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Na Ilha

Marcos Lamy volta à cena musical de São Luís com o disco “Meio”

As 11 faixas do disco provocam reflexões sobre o cotidiano e o momento político atual.

O maranhense iniciou sua trajetória na banda Nova Bossa, com André Queiroz, Phill Veras e Hermes Castro. (Foto: Ingrid Barros)

O artista maranhense Marcos Lamy está de volta à cena musical para lançar seu mais novo disco, intitulado “Meio”, no início de abril. Com 11 faixas, o CD traz debate político na medida certa acompanhadas por reflexões sobre processos que permeiam o cotidiano. A videografia será lançada no YouTube nesta sexta-feira (3), e o álbum estará disponível dia 10, no Spotify.

“Meio” se posiciona de forma estratégica e fundamental no momento sensível que se desenrola politicamente no país. “A gente está vivendo um momento de secção. As pessoas estão perdendo o diálogo, se separando, distanciando, e pra mim, a forma de enfrentar isso é o contrário, é a gente entender o outro”, explica Lamy. O músico conta que, antes de compor, avaliou o que precisava dizer enquanto artista, e dá a deixa sobre o termo que nomeia o CD: “Todas as coisas que eu quero dizer no CD mostram como eu enxergo tudo na vida enquanto processo, ao mesmo tempo em que tudo nessa vida é absolutamente imerso no seu meio ambiente”.

Aqueles que acompanham Lamy desde o início de sua carreira, com a banda Nova Bossa, passando pelos shows e festivais que agitaram São Luís entre 2009 e 2016, poderão encontrar em “Meio” uma sonoridade semelhante ao “Cabeça ao Fai” (2014), que bebe da cultura popular por meio da experimentalidade, acompanhada de canções que revisitam o Lamy do disco “Eu Tô é Tu” (2013). “Eu procuro alcançar uma forma de fazer música que seja mais popular, não no sentido que a gente pensa o pop, mas no sentido que a gente entende popular, uma coisa que é acessível”, provoca.

O público pode esperar, ainda, participações de artistas da cena local e nacional, como Núbia, Adnon, Ico dos Anjos, Phill Veras, Luiza Brina, Hermes Castro, Yma e Bruna Magalhães. Sobre as parcerias, Lamy explica que a intenção, desde a concepção do disco, era aglutinar muitas vozes à sua. “Eu chamei as pessoas que eu achei que sinceramente iriam querer dizer essas palavras. São pessoas que têm como apresentar as artes delas junto com as minhas, através do meu CD”, comenta.

O disco marca o retorno do artista maranhense a São Luís após passar uma temporada em São Paulo. (Foto: Ingrid Barros)

A volta de Lamy

Lamy lança o álbum “Meio” após três anos morando em São Paulo e uma pausa na carreira musical. Por isso, o artista considera esse momento como uma volta, e diante do contexto que o país e o mundo estão inseridos, avalia o disco como uma ponte que pode levar à reflexão. ”Muitas vezes a música pode ser um alento para momentos de grande ansiedade e angústia como o confinamento que estamos tendo que lidar, e espero que minha música possa ter esse papel. Além disso, também parece existir um sentimento geral de que as coisas precisam de alguma forma ser diferentes uma vez que superarmos essa crise, e de novo, as coisas que eu desejo de diferente para todos nós de forma maior ou menor estão todas manifestadas no Meio”, comenta o músico, que conclui: “Acho que passamos por um momento horrível coletivamente, e ao mesmo tempo um ótimo momento pra reflexão, e acredito que o disco possa ter sua parte nisso”.

Falando em futuro, Lamy descomplica quando o assunto são os planos e objetivos da carreira. “Minha maior esperança é ocupar espaços, ser ouvido. Falar das coisas que eu acredito pra todo mundo que eu puder”, aponta. “Quando eu penso em sucesso, eu penso nesse sentido, de que as discussões das quais eu estou falando possam ir pra frente, mais do que de tocar em um palco específico ou fazer uma parceria com algum artista”, completa.

