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Música

Mahmundi lança clipe de ‘Tempo Pra Amar’

Música e clipe foram liberados na sexta-feira (25).

Uma das revelações da música brasileira em 2017 foi a cantora carioca Mahmundi. Nesta última semana ela resolveu liberar o primeiro single de seu próximo trabalho, Tempo Pra Amar. Assista ao clipe no topo.

A faixa foi escrita pela própria cantora em parceria com Carlinhos Rufino, com co-produção de Lux Ferreira.

Mahmundi se apresentou em março deste ano no festival Lollapalooza Brasil.

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Música

‘Batidão’, novo single de Enme, está prestes a alcançar 10 mil plays no Spotify

O primeiro EP da maranhense já conta com mais de 154 mil execuções no serviço de streaming musical.

Enme não dá trégua para descanso!

Após entregar o primeiro EP autoral, ‘Pandú’ (2019), a cantora e drag queen maranhense Enme já colhe bons frutos da recém lançada ‘Batidão’. A faixa está prestes a alcançar 10 mil execuções no Spotify e é capa da playlist LGBT*, que conta com músicas de artistas como Pabllo Vittar e Gloria Groove, além de ser destaque em outras playlists do serviço de streaming. Até agora, ‘Batidão’ totaliza mais de 8 mil execuções.

A nova aposta da cantora é um verdadeiro intercâmbio regional entre o Maranhão e a Bahia, onde os tambores maranhenses dialogam com o pagode bahiano e dão vida a uma epifania de batidas eletrônicas e rimas ágeis. E esse resultado não é por acaso. ‘Batidão’ conta com a produção do bahiano Noise Man, nome responsável pela produção de sucessos como ‘Problema Seu’, da Vittar, e co-produção de Sandoval Filho, que trabalhou nas faixas ‘Killa’ e ‘Juçara’, presentes em ‘Pandú’.

No ano passado, Enme foi a grande vencedora do concurso novos talentos do Festival Sons da Rua. A maranhense concorreu com artistas de diversos estados do Brasil e, com a vitória, ela se apresentou na Arena Corinthias em São Paulo. A vitória também trouxe como prêmio a produção de um single, no caso, ‘Batidão’.

Já o primeiro EP da maranhense conta com mais de 154 mil execuções no Spotify. ‘Sarrar’ é a faixa mais escutada da cantora na plataforma, com 80 mil plays, seguida de ‘Killa’, com 70 mil.

Sucesso além do Maranhão

Neste ano, Enme já tem agenda de shows confirmados e Pernambuco é o próximo destino da ‘Juçara Tour’.No dia 15 de fevereiro, a maranhense desembarca em Recife para se apresentar no festival Porto Musical. O evento acontece desde 2005 e promove shows gratuitos, oficinas, seminários e outras ações de fortalecimento do mercado musical. Se apresentarão também no festival nomes como China e Luísa e os Alquimistas.

E taca stream em ‘Batidão’ :

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Coluna Lucas Nash

Crítica | Rare – Selena Gomez

‘Rare’ é marcado por uma lírica honesta, mas tropeça em seu desenvolvimento.

Na discografia de muitos cantores, há sempre uma obra que se destaca pela sua característica econômica, um processo de desaceleração em relação às produções anteriores. É o típico momento em que o artista, após provar o sucesso comercial e da crítica, resolve dosar a fórmula que tanto lhe garantiu tal êxito. Em ‘Rare’, terceiro álbum de inéditas da norte-americana Selena Gomez, a cantora se propõe traçar esse mesmo percurso, mas, aqui, ela adota esse processo para falar de suas fragilidades.   

Selena entrega logo na arte que ilustra a capa do novo trabalho a postura suncita, com pouca maquiagem, livre de adornos e de toda a produção que sempre a acompanha. A cantora resolve se despir dos filtros de outrora para se abrir ao público e expor as experiências de relacionamentos conturbados e de como esqueceu de si mesma em meio a tudo isso.

‘Rare’, faixa-título, abre o álbum de forma exitosa. São instantes de um pop que se destaca pela estrutura singela, construída pelo baixo que domina boa parte da melodia, uma percussão étnica e uma tênue atmosfera de devaneio, onde os versos de Gomez se incubem de torná-la tangível. “Sempre do seu lado/ E você não faz o mesmo / Isso não é justo”, canta, consciente da não reciprocidade amorosa.

E o catálogo de canções segue narrando a trajetória de redescoberta de Selena, caso de ‘Dance Again’. Durante a canção, as guitarras desenvoltas e o teclado pontual dão base para que as batidas acompanhem os versos que marcam o novo começo de Gomez após uma relação difícil. Já as faixas seguintes, ‘Look At Her Now’, ‘Lose To Love Me’ e ‘Vulnerable’, talvez sejam o maior trunfo do registro, pois além de serem as composições mais interessantes do disco, é o clímax do pop econômico trabalhado por Selena e seus produtores.

