romanoff sendo treinada no quarto vermelho KGB para se tornar a assasina que conhecemos, com isso, teremos um olhar mais profundo e psicológico no passado da Viúva e das visões que fomos apresentados em Era de Ultron.

Nesse contexto, seremos introduzidos ao projeto Viúva Negra, aprendendo de que esse título se remete não somente a Natasha, mas sim pertencendo ao grupo de agentes, treinadas para seduzir e matar. Além disso, o filme pode abordar o primeiro encontro de Natasha com o Soldado Invernal, mencionado pela mesma em Capitão América 2, trazendo assim, Sebastian Stan como o personagem para o filme.

  • Os Eternos

Confirmado por Kevin Feige no ano passado, os Eternos vai expandir o universo cósmico da Marvel, que já apresenta peças importantes como Capitã Marvel e os Guardiões da Galáxia em seu catálogo. O filme também vai abordar uma origem, se passando diversos séculos antes de qualquer evento que remete ao MCU, introduzindo essas criaturas que são elevadas ao nível de deuses. No entanto, os Eternos são a porta para algo muito maior dentro da expansão desse Universo, sendo eles, nos quadrinhos, responsáveis pela criação dos X-Men, algo que agora faz parte do MCU graças a aquisição da Fox pela Disney. Com isso, acreditamos que os Eternos, sendo deuses como são, irão deixar o gene X na Terra, para ser ativado nos tempos atuais, resolvendo assim de maneira eficiente, a introdução de uma nova raça inteira dentro de um universo já consolidado .

O filme ainda contará com Angelina Jolie, e por fim, vai levantar a bandeira em questões sociais dentro do MCU, tendo sido confirmado, por Feige, a ser o primeiro filme com um protagonista LGBT+.

  • Guardiões da Galáxia Vol. 3

Em 2014 fomos introduzidos ao grupo de desajustados espaciais que conquistaram nossos corações, com uma simples frase: ‘’we are groot’’, os Guardiões da Galáxia se tornaram um dos sucessos mais inesperados da Marvel. Agora, essa equipe conta com uma nova adição de peso, o Thor, que como vemos no final de Ultimato,  vai para o espaço na tentativa de descobrir o seu verdadeiro significado como pessoa e herói. Isso dá abertura para que os quadrinhos mais atuais sejam adaptados, como Asgardianos das Galáxias, que conta exatamente com Thor e Valquíria fazendo parte dessa equipe.

O Vol 3. é a conclusão da trilogia dos Guardiões dentro do MCU e a história vai contar com Peter Quill em busca de Gamora, já que o mesmo está convencido de que os efeitos da jóia da alma podem ser desfeitos. Além disso, Vol 3. vai introduzir um dos personagens mais esperados e temidos da Marvel: Adam Warlock, o Sentinela.

Warlock foi provocado no último filme dos guardiões e agora com o MCU movendo com força total para uma galáxia tão distante, ele se torna personagem chave para termos uma ideia do nível de poder que essa nova fase de heróis terá de enfrentar. O Sentinela é dito por ter o poder de cem mil sóis, mas o que o torna perigoso é na verdade seu psicológico. Warlock é seu próprio vilão, tendo uma dupla personalidade chamada de Void, para cada boa ação que o Sentinela faz, o Void faz uma de mesma intensidade porém oposta.

  • Homem-Formiga (3) e a Vespa

Seguindo a mesma linha de Guardiões da Galáxia, Scott Lang e Hope Van Dyne carregam consigo a memória da fase três do MCU, com sua trilogia ainda não tendo sido terminada, agora fazendo parte de um capítulo, fora da Saga do Infinito. O filme vai abordar mais da sua pegada familiar, ainda mais agora que, com o salto de tempo para cinco anos no futuro, vemos uma Cassie Lang muito mais velha. Nos quadrinhos, Cassie se torna a heroína Estatura, carregando não somente o manto do Homem-Formiga, mas também sendo uma das membros de maior destaque em Jovens Vingadores. Nesse filme, veremos um Scott muito mais adulto e seguro de si, provavelmente no fim de sua trilogia, assumindo uma espécie de posição de mentor para as novas gerações de Vingadores que estão por vir.

  • Capitã Marvel 2

A mais nova entrada no clube do um bilhão da Marvel, Carol Denvers se provou como a criatura mais forte do MCU de uma vez por todas com seu embate contra Thanos em Endgame, se mostrando a arma de alto calibre e última estância dos Vingadores. A continuação da saga de Denvers pode tomar dois direcionamentos diferentes, um deles trazendo eventos do passado, de uma Carol Denvers recém saída da Terra e em busca de ajudar outros planetas, culminando em solidificar suas experiências como protetora de universos até o ponto que o chamado de Fury chega nela, criando uma conexão com o resto do universo já estabelecido na fase três.

