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Lista de 5 | Obras de Neil Gaiman que – ainda – não foram adaptadas para as telas

Cinco obras para você conhecer Neil Gaiman – e torcer por adaptações

Uma imaginação fascinante, e às vezes assustadora. Essa é a característica marcante do escritor britânico Neil Gaiman. Horror, fantasia e magia são elementos que aparecem constantemente em seus romances, quadrinhos e contos. Ele escreve para crianças e adultos, para livros e televisão e por isso conquistou uma série de fãs ao redor do mundo.

Caso você não conheça o autor, talvez conheça algumas de seus trabalhos: Belas Maldições (Good Omens), Coraline, American Gods, O livro do Cemitério (The graveyard book), Stardust e Sandman. Com exceção de Sandman que ainda está em produção, todas as outras obras citadas já foram adaptadas para a TV e para o cinema. A série Lúcifer, aquela transmitida originalmente pela Fox e posteriormente resgatada pela Netflix, é baseada em um personagem de Sandman. Então, se você não teve a chance de ler esses títulos, ao menos já assistiu uma dessas produções – ou viu alguma imagem que circulou pela internet.

Além dos que foram adaptados, Gaiman possui trabalhos que com certeza merecem sua atenção e valem o seu tempo. São romances/ficções/quadrinhos que carregam a essência excêntrica do escritor. Sem mais delongas, vamos conhecer esses títulos!

1 – O Oceano no fim do Caminho

Um britânico de meia idade retorna a cidade onde viveu na infância para um funeral. Uma sinopse simples, não é? Mas em uma história de Neil Gaiman, nada é simples.
O personagem principal não tem nome, mas, apesar dessa falta de apresentação, acabamos conhecendo sua história, à medida que lembranças dos detalhes de sua infância esquecida vem à tona.
Melancolia. Memória. Magia. Esses são os sentimentos que o livro nos dá, além de momentos de conexão com Lettie, uma divertida menina que acreditava que um pequeno lago na parte de trás de uma casa era o Oceano.

2 – Os Filhos de Anansi

Aqui é possível encontrar um padrão das obras de Neil Gaiman: acontecimentos extraordinários e mirabolantes narrados de forma completamente natural. Na história, Charles – Fat Charlie – Nancy. É filho de um deus que é uma aranha e uma pessoa. Ah, e ele tem um irmão. E outra coisa, Charlie descobre tudo isso durante a viagem para o funeral do pai. Durante o livros, conhecemos mais sobre a vida de pai e filho, em uma narrativa contemporânea e mítica.

3 – Entremundos

Interworlds, no original, é a obra mais ficção-científica do escritor. Isso porque Neil divide a autoria com Michael Reaves, autor americano que já realizou outros trabalhos Sci-Fi durante a carreira. A trilogia Entremundos começa com o estudante Joey Harker ficando perdido, mas tão perdido, que acaba parando em outra dimensão. A missão dele a partir disso é trabalhar em parceria com outras versões de si mesmo para salvar o multiverso.

4 – Fumaça e espelhos

Uma coletânea de 31 textos, entre contos e poemas, escritos aleatoriamente. Em cada um, é possível perceber o lado sombrio do autor, mas com o toque cômico característico dos britânicos. Em um dos contos, acompanhamos o assombro que é o fim do mundo, mas na perspectiva de um lobisomem. Neil Gaiman sabe subverter todas as expectativas, até mesmo na criação de personagens. Referências a H.P. Lovecraft podem ser encontradas nesse livro.

5 – Os livros da Magia

Esse título é uma Graphic Novel e foi lançada durante a a publicação de Sandman. Não que uma coisa tenha a ver com a outra, mas é só uma curiosidade. Acompanhamos o menino Timothy e seu primeiro contato com a magia. Para o garoto, essa foi uma grande descoberta, mas para os praticantes das artes mágicas, sua presença já era conhecida, pois ele estaria predestinado a se tornar o maior mago do mundo. Muitos querem vê-lo alcançar esse destino, enquanto outros escolhem tentar matá-lo. Constantine, Doutor Oculto, Mister Io e Vingador Fantasma formam a Brigada dos Encapotados na história, primeira organização a se aproximar do futuro grande mago.

Neil Gaiman possui diversas outras obras que não foram adaptadas, mas chamamos a atenção para essas, que carregam o estilo peculiar deste sombrio autor. Atualmente, não há previsão de lançamento para novos livros do autor, mas ele está trabalhando em conjunto com a Netflix na adaptação de Sandman.

