Connect with us

Filmes

Fracasso de Quarteto Fantástico causou problemas na produção de Gambit

Um problema levou a outro.

Foto: Divulgação/Marvel

O diretor original de Gambit, Rupert Wyatt, revelou em entrevista ao The Beat que o fracasso de Quarteto Fantástico foi um dos grandes problemas enfrentados pela produção.

Segundo o cineasta, a má performance do filme fez o orçamento de Gambit reduzir consideravelmente. Para tentar contornar o problema, o diretor tentou adaptar o roteiro, mas como estavam próximos do início da produção, Fox negou a ideia e o projeto foi adiado. Confira o relato completo:

“Eu estava muito próximo de Channing Tatum e o seu parceiro de produção, Redi Carolin, e trabalhava no roteiro com ele e Josh Zetumer como roteirista. Estávamos muito próximos de começar, acho que faltavam umas 10 semanas. Mas tudo acabou se resumindo a orçamento. Não havia o suficiente. Todos sabemos muito bem como funciona essa indústria. O Quarteto Fantástico tinha sido lançado pela Fox na época e não se saiu muito bem, então nosso orçamento foi reduzido consideravelmente. 

E então o inevitável aconteceu: tínhamos de reescrever o roteiro para encaixar com nosso orçamento’, mas estávamos muito próximos do início da produção, e a Fox não ia querer fazer isso, então não aconteceu.

Com a compra da Fox pela Disney, o futuro do longa é ainda mais incerto.

Filmes

Fusão com a Disney está prejudicando marketing de X-Men: Fênix Negra

Confusão nos bastidores.

Foto: Divulgação/20th Century Fox

Segundo um relatório da Vanity Fair, executivos da Fox afirmaram que a fusão da Fox com a Disney está prejudicando a divulgação de X-Men: Fênix Negra.

Nós sabemos quando vamos lançar um trailer, mas a divulgação não está nem perto de onde deveria estar agora. É assustador. Se eu fosse um cineasta, estaria muito bravo

Segundo a fonte, os publicitários da Fox se reuniram com os executivos responsáveis pelo longa para definirem as principais estratégias promocionais. Contudo, diante da aquisição, a maioria desses empregados foram substituídos por consultores temporários.

Ninguém chegou para nós e falou ‘É isso que está acontecendo’. Por que eles não dizem logo que não há lugar para nós? Por que eles não deixam todo mundo saber disso? Nós não estamos sendo demitidos porque não ganhamos dinheiro para a empresa, ou porque fizemos trabalhos ruins. Estamos saindo por causa do capitalismo”, afirmou a fonte.

X-Men Fênix Negra estava planejado para ser lançado originalmente em novembro do ano passado. Portanto, devido a trabalhos extras na pós-produção e algumas refilmagens com o elenco, o longa foi adiado duas vezes.

Se nada mais entrar em seu caminho, X-Men: Fênix Negra será lançado em 7 de junho.

Continue Reading

Filmes

Família Marvel cresce: entenda a aquisição da Fox

Atualmente a empresa cinematográfica encontra-se em abundância de filmes do gênero de heróis – cultura esta que teve suas portas abertas com os X-Men de Bryan Singer nos 2000 e que se consolidou com o império do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) com o Homem de Ferro de Robert Downey Jr. no ano de 2008.

No momento atual, com a estreia de Capitã Marvel na quinta-feira passada (07) na família Marvel, a empresa contabiliza cerca de 18 bilhões de dólares arrecadados nos últimos onze anos com os filmes deste gênero, tornando-se uma das franquias mais rentáveis dos cinemas.

Todavia, engana-se quem pensa que o cenário sempre fora favorável ao crescimento da empresa. A situação costumava ser bem diferente durante os anos 90: a Marvel estava à beira da falência após suas inúmeras tentativas de adaptações falhas de suas histórias de heróis para a tela dos cinemas – dentre as quais uma grande parte já foi até esquecida – forçando a companhia a vender muitos dos seus títulos mais famosos para outras companhias, como a Fox e a Sony.

Entretanto, os acordos firmados entre a Marvel e essas companhias iam muito além do que meramente a produção de filmes. A Fox, por exemplo, não somente herdou os X-Men, como qualquer associação a palavra mutante, ou até mesmo o uso do termo adamantium (metal usado para as garras do Wolverine) – que ficava restrito ao uso da Fox. Somam-se a isso, os direitos que a Fox adquiriu também da primeira família da Marvel (o Quarteto Fantástico), tendo sido produzidos três filmes pela franquia.