No entanto, a maior aposta para a continuação de Capitã Marvel é que o filme se passe em eventos posteriores a Ultimato, com Carol se desenvolvendo para se tornar o rosto que representa esses novos Vingadores. Além disso, Brie Larson e Tessa Thompson (Valquíria) estão puxando um arco LGBT+ para seus personagens, e pela maneira como Larson escolheu representar seu personagem no último Vingadores, é bem possível de ver essa direção sendo seguida. Por fim, com Capitã Marvel se tornando esse simbolo de liderança e representatividade, é extremamente possível que sua trilogia se feche com um filme focando no time A-Force, uma equipe composta somente de mulheres do MCU, algo que também já foi provocado no último filme.

  • Shang-Chi

O MCU expandiu seus horizontes em todos os sentidos, com a confirmação de Shang-Chi por Kevin Feige em Outubro de 2018, a Marvel procura atingir um novo público, buscando o crescente e poderoso mercado asiático. Shang-Chi também chega com uma agenda forte de representatividade, sendo o primeiro herói de descendência oriental a ser título solo de um filme de heróis. Muito possivelmente, vemos aqui mais um filme de origem, numa dimensão um pouco menor que a maioria dos filmes fazendo parte dessa lista, Shang-Chi é um mestre em todas as artes marciais, que por muitas vezes foi dito como o melhor lutador do universo.

Esse filme vai servir o mesmo próposito que Doutor Estranho apresentou em 2016, introduzindo um novo personagem que expandia as dimensões do MCU fora do ramo ciêntifico, aqui servindo como uma folga de poderes côsmicos e galáticos, mostrando as origens do MCU que é tão conhecido por cenas extremamente bem coreografadas de luta, como podemos ver com Viúva Negra e Capitão América.

  • Doutor  Estranho 2

O Mago Supremo da Terra se tornou uma das maiores forças para se temer desde sua aparição, deixando isso mais evidente quando em Guerra Infinita, se tornou a primeira linha de defesa contra Thanos. Agora já consolidado e com a benção do finado Tony Stark, Stephen Strange terá a missão de proteger as realidades criadas pelos eventos de Ultimato, para que nenhuma delas tenha se sofrer o poder das jóias novamente. No entanto, ele não estará sozinho, como o próprio diretor já nós atiçou, o rei submarino está vindo para a superfície, então muito possivelmente, veremos Namor e Stephen Strange entrarem em um embate físico, mas especialmente ideológico.

Com a possivel introdução de Namor no MCU, temos consequências de duas formas, uma delas sendo física, com a expansão desse universo para outro extremo, saindo dos céus e mergulhando no fundo do oceano, onde Namor é o governador. No entanto, creio que mais importante ainda, é que a presença de Namor simboliza a consolidação de uma fundação secreta dentro dos Vingadores, os Illuminati. Essa organização conta com as mentes mais brilhantes dentro do universo Marvel, que agem com o intuito de prevenir eventos catastróficos.

Esse tipo de direcionamento viria de Doutor Estranho, que agora é encarregado de uma responsabilidade muito maior, com as diversas linhas do tempo, mas também seria uma forma de honrar a memória de Tony Stark, consolidando o respeito mútuo desenvolvido entre os dois.

  • Pantera Negra 2

T’Challa, assim como Doutor Estranho, é um legado de uma memória, sendo a peça final da nova trilogia do MCU sendo formada. Pantera Negra 2 vai trazer elementos mais políticos, dando outra camada de complexidade para o universo da Marvel, o herói vai tomar uma posição de rei e arcar com as consequências de ações em larga escalada de heróis, servindo como um embassador para esse novo mundo que se formou depois dos eventos de Ultimato.

O filme agora vai se apoiar ainda mais na representatividade, dando um desafio para o Pantera que vai além do físico, com uma vilã que vai desafiar o intelecto e as morais do rei de Wakanda. A aposta para a nova ameaça da coroa é Dra. Nightshade, uma cientistica de alto calibre, com uma das mentes mais brilhantes do universo Marvel, que provavelmente vai se opor as maneiras como o mundo é visto por Wakanda e vice versa.