Sobre Lamy

Marcos Lamy é músico maranhense, cantor, cientista social e, sobretudo, um criador e propagador cultural. Sempre imerso em ambientes ricos musicalmente, começou a tocar violão aos 13 anos, e foi forjado através de referências artísticas como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Los Hermanos, além da cultura popular maranhense do Bumba-meu-boi ao Terecô.

Nos palcos de São Luís e do Brasil desde 2008, iniciou sua trajetória na banda Nova Bossa, com os músicos André Queiroz, Phill Veras e Hermes Castro, e, após o término do grupo, saiu em carreira solo lançando os discos “Eu Tô é Tu” (2013) e “Cabeça ao Fai” (2014). Já participou de festivais como o BR 135, Webfestvalda e Fun Music. Agora, o músico se prepara para presentear o púbico com seu terceiro álbum de estúdio, intitulado “Meio”.

Cinema na Ilha

Filme maranhense é destaque na Mostra Nacional de Cinema de São Paulo 2020

Este filme é a terceira parte da “Trilogia Dantesca”, cuja produção é baseada nas obras de Nauro Machado.

O longa “As órbitas da água”, do cineasta maranhense Frederico Machado, foi selecionado para a Mostra Nacional de Cinema de São Paulo 2020. Este filme é a terceira parte da “Trilogia Dantesca”, cuja produção é baseada nas obras de Nauro Machado, um dos maiores poetas do Brasil e pai do cineasta.

O evento começa nesta quinta-feira (22), segue até o dia 4 de novembro e é aberto à votação popular. Além de “As órbitas da água”, também fazem parte da trilogia “O exercício do caos” e “O signo das Tetas”. Com o objetivo de serem obras abertas, os filmes privilegiam a poesia e buscam por novas possibilidades subjetivas.

Sobre “As órbitas da água”, o cineasta destacou que se trata de um filme feito inteiramente com recursos próprios da Lume Filmes, co-produzido por um pool de outras quatro produtoras do Maranhão, Guarnicê Produções, Freela Conteúdos, Ruido Filmes e JF Serviços.

Ainda de acordo com o cineasta, o custo final da produção foi de R$ 150mil, grande parte do elenco e da equipe entrou no filme como produtores associados, por acreditarem no caráter autoral da obra e na trajetória dele.

O filme tem no elenco Antonio Saboia (“Bacurau”), Rejane Arruda (“O Veneno da Madrugada”), Auro Juricie (“O Exercício do Caos”), Flavia Bittencourt (cantora maranhense fazendo sua estreia no cinema) e Tácito Borralho, o grande nome do teatro maranhense.

A mostra vai ser disponível para todo o Brasil, de forma online. É composta de cinco seções: Apresentação Especial, Competição Novos Diretores, Mostra Brasil, Mostra Brasil – Competição e Perspectiva Internacional. O festival também reflete a pandemia e o futuro do audiovisual no IV Fórum Mostra.

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Na Ilha

Frimes lança o EP ‘F1’ com cinco músicas inéditas

A artista se prepara para lançar um videoclipe em 3D de “I Love U”.

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“F1” é o primeiro EP da drag queen maranhense Frimes conhecida pelo som pop eletrônico. O conjunto de músicas inéditas, serve como primeira amostra de uma coleção de outros quatro mini-álbuns, ainda sem data de lançamento.   

O trabalho de estreia produzido e escrito por Frimes pode ser descrito como um compilado de músicas sarcásticas e sexuais, feita para aqueles buscam e apoiam um empoderamento sexual. As letras exploram a combinação de humor e sexualidade de forma moderna, utilizando referências cibernéticas e cinematográficas para construir críticas ao comportamento da juventude atual, enquanto a produção é ambientada principalmente por elementos do hyperpop.  

“F1” chegou às plataformas com cinco faixas inéditas. A artista se prepara para lançar um videoclipe em 3D da faixa “I Love U” em breve. Na capa do EP, Frimes aparece como uma stripper cybernetica produzida pela AQC Studio Criativo. Inspirada no filme sci-fi “O Quinto Elemento”, a fotografia da capa é assinada por Mateus Motta e finalização da drag queen.  

