Connect with us

Listas

Lista de Cinco | Livros de escritoras negras para conhecer

Conceição Evaristo e outras escritoras negras para prestigiar

Published

on

Quantas escritoras negras você leu este ano?“. Esta pergunta, por vezes, surge pelas redes sociais e ela não vem à toa: é sabido que a literatura, por muito tempo, foi espaço de dominação masculina. E em sua maioria, homens brancos. Em uma pesquisa publicada no livro Literatura Brasileira Contemporânea: um território contestado, em 2012, a autora Regina Dalcastagné revelou dados alarmantes sobre o mercado editorial: os escritores brasileiros são representados por brancos (93,9%) e homens (72,7%).

Onde estão as mulheres? E onde estão as mulheres negras? Escritoras como Ana Maria Gonçalves, Elisa Lucinda, Helena Theodoro, Conceição Evaristo e Lia Vieira vêm lutando pela visibilidade e espaço das mulheres negras na literatura do Brasil. E não, o problema não está em “Mas mulheres, em especial as mulheres negras, não escrevem!”. O problema mora no silenciamento. Quer um exemplo?

Maria Firmina dos Reis, romancista, maranhense, mulher, negra, teve em algumas páginas na internet e até obras literárias sua imagem associada à escritora Maria Benedita Bormann, mulher, branca. Firmina dos Reis, inclusive, escreveu o livro Úrsula (1859) usando um pseudônimo. Ela tinha medo de ser atacada. A primeira mulher a escrever um romance no Brasil não pode utilizar seu próprio nome em sua própria obra. Como ser protagonista diante do silenciamento?

Mas o exemplo mais claro de silenciamento é quando somos perguntados sobre quantas mulheres negras nós lemos e não temos sequer a certeza se a autora do livro era mulher negra ou não.

Claro que não se nega os avanços feitos desde a época do lançamento de Úrsula até hoje. Essa obra, inclusive, foi relançada em 2018. Isso mostra que no mínimo o mercado de livros está atento às mudanças. Mas as mudanças precisam acontecer de forma constante, e nós, leitores, podemos fazer nossa parte nesse processo de visibilidade das escritoras negras. E de uma maneira bem prazerosa: por meio da leitura.

E para ajudá-los, que tal conhecer 5 livros escritos por mulheres negras?

1 – Úrsula – Maria Firmina dos Reis

Publicado em 1959, e, como citado acima, é considerado o primeiro romance escrito por uma mulher no Brasil. A primeira publicação foi lançada com o pseudônimo “uma maranhense”. Na história, Úrsula e Trancredo vivem uma história de amor, sob a perspectiva de o que era ser negro no Brasil.

2- Kindred, Laços de Sangue – Octavia E. Butler

Romance histórico publicado em 1979, com direito a viagens no tempo, sob narrativas escravas. A personagem principal, Dana, acaba sendo levada para o século XIX, em um período pré-Guerra Civil, época extremamente perigosa para uma mulher negra.

3 – Amada – Toni Morrison

Toni foi a primeira mulher negra a reeber o Prêmio Nobel da Literatura. Amada ganhou o prêmio Pulitzer e chegou a ser considerada a obra de ficção mais importante dos últims 25 anos nos Estados Unidos, título que recebeu em 2006. No livro, Sethe é uma ex-escrava que se refugia na casa da sogra, com os filhos. Por meio da história de Sethe e seus filhos, acompanhamos a dura realidade de ser negro nos Estados Unidos no fim do século XIX.

4 – Eu sei por que o pássaro canta na gaiola – Maya Angelou

Racismo e abusos marcaram a vida de Maya Angelou, importante escritora norte-americana que colocou nas páginas de sua obra, relatos e lembraças dolorosas sobre sua vida. Maya, negra, criada no sul dos EUA pela avó, viveu uma vida difícil, aliviada pelo poder da literatura.

5 – Olhos d’Água – Conceição Evaristo

Nesta obra, uma das mais importantes escritoras brasileiras da contemporaneidade, traz diversas histórias carregadas de dor e protagonizada por mulheres negras. Conceição recebei o prêmio Jabuti por este livro e revelou que alguns autores brasileiros só passaram a falar com ela após a premiação.

Continue Reading
Advertisement Image Map

Destaque

Lista de Cinco | Músicas para se preparar para a volta de My Chemical Romance

A banda se prepara para novos shows. Que tal matar a saudade?