Além disso, com a aquisição da Fox pela Disney, é extremamente possível que veremos uma das personagens mais importantes dos mitos de Pantera Negra fazendo o seu debut, Ororo Munroe, mais conhecida como Tempestade. Com isso, veremos a heroína se tornar não somente a maior aliada do povo de Wakanda, mas seguindo sua versão nos quadrinhos, a rainha suprema de Wakanda.

Filmes

Lista de 5 | Overdose de Memory, do musical Cats

História dos gatinhos está sendo adaptada para o cinema e ganhou seu primeiro teaser

Um dos musicais mais famosos do mundo está prestes a ganhar uma versão no cinema. Cats, o filme, contará com Judi Dench, James Corden, Rebel Wilson, Ian McKellen, Jason DeRulo, Taylor Swift, Idris Elba e Jennifer Hudson, ganhou seu primeiro teaser nesta quarta-feira (17).

No vídeo, postado nas redes sociais do filme, os atores falam sobre seus personagens e sobre sua relação com a icônica história, baseada na coleção de poemas do americano T. S. Eliot. As músicas são de Andrew lloyde Weber e contam a história dos gatinhos de rua da tribo Jellicle. O enredo é focado na gatinha Grizabella, acolhida de volta na tribo após ter se redimido dos erros cometidos com os colegas.

Uma das músicas mais famosas da história é Memory, uma belíssima canção sobre recomeço, com letra de Trevor Nunn e baseada no poema Rhapsody on a Windy Night.

Para celebrar que emoção de ter Cats no cinema, preparamos uma lista com cinco versões de Memory para todo mundo cantar com a mãozinha no peito!

Sarah Brightman – a diva

The BBC Concert Orchestra – para os clássicos

Epica  – a banda de Metal perfeita

Susan Boyle – aquela que cantou I Dreamed a Dream no Idols

Nicole Scherzinger – que também já foi uma gatinha

O trailer completo de Cats chega nesta sexta-feira (19) e deve mostrar os atores com a pelagem de gato, adicionada digitalmente. A direção de é de Tom Hooper, o mesmo que dirigiu a Lei Miserables com Hugh Jackman, e estreia no Natal deste ano.

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Especiais

Um breve passeio pela história das trilhas sonoras de Final Fantasy (Parte 2)

Novos compositores e participações inesperadas marcam a nova fase da música de Final Fantasy.

Foto: Divulgação/Square Enix

Até o décimo título principal da franquia Final Fantasy, as composições eram comandadas pela renomado Nobuo Uematsu, ao qual retratamos na primeira parte desse especial. Após a sua saída, diversos compositores passaram pelas trilhas da saga, e nomes conhecidos da música também fizeram ponta, como Ariana Grande e Katy Perry.

Com diferentes abordagens, inspirações e ritmos, conheça as suas principais contribuições para a aclamada franquia de RPG da Square Enix.

NOVOS COMPOSITORES E RITMOS

Os novos compositores, tais como Masashi Hamauzu, Junya Nakano, Noriko Matsueda, Hitoshi Sakimoto, ainda que trilhassem, vez ou outra, o caminho de Nobuo Ueamtsu, e inspirassem em suas clássicas composições, buscaram, em seus trabalhos, sons inovadores e refrescantes para as suas respectivas trilhas sonoras.

A soundtrack de Final Fantasy X-2, por exemplo, foi a primeira sem a colaboração de Nobuo, ainda que fosse sequência do aclamado Final Fantasy X, jogo ao qual participou como compositor principal. Noriko Matsueda e Takahito Eguchi assumiram a posição e seguiram um direcionamento, até então, incomum para a franquia: o pop. Com a abertura do jogo tomada pela jovialidade da música japonesa popular, os ritmos de Final Fantasy X-2 festejavam um clima predominantemente alegre e cômico.

“Real Emotion” e 1000 Words” foram os principais frutos dessa nova abordagem, que ajudaram a alavancar a carreira da cantora Koda Kumi, intérprete das canções e dubladora de Lenne, personagem do jogo.

Já em Final Fantasy XII, Nobuo retornou rapidamente para deixar breves marcas musicais. A canção tema da franquia, aqui, se faz presente, com rearranjos e mixagens. Além disso, o musicista compôs a inédita “Kiss Me Goodbye”, canção interpretada pela japonesa Angela Aki que viria a ser o tema de encerramento do jogo.

Hitoshi Sakimoto, o compositor principal da trilha sonora, revelou que foi uma experiência árdua seguir os passos de Uematsu, por isso, decidiu criar um som único a sua maneira, levando em consideração a contribuição musical deixada por seu antecessor.  Ele também afirmou que as suas faixas foram baseadas nas emoções dos personagens e na atmosfera do jogo. O enredo, por outro lado, não foi levado em consideração para que a trilha não fosse afetada pelas mudanças no desenvolvimento do título, que levou 5 anos para ser finalizado.  

