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Teatro

Grupo Galpão encerra 13ª Semana do Teatro no Maranhão

Os atores cantam e executam, ao vivo, 25 canções de trabalhos mais antigos.

Foto: Divulgação/Grupo Galpão

A música sempre foi parte fundamental do teatro do Grupo Galpão. Espetáculos permeados por canções que acabaram se transformando em clássicos ao longo dos mais de 35 anos de trajetória do grupo e inspiram a criação do sarau literário musical “De Tempo Somos”, que encerra com maestria a 13ª Semana do Teatro no Maranhão no próximo domingo (25), às 19h, no Teatro Arthur Azevedo.

Uma cantoria de atores à beira do rio, em noite de lua cheia, durante uma das inúmeras turnês da companhia pelo Vale do Jequitinhonha, foi inspiração para experimento do Grupo Galpão. Com direção de Lydia Del Picchia e Simone Ordones e patrocínio da Petrobras, “De Tempo Somos” propõe um novo formato de espetáculo, lançando aos atores do grupo o desafio de se reinventar, em cena e na relação com o público, a quem são dedicadas algumas das canções.

Com direção musical e arranjos de Luiz Rocha, os atores cantam e executam, ao vivo, 25 canções de trabalhos mais antigos como “Corra enquanto é tempo” (1988) e “Álbum de Família” (1990); passando também por “Romeu e Julieta” (1992), “Um Moliére Imaginário” (1997) e “Partido” (1999), chegando até a espetáculos mais recentes como “Tio Vânia” e “Eclipse” (ambos de 2011), além de músicas que surgiram em workshops internos e que chegam a público pela primeira vez. “A cantoria é a celebração do encontro, da festa, da disposição para seguir em frente (apesar de tudo que nos faz pender para o chão!), do espírito libertário e contestador inerente a toda reunião festiva”, explica Lydia Del Picchia.

A cantoria vem acompanhada de textos, escolhidos por Eduardo Moreira e Lydia Del Picchia, que falam da passagem do tempo e do estado de embriaguez e liberdade que é inerente à criação artística. Reflexões e poemas de Eduardo Galeano, Anton Tchékhov, Olga Knipper, Calderón de la Barca, Charles Baudelaire, Manuel Bandeira, Nelson Rodrigues, Jack Kerouac, Paulo Leminski e José Saramago compõem esse caleidoscópio em que os atores do Galpão compartilham, com o público, suas indagações e vivências artísticas.

Para o coordenador geral da Semana do Teatro no Maranhão e diretor do Teatro Arthur Azevedo, Celso Brandão, o espetáculo acrescenta uma enorme bagagem ao evento que chega à sua décima terceira edição. “Para o Festival, como para nosso Estado é fundamental ter grupos desse quilate do Grupo Galpão, sobre tudo esse espetáculo que caminha pela história musical do grupo. Cumprimos também a função de trazer entretenimento de qualidade para nossa gente que não tem em sua maioria condições de viajar para conhecer esses trabalhos em outros Estados, e o que é melhor, intercambio de forma gratuita”, comenta.

13ªSemana do Teatro

Também no domingo (25), a Semana do Teatro apresenta uma grande cerimônia em homenagem ao ator, diretor teatral e arte educador Josué da Luz. O último dia do festival será marcado também pela premiação da primeira Mostra Competitiva, que irá premiar com o Troféu Apolônia Pinto dentre os artistas, grupos e espetáculos da programação os destaques em categorias como melhor espetáculo, direção, texto, ator e atriz, figurino, caracterização, iluminação, sonoplastia e cenografia.

A 13ª Semana do Teatro no Maranhão é uma produção do Governo do Estado do Maranhão e da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo por meio do Teatro Arthur Azevedo, com patrocínio da Equatorial Energia e da CEMAR, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

Teatro

Inscrições para pré-seleção do Bolshoi encerram nesta semana

Se aprovados, os candidatos têm a oportunidade de se formar gratuitamente.

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Encerram no próximo domingo (23) as inscrições para a pré-seleção de bailarinos para a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil. Se aprovados, os candidatos têm a oportunidade de se formar gratuitamente em uma das maiores escolas de ballet do mundo.

Os interessados em participar da pré-seletiva, que será realizada no dia 26 de junho, no Teatro Arthur Azevedo, devem acessar o site da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil (escolabolshoi.com.br) e preencher o formulário disponível. Uma taxa de R$ 25,00 é cobrada, exceto para bailarinos participantes de projetos sociais.

A pré-seleção é uma parceria entre a Bolshoi Brasil e a Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Teatro Arthur Azevedo. Podem participar crianças e adolescentes que nasceram entre os anos de 2001 e 2010. Os cursos são tanto para iniciantes quanto para bailarinos que já têm algum nível de experiência em dança.

