Connect with us

Especiais

13 funções do iOS 11 que a Apple pegou do jaibreak

A Apple lança todos os anos uma nova atualização para o sistema operacional de seus dispositivos e, com a revelação do iOS 11 na WWDC 2017, é mais uma vez bem engraçado como muitas das novas funções adicionadas ao iOS 11 foram tiradas da comunidade do jaibreak.

A Apple lança todos os anos uma nova atualização para o sistema operacional de seus dispositivos e, com a revelação do iOS 11 na WWDC 2017, é mais uma vez bem engraçado como muitas das novas funções adicionadas ao iOS 11 foram tiradas da comunidade do jailbreak.

Abaixo veremos uma lista de 13 funções do iOS 11 que já existiam há muito, muito tempo no Cydia em forma de tweaks para dispositivos jailbroken. Muito antes do iOS 11, que será lançado para o público no segundo semestre, sequer ser cogitado.

1. Personalizar a Central de Controle

Pela primeira vez, a Apple abre espaço para personalizamos a Central de Comando, escolhendo o que gostaríamos de colocar lá, em vez de deixar apenas aquele set de aplicativos padrão como calculadora, relógio, lanterna… Agora é possível rearranjar os apps, escondê-los ou adicioná-los.

Bem, mas, para os jailbreakers, isso está longe de ser uma novidade. Existem muitos tweaks que já faziam isso, como CChide, Onizuka, FlipControlCenter, Polus, entre outros.

2. Gravar a tela do dispositivo pelo próprio dispositivo 

O iOS 11 permite que o usuário grave vídeos da tela apenas apertando um botão na Central de Controle.

Até um determinado momento no passado, gravar vídeos da tela de dispositivos Apple era uma função apenas pra quem tinha jailbreak; até que a Apple possibilitou isso via QuickTime, no macOS. De qualquer forma, isso ainda era um pouco problemático e não muito conveniente para todos, já que era preciso possuir um Mac para gravar vídeos da tela do seu iPhone ou iPad.

tweak Display Recorder, criado por Ryan Petrich, talvez tenha sido o mais renomado tweak gravador de telas de todos os tempos, mas depois dele houve tantos outros; dentre eles, CCRecord, que adiciona justamente um botãozinho na CC, igual ao iOS 11 fez.

De qualquer forma, para não magoar o coração de quem está achando a Apple uma verdadeira tomadora de ideias, o code desse botãozinho já estava presente no iOS 10, e foi de lá que o criador do CCRecord tirou a ideia. Inclusive a maioria das pessoas supõe que a Apple esteja justamente usando este mesmo código para permitir a gravação de vídeos da tela no iOS 11.

3. Fixar notas importantes

Dentre as novas funções do aplicativo Notas que chegaram com o iOS 11 está a habilidade de fixar mensagens importantes ao topo da lista de notas.

Se lhe parece familiar, é justamente porque há pouco tempo foi lançado um tweak chamado Thumbtack que trazia a mesmíssima função aos usuários do iOS 10. Inclusive, o tweak também nos permite reordenar essas mensagens fixadas, o que é semelhante à função no iOS 11.

4. Dados Móveis na Central de Controle

Finalmente a Apple colocou esse botão de Dados Móveis na Central de Controle, fazendo com que possamos ligar e desligar 3G de nossos celulares sem ter de sofrer entrando nas configurações ou entrando em modo avião na intenção de desligar a 3G. Perfeito para reduzir o gasto de bateria sem ter de sumir do mundo (modo avião).

Mas obviamente a comunidade dos jaibreakers já havia resolvido este problema um tempão atrás com o CCDataMore.

Engraçado é que, assim como o botão para gravar a tela, o código deste botão também já existia no iOS e provavelmente é o que a Apple está usando agora.

5. Traduzindo frases com a Siri

Vários foram os melhoramentos feitos pela Apple na Siri no iOS 11, incluindo mais vozes fluentes, comentários cantarolantes, piadas mais engraçadas e muita personalidade. E, além disso tudo, a Siri agora pode traduzir idiomas.

