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Globo fala sobre estratégias para driblar rejeição do jovem à TV aberta

Globo Play, serviço de streaming do canal, começou a ganhar prioridade.

Carcereiros foi case de sucesso na Globo (Foto: Divulgação/Globo)

Durante um painel realizado no Observatório Ibero-americano de Ficção Televisiva (Obitel), realizado na Universidade de São Paulo (USP), a chefe de curadoria de conteúdo d Globo, Leonora Bardini, falou sobre as estratégias utilizadas pela emissora carioca para driblar a rejeição do público aos conteúdos nacionais de ficção.

Segundo ela, os públicos que consomem TV aberta e serviços de streaming têm características diferentes. Sendo bem realista, tem gente que hoje tem uma rejeição e está distante da TV aberta, mas esse público está online. Se tivermos conteúdo ali [no Globoplay, plataforma de streaming da emissora] disponível, estamos ampliando o alcance. Essa estratégia vem pra atingir público maior”, explicou.

Case do Globo Play

Leonora aponta a série Carcereiros como um case que comprova a diferença entre públicos. Lançada primeiramente no Globo Play, os executivos da emissora carioca acreditavam que essa estratégia minaria a possibilidade de sucesso na TV aberta, que é o carro-chefe do Grupo Globo e que paga os custos de produção. No entanto, algo diferente do imaginado ocorreu.

No Globo Play, Carcereiros foi lançado em junho e até abril deste ano já somava mais de 192 mil visualizações. Na estreia da série na TV Globo, a série marcou 25,7 pontos, equivalente a 1,8 milhão de domicílios apenas na Grande São Paulo, e ficou na liderança isolada de audiência.

“Quando foi lançada, ficou entre os dez conteúdos mais assistidos. Em abril, no dia seguinte após começarem as chamadas na TV, virou o quarto conteúdo mais visto. Quando estreou na programação, foi o segundo. É interessante ver como as plataformas se retroalimentam”, apontou Leonora.

Futuro das produções

A partir de agora, segundo a curadora da Globo, é mapear oportunidades e entender as diversas formas que os mesmos conteúdos podem ser disponibilizados.

“É importante que os artistas conheçam e entendam as possibilidades, o objetivo é pensar essa estratégia com o máximo de antecedência possível. Existem séries que tem um potencial de exibição em binge watching [toda a temporada disponibilizada de uma só vez], mas também pode ter uma versão filme. A mesma história pode ser contada de várias formas, e aí podemos atingir um público mais amplo”, explicou.

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