Connect with us

Séries

Game of Thrones | Recap ‘The Bells’ (S08E05)

Quando os sinos tocaram, um Behemoth foi liberado dentro da Rainha Dragão

Daenerys Targaryen avisou ainda na segunda temporada, o lema de sua casa já avisava, Baristam Selmy deu o foreshadowing, mas parecia ruim demais pra acreditar. Ela nunca foi completamente sã, nenhum Targaryen jamais foi, mas até ontem toda a raiva da Nascida na Tormenta tinha sido canalizada rumo aos seus pares, aos senhores opressores. Cercei pode ter morrido, mas ela jogou como quis até o final, não há mais uma quebradora de correntes.

“The Bells” o quinto e penúltimo episódio de Game of Thrones, parecia estar em uma cruzada para provar que jamais haverá um final de série extremamente popular minimamente razoável.

Varys

Não é a primeira vez que um personagem morre pelo próprio veneno, mas o de Varys até que demorou a ser servido. O Mestre dos Sussurros que mais reis serviu em toda história de Westeros encontrou seu fim por ter ouvido aos sussurros de Tyrion e por ter sussurrado nos ouvidos de Jon Snow.

Longe de uma “morte limpa, como Jon sempre se orgulhou de ver o pai/tio ofertando e que ele mesmo tomou como lei, Varys foi executado sob as chamas de Drogon, o modo de execução favorito de Daenerys.

Arya

Sandor Clegane, minutos antes de dar ao público o duelo de irmãos mais aguardado desde Cain x Abel, aconselha a lobinha a fugir de Porto Real para que não se tornasse uma verão dele. Sábias palavras já foram ditas de melhor forma em outra série de TV muito famosa na América Latina: “a vingança nunca é plena, mata a alma e envenena”.

Mas sem conseguir realmente sair da Capital, Arya parte em uma jornada de morre e volta, morre e volta, morre, volta, salva uma família, a família morre, Arya volta, cavalo branco aparece, Arya monta… em meio ao pandemônio de uma cidade sendo transformada em cinzas. Ela serviu como a condutora para a audiência entender o que estava acontecendo com as pessoas embaixo, para que não fossem apenas números, mas vidas sendo ceifadas de forma horrenda pela mulher que um dia deu escolha ao povo de Meereen, ou pelo menos gosta de dizer que deu.

Clegane Bowl

Uma rivalidade formada no berço, o duelo entre os irmãos Clegane era esperado há anos pelos fãs que teorizavam o embate. Clegane Bowl foi uma das poucas boas coisas de The Bells, talvez a única. Teve até Cersei passando de fininho “licença, eu não tenho nada com isso”, e Qyburn recebendo o mesmo tratamento de Victor Frankenstein.

Jon Snow

Não sabe de nada, só faz coisa errada. Recusa o trono, abaixa a cabeça, não sabe medir a Dany. Salvou uma mulher de ser estuprada por um soldado do Norte e finalmente percebeu que deu apoio à um dragão, e, oh céus, um dragão não é um ser razoável.

Com vocês, a Canção de Gelo e Fogo!

Cersei Lannister

Se havia uma candidata a genocida, fora o Rei da Noite, essa pessoa era Cersei Lannister, Primeira de Seu Nome. Bem menos sutil que a outra rainha louca, vivia alardeando que passaria fogo nas casas caso sua vontade não fosse feita. Ao contrário de Dany, sempre verbalizou não se importar com o povo. Verdade seja dita, ela sempre foi coerente e morreu sendo.

A espera de mais de uma década pelo Valonqar, para os leitores dos livros de George R.R. Martin, foi soterrada nos escombros das masmorras da Fortaleza Vermelha. Jamais houve oficialmente essa parte da profecia na série, mas após a quinta temporada, sempre que possível era sugerido que aconteceria.

Os gêmeos Lannister partiram do mundo como vieram, e como a leoa sempre disse que aconteceria, juntos. Mas em vez de estrangular a irmã, Jaime a consolou no último momento. Jaime esse que jogou todo o seu desenvolvimento no lixo ao dizer para Tyrion, cenas antes, que jamais havia se importado com o povo, inocentes ou não. Engraçado, lembramos de uma época em que ele matou seu soberano para salvar a população e que vestiu a mácula como armadura.

Cersei ficou até o último minuto confiando que seu plano a salvaria. A aposta foi completamente perdida em sua concepção: se Dany cai na armadinha, seria o fim do povo e de Cersei, se Dany não cai na armadilha, seria o fim de Cersei.

Daenerys

Há uma modalidade em subversão de expectativas nem tão nova assim que consiste fazer com que o messias falhe miseravelmente. Jon tem seguido à risca essa cartilha, e o mesmo poderia ser dito de Daenerys, mas não é tão fácil assim.

Depois de utilizar contra a frota de Euron Greyjoy a tática de ataque empregada por Aegon I contra Harren, durante a Conquista, Dany parecia estar prestes a recolher mais uma medalha de salvadora para sua coleção. Mas quando os sinos tocam em rendição, a moeda vira completamente, ela deixa de buscar o amor e se concentra em levar terror, a sanidade se esvai e Fogo e Sangue são conjurados sobre a população de Porto Real.