Published

on

A banda norte-americana My Chemical Romance foi formada em 2001 e é composta pelo vocalista Gerard Way, o baixista Mikey Way e os guitarristas Ray Toro e Frank Iero. Classificada como banda de rock alternativo e emocore, MCR fez um grande passeio entre estilos musicais ao longo da sua trajetória, nos apresentando um punk melodioso em I Brought You My Bullets, You Brought Me Your Love, o álbum de estreia, e um hard rock oitentista com um quê de ópera em The Black Parade, terceiro disco do grupo.

No segundo lançamento, Three Cheers for Sweet Revenge, talvez seja possível encontrar alguns resquícios sonoros de Misfits, em um álbum gótico-punk, com letras sobre amores condenados e muitas referências ao horror. O quarto e último álbum de estúdio lançado foi Danger Days: The True Lives of the Fabulous Killjoys. Ele tem uma pegada mais despojada, com músicas mais pop e com sintetizadores e bipes eletrônicos.

Em março de 2013, MCR anuncia seu fim por meio de comunicado no site oficial. Para os fãs, foi um momento de dor. Para os integrantes, um momento para seguir projetos pessoais ou lançar alguns conteúdos especiais da banda. Mas 2019 chegou com uma surpresa: por meio das redes sociais, a banda anunciou o primeiro show do grupo em sete anos. A apresentação acontece no dia 20 de dezembro, em Los Angeles. O ano de 2020 também vai contar com shows no Japão, Austrália e Nova Zelândia. Os ensaios começaram, e a prova é uma foto publicada no Instagram do grupo, que mostra os quatro músicos reunidos em um estúdio.

Ainda sem uma confirmação se vão ser lançadas novas músicas ou até um novo álbum, nos resta matar a saudade de My Chemical Romance por meio de algumas canções.

1 – Mama

Essa música é uma carta e nela, filho conta para a mãe que, adivinha só, nós todos somos cheios de mentiras e vamos para o inferno. O assombro por ter ido a uma guerra acompanha o resto da vida deste filho. Ele sofre pelas decisões que tomou, pelos companheiros de batalha que perdeu, e se sente completamente condenado. A carta em sua maior parte é escrita por Gerard Way. Com essa música, podemos sentir o quão bom compositor é o vocalista.

2 – Drowning Lessons

Diretamente do primeiro álbum, essa canção traz em suas letras temas como insanidade, morte e celebração do fim. Temáticas mórbidas, com guitarras e vocais que não são tão darkness, mas reforçam um pouco da agonia das lições de afogamento.

3 – To the End

Aqui, os solos de guitarra de Ray Toro são o ponto alto, que criam uma identidade única ao My Chemical Romance. Misture o talento de Toro com a bem composta letra de Gerard Way e o resultado é To the End, do segundo álbum do grupo.

4 – Skylines and Turnstiles

Essa talvez possa ser chamada de primeira canção do My Chemical Romance. Gerard Way presenciou os ataques de 11 de setembro, a principal referência para essa música. Compôs a música e logo depois criou a banda ao lado do irmão e mais dois amigos.

5 – Welcome to The Black Parade

Welcome to the Black Parade é um espetáculo. A introdução da música é digna de uma apresentação com performances e muita teatralidade. Ela não precisava nem mesmo de um videoclipe para mostrar sua grandiosidade, mas ainda bem que teve um. A canção pode ser considerada o coração do álbum The Black Parade e convida o público a cantar e, quem sabe, desfilar junto.

Continue Reading

Filmes

Top 6 filmes de terror que não podem faltar em uma sexta-feira 13

Top 6 filmes de terror para a sexta-feira 13

Published

on

Sim, 6, eu disse 6, isso mesmo 6.. dicas do mais puro creme do horror.

Em uma sexta-feira 13 são aceitas apenas três situações: sair com os amigos vestido de monstro, ir para o cinema ver filme de terror (e recomendo fortemente IT Capítulo 2 – cuja crítica você pode ver aqui) ou ficar em casa vendo filme de terror. E mesmo que você saia com os amigos vestido de coisa ruim, ao voltar pra casa, ainda dá tempo de ver um filme. Mas o que ver? Calma, pequenos demoninhos. Vou dizer a vocês agora. Primeiro, esqueçam os filmes ruins da TV a Cabo. A Netflix, também, deixa um pouco a desejar no catálogo de horror. Então, vem na minha e busque por alguma dessas seis belezinhas sem medo. Quer dizer, vai dar medo, sim.

