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Inscrições para o Prêmio Sesc de Literatura vão até amanhã, 14

Encerra amanhã, 14 de fevereiro, às 18h, o prazo para inscrição no Prêmio Sesc de Literatura, edição 2019. Os autores podem concorrer nas categorias Romance ou Conto, com obras inéditas. O concurso nacional oferece como prêmio a publicação e distribuição das obras pela Editora Record, parceira do Sesc no projeto.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no site www.sesc.com.br/portal/site/premiosesc, onde está disponível o edital com regulamento completo.

Sobre o Prêmio – Lançado pelo Sesc em 2003, o concurso identifica escritores inéditos, cujas obras possuam qualidade literária para edição e circulação nacional. Além de inclui-los em programações literárias do Sesc, o Prêmio também abre uma porta do mercado editorial aos estreantes: os livros vencedores são publicados e distribuídos pela editora Record.

Mais do que oferecer uma oportunidade aos novos escritores, o Prêmio Sesc de Literatura cumpre um importante papel na área cultural, proporcionando uma renovação no panorama literário brasileiro.

Com informações de Assessoria.

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Game of Thrones | A hora dos lobos: uma anedota sobre spoilers

Sobre como George R.R. Martin tentou evitar O Retorno do Rei.

Quando o terceiro livro de O Senhor dos Anéis foi lançado na Inglaterra em 1955 J.R.R Tolkien teria ficado furioso com o título escolhido por sua casa editoral da época, a George Allen and Unwin que mais tarde seria vendida para a Harper Collins junto com os direitos sobre toda a obra do pai da fantasia moderna. O motivo da raiva? O Retorno do Rei (The Return of the King) é um enorme spoiler bem na capa, talvez o maior já visto.

Em 2012 um discípulo de Tolkien estava começando a colher os frutos da venda dos direitos da adaptação do que hoje é considerado o maior trabalho do gênero fantástico desde que Bilbo fez 111 anos. George R.R Martin havia publicado o quinto volume das suas Crônicas de Gelo e Fogo um ano antes, A Dança dos Dragões (A Dance with Dragons), e resolveu mudar os títulos do último livro, que ainda não tinha uma linha escrita. Assim, o livro seguinte à Winds of Winter (Ventos de Inverno) será A Dream of Spring (Um sonho de primavera) e não A Time for Wolves (A Hora dos Lobos/O Tempo dos Lobos).

Quando a notícia chegou aos fóruns, alguns comentários davam conta de que a mudança se devia ao fato de que ter lobos no título seria centralizar demais a história nos Stark, que todos os outros títulos eram bem gerais (O Jogo dos Tronos, A Fúria dos Reis, A Tormenta das Espadas, o Festim dos Corvos, A Dança dos Dragões), e que o novo seguiria essa tradição. Alguns mais atentos chegaram a apontar que poderia significar que os Stark teriam um grande papel a desempenhar no final.

Oh, tolice a nossa, A Time for Wolves seria O Retorno do Rei de Martin, ou pelo menos é isso que a série Game of Thrones nos faz acreditar com o final exibido em “The Iron Throne“.

A ideia inicial era que os dois livros restantes das Crônicas fossem lançados antes da série de TV acabar, ou que pelo menos fossem lançados em datas próximas ao que a adaptação exigia de material para filmar. O que não aconteceu e é motivo de lamento do autor e dos fãs, mas Martin já era conhecido por atrasar publicações de livros, bem ao estilo de seu mestre britânico mesmo. Foram, em média, três anos entre cada um dos cinco volumes já lançados, sendo A Grame of Thrones de 1996 e A Dance with Dragons de 2011.

Mas para Game of Thrones ser concluído era preciso que os produtores D.B Weiss e David Benioff soubessem para onde deveriam ir caso os livros não fossem publicados, e o que Martin teria dito a eles é conflitante. Há informações que dão conta de que os showrunners sabiam da boca de George quem tinha que sentar no Trono de Ferro e como seriam os finais de cada um dos personagens principais. Outros dizem que apenas linhas gerais foram traçadas.

Se convencionou, contudo, usar a frase “caminhos diferentes levam ao mesmo destino” para enfatizar que livros e série de TV teriam o mesmo final, ainda que por desenvolvimentos diferentes de personagens secundários e mesmo dos principais em alguns pontos.

O que aprendemos com o episódio final da série na TV é que os lobos Stark, sempre humilhados, foram exaltados. Bran rei do Seis Reinos, Sansa rainha no Norte, Jon comandante da Patrulha da Noite novamente, Arya terminando de escrever as rotas marítimas do mundo. um belo final pra quem começou tendo o patriarca executado por querer apenas o que era correto.

Dito isso, precisamos esperar o último livro das Crônicas chegar para descobrir se a hora dos lobos realmente chegará.