Masashi Hamauzu seguiu uma linha de pensamento parecida ao construir a soundtrack de Final Fantasy XIII, lançado em 2009. Nesse título, o compositor não foi limitado a manter a sua trilha alinhada ao som já estabelecido pela série. Ainda sim, ele não a compôs para se desmembrar do passado da franquia, mas focando no jogo ao qual foi apresentado. Além disso, inspirou-se em diferentes estilos musicais, como o jazz, rock, bossa-nova, eletrônico e o blues, revelando que a gama de gêneros não cansaria o jogador.

Dois anos depois, o musicista retornou para a sequência do jogo, chamada Final Fantasy XIII-2. Aqui, ele explorou ainda mais gêneros musicais, como o hip-hop, o metal e o funk. Naoshi Mizuta e Mitsuto Suzuki também fizeram parte do time. O primeiro desses revelou que sua música favorita da trilha, a “Xanadu, Palace of Pleasure”, foi inspirada na música dos anos 80. Já Suzuki revelou que a sua peça favorita, “Historia Crux”, mixa diferentes tons em um só. Para compô-la, ele utilizou o conceito de viagem do tempo como referência, assim como o jogo em si o fez.

Como um todo, a trilha de Final Fantasy XIII-2, provavelmente a mais eclética e versátil da trilha, agregou ainda mais vocais em suas faixas, tons agressivos e diferentes gêneros musicais.

Anos mais tarde, após finalizar a trilha de Lightning Returns, ao qual exerceu o mesmo papel de maneira semelhante, Masashi foi convocado para compor as faixas do spin-off World of Final Fantasy. Em entrevista para a Nova Crystallis, em 2016, o musicista revelou que, ao contrário de suas últimas soundtracks, que possuíam um tom mais sombrio, ele foi capaz de criar peças musicais bastante otimistas, devido ao universo amigável do título.

Outro fator pertinente, devido a essa natureza incomum de World, são o retorno de inúmeras canções clássicas da franquia. Aqui, todas foram rearranjadas para combinarem com a atmosfera leve do jogo.

PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS

Apesar de inicialmente atingir um público nichado, a franquia Final Fantasy foi alcançando, cada vez mais, novos ares, popularizando-se pela Europa e Américas. E como um dos principais produtos atuais da Square Enix, a série buscou se “globalizar” ainda mais, e a música é um dos caminhos para atingir tal objetivo.

Como visto anteriormente, os principais temas eram, até certo ponto, interpretadas por cantores e bandas japonesas. Apesar de normalmente não serem artistas populares do país, o patriotismo exercia o seu papel.

Contudo, para o lançamento de Final Fantasy XIII, em 2009, a companhia decidiu escolher a música “My Hands”, da cantora britânica Leona Lewis, para representar a versão internacional do jogo, substituindo a faixa “Kimi ga Iru Kara”, da trilha original. Segundo o presidente da Square Enix, a proposta inicial era ter criado uma faixa inédita para a versão ocidental do jogo, mas como o time americano era pequeno, acabaram por escolher uma música já licenciada.

De modo oposto, a sequência do jogo, Final Fantasy XIII-2, produziu simultaneamente as duas versões de sua música tema. Enquanto a estrela filipina de Glee, Charice, foi convocada para cantar o tema internacional do título, chamado “New World”, a japonesa Mai Fukui ficou responsável pela versão local. As diferenças entre ambas residem majoritariamente na letra e na língua cantada.

Um passo mais largo foi finalmente dado em 2016, com Florence + The Machine. A banda britânica foi previamente escolhida para contribuir com a trilha sonora do último título da saga principal, Final Fantasy XV. Ao contrário dos casos anteriores, não houve substituição de nenhuma faixa pré-existente, sendo assim, “Stand By Me, canção originalmente de Ben E King, regravada por Florence, foi utilizada na versão nacional e internacional do título.

Sobre o processo de gravação, a vocalista da banda comentou que Final Fantasy sempre foi caracterizada por ser “épica, mística e bela” e, em um vídeo de divulgação, destacou:

“Stand By Me é uma das maiores canções, provavelmente de todos os tempos, e você não pode realmente fazer nenhuma melhoria nela, você apenas tem que fazer com que ela se torne sua. Para mim isso significou trazê-la para o mundo de Florence + The Machine e de ‘Final Fantasy’.”