É uma função que os usuários tem querido há muito tempo, mas a comunidade do jailbreak conseguiu primeiro. Usando um add-on chamado Lingual no tweak AssistandExtensions, que foi lançado uns anos atrás, já era possível fazer a Siri traduzir palavras de um idioma a outro.

De qualquer forma, essa função está agora no iOS 11 padrão! Ummm… Difícil pensar que a Apple não tirou alguma inspiração daí.

6. Leitor de código QR

Dispositivos Android têm isso desde sempre, e existe uma vasta família de leitores de código QR espalhada pela App Store, mas sempre foi algo que faltou como padrão nos iDispositivos.

Finalmente a Apple trouxe isso aos seus usuários no iOS 11 e, mesmo que seja um pouco tarde, o leitor é integrado à câmera para a nossa conveniência.

Tweaks que nos davam essa habilidade são bem antigos como NativeQR, que é idêntico à nova função do iOS 11.

7. Mover mais de um ícone ao mesmo tempo na Home

Desde o início dos tempos, qualquer pessoa que quisesse editar os ícones na Home teria de entrar no modo onde os aplicativos ficam balançando e sair clicando individualmente em cada um deles.

Bem, o iOS 11 muda isso! Primeiramente que não é mais preciso entrar no modo onde os apps ficam se sacudindo, segundo que dá para mover vários ao mesmo tempo!

Isso é bem parecido com tweaks como MultiIconMover ou MultiActions.

A Apple agora nos possibilita editar a Home mais fácil e rapidamente. No entanto, ainda assim, o jailbreak chegou lá primeiro.

9. Ver GIFs no app Fotos

app Fotos sempre mostrou GIFs como imagens estáticas, o que era bem triste para os amantes de GIF.

Agora, a Apple finalmente está começando a gostar de GIFs e adicionou suporte à leitura de GIFs nativamente ao iOS 11.

De qualquer forma, mais uma vez os jailbreakers tiveram essa função primeiro, com o tweak GIFViewer muitos anos atrás, bem antes da Apple.

10. Modo Noturno no sistema

Mesmo que esse Modo Noturno não seja chamado de modo noturno, o iOS 11 traz uma inversão de cores melhorada que parece muito com um!

No jailbreak, temos dois tweaks principais que fazem isso, Noctis e Eclipse, e o modo noturno do iOS 11 poderia ser algo híbrido deles. Inclusive, o próprio desenvolvedor do Noctis, LaughingQuoll, até disse que não vai atualizar o tweak para o iOS 11, visto que não há necessidade.

Esse modo noturno da Apple funciona muito melhor em aplicativos-padrão do que nos terceirizados, mas isso também acontece da mesma forma no jailbreak.

Bem, tendo sido essa função inspirada ou não pelos tweaks, ela é bem legal não só pela acessibilidade, mas também pela estética.

10. Modo Economia de Bateria na Central de Controle

O modo Economia de Bateria é muito útil quando se quer economizar bateria (haha!), mas sempre foi muito chato ter que entrar nas configurações para ligá-lo.

No iOS 11, a Apple colocou um botãozinho pra ele na Central de Controle.

Se isso soa familiar, é porque existe um tweak chamado CCLowPower, que foi lançado há não tanto tempo e traz isso ao iOS 10.

Novamente, esse código já existia no iOS 10, e o jailbreak só fez uso dele.

11. Modo uma mão para o teclado

Outra ideia que parece muito ter sido tirada dos tweaks é o modo mão única ou uma mão para o teclado.

As telas dos iPhones têm se tornado cada vez maiores, fazendo com que alguns sintam dificuldade para digitar usando apenas uma mão. Este modo de teclado é útil para esses casos.

A função da Apple reduz o teclado puxando-o para o lado, como o OneHandWizard, que faz quase o mesmo. O tweak puxa pra lateral não só o teclado, mas o app todo. A Apple puxa só o teclado.

12. Personalizar ações dos AirPods

Os AirPods têm sido algo bem bacana desde o seu lançamento, mas a Apple não havia lançado ainda muitas melhorias para eles.