6 – Fome Animal – (Dead Alive/ Braindead, Nova Zelândia, 1992)

Esqueçam as pipocas e refrigerantes. Para ver Fome Animal é melhor não comer nada. O filme é um festival de nojeiras e insanidades: uma orelha que cai na sopa e é comida no mesmo momento, um padre luta kickboxer antes de virar zumbi, zumbis fazem sexo e parem bebes zumbis, a “arma” utilizada para matar os mortos-vivos é um cortador de grama virado ao contrário, ou seja, mutilação de órgãos e banho de sangue e tripas. O diretor e criador dessa maravilha é Peter Jackson, em uma época em que ele – adolescente na Nova Zelândia – sequer imaginou que certo dia ganharia um Oscar.

Resumo da história:

Leonel é um nerd que vive com sua mãe, uma velha chata e ciumenta. Certo dia o rapaz se apaixona por uma moça, filha de ciganos, e a chama para ir ao zoológico. A mãe de Leonel, que desaprova o relacionamento, o segue até o local. Lá, acaba mordida por uma espécie rara de animal: o Macaco Rato da Sumatra. Depois disso, passa a ter febre e comportamentos estranhos, perde cabelos, a pele começa a cair – assim como os dentes – e emite grunhidos estranhos. Pior: a velha fica violenta e morde as pessoas. Os que foram atacados passam a ter a mesma reação, até que uma epidemia se espalha e os “zumbis” tomam conta da cidade. Leonel e a sua namoradinha são os mocinhos.

Opinião:

Nada pode ser mais sensacional para uma sessão maldita entre amigos do que Fome Animal. É divertido, engraçado, a maquiagem é muito mais bem feita do que muita coisa “rica” de Hollywood, é criativo até o fim e ninguém vai dormir. Com certeza. Pode testar, porque já testei.

5 – A Meia Noite Levarei sua Alma – (À Meia-Noite Levarei sua Alma, Brasil, 1964)

O melhor terror nacional já feito em todos os tempos só podia ser de um dos maiores cineastas desse país: José Mojica Marins. Pouco sabe de cinema os que criticam a simplicidade desse gênio do cinema. Mojica criou o mundialmente conhecido Zé do Caixão, personagem de característica forte, demoníaca, sádica, cruel, demente e inventiva, porém de uma veracidade tão intensa, que lhe concedia uma assombrosa humanidade. Sua grande obra-prima se chama A Meia Noite Levarei Sua Alma, primeiro filme de uma trilogia que conta a busca insana de coveiro Zé do Caixão pela mulher, que lhe dará o filho perfeito.

Opinião

Em 1963, plena ditadura militar, o cinema nacional não estava acostumado com o que veria. Mojica, então, sem medo da censura filmou aquele que seria o divisor de águas para o gênero no Brasil. Embora sutil para os padrões atuais, A Meia Noite Levarei Sua Alma desafiou os dogmas cristãos ao mostrar cenas de violência explícita e a críticas contra as tradições religiosas. Só isso já faz do longa histórico. Não bastasse tal loucura para a época, o filme ainda é audacioso e criativo, com uma montagem que consegue dignificar até mesmo as atuações amadoras e os improvisos de roteiro. A Meia Noite… é um filmão, com uma trama sem furos, que apresenta um personagem complexo, primitivo e contestador.

Curiosidade:

Zé do Caixão foi inspirado em pesadelos constantes que Mojica tinha com o personagem quando era criança. Aos 12 anos, o diretor vendeu sua bicicleta e comprou uma câmera de 88mm. Daí deu início a sua carreira apaixonada.

4 – O Gabinete do Dr. Caligari – (Das Cabinet des Dr. Caligari, Alemanha, 1920)

C-L-Á-S-S-I-C-O!!!. Concebido em 1919, O Gabinete do Dr. Caligari é referência máxima em estilo e fotografia até hoje. Uma das primeiras obras do Expressionismo Alemão – movimento da arte que privilegiava os efeitos de luz, maquiagens carregadas que destacam as expressões dos personagens, cenários distorcidos, clima psicológico e influência de obras surrealistas, o filme do alemão Robert Wiene (e roteiro de Fritz Lang, de Metrópoles) não precisa usar palavras para espantar. As belíssimas imagens, a sombria trilha sonora e as atuações dramáticas e exageradas (propositalmente) são extraordinárias e fazem desse um dos melhores filmes de horror de todos os tempos.