Por sua vez, a Sony teve uma pegada mais agressiva, sendo-lhes oferecidos inúmeros títulos, entre eles: Pantera Negra, Doutor Estranho e outros. Porém, eles tinham seus olhos certos no amigo da vizinhança, o Homem-Aranha. O acordo Sony-Marvel tem cláusulas mais restritas ainda: não somente os direitos cinematográficos do personagem seriam da Sony, como eles também compraram os direitos do nome Homem-Aranha, tendo assim sempre o controle criativo em tudo feito para o cabeça de teia em mídia.

Cada acordo serviu seu proposito e assim a empresa pôde se erguer novamente. Até que tudo mudou de vez quando a Marvel se viu no posicionamento de fazer parte de algo maior. Em 2009, após o sucesso do primeiro Homem de Ferro, Bob Iger, o presidente da Disney tomou interesse pelo potencial desse universo e com um cheque de 4 bilhões de dólares tornou a Marvel Entertainment Inc. parte da família do Mickey.

A Disney já havia adquirido a sua divisão de animações com a Pixar em 2004, comprando de Steve Jobs por 7 bilhões de dólares. E oito anos após essa transação, a empresa ainda comprou a Lucasfilm em 2012, também pelo preço de 4 bilhões; o que lhe possibilitou produzir o mega hit cultural “Star Wars”, tornando-a uma titã na área de entretenimento.

Contudo, a parte mais importante desse acordo foi na verdade a presença de um homem que veio junto com os títulos da Marvel: Kevin Feige. Kevin, que anteriormente trabalhou nas produções da Sony, agora assumiria a posição de produtor executivo da Marvel, fazendo sua visão não somente como empresário, mas também como fã, materializar-se em tudo que conhecemos do MCU nos últimos anos.

Com a entrada de Feige, o mundo da Marvel cresceu rapidamente e personagens que eram restritos por conta de acordos pré-Disney começaram a fazer falta. Sendo assim, em 2016, com a chegada de “Capitão América: Guerra Civil”, mostrou-se necessário que um novo acordo com a Sony fosse feito. E assim foi, que a Sony, apesar de ainda ter controle criativo sobre todos os filmes solos do Homem-Aranha, permitiu a entrada do personagem no MCU, rebotando-o pela segunda vez e nos trazendo Tom Holland.

No entanto, Feige pôs em uma cláusula de que isso não seria um acordo de mão dupla, de modo que os personagens de sua Marvel jamais fizessem aparições no universo da Sony (que começou a tomar forma em 2018, com o filme do Venom, estrelado por Tom Hardy).

Mas isso não era suficiente para Kevin Feige, que assim como você que é fã, também sonha com o momento em que o MCU vai poder contar com o tão esperado encontro entre personagens como Wolverine e Capitão América. Então, depois de meses de uma batalha intensa, na quarta-feira (20) desse mês, o acordo entre a Disney-Fox finalmente será consolidado, por impressionantes 71 bilhões de dólares.

A Disney comprou todas as propriedades da Fox, tornando, assim, X-Men,  Quarteto-Fantástico e Deadpool novamente parte da família Marvel. Rumores apontam que Feige, inclusive, já tem planos para a introdução desses heróis tão icônicos para a Fase 4 do MCU, a qual ocorrerá oficialmente depois de Vingadores: Ultimato.

No entanto, essa absorção da Fox pela Disney vai muito além de somente super-heróis. Diferentemente da Sony, todas as propriedades da Fox agora fazem parte de divisões da Disney Inc.; isso inclui filmes como a saga Avatar de James Cameron, os Simpson e até mesmo a aquisição dos direitos da franquia de Percy Jackson. Ademais, a Disney agora é a maior detentora de ações do serviço de stremio Hulu, que produz séries como a aclamada Conto da Aia.

Bob Iger inclusive já falou sobre essa possibilidade de criar uma oportunidade de desenvolver uma divisão da Disney um pouco mais adulta, permitindo assim que propriedades como Deadpool possam permanecer com sua classificação +18 que tanto agradou os fãs em seus primeiros dois filmes. Assim, podemos ver que um futuro grande e cheio de mudanças aguarda não somente a Marvel, mas também a própria indústria de cinemas.

Continue Reading

Filmes

Por que a trilha sonora de Capitã Marvel não foi um desperdício

O filme, que estreou na quinta-feira (7), gerou discussões a cerca de sua trilha sonora.

Quem assiste os filmes da MCU sabe muito bem que a utilização de músicas dentro dos filmes (para além da trilha original), é feita de forma muito discreta. Enaltecemos aqui a franquia Guardiões da Galáxia, por se manter como os dois longas da MCU que trabalham fielmente músicas, principalmente dos anos 70, na composição de suas cenas.

Diferente do que algumas abas ao lado opinaram, não podemos deixar de revelar que a trilha de Capitã Marvel não foi, em nenhum momento, desperdiçada. Percebe-se que Anna Boden e Ryan Fleck resolveram atiçar um pouco mais do conhecimento musical do telespectador – ao, diferente de James Gunn –, inserirem na trilha músicas conhecidas, mas não verdadeiramente os hits da época.

