Game of Thrones | Recap ‘A Knight of the Seven Kingdoms’ (S08E02)

Game of Thrones | Recap ‘A Knight of the Seven Kingdoms’ (S08E02)

Este post contém spoilers

O segundo episódio da oitava temporada de Game of Thrones foi que o mais perto se poderia chegar de completo em toda a série, servindo doses de política, magia, tradição, comédia e agouros como o peso que apenas a narrativa dramática pode proporcionar.

Pegue um suco ou café e vamos desfiar essa tapeçaria tecida pelo roteirista Bryan Cogman e pelo diretor David Nutter, o mesmo de ‘Winterfell’.

Título

“A Kinght of the Seven Kingdoms” fez referência a tudo que foi possível caber em 50 e poucos minutos, sendo desde o título uma coletânea de momentos. O cavaleiro do título na verdade são três deles, três exemplos do que a honraria significa no mundo de Gelo e Fogo: Jaime, o cavaleiro cínico como tantos outros, mas que encontrou a reforma; Sor Duncan, o Alto, o cavaleiro do título de uma coleção de três contos de George R.R. Martin em seu universo das Crônicas de Gelo e Fogo; e Sor Brienne de Tarth, aquela que sempre foi a melhor cavaleira (sim, a tradução será essa e não amazona) de Game of Thrones, que sempre carregou os ideais da instituição e acreditou em fazer o que era correto e moral, e mesmo assim, por uma tradição do mundo dos homens jamais havia sido sagrada na Ordem da Cavalaria.

Abertura

Seguindo a tradição de dar pequeninos spoilers do episódio que segue, a abertura contou com tijolinhos azuis chegando até Winterfell, sinalizando a chegada dos generais do Rei da Noite no final do episódio, e a abertura de trincheiras preenchidas com fogo ao redor do castelo.

Hanna Murray, a atriz que faz a Gilly aparece creditada com uma flor que dá nome à personagem, um cravo (gillyflower, em inglês)

Onde a lealdade reside

Jaime chegou a Winterfell no final do episódio anterior e foi recebido por Bran nas primeiras horas da manhã. Conduzido ao salão ele enfrenta as iras descolocada de Daenerys Targaryen e pontual de Sansa Stark, além da cara emburrada de Jon Snow, cujo título finalmente foi explicado, Guardião do Norte.

Jaime, o cavaleiro reformado, conta que Cersei nunca planejou mandar o exército Lannister, mas que ele estava lá porque havia prometido lutar pelos vivos.

Dany quer executar Jaime e encontra apoio em Sansa. Esta última é dissuadida por Brienne, que se levanta em favor de Jaime e conta como ele é diretamente responsável pela Lady de Winterfell estar viva, tendo cumprido a promessa feita a Cat Stark.

Na fala de Jaime “isto vai além de lealdade” , ele está citando a própria cavaleira das safiras que lhe disse a mesma coisa em Porto Real quando a comitiva de Dany e Jon foi encontrar Cerei no Fosso dos Dragões. Foi um pedido de ajuda, e Brienne o amparou.

Ele escapa por uma Sansa sensata, que confia no julgamento de Brienne e por um Jon desesperado que não pode se dar ao luxo de executar homens bons de batalha. Esta seria apenas a primeira de uma longa dança neste episódio onde Daenerys é destituída de alguma forma, umas mais sutis que outras.

O que se faz por amor

Jaime finalmente consegue pedir perdão a Bran, que conta não ter raiva de ninguém agora que é o Corvo de Três Olhos e estar acima das pequenezas dos homens, mas este mesmo Bran reconhece que foi a agressão de Jaime que desencadeou a série de eventos que levaram os dois a serem pessoas diferentes agora.

Cersei perdeu o bebê

Tyrion, que também quase é dado de comida para Drogon quando tentou defender Jaime na audiência, questiona o irmão sobre as mentiras recentes de Cersei, e Jaime confirma que a irmã estava mesmo grávida. Mas o espectador só pode deduzir que não está mais.