Opinião:

A trama é simples e original: Dr. Caligari é um velho místico que domina as técnicas da hipnose e perambula pelas cidades do norte da Itália apresentado-se em quermesses ao lado de um sonâmbulo chamado Cesare. O caso é que o velho usa de seus métodos para induzir o jovem Cesare a cometer assassinatos nos vilarejos. Como Caligari esconde um boneco no caixão onde Cesare dorme, os crimes ficam indecifráveis. Porém, o jovem sonâmbulo passa a perambular pela cidade e algo dá errado. Realizado em uma das fases mais conturbadas da história alemã (o fim da primeira guerra mundial) O Gabinete do Dr. Caligari possui uma aura absolutamente sufocante e pessimista. Talvez por isso, a partir de imagens insólitas – que mais parecem um constante pesadelo – o filme mudo foge dos padrões naturais das histórias de horror e relata com extrema competência a aflição e a insanidade humana. Um filme para ver e rever.

3- O Bebê de Rosemary – (Rosemary’s Baby, EUA, 1968)

E aí vem o diabo. Ah, o diabo. Tem maldade no meio, coisa ruim, espírito zombeteiro? Tem culpa o diabo. Bacana é perceber que essa figura da mitologia cristã tão antiga sempre gerou – e sempre irá gerar – boas histórias apavorantes. Isso percebeu o diretor Roman Polansky (e a escritora do livro Ira Levin) ao conceber O Bebê de Rosemary. O filme narra a história de (adivinhem?) Rosemary, moça certinha que se muda para um apartamento em Nova York com seu marido. É apresentada a um simpático casal de velhinhos e com eles faz amizade. Não demora muito, porém, para começar a desconfiar que esses estão envolvidos, junto com seu esposo, em rituais macabros de magia negra. Rosemary, então, descobre que está grávida e tenta manter seu bebê longe de algum mal que possam lhe fazer. Mas uma trágica surpresa está por vir.

Opinião:

Não basta ter uma idéia brilhante e filmá-la. É preciso saber como fazer. E Polansky fez com maestria. Desde o momento em que somos apresentados ao fantasmagórico apartamento até o derradeiro ato final, toda a atmosfera de suspense e temor é construída de forma gradativa e, por isso, brilhante. Considerado blasfemo pela igreja católica – e outras que tentaram impedir a exibição do filme – O Bebê de Rosemary é um dos melhores exemplares do terror psicológico, ou seja, não há violência explícita, mas sim um clima de paranóia constante e um final polêmico. Além da espetacular direção, méritos também para as excelentes atuações de Mia Farrow e Ruth Gordon (a velhinha vizinha que levou o Oscar de melhor atriz coadjuvante).

2 – Os Outros – (The Others / Los Otros, Espanha / EUA / França, 2001) Um dos meus subgêneros preferidos dentro do horror é o que trata de fantasmas e casas mal-assombradas. De exemplares dos anos 50, de figuras importantes como o diretor Willian Castle e o espetacular Vincent Price, a maravilhas dos anos 80 como O Iluminado ou Poltergeist. Mas nenhum deles se compara a Os Outros. E pensar que se não fosse Tom Cruise o filme não existiria. Isso porque Tom “queria porque queria” re-filmar Abra Los Ojos (que se transformaria em Vanilla Sky), que era do espanhol Alejandro Amenabar. Então, o diretor lhe disse: “Ok, Tom. Te passo os direitos, mas a Cruise/Wagner (produtora de Cruise) produz um filme novo meu chamado Os Outros”. Tom Cruise respondeu: “Fechado, mas você coloca minha mulher no filme?”. “Claaaaro”. E deu no que deu. Inclusive, Nicole Kidman concorreu ao Globo de Ouro contra ela mesma por Os Outros e As Horas.

Opinião:

É coisa de gosto. Para mim, Os Outros é melhor do que qualquer outro filme de casa mal-assombrada, pois tem todos os ingredientes que o faz (quase) alcançar a perfeição: uma casa estranha, personagens misteriosos, um segredo guardado no porão, uma presença fantasmagórica (ou não) e um final surpreendente e delicioso (e o único que apresenta o outro lado). Não bastasse tudo isso, o filme é criativo, inteligente e tecnicamente primoroso. A sacada de fazer com que o pano de fundo fosse a Segunda Guerra Mundial e – de certa maneira – ser esse o motivo para o desfecho cruel e ao mesmo tempo alentador é ambiguamente preciso e convincente. Aliás, o filme termina e ficamos com ele na cabeça por um bom tempo. Você não sabe se julga a atitude egoísta ou se entende o motivo. De qualquer maneira, no final saímos mesmo é satisfeitos e orgulhosos de ter visto esse preciosidade do gênero.