Na lista de cursos oferecidos pela instituição estão: Curso Básico em Dança Clássica e Curso Técnico de Nível Médio em Dança Clássica. Além das aulas os alunos também recebem alguns benefícios como alimentação, apoio psicológico, fardamento, transporte,  assistência médica, nutricional, odontológica, fisioterápica e outras.

Para receber isenção na inscrição, os candidatos devem solicitar junto ao projeto na qual participa uma declaração com a lista de todos os alunos que participarão da pré-seleção. No edital disponível no site da Bolshoi Brasil estão especificadas as vestes e demais informações sobre inscrições e o dia da pré-seleção.

Sobre a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil

Fundada em 2000, em Joinville, a Bolshoi Brasil é a única filial no país do Teatro Bolshoi da Rússia. Com metodologia Vaganova, a escola proporciona ensino totalmente gratuito aos alunos/bailarinos, no entanto, para o ingresso na instituição existem rotineiramente seletivas por todo o Brasil. As atividades educacionais são certificadas pelo Ministério da Educação.

Em caso de eventuais dúvidas sobre as inscrições da Pré-Seleção no Teatro Arthur Azevedo, em São Luís, basta entrar em contato pelo número (98) 991672696

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Na Ilha

O Despertar da Primavera| Novo espetáculo do Teatro Arthur Azevedo

“Não há regras no DESPERTAR DA PRIMAVERA, apenas a sensibilidade para ajudar a contar uma história e despertar afetos.” – Afirma produção.

Com direção de Constantino Isidoro, peça ‘O Despertar da Primavera’ fará sua estreia no dia 25 de abril, no Teatro Arthur Azevedo. Peça tem Hugo Zorzetti, como autor do espetáculo que foi inspirada na obra de Frank Wedenkigd, um dramaturgo alemão, em 1891, que mostra uma história que que circula na Alemanha envolvendo jovens, amor e sexualidade, numa sociedade repressiva.

Grupo de teatro de uma escola particular prepara a peça, que busca
mostra são os caminhos tomados pela nossa juventude, a vida moderna marcada pela violência das informações e a fragilidade dos valores.

“O espetáculo contará uma história que fará você voltar ao século XIX e ao mesmo tempo, vai observar que, mesmo dois séculos depois, não estamos tão longe do passado”, segundo sinopse oficial.

A apresentação da peça será no dia 25 de abril, às 15h e 19h30 (as duas sessões estão esgotadas), apenas para alunos da rede pública de ensino. Já no dia 26, às 20h, com intérpretes de libras, para o público em geral. O ingresso desse dia, custa R$ 20, a inteira e meia, R$ 10. Vendas na bilheteria do Teatro Arthur Azevedo. Classificação da peça é de 12 anos.

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Na Ilha

Imperatriz e Açailândia recebem o primeiro espetáculo do Palco Giratório 2019

O movimento acontece nos dias 15 e 16 de abril em Imperatriz e Açailândia, às 19h.

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O Palco Giratório inicia o a edição 2019 no Maranhão com o espetáculo “Realidade Apropriada Libera Evidência (RALE)”, montagem premiada construída a partir de uma pesquisa de improvisação em dança, onde a técnica do breaking (hip-hop) se une a ruídos do corpo no momento da ação e deslocamento para trazer à tona a diversidade do universo urbano. Os movimentos da dança são reproduzidos pelo artista Jessé Souza (AL) e acontecem nos dias 15 e 16 de abril em Imperatriz e Açailândia às 19h.

Com duração de 40 minutos e classificação 10 anos, a entrada é gratuita. Em Imperatriz, a apresentação acontece no Teatro Ferreira Gullar e em Açailândia no Cineteatro da Praça PEC Vila Ildemar

O espetáculo surgiu a partir da ideia de centro, periferia e fronteiras, sendo um trabalho autobiográfico sobre questões que rodeiam o artista Jessé Souza. Motivado pelos pensamentos dos antropólogos Marc Augé e Michel Agier, o início desse processo de criação é no solo Encenações Urbanas, em 2016, que surgiu por questionamentos sobre o movimento Hip-Hop e suas questões políticas e sociais.

Ressaltando que a periferia pode ser entendida em um sentido geográfico, mas também num sentido político e social, o espetáculo R.A.L.E representa um corpo aprisionado a um sistema que desfavorece um terço da imensa população brasileira, parcela tratada com descaso. Esse corpo é trazido para a cena como um dispêndio de energia muscular, em meio a ruas, avenidas, becos, vielas, subidas, decidas, em uma cidade desigual, a qual um dos maiores desafios é se sustentar.

Jessé Souza explica que a pesquisa questiona a desigualdade social causada não por fatores econômicos e sim por fatores que são reproduzidos desde seu gênese social, causadora de preconceitos e desigualdades. “Essa classe social que designamos como ‘ralé’ não tem o intuito de ‘ofender’ essas pessoas já tão sofridas, mas sim chamar a atenção, provocativamente, para nosso maior conflito: o abandono social e político”, explicou a artista sobre o título do espetáculo.

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