O iOS 11 possibilita que se personalize os gestos de toque para os AirPods. O que significa que você pode escolher ações diferentes para o AP direito e o esquerdo.

Mesmo que a Apple provavelmente já tenha estado com essas ideias todas planejadas, a comunidade do jailbreak já estava desenvolvendo modos de customizar os AirPods. Siliqua, por exemplo, é um tweak que possibilitou isso antes do lançamento do iOS 11.

13. Ícone sutil de resposta ao volume

Quem odeia aquele ícone enorme de volume que atrapalha a gente a enxergar as séries na Netflix levanta a mão!

Finalmente a Apple resolveu esse problema. Com o iOS 11, ao assistir vídeos em tela cheia, aparece um ícone bem melhor, mas ainda um pouco irritante.

Com o jailbreak, somos capazes de reduzir essa coisa feia de maneira excelente. Vale a pena ver imagens do StatusHUD e do Sonus.

Finalizando…

Embora o jailbreak ainda tenha muitas outras funções que a Apple só implementou agora, essas são as mais aparentes.

E você? É um desenvolvedor e já achou outras coisas bem familiares? Conta pra gente!

Continue lendo
Advertisement
26 Comments

26 Comments

  1. g

    13 de maio de 2019 at 13:28

    Hi there! I just wanted to ask if you ever have any issues with hackers?
    My last blog (wordpress) was hacked and I ended up losing many months of hard work due to no back up.
    Do you have any solutions to stop hackers?

  2. g

    13 de maio de 2019 at 20:53

    What’s up i am kavin, its my first time to commenting anywhere, when i read this article i thought i could
    also make comment due to this good piece of
    writing.

  3. how to download minecraft

    15 de maio de 2019 at 22:55

    Excellent blog! Do you have any helpful hints for aspiring writers?
    I’m hoping to start my own website soon but I’m a little lost on everything.
    Would you recommend starting with a free platform like WordPress or go for a paid option? There are so many options out there
    that I’m completely confused .. Any ideas?
    Thanks a lot!

  4. minecraft download free pc

    16 de maio de 2019 at 10:37

    Hey very nice blog!

  5. gamefly free trial

    29 de maio de 2019 at 23:12

    Hi there just wanted to give you a quick heads up and let you know a few of the pictures aren’t loading correctly.
    I’m not sure why but I think its a linking issue. I’ve tried it in two
    different browsers and both show the same results.

  6. gamefly free trial

    30 de maio de 2019 at 19:49

    I am really grateful to the owner of this web
    page who has shared this enormous piece of writing at at this time.

  7. gamefly free trial

    31 de maio de 2019 at 15:07

    Great article.

  8. Mattype

    1 de junho de 2019 at 15:06

    Impacto De Propecia order cialis online Sildenafil Generique 120 Mg Propecia Without A Rx Buy Xenical Online Cheap Uk

  9. gamefly free trial

    4 de junho de 2019 at 19:14

    Hey there! I know this is kind of off topic but I was wondering if you knew where I
    could locate a captcha plugin for my comment form?
    I’m using the same blog platform as yours and I’m having difficulty
    finding one? Thanks a lot!

  10. gamefly free trial

    5 de junho de 2019 at 22:21

    It’s a pity you don’t have a donate button! I’d most certainly donate to this outstanding
    blog! I suppose for now i’ll settle for book-marking and adding
    your RSS feed to my Google account. I look forward to new updates and will talk about this site with my Facebook group.
    Chat soon!

  11. gamefly free trial

    6 de junho de 2019 at 09:13

    Excellent write-up. I certainly love this site.
    Keep it up!

  12. ps4 best games ever made 2019

    12 de junho de 2019 at 07:38

    Excellent article! We will be linking to this particularly great post on our site.
    Keep up the great writing.

  13. quest bars cheap 2019 coupon

    9 de julho de 2019 at 04:30

    I love what you guys are up too. This type of clever work and reporting!
    Keep up the great works guys I’ve included
    you guys to my blogroll.