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Artigo Otaku

Podcast Otaku #02 – Demografias de animes e mangás

Podcast quinzenal debate os assuntos mais quentes do universo otaku.

Por

Shounen ou Shoujo? Qual seu gênero favorito de animes e mangás? Pera aí… Quem disse que esses termos são exemplos de gêneros? No segundo episódio do Podcast Otaku, nossos amantes da cultura pop japonesa debateram sobre as demografias. Para que elas servem? Como são definidas? E por que não podemos considerá-las como gêneros? Isso e muito mais você descobre ouvindo nosso podcast.

O segundo episódio do Podcast Otaku contou com a participação dos jornalistas Saylon Sousa, Lucas Nash e Otávio de Moraes.

Nossos podcasts

“Com Elas” é o podcast do Volts sobre ficção especulativa na televisão. É derivado do sucesso programa “GOT com Elas”, também apresentado por Alessandra Medina e Tayna Abreu, que teve até evento de transmissão dos episódios de Game of Thrones e um viral mundial. Agora, o papo se estendeu e você vai adorar!

“220 Podcast” é o primeiro podcast do Volts, lançado em 2017, para debater os temas mais quentes da cultura pop e também sobre cotidiano da equipe Volts. Nesse programa você encontra muita informação e risada garantida.

O “Podcast Otaku” é o primeiro podcast do Maranhão a debater cultura pop japosesa com jornalistas especializados no assunto. Animes, mangás e tudo que é destaque nesse universo passa pela análise do nosso podcast.

Onde ouvir

Todos os podcasts do Volts são disponibilizados em uma mesma conta intitulada Volts Podcasts no Spotify. Para ouvir, é só buscar o termo “Volts Podcasts” no sistema de buscas do aplicativo e clicar em “seguir”. Lá, você pode ouvir os episódios via streaming ou fazer o download para escutar depois.

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Coluna Tayna Abreu

Review | Livros de Janeiro de 2020

Obras de Philip Pullman e N.K. Jemisin estão entre os livros comentados

Nesta coluna mensal, eu, Tayna Abreu, venho falar com vocês sobre livros! Ensaiamos aqui no Volts algumas reviews de livros que foram bem aceitas (obrigada!), assim, entendemos que poderíamos expandir essa editoria como uma coluna, pessoal e com texto leve, mas – pretendemos – sempre informativo.

Meus hábitos de leitura talvez precisem ser explicados: em 90% do tempo leio livros em inglês, de ficção especulativa – em sua maioria Fantasy e SciFi -, e de ficção literária alguns premiados ou indicados a prêmios como o Booker Prize, Women’s Booker Prize e Pulitzer Prize. Clássicos Vitorianos também são recorrentes.

Talvez deva pedir perdão de antemão por não ler, quase nunca, autores brasileiros? Perdão.

Mas se este é também o seu estilo de leitura, ou quer se aventurar nele, vem comigo!

THE SECRET COMMONWEALTH, Philip Pullman

No segundo volume da trilogia The Book of Dust, companheira de His Dark Materials, Philip Pullman resgata o caráter de confronto existente na história de Lyra Belacqua/Silvertongue.

A primeira parte de The Secret Commonwealth é despida de magia, sendo os daemons o único elemento fantástico presente, mas fantástico apenas pro leitor. Lyra e Pan estão às rusgas e se apartam após as complicações com ele testemunhar um assassinato.

Lyra, agora uma moça, estudante universitária, se entregou ao pensamento e estilo de vida racionais graças à sua frustração em ter vivido a maior aventura da vida ainda criança e o contato com dois pensadores que questionam, ainda que sem muito resultado prático, a existência de daemons e do sobrenatural.

Pantalaimon, por si próprio um ser de fora do mundo material, mas que se materializa nele, fica indignado com a perda da imaginação de sua companheira.

Os problemas de Lyra e Pan são uma mímica do conflito interno de Lyra, presa no dia a dia da faculdade após ter cruzado mundos, lutado ao lado de bruxas e ursos, e descido até o reino dos mortos, sem falar na traumatizante separação física entre os dois, que são uma só pessoa.

Novos seres mágicos aparecem na segunda parte do livro, quando a aventura finalmente é desencadeada. Ma Costa, Farder Coram, Malcolm e seus pais, Alice e a Dra. Hanna, todos personagens de La Belle Sauvage voltam a aparecer. O jovem professor é peça chave mais uma vez, sendo o elo entre os dois livros, que estão separados por 20 anos. Há ainda uma nova leva de personagens com vários níveis de relação com Lyra ou o Pó.

