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Lista de 5 | Álbuns para te acompanhar durante a bad

Muitos encaram a bad de forma humorada nas redes sociais, mas a verdade é que esse momento é doloroso.

Cena do clip 'I Miss That Feeling' do duo Tennis | Foto: Reprodução

Momentos de completa melancolia ou um tanto depressivos podem ser ocasionados por diversas situações, mas, convenhamos, que na maioria das vezes é aquela decepção amorosa a principal causa, seja pelo crush que não nos corresponde ou pelo rompimento de um relacionamento. Além disso, as responsabilidades excessivas e a dura realidade da vida adulta não ficam para trás quando o assunto é nos deixar na bad zone.

Ainda que muitos encaram esses momentos da vida de forma humorada na redes sociais, a verdade é que tudo isso é doloroso e essa dor, se não tratada de imediato, pode perdurar por bastante tempo. E não existe remédio melhor para curar as feridas do coração e da alma do que a música. Que tal uma pequena lista de álbuns para te acompanhar nos momentos tristes da vida?

1. Par de Olhos; YMA

Ano: 2019

Faixas: 9

Gênero: Pop; Alternativo; Indie

Momentos: Pré-final de relacionamento; insegurança no relacionamento; solidão.

A paulistana Yasmin Mamedio, nome por detrás do pseudônimo YMA, em seu primeiro álbum de inéditas expõe suas confissões e medos sobre o amor. São canções em que a cantora se vê dominada pelo conflito da incerteza romântica e do medo do abandono. Sentimentos que desencadeiam versos que transbordam insegurança, como na faixa de abertura ‘Evaporar‘. Guiada pelas guitarras ruidosas, das inserções dos sintetizadores e de suspiros angustiantes, Yasmin resgata a estética oitentista para entoar versos carregados pelo medo precoce da perda, como na faixa ‘Pequenos Rios’. ‘Par de Olhos’ é um registro marcado por paletas soturnas, uma sonoridade empoeirada e canções que, gradativamente, revelam um coração machucado à medida que Yasmim fala sobre suas dores. OUÇA.

2. Shore EP; Daniela Andrade

Ano: 2016

Faixas: 4

Gênero: Pop

Momentos: Relacionamento à distância; solidão; autoconhecimento.

Em uma estrutura contida, presando por arranjos econômicos enquanto os vocais doces da interprete embalam o pequeno catálogo de canções, a canadense Daniela Andrade transforma seu EP de estreia numa curta narrativa acerca dos relacionamentos na era digital, diálogo que facilmente se estabelece com o ouvinte. Da abertura com ‘Digital Age’ a ‘Shore’, Andrade se questiona a cada verso sobre a ausência do contato físico pela prevalência das interações via aplicativos de mensagens. São momentos em que a cantora resolve se recolher nos próprios pensamentos para falar sobre a solidão amorosa ocasionada pelos tempos modernos. OUÇA.

3. O Que Existe Dentro de Mim; Adorável Clichê

Ano: 2018

Faixas: 9

Gênero: Indie-rock; Emocore

Momentos: Crises existenciais; excesso de responsabilidades; entrando na vida adulta

As angustias e conflitos presentes na transição entre a adolescência e a vida adulta é um processo confuso e, por vezes, doloroso. Os catarinenses da Adorável Clichê sabem bem o que é isso. Em seu álbum de estreia, a banda recolheu todos os fragmentos, experiências e sentimentos amargos dessa fase e os emoldurou num convidativo catálogo de 9 canções. O registro transita entre as reflexões do jovem-adulto que precisa encarar a solidão da cidade grande, aceitar a distância das amizades de outrora e lidar com novas responsabilidades. Tudo isso é entregue ao ouvinte de forma introspectiva, seja pelo bom uso do dream pop e, às vezes, pela agressividade das guitarras sujas. Vale destacar a nostalgia pelo tom melodramático dos versos que facilmente lembram bandas como NX Zero e Fresno. OUÇA.

4. Journal de Bad; Bárbara Eugênia

Ano: 2010

Faixas: 13

Gênero: Pós-MPB

Momentos: Apaixonado; amor não correspondido; embreagado para esquecer o crush

Logo que Bárbara Eugênia surgiu poucos sabiam que ela se tornaria um dos grandes nomes do romantismo da atual safra da música brasileira. Da lírica marcada pela dor aos momentos de completo êxtase, Eugênia construiu um catálogo de canções que sintetiza qualquer fase de um dos sentimentos mais agridoces da vida: a paixão. ‘Journal de Bad’ , primeiro disco da cantora, é uma imersão sonora na teia de sensações desencadeada por um amor não correspondido, daquele crush completamente alienada dos sentimentos direcionados a ele. E Eugênia reforça o melodrama ao usar o brega e a jovem guarda para dar bases as suas confissões embriagadas, tão bem demarcada na faixa ‘Por Aí’ . OUÇA.

5. SASAMI; SASAMI

Ano: 2019

Faixas: 10

Gênero: Indie-rock; Shoegaze; Alternativo

Momentos: Término de relacionamento, Baixa autoestima; culpa pelo término

Em seu álbum de estreia autointitulado, Sasami Ashworth, nome por detrás do pseudônimo, abre as feridas de um relacionamento amoroso de outrora, tornando as guitarras presentes em toda audição do disco na sua mais fiel amiga. Com composições bem particulares, mas que não deixam de refletir experiências vividas pelo ouvinte, SASAMI procura sua libertação do fardo da culpa. São versos marcados pela autoafirmação, em que a cantora lembra a si mesma de não carregar a responsabilidade pelo o fim do relacionamento. E é percepitível, a medida que o disco se desenvolve, o diálogo que a cantora estabelece entre os versos e os arranjos. São nos instantes dos pequenos ruídos, das guitarras carregadas, que quebram as melodias soturnas, que SASAMI expõe as feridas de um termino conturbado e da culpa (injusta) que incumbiu a si mesma. OUÇA.