Já em 2017, de modo inusitado, a franquia convidou Ariana Grande para ser uma de suas personagens no jogo Brave Exvius, título exclusivo e gratuito para Androids e IOs.

Com o visual baseado na capa do seu disco “Dangerous Woman”, Ariana Grande tornou-se uma lutadora pixelizada, que lança poderosos ataques musicais contra os seus inimigos. Junto desse inesperado lançamento, a cantora, em parceria com a Square Enix, divulgou uma nova versão da canção “Touch It” como faixa promocional do jogo.

Por fim, a estrela Katy Perry foi a última grande grata surpresa a aparecer nos jogos da franquia. No final de 2018, a cantora foi anunciada como uma personagem do jogo Brave Exvius, assim como a sua colega Ariana Grande anteriormente. E para promover o novo lançamento, a cantora também divulgou uma música inédita, chamada “Immortal Flame”, junto a um vídeo promocional.

Como visto, a nova era musical de Final Fantasy é marcada por experimentações, diversidade de estilos e diferentes contribuições musicais. As mesclagens das recentes trilhas sonoras, ainda que fincadas nas raízes da franquia, em sua grande maioria, foram bem-sucedidas. Também mantiveram o renome de excelência musical que a franquia orgulhosamente possui.

Para a próxima e última parte desse especial, passaremos para o universo do morno Final Fantasy XV, que ainda que seja um título divisor de águas, sonoramente trouxe uma das melhores trilhas da franquia. E tudo isso graças ao impecável trabalho de Yoko Shimomura.

Enquanto não sai, preparamos uma playlist com as melhores faixas da franquia, incluindo as citadas no artigo. Confira abaixo:

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Explicamos a lacuna Sanderson nas adaptações de Fantasy

Direitos do multiverso Cosmere estão com uma companhia em falência

É impressionante pensar que há uma lacuna a ser preenchida nas dezenas de adaptações para TV e filme de romances de ficção fantástica, mas o impossível aconteceu: não há nenhuma obra do americano Brandon Sanderson aka o príncipe do Fantasy sendo trabalhada para o audiovisual.

Conforme citado anteriormente, o autor americano é um dos mais prolíficos de seu gênero e uma das autoridades em fantasia épica atuais. O currículo dele inclui mesmo a mais difícil tarefa de um escritor: a finalização certeira e honrada do trabalho de outro. Sanderson é também um dos que mais rápido escreve seus livros, sem que isso afete a qualidade do material e profundidade de suas histórias.

Trabalho que começou com o conciso porém certeiro e emocionante romance único Elantris, foi solidificado com a trilogia Mistborn: Primeira Era, o elevando ao concorrido panteão dos escritores de sagas épicas, o que pode ser exemplificado com a sua completa dominação nos rankings de obras do gênero em fóruns da comunidade de fãs de ficção especulativa.

Mas a que se deve a completa falta de adaptação das referidas obras excepcionais, que formam, junto com outras, o seu multiverso chamado Cosmere? Direitos autorais presos com uma empresa falida.

Em 2016 Sanderson negociou os direitos de adaptação de seu Cosmere com a DMG Entertainment. O acordo inclui todos os seus títulos best-sellers, como The Stormlight Archives e as trilogias de Mistborn, mas a produtora está em processo e bancarrota.

A coisa ficou feia para a DMG quando seu ex presidente Chris Fenton processou a empresa em fevereiro de 2019, um ano após ser desligado da produtora. Fenton é creditado como o cara que ajudou a DMG a se tornar uma das maiores distribuidoras de conteúdo americano no mercado Chinês.

Fenton está processado a DMG em nada menos que US$ 30 milhões. Segundo consta no processo, o executivo diz que os fundadores da empresa fizeram promessas de que ele ficaria rico após o IPO da porção chinesa.

A empresa teria ficado avaliada em US# 5 bilhões na bolsa de valores de Shenzhem ainda em 2014, mas isso não existe mais. As ações da DMG estão no chão e o seu valor no mercado foi reduzido para ~módicos~ US$ 930 milhões.

Segundo Fenton, os fundadores da DMG deixaram o mercado chinês e milhares de trabalhadores desempregados. Ele acusa Dan Mintz, Wu Bing, e Peter Xiao de especulação para ganhar dinheiro na China.

Com tudo isso rolando, os direitos sobre os livros de Sanderson estão retidos na empresa até que ela os venda para alguém ou os retorne para o escritor e ele possa renegociá-los com outra produtora.

Aos fãs fica apenas o desejo que a DMG vá logo à falência e libere os direitos de adaptação do Cosmere o mais rápido possível.

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