A maioria das músicas é apenas ouvida na ambientação de alguns lugares, como quando Carol Danvers (Brie Larson) entra em um típico café da época, ou enquanto dirige uma motocicleta. Porém, há algumas que se destacam nas cenas, como Whatta Man, do Salt-N-Pepa, quando a heroína deixa um confuso guarda de uma loja de locadoras para trás.

Listamos algumas das músicas e seus momentos de aparição (sem spoilers) no longa. Acompanhe abaixo e curta esse som conosco!

Come As You Are, do Nirvana

A música surge num vinil e acompanha um flashback da personagem. O som cai perfeitamente na cena, considerando, ainda, que a personagem relembra ser fã de artistas como Janis Joplin e Guns ‘n Roses.

A canção da banda grunge estadunidense Nirvana, escrita por Kurt Cobain, foi lançada como segundo single do segundo álbum da banda, Nevermind, em 1992. Foi a segunda canção da banda a entrar tanto no American Top 40 e no UK top 10, alcançando a posição de número 32 na Billboard Hot 100, e número nove no UK Singles Chart. O videoclipe de Come As You Are foi dirigido por Kevin Kerslake, que se inspirou na arte de capa do Nevermind para fazê-lo.

Waterfall, da TLC

Waterfalls embala uma das cenas de diálogo entre Carol e Nick Fury (Samuel L. Jackson). A canção fala de temas duros de forma suave, e cai como luva para dar vida a situação – que não citaremos, por presarmos contar histórias sem spoilers.

A música foi escrita pela integrante da banda Lisa “Left Eye” Lopes, Marqueze EtheridgeOrganized Noize. Fez parte do segundo álbum do TLC, CrazySexyCool (1994). Waterfalls foi lançada como o terceiro single do álbum, em 29 de maio de 1995, nos Estados Unidos, seguido por um lançamento no Reino Unido em 5 de agosto de 1995.

Muitas vezes considerado como a canção assinatura do grupo, se tornando um verdadeiro foi um sucesso internacional e chegando ao topo das paradas em territórios diferentes, incluindo #1 por sete semanas na Billboard Hot 100.

Just A Girl, do No Doubt

Um fato interessante é que não apenas a melodia das músicas, mas também as suas letras são um complemento perfeito do que está acontecendo na cena. Como uma boa dose de ironia, assim como o presente em todo o longa, Just A Girl toca em um dos momentos mais definitivos da trajetória de Carol Danvers.

Just A Girl foi o primeiro single do No Doubt. Composta por Gwen Stefani e Tom Dumont, a canção mescla o rocj e ska punk. Lançada em 1995, chegou à posição #23 na Billboard Hot 100 e #10 na Billboard Modern Rock.

Only Happy When It Rains, do Garbage

A letra dessa música conta a história de uma garota que gosta de um bom drama, mas que não se abala quando… chove! Seria mesmo a voz de Shirley Manson cantarolando a história de nossa queridíssima Carol Davers? Mesmo quando a jornada se torna solitária e o mundo parece duvidar de sua capacidade, ela chega lá. A teimosia deu bons resultados aqui, aposto que vocês viram.

Only Happy When It Rains foi escrita e produzida pela banda de rock alternativo Garbage para o álbum de estreia auto-intitulado (1995). Foi lançada em 18 de setembro como o terceiro single da banda. Ela recebeu críticas positivas, principalmente sobre a produção e os vocais de Shirley Manson. Teve estadia no UK Singles Chart e o Billboard Hot 100.

Celebrity Skin, de Hole

Com a Capitã Marvel já chegando com status de celebridade no MCU, a música parece trazer uma indireta sobre alcançar o estrelato, mas ainda se mantendo fiel aos seus princípios e com os pés fincados no chão. Sabemos que ela já uma das personagens mais importantes desse universo. Mas não podemos esquecer o que, um dia, o Homem-Aranha disse: “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”.

Celebrity Skin é o décimo single da banda americana de rock alternativo Hole, lançado em 1º de setembro de 1998. Foi single de estreia de terceiro álbum de mesmo nome da banda, e é o mais bem sucedido single de Hole.

A música foi usada no filme American Pie, mas não apareceu na trilha sonora, além de ser apresentada na introdução do videogame NHL Rock The Rink, bem como nos videogames Rock Band e Sing Star como uma faixa jogável. Também recebeu duas indicações ao Grammy de Melhor Canção Rock, perdendo para Uninvited, de Alanis Morissette, e Melhor Performance de Rock por um Duo ou Grupo, perdendo para Pink do Aerosmith.

E então? A trilha deixou mesmo a desejar? Fica o questionamento.

Continue Reading