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Review | O Gigante Enterrado, de Kazuo Ishiguro

Romance fantástico questiona memória e identidade no pós-guerra

Histórias de amor com idosos são raras, e é difícil lembrar de alguma. The Notebook, ou Diário de uma Paixão (Nicholas Spark), por exemplo, se priva de mostrar mais a intimidade do casal quando maduro. Histórias de amor com idosos, que foquem nessa fase da visa e envolvendo fantasia, por sua vez, quase impossível, mas O Gigante Enterrado do nipo-britânico Kazuo Ishiguro (2015) é exatamente isso.

Situado em uma Inglaterra fantástica pós morte de Arthur, O Gigante Enterrado narra a jornada do casal Axl e Beatrice, dois idosos juntos há décadas, em busca pela aldeia onde o filho deles, com quem não tem contato há anos, mora. O mundo, entretanto, está envolto em uma névoa de esquecimento que faz com que as pessoas, jovens e velhas, e talvez até animais, esqueçam de coisas em seu passado e mesmo o que fizeram no dia anterior.

Axl e Beatrice tem um pelo outro uma devoção que faz qualquer jovem sonhar. Eles são maduros, experientes, não são melosos, mas são fofos, e o amor que emanam pelas páginas é precioso demais.

Junto com o casal andam um guerreiro saxão hábitos bretões, um antigo cavaleiro da Távola Redonda, ambos com um missão que se entrelaça, e um menino saxão expulso de sua vila após ter sido resgatado do ataque de monstros.

Nessa versão do século V, Rei Arthur deixou uma Inglaterra devidamente pacificada entre bretões e saxões que agora vivem em tribos próximas e muitos em vilas mistas. Como boa fantasia que é, há ogros, dragões, fadas, bruxas e demônios espreitando nos cantos.

Acompanhamos a caminhada dos personagens pela terra e pelo resgate de suas memórias, afetadas pela névoa. O companheirismo do casal de idosos nos faz questionar o valor do drama das paixões juvenis. Mas, mais que isso, O Gigante Enterrado questiona memória e identidade de um jeito profundo, mas jamais exaustivo.

Como sabemos, por exemplo, quem somos se não nos lembramos do passado? Relacionamentos funcionariam melhor se as pessoas esquecessem os momentos difíceis ou é a memória desses momentos e sua superação que fortalece o amor? Como provar uma vida juntos sem as memórias, apenas uma certeza no coração?

Como bons bretões cristãos, Axl e Beatrice se perguntam se a perda de memória não é um castigo divino, ou pior, se não é Deus se arrependendo e esquecendo da Criação. Se Deus esquece que fez os humanos, eles deixam de lembrar de si mesmos e, logo, somem?

Em um ângulo mais aberto, OGE explora a problemática do pós guerra, as feridas de um povo massacrado por um rei bondoso. A vida comunitária é outro ponto recorrente no livro, a união, a caridade, a boa vizinhança até.

O gigante do título se refere à um local onde se acredita haja alguma coisa mística, mas também é uma metáfora da quantidade de memórias duras ou tristes, deixadas enterradas nos cantos mais escondidos da mente.

Kazuo Ishiguro é mais conhecido por seu romance de distopia Não me abandone jamais (Never Let Me Go), adaptado para o cinema em um longa estrelado por Keira Knightley. Uma das características de seu trabalho é a versatilidade, colocando cada novo romance sob um gênero. OGA é um enorme acerto do autor e certamente também ficaria lindo no cinema; lindo, aliás, é o melhor adjetivo pra esse romance.

O Gigante Enterrado foi publicado no Brasil pela Companhia das Letras e pode ser encontrado nos formatos físico capa comum e e-book.

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O thriller ‘Caixa de Pássaros’, de Josh Malerman, terá sequência em novo livro

Josh Malerman está escrevendo “Malorie”, sequência com previsão de lançamento para outubro.

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Lançado em 2015 pela Intrínseca, Caixa de Pássaros já vendeu mais de 200 mil exemplares no Brasil e virou um fenômeno quando a trama ganhou adaptação para a Netflix. Estrelado por Sandra Bullock, Bird Box foivisto por mais de 45 milhões de usuários em apenas uma semana. A trama, que se passa em um cenário pós-apocalíptico, vai ganhar mais um livro. 

Josh Malerman está escrevendo Malorie, sequência com previsão de lançamento em 1º de outubro nos Estados Unidos. No Brasil, o livro será publicado pela Intrínseca, ainda sem data definida.

Em uma narrativa cheia de mistério e suspense, Caixa de pássaros conta a história assustadora de um mundo infestado por misteriosas criaturas. Em um surto inexplicável, todos que olham para elas se suicidam. Para sobreviver, Malorie e os dois filhos pequenos vivem escondidos. Quando surge a notícia de um lugar seguro longe dali, a família precisa remar por dias em um rio perigoso, de olhos vendados. 

Quando surgiu a pergunta se a origem das criaturas seria revelada, Josh não quis revelar muito, mas respondeu que serão dados mais detalhes tanto da protagonista quanto das criaturas.

JOSH MALERMAN também é autor de Uma casa no fundo de um lago e Piano vermelho. O último está com uma adaptação cinematográfica em desenvolvimento com produção a cargo da Scott Free, empresa do renomado diretor Ridley Scott. Ainda não há previsão de estreia para o filme.


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