  14. plenty of fish dating site

    18 de julho de 2019 at 06:27

    Hi there, yes this paragraph is really pleasant and I have learned lot of things from it on the topic of blogging.
    thanks.

  15. natalielise

    23 de julho de 2019 at 23:41

    Amazing issues here. I’m very satisfied to look your post.
    Thanks a lot and I’m looking ahead to contact you. Will you please drop me a mail?
    natalielise pof

  16. dating site

    31 de julho de 2019 at 18:10

    Post writing is also a excitement, if you be familiar with afterward you can write or else it is complicated to write.

  17. roblox super power training simulator

    12 de agosto de 2019 at 06:33

    I like this website its a master peace ! Glad I found this on google .

  18. memberqq

    13 de agosto de 2019 at 06:41

    857213 386541Hey this really is kinda of off topic but I was wanting to know if blogs use WYSIWYG editors or if you have to manually code with HTML. Im starting a weblog soon but have no coding experience so I wanted to get advice from someone with experience. Any assist would be greatly appreciated! 939498

  19. boyaqq

    13 de agosto de 2019 at 06:42

    717280 821034Hey man, .This was an excellent page for such a hard topic to speak about. I look forward to reading many more fantastic posts like these. Thanks 87535

  20. plenty of fish dating site

    14 de agosto de 2019 at 03:25

    I like the helpful information you provide in your articles.

    I will bookmark your blog and check again here frequently.

    I am quite sure I will learn many new stuff right here!

    Good luck for the next!

  21. plenty of fish dating site

    14 de agosto de 2019 at 04:13

    certainly like your website however you need to test the spelling
    on several of your posts. Several of them are rife with spelling issues and I to find
    it very troublesome to tell the reality nevertheless I will definitely come back again.

  22. feebhaxx

    15 de agosto de 2019 at 16:36

    I am glad to be one of the visitors on this great website (:, appreciate it for posting .

  23. w88

    15 de agosto de 2019 at 21:19

    826416 458668As I internet web site possessor I believe the content material matter here is rattling magnificent , appreciate it for your hard function. You should keep it up forever! Very best of luck. 65834

  24. 카지노사이트

    18 de agosto de 2019 at 16:20

    511911 15482This write-up is very appealing to thinking folks like me. It is not only thought-provoking, it draws you in from the beginning. This is well-written content. The views here are also appealing to me. Thank you. 144985

  25. descargar facebook

    19 de agosto de 2019 at 14:26

    Hello to every body, it’s my first pay a quick visit of this web site; this website includes remarkable and in fact good data for visitors.

  26. enterfuntech quest bars cheap

    12 de outubro de 2019 at 08:31

    I needed to thank you for this fantastic read!!
    I definitely enjoyed every bit of it. I have got you book marked to look at new things you post…

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Especiais

Por que ninguém mais leva a sério os jogos multiplayer de Resident Evil?

A história da franquia pode ajudar a responder essa pergunta.

Foto: Divulgação/Capcom

Resident Evil é uma das principais marcas da Capcom, se não a principal. Os primeiros jogos da franquia, além de serem sucessos de críticas e vendas, entregaram personagens memoráveis e um universo rico e distinto. Tendo essa riqueza em mãos, era de se esperar que a Capcom buscasse novas formas de explorar a saga. Não tardou e derivados começaram a surgir. Uns interessantes. Outros nem tanto.

Inicialmente, a visão da empresa condizia com o intuito natural dos spin-offs: expandir um universo com novos formatos e gêneros. E uma das primeiras experimentações de Resident Evil foi Dead Aim, lançado em 2003. O jogo nos apresentou um novo protagonista, ao mesmo tempo que apresentava o primeiro game com visão de primeira pessoa da safa e um dos poucos jogos da franquia que permite que o personagem ande e atire ao mesmo tempo. Além disso, o enredo explorava um pouco as consequências dos eventos de Raccoon City e o paradeiro da Umbrella.

Apesar de não ser exatamente um jogo memorável como o Resident Evil 2 ou Resident Evil 3: Nemesis, é evidente que o Dead Aim cumpre o seu papel como derivado. O título alimenta o universo, sem interferir nos trilhos da saga principal.