Jorah e Dany

Tyrion encontra em Jorah um defensor perante o descontentamento de Dany, que está por um fio com os erros da mente mais brilhante do mundo.

Jorah perdeu o posto de Mão da Rainha para Tyrion, mas, muito diferente do homem que manchou a família vendendo escravos, ele agora reconhece que o Lannister ainda pode ajudar muito sua rainha.

Uma outra coisa que ele pede é que Dany tente ganhar o coração de Sansa, a chave para o coração do Norte.

Dragão e Lobo

Uma cena para ser avaliada nos mínimos detalhes. Dany entra na biblioteca de Winterfell enquanto Sansa estava pedindo que Yohn Royce, que parece estar servindo como castelão, deixasse os portões abertos um pouco mais para receber o povo que ainda estava chegando.

Dany pede para falar sozinha com Sansa, que acena para que Royce as deixe; ela mantém distância, é Dany quem quer falar, então que se aproxime.

A Targaryen chega perto e faz sinal para que Sansa se sente, o que esta faz após a rainha, diferindo da primeira cena, onde Sansa deixa a audiência antes de Dany. A preferência de quem senta, levanta e sai é sempre do maior cargo, o de Dany, mas quem liga?

A loba conduz a dragão magistralmente, sorri, coloca as mãos sobre a mesa, se aproxima supostamente com a guarda baixa. Mas Sansa estava com sua versão de armadura, ela encurrala a rainha na conversa para chegar à questão do Reino do Norte. O que Dany fará com o Norte quando conseguir o Trono de Ferro? Os nortenhos juraram não se ajoelhar diante de mais ninguém que não os Stark.

Theon chega para lutar com sua família, para declarar aliança à Sansa e não à Dany. É possível ver a frustração nos olhos da Dragão quando o Lula pede para ser aceito sob o comando da Loba.

Gilly, Davos e o povo

O povo é o que mais sofrerá, são os soldados de chão que morrerão logo, os soldados do verão, como Catelyn uma vez os nomeou, serão o grosso das baixas. Serão eles que se levantarão com olhos azuis, engrossando as fileiras do inimigo. Mas antes disso, eles são homens e mulheres com pouco ou nenhum treinamento e um coração cheio de medo.

Davos está distribuindo sopas no pátio e apontando o caminho da armaria para que os novos soldados recebem armas e paramentos. Gilly está recolhendo aqueles que não podem lutar para que se protejam nas criptas.

No meio, uma menininha de rosto marcado pela pobreza e pelo inverso. Ao contrário dos adultos, ela tem a coragem da inocência, ela quer lutar como Lyanna Mormont disse que todas poderiam. Mas ela é uma criança pequena e Gilly a convence a ir para as criptas. A menininha entende que irá defender as pessoas que estarão lá embaixo com ela.

A criança é uma lembrança clara de Shireen e da relação paternal de Davos com meninas na série. Ele que teve apenas filhos homens é um dos poucos que não subestima as garotinhas, que as ouve e as trata com carinho mas também respeito, como no caso da supracitada Lyanna.

Espectadores cujos olhos não marejaram ou verteram lágrimas nesta hora podem dar adeus, porque as almas já pertencem aos White Walkers.

Povo Livre e Patrulheiros

Os remanescentes do Polo Livre e da Patrulha da Noite chegam para avisar que os mortos cavalgam célebres. Como em Drácula, eles se aproximam rápido pela noite e todos os nortenhos que não tenham cruzado os portões de Winterfell agora lutam pelo Rei da Noite.

Catapultas são testadas, defesas são afixadas; Dothraki também se preparam enquanto imaculados prendem pontas de obsidiana ao cabo das lanças.