Contudo, já em ‘Ring’, o disco dá os primeiros sinais dos tropeços que serão apresentados no decorrer da audição. A faixa se perde em meio ao catálogo por não mostrar um desenvolvimento durante sua execução. ‘People You Know’ acaba no mesmo erro, tonando a experiência de continuar obra cada vez mais desestimulante. E nem o repeteco do R&B lascivo, tão explorado em ‘Revival’ (2015), consegue deixar ‘Crowded Room’ atrativa.

Ainda que abra o disco de forma assertiva, ‘Rare’ logo perde o seu rumo. O trabalho de Selena e sua produção em dar vida a uma obra mais honesta, onde a cantora fale abertamente sobre seus sentimentos, desanda pelo vício no uso de fórmulas pré-fabricadas, facilmente encontradas em qualquer álbum pop da década passada. Conforme os minutos de duração vão finalizando, o quê poderia ser promissor se encaminha para algo esquecível.

‘Rare’ pode não ter entregado o melhor momento da carreira de Selena Gomez, mas, com certeza, é um dos mais sinceros. A obra pode ser vista como os primeiros passos da cantora na busca pelo amadurecimento artístico, explícito aqui na lírica das 13 canções que compõe o disco. Agora, resta torcer para que esse amadurecimento esteja presente nas melodias de futuros trabalhos.   

Ouça:

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Música

As dores e esperanças de ‘Circles’, álbum póstumo de Mac Miller

As 12 faixas inéditas consolidam a criatividade do rapper

Mac Miller. Foto: Christian Weber

Se em Swimming, carregado de um tom melódico e contemplativo, Mac Miller já escancarava uma honestidade artística, em Circles a criatividade e espiritualidade de Miller é consolidada. O álbum póstumo foi lançado pela família do rapper americano na última sexta-feira (17), e traz 12 músicas inéditas em que o rap se mistura ao folk, às guitarras de jazz e baterias do R&B para entregar composições aconchegantes, despojadas e que, às vezes, revelam ideias difíceis e dores que no calor do momento podem ser insustentáveis.

Circles é a canção de abertura, e o ritmo acolhedor já antecipa: o álbum é tempestade disfarçada de calmaria. “Don’t you put any more stress on yourself, it’s one day at a time” canta, ao demonstrar que percebeu que desenhou círculos, ao sempre sentir que estava de volta ao início.

Mas precisa ser tão complicado? Essa é a pergunta de Complicated, embalada por batidas de hip-hop. Aliás, perguntas e tentativas de respostas estão presentes na maioria das letras. Em Good News, primeiro single lançado do novo trabalho, os questionamentos são dolorosos: “Why can’t it just be easy? Why does everybody need me to stay?”. Mas as guitarras sonolentas, bateria lenta e voz cansada carregam esperança: “Well it ain’t that bad, it could always be worse”. Good News não é a melhor música lançada, mas traduz as influências que Mac Miller carregou durante a produção desse projeto, que os rumores apontam que já estava quase finalizado antes do cantor morrer tragicamente em setembro de 2018, vítima de uma overdose. A produção foi concluída por Jon Brion, colaborador de Swimming.

Woods ganha destaca pelo vocal melancólico, um rap curto e uma guitarra tocada por Wendy Melvoin, conhecida pelo trabalho com Prince, como parte da banda de apoio The Revolution. Wendy repete sua participação em outras músicas do álbum, seja na guitarra, seja no baixo.

Everybody talvez carregue o ápice das ideias do sexto álbum de estúdio do rapper: todo mundo tem que viver e todo mundo vai morrer, mas a morte não é o objetivo final. Ela é inevitável, mas o que importa é o percurso: para Mac Miller, estar feliz e estar triste são momentos completamente normais da jornada. Hands, inclusive, nos lembra do amor próprio e da importância de termos um tempo para nós.

Para alguns, as músicas podem refletir um Miller vacilante, já que as letras são continuações de um tom sombrio iniciado em Swimming. É bom lembrar que os dois álbuns são “irmãos”: foram concebidos como um projeto em duas partes.

Blue World é carregada de hip-hop para dizer “Think I lost my mind, reality is so hard to find”. As guitarras e batidas de bateria de That’s On Me acompanham letras que refletem a transformação de falhas em algo belo.  

Em Surf, Mac Miller está feliz por ter encontrado um propósito: outra pessoa. Talvez essa canção seja o complemento da confissão feita em I Can See: a vida pode ser apenas um sonho, mas ele precisa de alguém para mostrar a realidade.

Os sintetizadores fazem parte de Once a Day, encerramento do álbum. A composição instigante comprova que houve um crescimento nas músicas de Mac Miller. O artista e multi-instrumentista apresenta em Circles uma essência de dores, mas com toques de esperança.

Comovente e sublime. Essas podem ser as melhores palavras para relacionar ao álbum póstumo. Aos que sentem a ausência do cantor nascido em Pittsburgh, as buscas por referências à morte serão inevitáveis. Elas existem, mas as canções vão além, e carregam a esperança.

Para os fãs, Circles é despedida e saudade.

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