Resultado de imagem para resident evil outbreak file 2

O mesmo pode-se falar de Outbreak, o primeiro jogo multiplayer de Resident Evil, também lançado em 2003. Com 8 personagens, jogo nos apresentava uma nova perspectiva do caos de Raccoon City. Aqui, a cooperação com os demais jogadores é essencial para a sobrevivência e a progressão da história. Um arquétipo não muito comum para os jogos da época, ainda mais em um período que o co-op online ainda não era tão popular e de fácil acesso.

Após ser reconhecido com boas vendas, o jogo ganhou uma sequência, lançada um ano depois, com melhorias e novas opções de jogabilidade. Infelizmente, o segundo não foi tão rentável quanto o primeiro.

Anos mais tarde, em 2007 e 2009, a desenvolvedora decidiu revisitar alguns eventos da franquia com dois novos derivados: Resident Evil: The Umbrella Chronicles e Resident Evil: The Darkside Chronicles. Os jogos também apresentavam multiplayer, em uma perspectiva de primeira pessoa, enquanto davam mais detalhes das histórias revisitadas. Alguns eventos inéditos também foram adicionados para expandir a lore da franquia. Apesar de serem exclusivos do Wii, os títulos, juntos venderem aproximadamente 2.35 milhões de cópias. Em suma, mais dois cases de sucesso.

O último passo “bem” sucedido da Capcom no caminho do multiplayer foi Resident Evil: The Mercenaries. O derivado, lançado para o Nintendo 3DS em 2011, abusava do 3D e expandia o popular modo Mercenários da franquia, que era inicialmente um modo extra de Resident Evil 3. Com diversos personagens clássicos, como Chris Redfield, Claire Redfield, Jill Valentine e Albert Wesker, jogo nos colocava em um simples, mas efetivo jogo de ação, onde o objetivo era conquistar a maior pontuação possível na partida.

Resultado de imagem para resident evil mercenaries

Infelizmente, a partir daqui as coisas começaram a dar errado para os spin-offs multiplayer da franquia.

Sem a grande visão que possuía anteriormente, como nos casos anteriores, Capcom lançou o Operation Raccoon City em 2012. Talvez com o objetivo de obter lucro fácil, a companhia tenha decidido fazer algo voltado para a grande massa de shooters, bem simplório, sem muitas alegorias ou inovações. Por um lado deu certo, visto que o jogo vendeu aproximadamente 2.5 milhões de cópias. Por outro, o título foi bombardeado de críticas negativas pela imprensa e pelos fãs.

Entre esses dois lados, a desenvolvedora decidiu dá atenção ao que mais importava para si: as vendas. E fruto dessa decisão, nasceu o péssimo Umbrella Corps. O título, lançado em 2016, foi vendido à base da nostalgia, oferecendo diversos mapas clássicos da franquia, como a vila de Resident Evil 4 e a base da Antártida de Code Veronica. Também fornecia pequenas dicas da nova fase da história da franquia, mas eram tão desinteressantes que ninguém se importava. No fim, o jogo passou batido, não vendeu bem e foi logo esquecido pelos fãs, pela mídia e pela própria Capcom.

E, então, chegamos à 2019. Em agosto, a companhia surpreendeu a todos com um teaser de um novo jogo, até então chamado Project Resistance. O vídeo não oferecia muitos detalhes, o que fez os fãs especularem que tratava-se do Outbreak 3. Aliás, além de ser querido pelos fãs, o auge dos jogos online seria uma bela oportunidade da empresa voltar a investir em um jogo tão singular e único. Certo? Errado.

Resultado de imagem para resident evil project resistance

Em 9 de setembro, foi revelado que o projeto é apenas mais um derivado, inédito, sem rostos conhecidos (com exceção dos inimigos), desvinculado de qualquer outro jogo anterior. Suas mecânicas são essencialmente colaborativas e funcionam de maneira similar à Friday 13th The Game e Dead By Deadlight, mas possuindo propriedades únicas, vindas da própria franquia. Contudo, apesar disso, apesar de não investir mais na ação frenética de Umbrella Corps e Operation, o público não comprou a ideia.