Em parte mal executada por Emilia Clark, que não ofereceu ao público toda a emoção e fúria que a quebra de uma mente precisava, em parte mal feita pelo roteiro que optou por simplesmente não mostrar mais a face da rainha sobre o dragão e se escorar em sutilezas como Drogon, uma extensão da mente de Dany, gritando de ódio, o momento não teve o impacto emocional que poderia e deveria ter.

O que Daenerys sofreu parada sobre a muralha não foi uma angústia, naquele momento o barulho dos sinos destroçou a mente da khaleesi e um behemoth foi liberado de dentro da Não Queimada. Infelizmente, nada disso foi efetivamente mostrado do ponto de vista dela.

Golden Company

Morreram.

Como disse uma vez a finada Cersei Lannister, “vai chegar o dia em que a felicidade se transformará em cinzas na sua boa”, provavelmente ela estava se referindo aos episódios finais de Game of Thrones. A série volta para seu último capítulo no próximo domingo, 19 de maio.

Séries

His Dark Materials | Divulgado novas imagens da adaptação

O seriado contará com oito episódios e a segunda temporada já foi confirmada.

HBO liberou novas imagens da sua próxima adaptação, His Dark Materials. A série será baseada nos livros de Phillip Pullman, Fronteiras do Universo. A série está sendo produzida em parceria com a BBC.

A trama é situada em um mundo alternativo onde a alma se manifesta como um animal que muda de forma, chamado Daemon. Acompanharemos uma jovem chamada Lyra Belacqua, que será interpretada pela atriz Dafne Keen, que viaja para o Ártico para encontrar seu amigo Roger. Ele e outras crianças foram sequestrados pela Igreja, que está fazendo experimentos com eles enquanto estuda a natureza de uma partícula elementar chamada poeira (Dust).

No elenco teremos grandes nomes como James McAvoy e Lin-Manuel Miranda, também no elenco Tyler Howitt, Ian Peck, Ruta Gedmintas, Ruth Wilson, Anne-Marie Duff, Kate Rutter e Nabil Elouahabi.

Confira as novas imagens:

Continue Reading

Séries

Stranger Things | Liberado novas imagens da 5ª temporada

Stranger Things estreia dia 4 de julho de 2019.

Liberado pela revista Entertainment Weekly novas imagens da quinta temporada de Stranger Things. Podemos ver que o ship favorito da série está mais forte que nunca nessa nova temporada. E o fofo, porém divertido bromance entre Dustin e Steve continua sendo um dos momentos mais esperados da quinta temporada.

Mike e Eleven estão juntinhos na primeira imagem lendo revistinhas na cama. Ao que parece as crianças favoritas da Netflix não são mais tão crianças assim. “Queríamos explorar o tema da mudança, a temporada acontece durante o último verão antes do ensino médio. As crianças estão crescendo, e essa transição vai ser confusa e desajeitada e dolorosa.” Diz Matt Duffer, que criou a série com seu irmão, Ross.

O divertidíssimo bromance de Steve e Dustin também terá bastante tempo de tela. “Você definitivamente vê mais disso”, diz Gaten Matarazzo, ator que interpreta o Dustin. “Isso é o que eu realmente gosto sobre Matt e Ross: Eles sabem o que os fãs gostam e eles rolam com isso.”Afirma Matt Duffer.

No elenco Millie Bobby Brown, Noah Schnapp, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin, Sadie Sink, Joe Keery, Winona Ryder e David Harbour.

Confira o trailer abaixo:

Continue Reading

Séries

Shakespeare e a História da Inglaterra ajudam a entender o final de Game of Thrones

Um exercício que não seria necessário se a canção tivesse sido bem cantada.

As Crônicas de Gelo e Fogo são (não tão) vagamente inspiradas no conflito civil inglês conhecido como a Guerra das Rosas (Wars of the Roses), como já confirmado por George R.R. Martin, sendo os Stark uma versão dos York e os Lannister uma versão dos Lancaster, e as rosas deram lugar ao Lobo Gigante e ao Leão.

Na vida real, o conflito terminou quando Henry Tudor derrotou Richard III na batalha de Bowsworth e se casou com Elizabeth de York, mas na fantasia Daenerys não se casou com Sansa. É preciso olhar para o final antes do final do conflito entre Yorks e Lancasters para perceber que ele serve sim para encontrar o desfecho do conflito entre Starks e Lannisters. É uma ginástica que estamos dispostos a fazer.

Antes de ser morto pelo pretendente Tudor, Ricardo III foi coroado rei da Inglaterra após a morte de seu irmão Eduardo IV. Esses eram dois dos três ‘filhos de York’, tendo o terceiro, George, Duque de Clarence, sido executado ainda no reinado do irmão mais velho sob acusação de traição.