1- O Massacre da Serra Elétrica – (The Texas Chainsaw Massacre, EUA, 1974)

Quando O Massacre da Serra Elétrica começa, uma arrepiante narração informa que o filme que será apresentado foi baseado em um fato real e um dos mais bizarros crimes na história norte-americana. Na verdade, apenas charme. De real mesmo apenas a “homenagem” a Ed Gein, um verdadeiro psicopata que, assim como o personagem do filme, Leatherface, cortava o rosto dos cadáveres para usar como máscara. Mais nada. Rodado em 1974, O Massacre… conta a história de um grupo de jovens que se perde em uma rodovia e acaba sendo perseguido por uma família de maníacos canibais. O que tem de mais? O filme é perturbador, assustador e, por ter sido filmado em 16mm e ter uma estética meio amadora, passa a sensação de realidade. O ar grotesco e sufocante fez com que o filme fosse proibido em muitos países, só podendo ser liberado anos mais tarde.

Opinião:

Pergunte para uma pessoa qualquer: “O que é O Massacre da Serra Elétrica?”. Ela pode nunca ter assistido, mas vai saber que é um filme de terror doentio. Tudo porque a obra se transformou, indiscutivelmente, num dos maiores clássicos do cinema e, além de influenciar centenas de filmes, faz parte da cultura popular mundial. Méritos totais para o diretor Tobe Hooper (Poltergeist). Foi dele a idéia de apavorar o espectador com cenas violentas, porém sem exageros, sem sangue, sem dilacerações. E esse é o grande mérito do filme – além da filmagem “caseira” – apresentar o aterrorizante sem necessidade de explicitar. Então veremos a mocinha correndo do vilão com a serra elétrica na mão, marteladas na cabeça, pedaços de gente, mas, em momento algum, a ação é consumada. O estrago vai depender da sua imaginação. Mas não se preocupe com isso. As sombras apresentadas pela iluminação escura, o cenário desértico do Texas e os gritos de pavor da molecada vão te ajudar.

E se não der tempo de ver tudo hoje, calma, mês que vem Halloween está aí. Prometo, inclusive, trazer mais seis outras dicas para os amantes do melhor gênero do cinema.

Continue Reading

Destaque

Setembro do medo: filmes assustadores que estreiam esse mês

Published

on

Setembro será o mês do susto nas telonas. Começando com a sequência do filme de terror mais visto do mundo “IT: Capítulo Dois” no dia cinco, outros dois filmes prometem aterrorizar os espectadores neste mês. “O mal não espera a noite – Midsommar” estreia no dia 19 e “Predadores assassinos” será lançado no dia 26.

Para os amantes de um bom filme com bastante sangue e entidades malignas, confira as dicas do Peixe Urbano sobre as estreias do mês.

It: Capítulo Dois (05)

Depois de 27 anos do primeiro longa, o Clube dos Otários volta para Derry enfrentar Pennywise (Bill Skarsgard) mais uma vez. Mike (Isaiah Mustafa) convoca os amigos Bill (James McAvoy), Beverly (Jessica Chastain), Ritchie (Bill Hader), Ben (Jack Ryan) e Eddie (James Ransone) após perceber que o palhaço tinha voltado a atacar o município.

O mal não espera a noite – Midsommar (16)

Esse é para quem tem estômago forte. O filme sueco já estreou nos Estados Unidos, e virou manchete por causar mal-estar e insônia nos norte-americanos. Na trama, o casal Dani (Florence Pugh) e Christian (Jack Reynor) vão visitar alguns amigos durante um festival na Suécia. Porém, o grupo acaba se envolvendo em rituais assustadores de um culto pagão.

Predadores Assassinos (26)

Um estilo muito explorado pelo temido tubarão, agora com crocodilos. Após um furacão atingir a Flórida e toda a cidade ser evacuada, Haley (Kaya Scodelario) decide ficar para procurar o pai, que está muito ferido. Porém, quando o nível da água começa a subir, surge um problema maior: crocodilos enormes.

Continue Reading

Em alta agora