Por quê? Os cases acima ajudam a explicar.

Como visto, existe uma demanda, sim, para spin-offs multiplayer, tanto para os fãs da franquia, como para a indústria atual, que cada vez mais consome jogos do gênero. Contudo, os passos em falsos de Resident Evil ainda são recentes, os traumas ainda estão frescos. Os investimentos pesados na ação deixaram os fãs amargurados. Além disso, os incessantes gritos desse público pelas redes sociais deixam claro que eles desejam algo muito mais expansivo e criativo, como a Capcom fazia inicialmente, principalmente com o Outbreak, que aliava história inédita, personagens novos e uma mecânica cooperativa de sobrevivência, que abusava do raciocínio lógico e do bom racionamento dos recursos.

Também devemos atentar ao fato de que já existem muitos spin-offs do gênero dentro da franquia, o que pode ter saturado a ideia, possivelmente. Além do mais, há uma grande expectativa, por parte dos fãs, de um novo remake, de um terceiro Revelations (outro spin-off da franquia) e de uma sequência de Resident Evil 7. Em outras palavras, há um forte anseio de ver a lore da franquia ser expandida criativamente e personagens esquecidos retornando.

Dito isso, a companhia precisa de mais de um jogo simples de colaboração para conquistar os fãs. Por isso, talvez o Outbreak 3 fosse bem mais aceito. Ele não sofreria com o impacto da saturação e poderia apresentar novos detalhes do universo de Resident Evil. Mas se a Capcom deseja persistir na ação, um novo Mercenaries também não cairia mal pela sua popularidade e por poder reunir clássicos rostos da franquia em um mesmo jogo.

O que vocês acham?

Continue Reading

Artigo Otaku

Artigo Otaku |O que esperar de Saint Seiya (Parte 01)

Você está jogando o mobile game Saint Seiya Awakening: Knights of the Zodiac? Bom, se você é fã da franquia merece dar uma chance ao jogo apenas para experimentar um passatempo com bom design de personagens, cut scenes e trilha sonora referente à animação clássica de 1986.

Como pode ter percebido, eu estou jogando. Recém chegado ao Brasil tanto para Android quanto iOS, o mobile RPG reúne elementos da história principal com a jogabilidade do gênero de forma a proporcionar uma boa relação com o jogador.

Recentemente também a Netflix Brasil inseriu em seu catálogo a aclamada Saga de Hades completa com seus três capítulos (Santuário, Inferno e Elísios) realimentando o hype para a chegada da versão clássica e seus 114 episódios, que deveria ter ocorrido em agosto, mas já foi confirmado para 15 de outubro próximo. Isso sem falar do reboot feito pela própria Netflix que deve ter a segunda parte da primeira temporada disponibilizada até o final do ano (segundo rumores).

Tudo isso acaba que construindo um debate acerca da relevância de Saint Seiya para a indústria de entretenimento e perguntas sobre o que ainda se pode esperar.

(Teaser de pré-registro do mobile game Saint Seiya: Awakening)

Uma franquia tão longeva quanto essa certamente tem pontos fortes e fracos dividindo a opinião do público. Para Saint Seiya isso é muito notório quando se fala na composição desse público, que conta com fãs na média dos 40 e 30 anos (os mais antigos) e outros com 20 a 10 anos (incluindo os mais recentes). Ainda nessa composição há aqueles que se encaixam no fandom otaku e há aqueles que não se consideram/fazem parte deste nicho.

Assim, temos quem considere Saint Seiya – que por aqui ficou conhecido como Os Cavaleiros do Zodíaco – algo que chega ao ponto de ser tosco devido a problemas no roteiro, psicologia das personagens, estética de traços etc. Temos também quem tome a trama como uma obra-prima da mídia mangá/quadrinhos e que isso se repete em seus desdobramentos midiáticos.