Conselho de Guerra

Sobre a mesa com as formações de batalha, o Conselho de Guerra de Winterfell afina os últimos detalhes da marcha fúnebre que será o combate. Os caminhantes são as pedras azuis em maior número defronte os defensores, estes divididos em cavaleiros, soldados, arqueiros, imaculados, dothrakis…

Bran despeja uma tonelada de informações que poderia ter dito com mais calma dias antes. Dany faz as pazes com Tyrion, não o deixa lutar porque precisa de sua mente intacta. Theon se oferece para proteger o Corvo de Três olhos, a isca para o Rei da Noite, já que uma vez tomou o castelo do menino Bran.

No adarve do castelo, Fantasma da o ar da graça enquanto os irmãos negros relembram seus votos, da vigília à cremação.

Cavaleiros dos Sete Reinos

Jaime, Tyrion, Brienne, Podrick, Davos e Tormund reminescem o passado. Tormund assusta a todos com a história sobre seu nome, elevando em muito o nível de paquera bizarra. Ele está medindo forças com Jaime pelo coração de Brienne.

Depois todos se dão conta de que a Donzela de Tarth não é uma cavaleira em título, e o que segue é uma das cenas mais bonitas de GoT: Jaime sagra Brienne como Cavaleira dos Sete Reinos e ela sorri largamente pela primeira vez em toda a série.

Milady e seu ferreiro

Arya encontra Hound sentado sozinho no caminho de patrulha e Beric se junta a eles, mas a assassina logo abandona os velhos amigos para ir praticar arco e fecha e esperar pela lança especial que pedira para Gendry.

Arya questiona sobre o que Melisandre queria com o ferreiro e ele conta que é filho de Robert Baratheon. A Loba, que já vinha observando os braços fortes do Veado questiona quantas vezes ele já esteve com uma mulher, porque ela não quer passar o que podem ser suas últimas horas viva sem saber o que é estar com ele.

Robert Baratheon uma vez quis unir seu filho com uma filha de Ned Stark. Ele não viveu para saber que conseguiu.

Os Ursos

Jorah quer que a prima Lyanna, a Senhora de Ilha dos Ursos, vá para as criptas, mas esta guerreira também prometeu lutar e não se deixa dissuadir. Vestindo armadura ela conduz os outros ursos aos seus lugares na defesa dos vivos.

Jenny Oldstones

Nenhum agouro está completo sem uma música sobre fantasmas ecoando em salões de pedra, e Podrick tem apenas a voz perfeita para a tarefa.

Desfiamos quem foi Jenny, o que diz sua música e as referências da belíssima versão de Florence Welch para a canção dos Sete Reinos. Por agora, tenham em mente que libélula em inglês é dragonfly e que:
“O Príncipe das Libélulas amou tanto Jenny de Pedravelhas que deixou de lado uma coroa, e Westeros pagou o dote com cadáveres.” (A Dança dos Dragões)

O Rei dos Sete Reinos

Sam diz para Jon que aquele era um momento melhor que qualquer outro (será?) para contar a Dany sobre seus verdadeiros pais.

Jon esteve estranho com Dany todo o episódio e ela não sabia o porquê, mas quando ele conta que seu nome é Aegon Targaryen ela só consegue pensar em traição. Lyanna está entre os dois.

Não que ela não esteja correta em raciocinar que é estranho demais que apenas o melhor amigo e o irmão de Jon tenham a informação que faz dele a pessoa com a melhor reivindicação ao Trono de Ferro.

Dany lutou pela cadeira de seu pai a vida toda, e em um episódio que não fez questão de esconder que as mulheres hoje mandam em Game of Thrones, ela fica em choque ao saber que seu lugar pode ser tomado por um homem que não fez nada para chegar onde ela quer. O pior de tudo? O homem que ela ama.

Os Outros

Não há tempo para conversar, já dizia Bran. A corneta anuncia a chegada do Inimigo, e um sombrio Tyrion observa das ameias os generais do Rei da Noite se posicionarem ao longe.

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