A Comunidade Secreta do título fala sobre a miríade de seres mágicos que permeiam o imaginário de crianças e contadores de histórias fantásticas. É o próprio gênero da Literatura Fantástica onde os livros de Pullman encontram guarita. Essa comunidade se encontra ameaçada pela ascensão do fascismo, se esgueirando por entre as fileiras da Igreja, e ameaçando não apenas a liberdade de pensamento, mas a própria existência de populações migrantes.

Pullman, mais uma vez, não se acanha em falar dos problemas do mundo real usando Lyra e cia como janelas. Seus personagens agora viajam até a Ásia Central, e os leitores ganham de presente todo um novo mundo de cultura, costumes e folclore.

The Secret Commonwealth lembra ainda que os problemas de Lyra com o todo poderoso Magisterium não foram resolvidos na primeira trilogia, e a explicação simples, se desenrola em um muito familiar conflito entre instituições acadêmicas e o lobby daqueles que defendem a perseguição ao livre pensamento.

Encantador para todos os fãs da trilogia original. Como é bom ter Lyra e Pantalaimon de volta!

THE COLLECTORS, Philip Pullman

Mais um no mundo de His Dark Materials. Desta vez um conto bem curto sobre dois colecionadores de arte que conversam em uma sala em uma universidade (claro, pois HDM). Aqui, Philip Pullman explora o mistério de um quadro e uma escultura que não se largam, mesmo às custas das vidas de compradores e colecionadores.

O conto busca mostrar como as idas e vindas entre os mundos, precisamente o mundo de Lyra e um outro muito parecido com o nosso, deixa consequências e pistas sobre a natureza do multiverso.

Vale muito a pena para leitores de His Dark Materials como um complemento, assim como os outros contos Once Upon a Time in the North e Lyra’s Oxford. Infelizmente está disponível apenas em formato digital e em inglês, já que foi primeiramente escrito para audiobook.

THE KINGDOM OF GODS, N.K. Jemisin

De todos os livros de N.K. Jemisin que já li, The Kingdom of Gods foi o que mais demorou, por vários motivos, nem todos relacionados à obra da americana. Esse é o terceiro volume da The Inheritance Trilogy, onde Jemisin coloca deuses e humanos para brigar, amar e disputar poder sobre a terra.

Como os dois volumes anteriores, a história foca na relação dos deuses, agora ex-escravos, e seus antigos captores, o clã Arameri, que detém o poder sobre os mil reinos que fazem o mundo.

Aqui é Sieth, o mais jovem dos mais antigos deuses (sim, é isso), quem toma de conta da narração. Mais uma vez a autora questiona o ideal de divindade, relações de poder entre dominadores e dominados, relações familiares estranhas chegando, finalmente, a queda de uma dinastia de milhares de anos.

A falta de lapidação é perdoável se levado em consideração que esta é a primeira trilogia daquela que viria a escrever The Broken Earth e ganhar três Hugo Awards consecutivos por esse trabalho. Jemisin já dava em Inheritance sinais que iria sacudir as fundações do SFF e muitas das ideias presentes são possíveis de reconhecer em seus trabalhos mais recentes.

Ainda há uma novela no mesmo mundo, The Awakened Kingdom, com uma narração intragável de um deus recém nascido, e Shades in Shadow, uma coleção com três contos no mesmo mundo. Me recusei a terminar a novela, não quero estragar Jemisin em meu coração, e nos contos ainda não pus os olhos.

MINHA IRMÃ, A SERIAL KILLER, Oyinkan Braithwaite

Um dos livros mais comentados de 2019, Minha Irmã, a Serial Killer (My Sister The Serial Killer, longlisted do Man Booker Prize 2019) é uma comédia de humor sombrio – e o debut da nigeriana Oyinkan Braithwaite – sobre duas irmãs em Lagos: Korede e Ayoola. A mais velha é uma enfermeira meticulosa, em vias de ser promovida à chefia do corpo de enfermagem do hospital; e a mais nova é a querida de todos, amigável, sedutora, mas também serial killer. Ayola mata os namorados enquanto Korede limpa as cenas dos crimes.

MYSTSK recorre fortemente à trope das irmãs diferentes onde sempre a mais séria e reclusa é quem narra a história onde o agente de transformações é a sua complementar. E claro, à do o crush que se apaixona por sua irmã mais interessante e vê em você apenas uma amiga.

A história lida com traumas da infância, violência doméstica, a cumplicidade entre irmãs, enquanto investiga e subverte as dinâmicas de poder entre homens e mulheres. É bem curto e de leitura fácil e cativante, apesar do tema pesado. É possível pensar que o livro é um thriller, que há uma investigação policial dos assassinatos, mas longe disso. Já se sabe quem é o autor dos crimes quando a história abre e nunca a narrativa se demora nos pormenores desse ato.