“Fadinha”, primeiro single da artista foi lançado em maio de 2018 e alcançou mais de 600 mil visualizações em seu clipe oficial no YouTube. A faixa segue com a temática anos 2000 dos próximos lançamentos de Frimes, influenciada por artistas como Ayesha Erotica, Britney Spears e Danny L Harle. 

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Na Ilha

Veja as regras sanitárias para o funcionamento de cinemas e teatros no Maranhão

Sessões devem ter limite máximo de 150 pessoas e uso de máscara será obrigatório.

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Portaria publicada pela Casa Civil do Governo do Maranhão estabeleceu as regras sanitárias para o retorno das atividades nos cinemas e teatros. As normas, que evitam a disseminação do coronavírus, já estão valendo. 

A portaria vale para todo o estado, mas os prefeitos podem editar regras mais rígidas. 

Cinemas e teatros podem funcionar desde que sigam essas novas regras e as anteriores, de validade geral. Entre elas, estão:

  • O uso de máscara, a limpeza das mãos e o distanciamento social. 
  • Não pode haver mais de 150 pessoas reunidas ao mesmo tempo. 
  • O espaço não pode ultrapassar a metade da capacidade habitual 
  • Deve haver pelo menos um assento desocupado entre dois assentos ocupados, em fileiras alternadas (fileira sim/fileira não).
  • Não pode haver aglomerações nem dentro e nem fora, nas filas. Deve haver distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as pessoas. 
  • Elevadores só devem ser usados por pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção. 
  • O local deve ter limpeza constante. As lixeiras devem ser acionadas por pedal. As salas devem ser higienizadas antes da entrada do público e deve haver aumento do intervalo entre as sessões para dar tempo de fazer a limpeza.
  • As regras de higiene também valem para as bombonieres e para as bilheterias. É permitido o consumo de alimentos na sala de exibição.
  • Pessoas do grupo de maior risco ou que apresentem sintomas não devem frequentar o espaço. Os clientes devem ser questionados sobre a presença de sintomas. 

Os protocolos de segurança sanitária foram regulamentados pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública do Estado do Maranhão (COE COVID-19), após a sugestão da Secretaria de Estado de Indústria Comércio e Energia (SEINC) e da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP).

O governo afirma que a reabertura foi autorizada por conta da diminuição da taxa de letalidade da Covid-19 no estado, tornando necessária a retomada gradual das atividades. As prefeituras municipais poderão editar outras medidas restritivas, caso sejam necessárias.

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Games

Conheça Lunar Axe, jogo point-and-click de aventura inspirado em São Luís

Versão de demonstração do jogo Lunar Axe está disponível gratuitamente na steam.

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Após um grande terremoto no centro da cidade, ruínas de um prédio antigo desabam e você acaba dentro de um casarão abandonado. Encontre uma saída e desvende o mistério dos inexplicáveis tremores. Você conhecerá o espírito guardião de um poderoso artefato místico e sua relação com os recentes acontecimentos, antes que seja tarde demais.

Lunar Axe é um jogo point-and-click de aventura com objetos escondidos que possui locais e enredo inspirados em histórias reais com uma incrível arte feita à mão. Casarões e ruas do centro histórico de São Luís, capital maranhense, são o palco do mistério, além de lendas e histórias da fundação da cidade fazem parte do enredo.

Você deve mostrar suas habilidades de solucionar quebra-cabeças e desvendar a trama antes que a cidade seja destruída. Atualmente o jogo Lunar Axe está em desenvolvimento e pode ser jogado na Steam.

A versão completa do jogo tem previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2021, até lá você pode acompanhar as novidades nas redes sociais do estúdio e adicionar na lista de desejos da Steam.

A desenvolvedora do jogo é a Ops Game Studio, uma empresa de desenvolvimento de jogos independentes de São Luís que atua desde 2018 desenvolvendo jogos para mercado e projetos autorais.

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