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LISTA DE 5 | Álbuns para viajar sem sair de casa

Em tempos de coronavírus, o mais sábio é viajar sem sair de casa.

Alta no dólar, pandemia de coronavírus e as longas chuvas se tornaram um dos principais motivos para impedir você de dar aquele rolê. Mesmo que alguns desses empecilhos estejam um pouco distantes da nossa realidade, é visível o medo da população em se aventurar por aí. Não é por acaso que nos últimos dias diversas instituições suspenderam suas atividades e o governo adotou medidas de prevenção contra o COVID-19.

Mas não se preocupem, pois pensando no tédio e na monotonia de ficar sitiado em sua própria casa, separei cinco discos que vão te levar para outras dimensões sem precisar gastar nada ou correr o risco de contrair um vírus. Em tempos de coronavírus, o mais sábio é viajar sem sair de casa.

1. La Linda; Tei Shi

Ano: 2019

Faixas: 11

Gênero: R&B; Pop; Indie

Destino: Lugares verdes e bucólicos; Cachoeiras

No seu segundo álbum de inéditas, Tei Shi adota um som mais orgânico e detalhista. A argentina traz um catálogo em que resolve testar um R&B mais lânguido, em que os sintetizadores assumem o trabalho de criar uma sonoridade embriagante e que se dilui a medida que as batidas crescem. Além disso, a cantora une o seu já conhecido Pop/R&B aos ritmos latinos, caso da ótima ‘A Kiss Goodbye’, momento em que a bossa nova se torna um experimento de completa imersão para o ouvinte. Há também instantes marcados pela nostalgia, ‘When He’s Done’ soa como clássico country do século passada, guiado por riffs e vocais desalentados. Ouça.    

2. Lonerism; Tame Impala

Ano: 2012

Faixas: 12

Gênero: Psicodélico; Rock

Destino: Lugares urbanos; Parques

Imagine um encontro sonoro entre Britney Spears, o rock alternativo dos anos 2000 e a psicodelia dos anos 1960. A ideia pode parecer meio bizarra, mas é por esse caminho que os australianos do Tame Impala deram vida a um dos álbuns mais elogiados da década passada. São guitarras empoeiradas e distorcidas que ocupam boa parde dos minutos de audição para criarem as melodias lisérgicas e caleidoscópicas presentes em Lonerism. O resultado? Um catálogo de canções que levam o ouvinte a viajar para lugares coloridos, onde os vocais de Kevin Parker ecoam e se instalam em cada brecha encontrada. Tudo isso entregue dentro de uma estrutura acessível para o público não consumidor de rock-psicodélico. Ouça.

3. Dead Blue; Still Corners

Ano: 2016

Faixas: 11

Gênero: Dream Pop; Synthpop; Darkwave

Destino: Lugares inóspitos e abandonados; Boate

Totalmente imerso em um universo sombrio, a dupla de dream pop Still Corners resgata sintetizadores e ambientações sintéticas típicas da New Wave. Um diálogo com os anos 1980 que vem pervertido por uma proposta lúgubre, muito bem executada pelas bases instrumentais que facilmente lembram de uma trilha sonora de um thriller sci-fi. Por outro lado, a dupla conduz seu som por caminhos amenos, dentro dos limites dos gêneros trabalhados por eles, em que cada elemento cresce livre de excessos, induzindo o ouvinte às pistas de dança ou proporcionando uma experiência visual. Ouça.

4. Isolation; Kali Uchis

Ano: 2018

Faixas: 15

Gênero: R&B; Soul; Pop

Destino: Motel; Praia deserta

Num passeio por nacionalidades e ritmos diferentes, a colombiana Kali Uchis soube bem seduzir seu público logo na abertura do seu disco de estreia. ‘Body Language’ abre Isolation com doses de uma bossa nova ébria e dissolvida, carregada pelos vocais voluptuosos de Uchis. Proposta que reflete bem o catálogo de canções desse álbum. Cada faixa se sustenta em influências muito particulares, indo do soul ao pop ou do R&B ao reggaeton, um misto entre passado e presente que é conduzido de forma lisérgica. São instantes em que o ouvinte imerge em uma atmosfera anuviada e levemente empoeirada, mesmo quando Kali apresenta composições mais dançantes. Ouça.

5. Titanic Rising; Weyes Blood

Ano: 2019

Faixas: 10

Gênero: Folk; Alternativo

Destino: Lugares arquitetônicos e históricos

Natalie Mering, nome por trás do pseudônimo, já possui um histórico de experimentos assertivos dentro dos estúdios. Contudo, em Titanic Rising, a cantora expande todas as fórmulas testadas anteriormente e entrega um disco rico em elementos instrumentais, mas que são executados de forma cuidadosa. Tal esmero reflete nas canções imersivas do catálogo, cujo os sintetizadores se propõem a dar forma as confissões românticas de Mering. Tudo torna-se mais majestoso graças aos vocais de Weyes Blood, que ocupam os minutos de execução como um componente vital para a atmosfera onírica do disco. Ouça.