Todas as cenas onde alguém morre são distantes, como que sendo gradativamente apagadas pelo arsenal de limpeza e olho clínico de Korede. Posteriormente ela se lembra dos mortos, mas quase nunca do grotesco de suas mortes.

REBECCA, Daphne du Maurier

Um clássico que mímica os romances góticos, conta a história de uma jovem inexperiente que casa com um homem de meia idade de forma súbita em uma viagem e vai morar com ela na casa ancestral da família em Cornwall, na zona rural da Inglaterra.

Lá ela começa a ser assombrada pela lembrança da primeira esposa, Rebecca, que aparentemente era perfeita. Não há nada que a narradora sem nome faça que chegue aos pés da antiga senhora de Winter, ao ponto de ela simplesmente nem tentar imprimir suas vontades no governar da casa.

A narrativa é brilhante e consegue comprimir toda a insegurança e desejos reprimidos da nova esposa. É possível sentir o que ela sente, às vezes por páginas e páginas de divagações e perceber que Rebecca é parte intrínseca de Manderly, a casa ancestral dos de Winter, e como essa presença sufoca a narradora e alimenta o ódio da governanta sobre sua nova senhora.

O final é maravilhoso, apesar do twist ser bem óbvio, a forma como é feito e as ramificações dele são excelentes.

THE WELL-FAVORED MAN, Elizabeth Willey

O primeiro volume da Kingdom of Argylle Trilogy, uma saga barroca que mescla modernidade, medievo e lendas gregas em uma salada que por vezes torna difícil colocar foco em que cenário conceber enquanto a trama se desenvolve.

The Well-Favored Man é narrado pelo jovem cabeça da família de semi-imortais que governa a província independente de Argylle, que já fez parte de um reino maior, em um mundo que é o nosso, bem diferente, mas não menos o nosso. Há dragões sentientes e grifos gigantes, a consciência de Typhon, o pai de todos os monstros na mitologia grega, mas também há engenharia genética e inteligência artificial usada como arma de guerra.

Até agora, depois de 411 páginas ainda não sei o ao certo o que é ou de onde veio a Spring/Manancial – que parece ser a fonte de poder da família dominante -, não sei como funcionam as Chaves e tenho apenas uma ideia geral de como funcionam os Caminhos. Céus, ainda não sei como uma das personagens veio a existir, se ela nasceu de chocadeira, por exemplo!

Há muito no pacote, é um cenário ambicioso que talvez se desenvolva melhor nos livros seguintes – que são prequels -, mas que carece de uma maior delimitação e mesmo explicação básica de como funciona o mundo e seu sistema de magia.

Mas, veja bem, pode ser apenas meu intelecto limitado que me impossibilitou de acompanhar direito a saga do Well-Favored Man. Em todo caso, os livros são dos anos 1990 e Willey nunca mais escreveu nada.

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Artigo Otaku

Podcast Otaku #01 – Debatendo a chegada do Studio Ghibli na Netflix

Podcast quinzenal debate os assuntos mais quentes do universo otaku.

Por

A Netflix adquiriu os direitos de transmissão mundial de todos os 21 filmes do Studio Ghibli, a partir de 1º de fevereiro, exceto nos Estados Unidos, Canadá e Japão. Nos EUA, eles estarão disponíveis no HBO Max. Na estreia do Podcast Otaku, novo programa do Volts Podcasts, discutimos sobre os títulos e sobre o futuro dessa parceria.

O episódio de estreia do Podcast Otaku contou com a participação dos jornalistas Saylon Sousa, Lucas Nash e Otávio de Moraes.

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“Com Elas” é o podcast do Volts sobre ficção especulativa na televisão. É derivado do sucesso programa “GOT com Elas”, também apresentado por Alessandra Medina e Tayna Abreu, que teve até evento de transmissão dos episódios de Game of Thrones e um viral mundial. Agora, o papo se estendeu e você vai adorar!

“220 Podcast” é o primeiro podcast do Volts, lançado em 2017, para debater os temas mais quentes da cultura pop e também sobre cotidiano da equipe Volts. Nesse programa você encontra muita informação e risada garantida.

O “Podcast Otaku” é o primeiro podcast do Maranhão a debater cultura pop japosesa com jornalistas especializados no assunto. Animes, mangás e tudo que é destaque nesse universo passa pela análise do nosso podcast.

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