Lista de 5 | Momentos em que a Pixar te fez chorar





20/06/2019 - Atualizado às 15:20


Que o estúdio de Buzz Lightyear e Woody se tornou especialista em arrancar lágrimas das plateias pelo mundo, a gente já sabe. Mas em entrevistas, diretores e roteiristas sempre dizem que a emoção é uma reação natural às histórias e que nunca é algo proposital. O fato é que ao desenvolver e atribuir sentimentos tão genuínos a seus personagens, não importando se são monstrinhos, brinquedos ou seres do fundo do mar, a Pixar acerta em cheio no coração. Separamos aqui 5 desses momentos de soluçar pesado na sala de Cinema. Vamo nessa.

5 – Wall-E não reconhece EVA

O solitário robô Wall-E (2008), programado para compactar lixo, encontra a robô sonda espacial EVA. Os dois se conhecem em circunstâncias pouco amistosas, já que EVA é também uma poderosíssima arma de destruição em massa. Mas ambos se entendem enquanto tentam resolver as tretas desse roteiro genial de Andrew Stanton e Jim Reardon (com base na história original dos veteranos Stanton e Pete Docter). Mas depois que Wall-E é desativado e EVA consegue reanima-lo, o robô volta com a programação deletada, sem memória nenhuma. É de cortar o coração.

4 – A história de Carl e Ellie

Numa das cenas mais poderosas em habilidade narrativa da história da Pixar, a música evocativa de Michael Giacchino embala o relacionamento de Carl e Ellie desde a infância, apresentando ao público de forma econômica e sutil a evolução e os planos do casal. Até que Ellie precisa ir. As transições de cena e a transformação nas cores, junto com a cadência da trilha fazem desse momento em Up : Altas Aventuras (2009) um dos pontos altos do coeficiente de choradeira do estúdio – ah, e rendeu a eles os Oscar de Melhor Trilha e Melhor Animação daquele ano.

3 – Ego e o flashback da infância

Quando o empertigado crítico culinário Anton Ego finalmente volta ao restaurante Gusteau depois de ter prometido nunca mais pisar ali, a equipe se apavora. E Remy, o rato cozinheiro, num rompante de genialidade e loucura, decide servir a ele o simplíssimo Ratatouille (2007). A memória de Ego volta à infância e o faz lembrar da mãe lhe preparando o mesmo saborosíssimo prato. É um momento emocional demais, já que é o ápice de uma construção de suspense sobre a reação do crítico e desmonta sua imagem impiedosa e vampiresca num dos motes do filme: culinária e amor se misturam.

2 – Andy apresenta os brinquedos a Bonnie

Em Toy Story 3 (2010) descobrimos que os brinquedos não fazem mais parte da rotina adolescente do pré-universitário Andy. O espiral dramático dirigido pelo fantástico Lee Unkrich leva Woody e seus amigos a uma trama de conspiração e cárcere com reviravoltas emocionalmente exaustivas até que o destino deles é definido. Ao ver Andy se despedindo e apresentando seus brinquedos a garotinha Bonnie é impossível segurar o choro. O público não só se despede junto, como também se lembra das aventuras anteriores e da própria infância. É catarse pura.

1 – Miguel e a vovó Coco

Aqui é covardia. Um dos mais belos textos da Pixar, uma história poderosa sobre amor e família, sobre aceitação, talento, música e memória. Depois de descobrir a verdade sobre a própria família e vencer uma jornada de autoafirmação, o pequeno Miguel usa a arma mais poderosa a sua disposição, a música, para salvar uma memória importante. E os versos de “Remember Me”, independente da versão, são de amolecer qualquer criatura, enquanto os dedinhos da vovô Coco começam a se animar e os dois cantam juntos em Viva : A Vida é uma Festa (2017).

E aí? Lembrou de outros momentos emocionantes da Pixar? Comenta com a gente! Lembrando que Toy Story 4 está entre nós e já tem crítica no Volts – Clique aqui! E até breve.