Reconheço (correndo o risco de ter minha carteirinha de otaku confiscada) que faço parte do segundo grupo e amo a obra com muita paixão. Só que (em minha defesa) sou crítico o suficiente para observar o quão deficiente é a narrativa criada por Masami Kurumada em 1985 (data do mangá original). É nesse raciocínio que entramos na seara a respeito do que esperar. Antes recapitulemos o que já feito.

Em 3DCG, Knights of the Zodiac é o reboot mais recente que a franquia recebeu. (Fonte: Netflix)

Os desdobramentos de Saint Seiya e o público

Desde 2008, quando do lançamento da última parte do OVA (Original Video Animation) da Saga de Hades, os fãs se perguntavam qual seria o destino da franquia. Já existiam possibilidades. Em 2004, o longa-metragem Prólogo do Céu abriu as porteiras para uma possível batalha contra os Olimpianos. Desenvolvido a partir dos rascunhos do que viria a se tornar dois anos depois na prequel-sequel do mangá original denominada “Next Dimension”, o filme quase colocou em risco a conclusão da Saga de Hades, que só rolou quatro anos depois com qualidade inferior ao que havia sido feito nos seus treze primeiros episódios (Capítulo – Santuário).

O que se sabe é que o resultado final do filme não teria agradado algumas pessoas – entre elas o próprio Masami Kurumada -, mas a mensagem que ficou era de que para a Toei Animation já não havia mais prioridade para a franquia no estúdio, o que seria algo natural dado o passar do tempo. Saint Seiya era bem sucedido, mas nunca foi o maior campeão de vendas na indústria (num contexto local e mundial com exceções como França, Brasil e México, por exemplo).

Entre os fãs, muito se especulou que o Episode G pudesse ganhar sua versão em animê. Spin-off publicado desde 2002 (em 20 volumes no momento), o mangá desenhado por Megumi Okada tem traço destoante demais do que havia feito Masami Kurumada e Shingo Araki (na versão animê) com a história principal.

Arte com os design andrógino de Saint Seiya: Episode G e os Cavaleiros de Ouro do séc. XX. Narrativa mais densa e proposta de traço alternativo cativa os fãs, mas nunca foi adaptada em outras mídias (Arte: Megumi Okada / Revista Champion Red Ichigo)

Mesmo não virando animê, o Episode G tornou-se um material muito particular aos fãs mais aficionados pelos Cavaleiros de Ouro e rendeu mais duas publicações: Episode G- Volume 0: Aiolos, uma prequel; e Episode G ~Assassin~, que é uma sequel alternativa aos eventos do mangá original pós-Hades. Esse último foi iniciado em 2014 e terminou recentemente em agosto de 2019 confirmando o retorno de seu antecessor à publicação.

Os fãs dos Cavaleiros de Ouro, que ficarão ainda por algum tempo sem poder ver como ficaria a batalha dos Santos Dourados contra os Doze Titãs, tiveram suas esperanças maltratadas em 2015 quando da estreia do ONA (Original Net Animation) Saint Seiya: Soul of Gold, que veio como um spin-off da Saga de Hades onde os Cavaleiros de Ouro mortos no Muro das Lamentações vão para nas terras gélidas de Asgard (numa clara referência ao emblemático filler Saga de Asgard da série clássica) e combatem as intenções malignas do deus nórdico Loki.

Cena em Soul of Gold que fez a animação alvo de muitas críticas pelo péssimo trabalho de finalização no character design. Abaixo a mesma cena foi refeita em um review do episódio seguinte e traz algumas melhorias, mas ainda deixa desejar. (Fonte: cavzodiaco.com.br)

Embalada pela vontade de vender action figures (bonecos!), a Bandai Tamashii Nations – que detém os direito de imagens da franquia para linha de colecionáveis – lançou em 2014 (durante a CCXP) a linha de action figure com as 12 Armaduras de Ouro em sua forma divina e ainda fez apresentação do primeiro episódio do animê, que seria a peça de publicidade dos bonecos. Sem dúvida uma linha de colecionáveis que mexe com o coração dos mais apaixonados pela franquia.