Transferindo os personagens históricos para As Crônicas e para Game of Thrones, é possível ligar Eduardo IV a Robb, Ricardo a Brann Stak e George a Rickon, três filhos de York para três filhos de Stark.

Ricardo, Eduardo e George de York em The White Queen, do Starz

Assim como Eduardo, Robb se casou por amor com uma mulher que não levava nenhuma vantagem bélica ou econômica para sua casa, causando insultos e tensões no reino. Assim como Robb, Eduardo era conhecido pela ferocidade em batalha e traições vindas de seus aliados imediatos. A ligação entre Rickon e George é bem menor e assim também o é a de Bran com Ricardo. Mas é ai que entra Shakespeare.

“Ricardo III”, uma das peças do Bardo que trata das Guerras das Rosas, imortalizou boa parte do conhecimento geral sobre os dois filhos mais novos de York: George teria sido afogado em um barril de vinho como punição por traição e Ricardo passa a ser o vilão corcunda que ascendeu ao trono após matar seus dois sobrinhos, filhos e herdeiros de Eduardo, na Torre de Londres.

Robb, Bran e Rickon, os três filhos de Stark, com Jon Snow

A morte de Rickon na Batalha dos Bastardos foi tão absurda como a de George na Torre de Londres. Um passou anos sumido para ser morto por não saber correr em zig-zag, e o outro cresceu à sombra dos irmãos e morreu discretamente afogado em vinho.

As ligações com Bran são difíceis de apontar com o material entregue na TV e até agora nos livros. Seria preciso assumir, em parte, que ele foi um vilão que manipulou a todos e os usou como peões em seu jogo para chegar ao poder mundano. Como Corvo de Três Olhos, Bran não é mais apenas um homem, mas vários, incluindo seu antecessor direto Brynden Rivers, e aí as coisas ficam mais próximas de uma suposta vilania e manipulação.

Brynden como Corvo teria manipulado toda a sequência de eventos que levou Bran até ele, e é isso que o Stark fica repetindo “você sempre esteve onde deveria estar”, as pessoas estavam onde o Corvo de Três Olhos sempre quis que elas estivessem. Assim, Jon foi morto e trazido de volta porque o Corvo quis, o que poderia confirmar a teoria de que o Senhor da Luz de Melisandre e a entidade Corvo de Três olhos são o mesmo.

Tomando as primeiras linhas de Shakespeare sobre a coroação de Ricardo é possível ver onde Bran se encaixa: “Now is the winter of our discontent, made glorious by this sun of York”; em português, “Temos agora o inverno do nosso descontentamento transformado em verão glorioso por esse filho de York”. Na versão original é usado “sol de York” como um trocadilho já que o sol é um dos símbolos heráldicos da Casa de York e a pronúncia se parece com “son”, “filho”. O mesmo tipo de trocadilho é apontado por Gilly na série sobre “sea” e “see” e nos livros das Crônicas é repetido sobre filhos.

“Bran” é o primeiro capítulo das Crônicas de Gelo e Fogo e é também o ponto de vista sob o qual vemos o primeiro episódio de Game of Thrones. Ele é chamado de “criança do verão” pela Velha Ama e nome de seu lobo é Summer (Verão). Ele é o herdeiro legítimo de Robb, seu “filho”, assim como Ricardo foi de Eduardo. A história de Bran está intimamente ligada à torre de onde caiu, assim como a de Ricardo à torre de onde ascendeu após a morte de seus sobrinhos.

Ninguém sabe o que realmente aconteceu na Torre de Londres, além das pessoas envolvidas no caso, o mesmo se pode dizer sobre a Primeira Torre de Winterfell de onde Bran caiu, e as duas histórias envolvem crimes entre familiares.

É preciso mais uma ginástica para não colocar Bran como Rei do Norte, Senhor de Winterfell, mas dos Seis Reinos. Mas é preciso lembrar que é esse embaralhamento dos personagens históricos que George R.R. Martin usa em seus livros. Ele pega, por exemplo, pedaços de um mesmo Richard III e coloca em Tyrion, em Eddard e agora sabemos em Bran.

Entendemos que é um exercício enorme a se fazer, e que se tudo tivesse sido bem feito nada disso seria necessário, mas, como Gandalf uma vez disse, “é tudo que podemos com o que nos foi dado” pelos showrunners de Game of Thrones. Mas é essa a história, sempre foi a história da briga entre as casas Stark e Lannister. Sobre a pretensão de um dragão, sobre as vitórias de um bastardo e sobre a ascensão do verão sobre os dias de inverno.

Martin confirmou em seu Not a Blog que o fim de Game of Thrones é “um fim” das Crônicas de Gelo e Fogo, o que significa que no sentido geral os grandes acontecimentos se repetirão nos livros, mas que também não é todo o final, porque nas Crônicas há um enxame de personagens que nem chegaram a aparecer na série.

Para ajudar ainda mais a entender algumas coisas, separamos nossa lista de artigos que falam sobre Historia da Inglaterra e Game of Thrones, além de outras curiosidades importantes sobre o universo de Gelo e Fogo.


Continue Reading