Já não se pode dizer o mesmo do animê, onde a Toei Animation trouxe uma animação muito aquém do que vinha sendo aplicado nas demais produções da franquia, como é o caso de Saint Seiya: Ômega (falaremos dele na parte 02!). Com design de personagem questionável, erros de proporção e finalização, a série, que poderia ficar para a posteridade como algo memorável, veio a se tornar uma das chacotas do mundo otaku.

Muito outras chacotas ainda existem na franquia, que nesse período apresentou potenciais produtos de sucesso que por alguma razão não deslancham na aceitação do público geral ou do fandom especializado. O que não quer dizer que não haja coisas boas e valor simbólico entre os tantos desmembramentos já realizados e aqueles que poderão vir a existir. Assunto para a segunda parte deste artigo especial.

E você: já sentiu o cosmo?

Continue Reading

Destaque

Relação entre Margaret Atwood e série The Handmaid’s Tale é pura simbiose

Ao ler The Testaments, o novo livro de Margaret Atowood, onde a escritora volta a explorar o regime fundamentalista totalitário protestante de Gilead, após ter visto toda a terceira temporada de The Handmaid’s Tale, série do Hulu que adapta o romance homônimo publicado em 1985, torna-se perceptível que a mão da canadense ainda é tão presente na narrativa derivada já tão distante do original, quanto era na primeira temporada, com cenas retiradas do livro.

Mas Atwood e sua relação com The Handmaid’s Tale é algo de fresco na dança entre romancistas e as dramatizações de seus livros, precisamente quando se trata de ficção especulativa, indo muito além da ocasional participação especial. A escritora da liberdade e se inspira na obra derivada. É um ciclo completo como raras vezes se vê.

Em sua mais recente edição, a revista The Gentlewoman traz uma extensa entrevista com Margaret Atwood, que estampa a capa, onde são abordados inúmeros temas concernentes à vida e carreira da escritora octogenária. Em dois parágrafos há um isight sobre como se dá a relação simbiotica entre criador e criatura: Atwood orientou Bruce Miller,showrunner e principal roteirista de The Handmaid’s Tale, enquanto escrevia seu novo livro, e levou aspectos da série para dentro de seu novo testamento.

Diferente de quando uma obra derivada expande o texto, ou o surpassa, o trabalho foi simultâneo. Mas diferente de escritores mão de ferrro, Miller teve liberdade em explorar as linhas gerais que lhe foram dadas. Pelo menos na maior parte.

O nome de Nicole, segunda filha de June foi uma exigência inegociável de Atwood, assim como também a salvaguarda da vida de alguns personagens, não expecificados na entrevista. “Eu disse que tinha que ser Nicole”, certificou a escritora.

Atwood para The Gentlewoman, por Alasdair McLellan

Das telas, Atwood tomou grande inspiração na performace de Ann Dowd como Aunt Lydia para dar mais profundidade à personagem. É em grande parte pelo excelente trabalho de Dowd como a matriarca das Tias que Lydia ganhou um episódio com seu passado na tv e o poder de narradora em The Testaments. Para os leitores dos dois livros e expectadores da série, é possível perceber exatamente até onde vai a mão de Atwood e onde começa a liberdade de Miller. Um balanço perfeito, mesmo quem não concorda com interferências de autores em projetos derivados, como eu, deve concordar.

“Fui inspirada pela performace de Ann Dowd, que deu à Aunt Lydia mais dimensões que ela tinha no livro original”, contou Atwood. Dowd inclusive foi chamada para reprisar a personaem no  audiobook do novo romance profético. 

The Testaments foi lançado – com toda pompa de um prestigiado romance literário encontrando o frisson de uma saga popular – no último dia 10 de setembro, após um ferrenho esquema de segurança e confidencialidade para manter a surpresa, é um dos favoritos para ganhar o Booker Prize 2019 e já best-seller em todo o mundo.

Tayna Abreu é jornalista de entretenimento e também fala sobre ficção especulativa em seu IGTV @oftay_ 

Continue Reading